Eric
“E ela fugiu?”
“Assim que eu coloquei ele pra fora, ela faltou pouco sair voando, inventou uma desculpa e meteu o pé” Sam estava desapontado, frustrado, um sentimento que eu infelizmente entendia bem, na nossa idade é uma vergonha ainda sermos virgens, principalmente considerando o quão popular a gente é, gostosos pra caralho, meu irmão Sam tava no ponto pra colocar o uniforme de Superman e ir salvar pessoas, não fazia sentido. Exceto é claro pela bizarrice que a gente tem entre as pernas, aquilo que fazia qualquer guria sair correndo em disparada e nunca mais olhar para trás. E cada uma que a gente tentava espalhava rumores por toda a cidade ao ponto de nenhuma se atrever a tentar. Eu já não media mais o meu pau com medo de saber o tamanho real e desconfio que Sam também. O pior de tudo era ouvir nossos amigos, os caras só falavam nisso, de pegar uma de jeito, de socar na outra, como esse fim de semana ele ia convencer a namorada a liberar o cuzinho… o que eu não daria só por um beijinho na cabe… enfim, não era justo, eu desconfio que o fato de sermos tão bom em esportes era só descontando a frustração mesmo, a tensão acumulada.
“É muito injusto, a gente devia tá nadando em um mar de buceta.” Eu completei quando Dio se mexeu entre nós, murmurando alguma coisa no sonho dele, eu segurei sua cabeça e puxei mais pra cima do meu peito.
“Esse dai apaga mesmo toda noite, nem um furacão vai acordar ele”
“Eu não duvido, mas também, o tanto que ele treina naquelas barras, acho que ele está tão frustrado quanto a gente”
Samuel enfiou a mão debaixo das cobertas ‘Tá valendo a pena viu, esse rabão tá duro igual pedra, o da Jéssica era meio murchinho. Engraçado, você acha que ele cresceu?’
‘Deixa eu ver’ Eu enchi a mão também com uma das polpas da bunda do Geovane, realmente, mais dura e lisa que de todas as garotas que eu já tinha ficado, acho que minha mão vagou demais e acabei colocando o dedo no rego dele e imediatamente senti algo molhado, no susto eu tirei a mão rapidamente. ‘Ew! Que nojo!’
‘O que foi?’ Sam perguntou alarmado
‘Acho que ele tá sujo lá embaixo’ Sam me olhou de olhos arregalados, depois de alguns segundos caímos na gargalhada. ’Isso é o que eu ganho por enfiar a mão na bunda dos outros sem ser convidado, kkkkkk’
‘Espera!’ Sam exclamou, cheirando o ar ‘Tá sentindo esse perfume?’
Eu revirei os olhos, sacana. ‘Eu não diria que isso é um perfume, seu porco’
Sam agarrou minha mão suja e levou até o nariz dele, respirando fundo. ‘Acho que vou vomitar, não quer lamber também não?’
‘Isso não é o que você tá pensando seu babaca, parece ser lubrificante’
Eu coloquei minha mão contra o abajur, confirmando que era um líquido viscoso, quase transparente. ‘Por que ele teria lubrificante ali?...’
Então me deu um lampejo e eu olhei para Sam, que deve ter chegado à mesma conclusão que eu. ‘Você acha que ele estava…’
‘Com certeza, quer dizer, é assim que caras gays se masturbam né? Faz sentido’
‘Shh’ Eu tampei a boca de Sam antes que ele falasse mais. ‘A gente não deveria saber disso, lembra? Ele vai contar pra gente quando tiver a vontade…’ Só então me toquei do meu erro, a mão que usei pra tampar a boca dele era a que estava suja. “Sam!!! Desculpa cara!!!” Mas ele ficou em silêncio, os olhos meio revirados ‘Sam? Tudo bem?’
