Camila e Andrea eram amigas desde o segundo ano da faculdade. Dividiram apartamento por dois anos, choraram juntas por namorados que terminaram, se ajudaram em provas, em noites de ressaca e em decisões ruins. Foi Andrea quem apresentou Paulo a Camila, num churrasco de final de semestre. E foi Camila quem, meses depois, apresentou Marcelo a Andrea, num bar perto do campus. Na época, ninguém suspeitava de nada. Andrea e Paulo nunca souberam que, por quase um ano inteiro, Camila e Marcelo tinham se comido em segredo: motéis baratos, o quarto dele no prédio de estudantes, o carro estacionado em lugares escuros. Foi intenso, sujo e sem compromisso. Quando acabou, cada um seguiu em frente. Camila casou com Paulo. Marcelo casou com Andrea. E o passado ficou enterrado sob anos de jantares, viagens e risadas em grupo.
Três meses antes da festa de aniversário da Andrea, os quatro ainda eram o mesmo núcleo apertado. Paulo e Andrea viajaram juntos para um congresso de trabalho em outra cidade. Voltariam só no domingo à noite. Marcelo ficou sozinho na casa. Camila também.
A mensagem chegou quase meia-noite de sexta.
Marcelo: Ainda acordada?
Camila demorou quase um minuto para responder. Estava deitada no sofá, de short e camiseta larga, o celular na mão.
Camila: Sim. Por quê?
Marcelo: Casa vazia. Televisão ligada. Nada pra fazer.
Camila: Vai dormir então.
Marcelo: Não tô com sono.
Houve uma pausa. Camila sentiu o coração acelerar sem querer. Já fazia anos que eles não trocavam mensagens assim, sozinhos.
Camila: Então o que você quer?
Marcelo: Conversar. Como antigamente.
Ela mordeu o lábio. “Como antigamente” era perigoso demais.
Camila: Antigamente a gente não só conversava.
Marcelo: Eu sei.
Outra pausa, mais longa. Camila se sentou no sofá, as pernas dobradas.
Camila: Isso é uma péssima ideia.
Marcelo: Eu sei disso também. Mas tô aqui, sozinho, e não consigo parar de pensar em você.
Camila: Em mim como?
Marcelo: Do jeito que você gemía quando eu te comia no carro. Do jeito que sua buceta apertava meu pau. Do jeito que você pedia pra eu gozar dentro.
Camila sentiu o calor subir entre as pernas. Fechou os olhos por um segundo.
Camila: Para.
Marcelo: Não quero parar. Vem pra cá.
Camila: Marcelo…
Marcelo: A porta vai estar aberta. Se você não vier, eu entendo. Mas se vier… a gente resolve o resto.
Ela ficou olhando a tela por quase cinco minutos. Depois se levantou, trocou o short por um jeans justo, tirou o sutiã e vestiu só uma blusa fina. Pegou as chaves e saiu.
A casa de Marcelo estava quieta quando ela chegou. A porta realmente entreaberta. Ele a esperava na sala, de bermuda e camiseta frouxa, o cabelo ainda úmido de um banho recente. O mesmo sorriso safado de anos atrás.
— Você veio — disse ele, a voz baixa.
— Eu vim — respondeu Camila, fechando a porta atrás de si. — Mas ainda acho que isso é uma merda de ideia.
Marcelo se aproximou devagar. Não a tocou ainda.
— Eu também acho. Mas você tá aqui. E eu tô duro só de te olhar.
Camila engoliu em seco. O ar entre os dois já estava pesado.
— A gente não pode fazer isso de novo — murmurou ela.
— A gente já fez. Várias vezes. E ninguém nunca soube.
— Andrea é minha amiga.
— Paulo é meu amigo. Isso não muda o fato de que eu quero te foder agora.
Camila deu um passo para trás, mas a parede a impediu. Marcelo se aproximou mais, a mão subindo devagar pelo braço dela.
— Me diz pra parar — sussurrou ele. — Me diz agora e eu abro a porta pra você ir embora.
Ela não disse nada. Só o olhou. Marcelo inclinou o rosto e beijou sua boca. No começo foi só lábios, teste. Depois a língua dela respondeu, faminta. As mãos dele desceram pela cintura, apertaram a bunda por cima do jeans. Camila gemeu baixo contra a boca dele.
