**Capítulo 11**
Eu acordei com o corpo gritando.
Não era mais só vontade.
Não era mais só formigamento.
Era necessidade.
Como se o sangue tivesse sido trocado por algo mais quente, mais denso, mais urgente. Os seios pesavam de um jeito novo — a pele tão fina que eu sentia o ar-condicionado como se fosse uma língua fria passando nos mamilos já molhados. O pinto pequeno latejava dentro da calcinha de renda como se tivesse coração próprio. Cada batida do meu coração descia direto para ali e para o cu, que se contraía sozinho, pedindo.
Eu precisava.
Mais do que água.
Mais do que ar.
Mais do que qualquer droga que eu já tivesse imaginado.
Isis dormia ao meu lado na cama grande do quarto principal. Laura tinha mandado trazer ela na noite anterior. O corpo dela já não era o de Thiago. A pele morena estava delicada, quase luminosa sob a luz da manhã. Os mamilos — antes inexistentes — agora estavam inchados, escuros, e quando eu toquei de leve um fio branco e quente escorreu. Leite. Pouco, mas real. O hormônio estava fazendo o trabalho completo. O pau dela, livre da gaiola só de dia, estava mole, menor, a cabeça rosada e sensível. Quando meus dedos roçaram, ela gemeu no sono e um fio transparente escorreu pela coxa.
Eu precisava.
---
Fernando entrou sem bater.
Estava só de calça preta de couro. O peito nu, largo, suado de quem já tinha treinado. O cheiro dele — cologne caro misturado com suor masculino limpo — me atingiu como um soco quente no estômago. O volume na calça era obsceno. Grosso. Pesado. Eu engoli em seco só de olhar.
Ele não falou nada no começo. Só abriu a gaveta da cômoda e tirou o que eu ainda não tinha visto de perto: algemas de couro preto, uma coleira com argola, um chicote curto de tiras finas e várias cordas macias. Laura entrou atrás dele, já de corselete de couro que empurrava os seios para cima, a buceta descoberta, o cabelo preso. Nos olhos dela havia um brilho novo, mais afiado.
— A partir de hoje a gente brinca de verdade — disse Fernando, a voz baixa e rouca. — Levanta.
Eu obedeceu. As pernas tremiam. Ele colocou a coleira no meu pescoço. O couro estava frio no primeiro segundo e depois esquentou contra a minha pele quente. O clique da fivela ecoou. Depois as algemas. Os pulsos atrás das costas. A textura do couro apertando a pele fina dos meus pulsos. Eu senti o peito apertar de medo e de tesão ao mesmo tempo. O cio gritou mais alto.
Laura passou o chicote de leve pelas minhas costas. O couro frio fez a pele arrepiar. Depois desceu entre as nádegas e tocou a entrada do cu. Eu contraí sozinha.
— Ela já está molhada — murmurou Laura. — Olha o fio escorrendo pela coxa.
Fernando riu baixo e puxou a coleira, me forçando a ajoelhar. A calça dele foi aberta. O pau saltou. Grosso. Veioso. A cabeça larga e escura já brilhante de pré-gozo. O cheiro subiu forte, masculino, quente. Eu abri a boca antes mesmo de ele mandar. A língua encontrou a textura lisa e quente da cabeça. O gosto salgado me fez gemer. Ele empurrou. A grossura abriu minha garganta. Eu senti cada centímetro — a pele quente deslizando, as veias latejando contra a língua, o peso impossível preenchendo até eu engasgar. Lágrimas escorreram. O prazer veio misturado com a falta de ar. O pinto pequeno latejou com força e um jato transparente escorreu no chão.
Ele estocou minha boca com calma cruel. Cada investida eu sentia a cabeça bater no fundo da garganta, o cheiro do pau e das bolas me invadindo, o suor do baixo ventre dele grudando no meu nariz. Eu chupava como se minha vida dependesse disso. Porque naquele momento dependia.
---
Isis acordou com o barulho.
Quando abriu os olhos e viu a coleira no meu pescoço, as algemas, o pau de Fernando sumindo na minha garganta, ela soltou um gemido baixo. Um fio de leite escorreu do mamilo direito dela e pingou no lençol. Laura notou e sorriu.
— Olha só. Já está produzindo.
Laura se aproximou de Isis, chupou o mamilo inchado e o leite veio mais forte. O gosto doce e estranho. Isis tremeu inteira, o pau mole latejando sem conseguir endurecer.
Foi aí que a porta se abriu de novo.
Luana entrou puxando Viktor pela mão. Ele estava só de bermuda, o corpo magro e pálido, o pau longo e fino já marcado. Luana estava de vestido curto, sem calcinha. Os olhos dela brilhavam de um jeito que eu nunca tinha visto.
— Eu trouxe ele — disse Luana, a voz rouca. — Quero assistir. E quero que a Duda chupe minha buceta enquanto ele arromba as duas.
Fernando soltou minha boca com um estalo molhado. A saliva escorria pelo meu queixo e pingava nos seios. Ele olhou para Viktor e acenou com a cabeça.
— Pode usar. As duas.
Viktor não precisou de mais convite. Ele me puxou pela coleira até a cama, me virou de quatro e empurrou o pau longo dentro do meu cu de uma vez.