‘Tá sim… Eu só tô meio cansado… Vou dormir agora…’ A voz dele parecia meio distante, meio apagada, acho que ele estava cansado mesmo e nem se importou com o que eu fiz, eu disse ok e levantei da cama para lavar a mão antes de ir dormir. Quando eu voltei eu jurei ter percebido um movimento estranho por parte do Sam, mas achei que fosse coisa da minha cabeça. O cheiro doce do lubrificante não saiu da minha mão por vários dias, eu ia ter que perguntar pro Dio qual marca ele estava usando.
Dio
Pela segunda manhã seguida eu acordei assustado, se na manhã anterior eu acordei por causa do cheiro essa manhã eu acordei pelo tato, eu senti algo molhado entre minhas nádegas, à medida que eu ia acordando completamente eu ia entrando mais em pânico, eu não acredito que fiz isso, não na cama!!! E mais uma vez eu pulo da cama e saio disparado em direção ao banheiro igual um raio. Já com lágrimas em meus olhos eu me limpei com papel higiênico esperando ver a sujeira, mas pra minha surpresa não tinha nada… Não, tinha sim, estava molhado, mas era um pouco mais grosso que água, sem odor. Confuso eu descartei o papel higiênico e passei a mão na área, toda minha região traseira parecia estar mais sensível, e maior? Mas quando meu dedo tocou meu anel um choque percorreu meu corpo, era como se meu cuzinho estivesse um milhão de vezes mais sensível que o normal, ao ponto de eu quase sentir o gosto de meu dedo? Isso não fazia sentido…
Mas antes que eu pudesse pensar direito nisso a porta se abriu de uma vez e Eric invadiu o banheiro, ele olhou pra mim e seu rosto se iluminou de forma sacana. “Eu sabia que tinha um motivo para você estar fugindo da cama todo dia de madrugada.”
Meu rosto ficou vermelho, na hora eu percebi que estava nú ainda e cobri minhas partes da frente. ‘N-não é o que você tá pensando’
Eri chegou bem perto, farejou o ar ao meu redor. ‘Claro…’ Ele agarrou meu braço e me arrastou para o chuveiro ‘Anda, joga uma água no corpo, se eu chegar atrasado hoje eu jogo um de vocês pela janela do onibus’
A água fria acabou por me acalmar um pouco, era coisa do Eric começar o dia com um banho gelado, mas eu começava a apreciar o costume.
‘Hey, hey, vira essa arma pra lá!!!’ ainda com os olhos fechados ouvi Eric reclamar de forma bem humorada, eu não precisava abrir os olhos pra saber que Sam entrou no banheiro de pau duro, isso não era novidade nenhuma entre nós, éramos jovens, ficar de pau duro era uma ocorrência frequente o suficiente pra não incomodar mais qualquer um de nós.
A surpresa foi quando uma mão pesada familiar pousou no meu ombro, uma onda de choque atravessou meu corpo, meu anel ao mesmo tempo contraiu de forma quase dolorosa.
‘Terminei!’ Eu falei alto imediatamente e sai correndo do banheiro.
‘Obrigado por avisar… maluco’ ouvi Eric ao sair.
Meu deus, como eu ia sobreviver aos meus banhos agora com esses dois em cima de mim?
A viagem no onibus escolar foi uma tortura, o atrito do meu traseiro com o banco estava me deixando maluco, minha calça estava muito apertada, meu traseiro definitivamente estava maior, no meio dele uma agonia que eu nao entendia direito, e pra piorar eu sentia o olhar pesado de Sam sobre mim, ele assumira sua posição de sempre, encostado contra a janela, mas enquanto os amigos conversavam ao redor dele seu olhar permanecia fixo em mim, eu estava me sentindo como um pedaço de carne, misturado a agonia que cada solavanco do onibus me causava me fazia sentir ainda pior, eu não entendia o motivo do olhar, eu nunca tinha me sentido ameaçado por algo que o Sam tivesse feito antes, pelo contrário, ele sempre foi meu abrigo seguro.