— Porra… — murmurou Marcelo, beijando o pescoço dela. — Você ainda cheira igual.
Ele tirou a blusa dela num movimento só. Os peitos pesados apareceram, mamilos já duros, escuros, pedindo boca. Marcelo chupou um com força, a língua girando, os dentes roçando de leve. Camila arqueou as costas, a mão nos cabelos dele.
— Assim… mais forte — pediu ela, a voz já rouca.
Ele obedeceu, chupando e apertando o outro peito ao mesmo tempo. Depois desceu o zíper do jeans dela, puxou junto com a calcinha. Camila ficou pelada na sala. Entre as coxas, a buceta já brilhava, lábios carnudos inchados, um fio transparente escorrendo pela fenda.
Marcelo se ajoelhou na frente dela.
— Abre as pernas.
Ela abriu. Ele passou a língua devagar pela fenda inteira, de baixo pra cima, chupando o clitóris inchado com fome. Dois dedos entraram fácil, curvando, enfiando fundo. Camila gemeu alto, as unhas cravando no ombro dele.
— Porra, Marcelo… sua língua…
Ele chupou mais forte, os dedos metendo rápido, o som molhado enchendo a sala. Camila tremeu, quase gozando, mas ele parou de propósito.
— Não ainda — falou, se levantando. — Quero gozar com você.
Tirou a própria bermuda. O pau saltou pesado, grosso, veias latejando, a cabeça vermelha e úmida de porra. Camila desceu de joelhos sem ele precisar pedir. Envolveu a base com a mão e engoliu o máximo que conseguiu, a garganta se abrindo, saliva escorrendo pelo queixo. Marcelo gemeu, a mão nos cabelos dela, empurrando devagar mais fundo.
— Isso… engole esse pau… do jeito que você fazia antes.
Ela chupou forte, a língua pressionando a veia de baixo, a mão apertando e subindo. O som obsceno de sucção ecoava. Quando se afastou, um fio de saliva ainda ligava a boca à glande brilhante.
— Me fode — pediu ela, a voz molhada. — Agora.
Marcelo a puxou para o sofá, a deitou de costas e abriu as pernas. Alinhou a cabeça grossa na entrada encharcada e empurrou de uma vez. Camila gritou baixo, as unhas cravando no couro.
— Caralho… ainda é grosso pra porra…
— Aguenta — respondeu ele, a voz tensa. — Você sempre aguentou.
Ele começou a meter. Estocadas profundas, lentas no começo, o pau saindo quase todo e entrando até o fundo. O som úmido de pele batendo em pele enchia a casa. Camila enrolou as pernas na cintura dele, puxando mais.
— Mais forte — pediu. — Me fode como se eu fosse só sua.
Marcelo acelerou. As mãos apertaram os quadris dela, os dedos afundando na carne. Os peitos balançavam a cada investida. Ele se inclinou, chupou um mamilo enquanto a outra mão descia para esfregar o clitóris inchado.
— Sua buceta tá engolindo tudo… tão molhada… — murmurou no ouvido dela.
— Porque eu quero mais — gemeu Camila. — Não para… me fode até eu gozar.
Ele meteu mais bruto, o pau batendo fundo, a base dos pelos escuros colando na pele molhada dela. Camila gozou primeiro, o corpo inteiro se contorcendo, a buceta se apertando em contrações fortes, um jato quente escorrendo pelo sofá. Marcelo não parou. Continuou enfiando através do orgasmo dela até sentir o próprio chegar.
— Dentro — ela pediu, ofegante. — Goza dentro de mim.
Ele enterrou até o limite e se soltou. A haste latejou forte, jatos quentes e espessos enchendo o interior dela. Os dois ficaram parados, ofegantes, o pau ainda pulsando lá dentro.
Quando ele finalmente saiu, a porra escorreu grossa pela fenda inchada e desceu pela coxa. Marcelo se deitou ao lado, a mão ainda roçando de leve o clitóris sensível.
— Andrea não pode saber — murmurou ele.
— Paulo também não — respondeu Camila, ainda tremendo.
Ficaram em silêncio por longos minutos. Depois ela se vestiu devagar, beijou a boca dele uma última vez e saiu pela porta da frente.
No caminho de casa, o cheiro de sexo e de Marcelo ainda estava nela. E, pela primeira vez em anos, o passado não parecia tão enterrado assim.