‘Sam, você tá tão calado, você tá doente cara?’ Um dos amigos de Sam atrás de mim soltou
‘Pensando bem você tá meio pálido mesmo cara, se eu fosse você eu ia na enfermaria da escola, vai que você descola um atestado de uns dias!’
Oh, tem enfermaria da escola! Nem passou pela minha cabeça, talvez alguém lá pudesse me ajudar com esse problema no meu bumbum. Talvez eu devesse visitá-la nos próximos dias.
Eric
‘Cresceu não foi?’
‘Ele quase não conseguiu colocar as calças hoje, tio Maurício vai levar ele para comprar umas novas hoje a tarde’ Sam respondeu enquanto observavamos Dio cruzar o pátio da escola com um grupo de amigos. Estávamos só nós dois hoje, ambos irritados demais para suportar a presença dos colegas, eu só tinha um amigo real que era Sam, ele só tinha um amigo real, que era eu. E nessas horas a gente só suportava um ao outro mesmo. ‘Quem é a rabudinha agarrada nele?’
Só então eu percebi outra bunda, digo, outra pessoa caminhando com ele. ‘Não faço ideia… A gente já tentou comer essa?’
Sam franziu a testa em concentração ‘Acho que não.. não foi essa que ele falou que era amiga dele e não era pra dar em cima?’
‘Só se foi pra você, ele não teria coragem de falar isso pra mim, no outro dia eu tava em cima dela.’
Sam só grunhiu, sem tirar os olhos dos dois que agora sentavam lado a lado do outro lado do pátio.
Mais gente se juntou ao redor deles, até que um casal se sentou ao lado de Dio. Muito próximo.
‘Acho que o ódio por você uniu a Jessica e o Rhavi, Sam.’ Eu disse com um sorriso, reconhecendo o casal, Jessica escolheu esse momento para esfregar os peitos no braço de Dio, rindo alto de algo que ele falou. ‘Ué, ela não sabe que ele é gay?’
‘Vadia, eu passei três semanas investindo nela, nem pegar no peitinho ela deixou’ Sam falou entre os dentes. ‘Ele nunca confirmou que é gay, a gente descobriu, e pelo que sei ele pode ser bisexual… vc sabe, atraído por buceta e pau.’
Eu fiz uma careta ‘E quem vai deixar de comer uma bucetinha pra chupar piroca?’
Sam fez um gesto em direção ao grupo ‘E se ele pensar assim também?’
Ficamos em silêncio por um tempo pensando.
‘Tamanho do pau não é um problema para ele, não por ser grande demais…’ Eu observei, tinha uma hipótese feia se formando na minha cabeça. ‘E se ele passar a namorar uma delas?’
‘Enquanto a gente fica aqui, sem poder meter em ninguém?’ Sam estava estralando o nós dos dedos agora. ‘Ele vai descobrir que gosta de mulher, vai passar a namorar, vai parar de dormir com a gente, ele vai casar, ter filhos…’ Sam abaixou a cabeça e respirou fundo, à medida que ele falava eu via a raiva dele aumentando.
Nesse momento, Rhavi colocou a mão no ombro dele e Sam saltou do banco, vendo vermelho.
‘Ê, epa, peraí pitbull, fica calmo bichão’. eu segurei forte no seu braço. ‘A gente tem que fazer isso de maneira inteligente.. E se ele for gay vai ser mais fácil controlar o namorado dele, ou socar a porrada pra espantar eles.’
Uma ideia finalmente me veio à mente após alguns minutos.’E se a gente lembrar ele que ele é gay?’
‘Acho que aquele perdedor do Rhavi já tá fazendo isso por nós.’ Rhavi estava subindo a mão pelo trapézio de Dio em direção ao pescoço, a audácia daquele bostinha de fazer isso na nossa frente.
‘A gente se livra dele fácil, e ele não tem nosso equipamento, olha pra nossos corpos, pra nossa cara, nenhum viado vai resistir a ter a chance de ter tudo isso, hehe.’
Eu tinha segundos antes de Samuel arrebentar a cara do Rhavi de novo, então expliquei meu plano…
Dio
Eu tinha quase certeza que o incômodo em meu traseiro estava virando uma coceira, eu agora estava assustado, isso podia ser uma infecção ou algo parecido.
‘Ew, eles estão encarando a gente agora..’ Sam se agarrou no meu braço, não meu Sam, mas Sam a Samantha, uma das minhas amigas de escola.
Eu olhei pra onde ela estava olhando e vi Sam e Eric do outro lado do pátio da escola sentados em uma mesa de picnic embaixo de uma árvore, era raro ver os dois sozinhos juntos, mas se eles estavam em público, sozinhos e de cara fechada é porque estavam de muito mau humor, mais pra humor assassino mesmo. ‘Acho que eles estão com raiva de mim ainda, eu saí correndo da cama e acordei eles cedo demais..’
Sam olhou pra mim com os olhos arregalados. ‘Você saiu da cama… tipo, a cama que você dorme com um deles?’
‘Não, a cama em que a gente dorme juntos os três…’ ela deu um gritinho e levou a mão a boca, então me toquei do meu erro, a gente tinha combinado não falar pra ninguém fora da familia que dormíamos juntos pois era muito chato ter que ficar explicando, ‘A gente ficou jogando até tarde ontem e acabamos dormindo na mesma casa, foi uma coisa de uma vez só’ Mentira, eu não me lembrava da ultima vez que eu tinha dormido sozinho ‘Eu gosto de me espalhar bastante na cama, só por isso eu tenho uma cama gigante’ outra mentira, eu dormia espremido entre Eric e Sam sem espaço nem pra me mexer, eu passei a dormir com a cabeça no peito do Eric porque Sam tem o péssimo costume de ir subindo em cima de mim enquanto se mexe a noite e se não fosse eric eu acordaria totalmente soterrado em uma montanha de músculo e pelo.
Mas ela não comprou essa e começou a dançar ao meu redor ‘Eu sabia! Eu sabia! A gente passa as tardes no clube de poesia escrevendo fanfic de vocês!’
‘Fanfic?’
Nessa hora outras vozes se aproximaram, um grupo se uniu a nós dois, eu tentava dar atenção pra todo mundo e os olhos castanhos de Rhavi me chamaram a atenção. Rhavi era lindo, filho de indianos, alto para nossa idade, charmoso e ótimo em jiu jitsu. O problema de Rhavi se chamava Samuel, só de Sam existir no mesmo ambiente que Rhavi já colocava ele em segundo lugar sem nem tentar, Rhavi era lindo, mas ele era o terceiro mais lindo na escola, porque Eric e Sam existiam, ele era o segundo aluno mais inteligente da sala, porque Sam estava na mesma sala que ele e para coroar a rivalidade, das medalhas na parede do quarto de Sam, quatro de ouro tinham sido em cima de Rhavi. Mesmo assim eu gostava dele, eu sentia algo perto dele, havia a rivalidade de Sam e Rhavi, que talvez só existisse mesmo nas fofocas da escola, mas eu gostava dele, e talvez até topasse namorar ele, já que Sam era meu irmão e…
Eu sorri pra Rhavi e ele se aproximou de mim, mas Jéssica se colocou entre nós.
‘Olha Diozinho, o que o bruto do seu primo fez comigo!’ ela falou em voz melosa levantando a camisa e expondo duas marcas roxas na cintura.
‘Ai meu deus, como ele fez isso?’ eu estava em choque, não tinha nem como negar que aquela marca era do polegar dele, quase dava pra ver as digitais
‘Foi esses dias no ginásio’ Claro, ela era a ginasta que o Sam estava debruçado sobre alguns dias atrás..
‘Mas como assim? Vocês só conversaram por alguns minutos…’ Vinte pra ser exato, não que eu tenha contado ou algo do tipo, isso seria besteira.
‘Seu primo é um sem noção, ele tentou me beijar, acredita?’
Eu afundei o rosto nas mãos, esfregando ele. Sam e Eric eram dois sem noção e sem tato nenhum com garotas.
‘Seus primos são dois brutos, Dio’ senti uma mão no meu ombro e a voz melodiosa de Rhavi no meu ouvido, me fazendo arrepiar todo. ‘Eles tratam as meninas como se fossem adversários no tatame, todas elas saem roxas, com raiva, ofendidas’
Eu olhei ao redor e as meninas balançaram a cabeça confirmando com vergonha.
‘E-eu sinto muito gente, eu não sabia, eu vou falar com o tio Gabriel, ele vai arrancar o couro do Samuel.’
‘Ain, mas é um couro tão bonito..’ logo todas as mesmas meninas que denunciaram estavam falando o quanto eles são bonitos, e talentosos e confiáveis se não quisessem te beijar ou bater e tudo mais. Enfim, eu fiz uma anotação mental, acho que os tios precisavam ensinar os filhos a tratar uma mulher direito o mais urgente possível.
‘Espero que ele não te machuque também, aquele ignorante.’ Rhavi estava bem perto agora, eu podia sentir seu hálito doce, eu estava fixado em seus lábios carnudos quando ouvi uma das meninas soltar um gritinho.
Olhei alarmado a tempo de ver Eric e Sam marchando em nossa direção, Eric tinha um sorriso nos lábios e Sam aparentava estar furioso, eu sabia que ambos estavam no modo de caça e eram igualmente perigosos naquele momento, eu me levantei para interceptá-los.
Mas numa virada de eventos eu ouvi naquele momento, mortificado, um som de tecido rasgando, na mesma hora que o formigamento no meu anel intensificou minha calça rasgou, e senti algo escorrer por ela, eu olhei desesperado para minhas costas e para meu azar e humilhação Rhavi estava atrás de mim e viu tudo, ele estava boquiaberto com os olhos fixados no rasgo da calça que permitia que o meio do meu rego transbordasse pelo rasgo, fazendo algo parecido com o decote de um sutiã apertando dois peitos gigantes, só que com minha bunda.
Eu olhei para frente em pânico e meus dois amigos entenderam que algo estava errado, Eric começou a falar alto e chamando a atenção de todos, logo todos estavam focados e encantados por ele, Sam me pegou pela cintura como um relâmpago me ergueu no ar e se sentando no local onde eu estava sentado ele me colocou no seu colo, no percurso ele aproveitou para empurrar Rhavi para mais longe. quando ele se sentou minha virilha encaixou na na sua, para minha vergonha eu ouvi um splash e Sam também. eu tentei levantar para Sam não se sujar, mas ele me segurou forte.
‘Shh, pode ficar tranquilo, tá tudo bem, a gente vai ficar aqui até todo mundo ir pra sala, aí a gente foge e vai no shopping naquela loja que você gosta comprar umas calças novas.’
Eu olhei para trás para Sam e uma lágrima escorreu do meu olho, o de cima pra variar… ‘Acho que as calças de lá não cabem em mim mais, Sam…’
Ele passou o braço forte em torno de mim e me puxou pra mais perto ‘Tá tudo bem, a gente encontra outro lugar.’ Ele falava enquanto beijava meu ombro de leve, para me acalmar.
‘Awwnnn vocês dois são tão bonitinhos juntos!’ Sam estava parada na nossa frente, quase pegando o celular para tirar uma foto.
‘Sam, não é o que você está pensando!’ Eu tentei explicar, os braços de Sam se apertaram ao redor de mim.
‘O quê?’
‘Não, não Sam você, Sam ela, o nome dela é Samanta, o apelido dela é Sam também.’
Sam grunhiu insatisfeito e quando a gente estava para ser fotografado Eric tirou o celular da mão de Samantha e passou a mão ao redor do ombro dela, puxando ela pra conversa do círculo dele de costas para nós.
Um breve silêncio.
‘Esse é meu nome, você usa ele desde que aprendeu a falar.’ Sam falou tenso no meu ouvido, a voz grossa mandando uma onda de calafrio pelo meu corpo que terminou no meu anel, senti ele praticamente esguichando na virilha de Sam. ‘Você nunca mais vai usar ele em outra pessoa, entendeu?’
‘Desculpa.’ Eu falei confirmando com a cabeça, como se eu tivesse feito algo errado, na hora não me toquei disso, a situação toda me deixando fora do controle.
Sam deu uma fungada atrás de mim. ‘Esse lubrificante que você usa é muito cheiroso.’
‘Q-que lubrificante?’
‘Só que você deve estar exagerando na quantidade’, ele disse olhando entre nós dois, suas mãos se moveram e seguraram na minha cintura (na mesma posição das marcas na cintura da jessica) e senti ele me movendo na sua cintura.
‘Sam, tem gente olhando…’ eu quase gemi.
‘Você está inserindo alguma coisa ai enquanto eu não estou por perto?’
‘Não, meu deus! Não!’
‘É pra alguém então? Tem alguém te comendo?’ A mão dele apertou ainda mais na minha cintura.
‘Não Sam, e-eu sou virgem…’ eu não faço ideia de porque adicionei o último pedaço de informação.
‘Hummmm’ então Sam começou a esfregar sua barba no meu pescoço, eu queria dizer que era discretamente, mas ninguém estava prestando atenção em nós mesmo graças a Eric.
‘O que você está fazendo Sam?’
‘Minha barba tá coçando, tampinha. Você sabe que eu não gosto de barba, eu só deixo por causa de você.’
‘Mentiroso, você adora sua barba, Eric que não gosta da dele.’
Ele revirou os olhos dramaticamente ‘Só coça ela pra mim vai.’
Sam me virou no seu colo, me depositando em sua perna esquerda, de lado pra ele.
Eu olhei para seu rosto, os olhos azuis cheio de brilho, os lábios vermelhos o de baixo mais cheio e vermelho que o de cima, o nariz aquilino já com uma cicatriz de quebra que dava um charme adicional, e a barba cerrada, mas cheia o suficiente para ocultar o maxilar grande e quadrado, eu comecei a coçar com as duas mãos, uma de cada lado.
‘Muito forte! Vai mais devagar!’
Eu revirei os olhos ‘Você só quer cafuné de barba.’ Ele sorriu com os dentes à mostra.
Sua mão foi descendo do meio das minhas costas fazendo círculos quase imperceptíveis até eu perceber e olhar para ele confuso.
Seu sorriso desapareceu e seus olhos ficaram frios em um instante. ‘Mantém sua mão no meu rosto’, eu senti o maxilar se mover sob minha mão, até ali Sam tinha músculos.
‘Sabe tampinha, eu não acredito que todo esse lubrificante não é pra você dar pra outro cara, eu não acredito que você é virgem.’
O olhar de Sam me causou apreensão. ‘Eu jur…’
‘Cala a boca, seu mentiroso.’ ele falou entre os dentes quase me fazendo dar um salto em seu colo. Então com a voz mais suave: ’Mas tem um jeito de confirmar.’
Eu senti sua mão alcançar o rasgo da minha calça.
‘Sam, não…’
‘Você não quer que eu acredite em você?’
Olhando em seus olhos eu balancei a cabeça, era muito estranho ver o olhar de Sam sem o brilho usual, era uma pessoa totalmente diferente.
‘Então deixa eu entrar’ Eu balancei a cabeça negativamente, com medo, tudo isso era surreal.’Se você for virgem mesmo eu vou ser seu primeiro, você não quer que eu seja o primeiro a entrar em você? Você não confia em mim?’
Sem pensar que tinha escolha, afinal o que eu podia fazer, a quem eu podia pedir ajuda? Sam era meu cavaleiro de armadura dourada, eu balancei a cabeça afirmativamente enquanto sentia seu dedo encontrar meu anel e pressionar ele. No momento em que ele rompeu minha barreira pela primeira vez nós dois quase reviramos os olhos.
‘Porra Dio, acho que você era virgem mesmo.’ sua voz estava embarga, mais rouca que o normal.
Outra lágrima escorreu do meu rosto. Ele puxou meu rosto e deitou sobre seu ombro.
‘Tá tudo bem tampinha, fui eu, EU tirei sua virgindade.’
‘É a primeira vez que eu meto em alguém também, nossa virgindade hein? NOSSA.’ Enquanto ele falava em nenhum momento seu dedo parou com o movimento de vai e vem, eu estava melando sua mão completamente com o ‘lubrificante’.
Depois de um tempo nessa loucura ele me surpreendeu falando alto ‘Você pode gozar agora seu merdinha!’ com a mão livre ele pegou no meu pescoço e virou para o lado.
Para o meu terror, logo atrás de nós, observando a cena toda, atrás de uma outra das várias mesas espalhadas pelo pátio, estava Rhavi.
Eu demorei um pouco para entender o que ele estava fazendo, debruçado sobre a mesa, a testa suando, o braço se movendo em vai e vem.
‘Você é um merdinha mesmo. Seu inútil. Perdedor. Viadinho sujo.’
Sam entrou um pouquinho mais com seu dedo em mim e eu acabei gemendo alto, olhando em terror pra Rhavi, enquanto ele se contorceu e tremeu todo. ele estava gozando olhando pra mim, meu crush, me olhando sem fazer nada enquanto meu irmão tirava minha virgindade no meio do pátio da escola. Sam puxou minha cabeça afundando em seu pescoço enquanto me dedava com mais vigor, ele estava me humilhando, tanto quanto ele estava humilhando Rhavi.
‘Era desse cara que você estava afim? O lubrificante era pra ele?’
‘Não Sam, eu juro, eu só…eu só gostava dele.’
‘Viu seu merdinha, ele gostava de você, no passado.’ eu batia fracamente no peito de Sam, implorando pra parar. ‘Se você chegar perto dele de novo, a escola inteira vai saber que você é um pervertido, entendeu? Agora some.’
Então ele finalmente tirou o dedo de mim, depois de mais algum tempo. ‘Ta tudo bem, ele já foi embora.
Ele tirou a jaqueta e me entregou. ‘Coloca isso na cintura, Eric foi pegar o carro em casa e a gente vai comprar roupa nova pra você.’ Então ele olhou a calça toda molhada e sorriu.’E a minha também seu safadinho’
Eu me enrolei na jaqueta, tremendo e com a voz fraca perguntei: ‘Porque você fez isso, Sam?’
Sam exalou o ar forte, irritado. ‘Olha,eu não vou pedir desculpa.’
Ele voltou até mim, me levantou e me segurou contra seu corpo me direcionando através do pátio para o estacionamento. ‘A gente nasceu um para o outro, Dio, você nasceu para mim.’
A frase seguinte ele falou com uma tristeza que eu raramente ouvia na voz dele.’Eu não sou gay, Dio, mas já que eu nunca vou conseguir fazer sexo com ninguém, sua primeira vez pertence a mim, minha primeira vez é sua.’
O resto do dia Eric e Dio se esforçaram para me fazer voltar ao normal, e a noite quando fomos dormir o sorriso triste de Sam dizendo que nunca ia ter a chance de transar de novo ainda assombrava meu pensamento, ele era novo demais para estar desenganado desse jeito...
Eu deitei no peito de Eric e senti Sam tenso, eu me virei pra ele que me encarou assustado, os olhos tremulando, eu peguei sua mão e puxei ele pra mim voltando pro peito de Eric, Sam suspirando encostou a cabeça nas minhas costas.