Eu gritei.
A penetração foi diferente de tudo. O pau dele não era o mais grosso, mas era comprido demais. Eu senti a cabeça passar pelo anel interno e continuar, continuar, até bater num ponto fundo que fez minha visão embaçar. Cada estocada eu sentia a textura lisa e quente deslizando nas paredes internas, o calor dele se misturando com o meu calor, o atrito seco no começo e depois cada vez mais molhado. A dor era boa. A dor era necessária. O cio explodiu. Eu rebolava sozinha para trás, pedindo mais fundo, mais forte.
Luana se sentou na frente de mim, abriu as pernas e puxou minha cabeça pela coleira. A buceta dela estava encharcada, o cheiro doce e forte, os lábios inchados. Eu enfiei a língua. O gosto era diferente de pau — mais ácido, mais quente, mais feminino. Eu chupava com fome enquanto Viktor me fodia.
Ele começou a dar tapas na minha bunda. O estalo ecoava. A pele quente ardia. Cada tapa fazia o cu se contrair em volta do pau longo e eu gemia dentro da buceta de Luana. O prazer era novo. Eu nunca tinha sentido algo assim. O corpo inteiro tremia sozinho. Eu não conseguia parar de rebolar. A buceta de Luana molhava minha boca, meu queixo, meu pescoço. Eu chupava e gritava ao mesmo tempo, a língua entrando, os lábios sugando o clitóris inchado enquanto Viktor me arrombava com estocadas profundas e ritmadas.
— Mais forte — eu consegui falar, a voz abafada. — Me come mais forte…
Viktor obedeceu. As estocadas ficaram brutais. Eu sentia cada veia do pau dele, cada centímetro entrando e saindo, o barulho molhado, o cheiro de sexo subindo. O orgasmo veio sem aviso. O cu se fechou com força. O pinto pequeno esguichou no lençol. Eu gritei dentro da buceta de Luana e continuei chupando, continuei rebolando, o corpo em espasmos que eu não controlava.
Laura, ao lado, tinha colocado o chicote em Isis. As tiras de couro batiam nas nádegas morenas agora delicadas. Isis gemia, o leite escorrendo dos mamilos, o pau mole pingando. Fernando se posicionou atrás dela e penetrou de uma vez. O pau grosso abriu o cu de Isis com um gemido alto dela. Eu via tudo pelo canto do olho enquanto Viktor ainda me fodia e Luana segurava minha cabeça contra a buceta.
O quarto virou um só calor.
Suor escorrendo por todos os corpos.
Pele batendo em pele.
Cheiro de pau, de buceta, de leite, de couro e de sexo.
Fernando estocava Isis com força. Laura chicoteava as costas dela entre uma estocada e outra. Luana gozava na minha boca, as coxas tremendo, o líquido quente escorrendo pela minha garganta. Viktor gozou dentro de mim com um grunhido baixo, os jatos quentes e longos enchendo o cu. Eu senti cada pulsação. Cada jato. O calor se espalhando por dentro até transbordar e escorrer pela coxa misturado com meu próprio líquido.
Quando ele saiu, o cu ficou aberto, latejando, a porra escorrendo em fios brancos e quentes. Eu ainda tremia. O cio não tinha diminuído. Só aumentado.
Fernando puxou a coleira e me virou de frente para ele. O pau dele ainda duro, brilhante da saliva e do meu cu. Ele me olhou nos olhos enquanto me penetrava de novo, devagar, sentindo cada centímetro.
— Você precisa disso agora, não precisa? — a voz dele era baixa, quase carinhosa. — Mais do que de qualquer coisa.
Eu só consegui assentir, as lágrimas escorrendo, o corpo inteiro entregue.
— Preciso… preciso tanto…
Ele começou a me foder com força. Cada investida eu sentia a grossura abrindo, a cabeça batendo fundo, as bolas batendo na minha pele. O prazer e a dor se misturavam até eu não conseguir mais separar. Laura me chicoteava as nádegas ao mesmo tempo. O couro ardia. O pau de Fernando preenchia. Luana chupava meus mamilos molhados. Isis, ao lado, era usada por Viktor agora, o pau longo entrando e saindo do cu dela enquanto o leite escorria dos peitos.
Eu gozei de novo.
E de novo.
E de novo.
O corpo não pertencia mais a mim.
Pertencia ao cio.
Pertencia às mãos que me amarravam.
Pertencia aos paus que me abriam.
Pertencia ao casal que tinha decidido que eu era o troféu deles — e agora tinha uma irmã para dividir a fome.
Quando finalmente paramos, eu estava deitada de bruços, as algemas ainda nos pulsos, a coleira no pescoço, o cu aberto e latejando, a porra de dois homens escorrendo, os seios doloridos, o pinto pequeno sensível demais para ser tocado. Isis estava igual ao meu lado, o leite ainda pingando, o olhar perdido e satisfeito.
Laura passou a mão no meu cabelo suado e falou baixo, quase doce:
— Daqui a pouco a cirurgia. Mas até lá a gente vai te ensinar a precisar ainda mais.
Eu fechei os olhos.
O corpo ainda tremia.
O cio ainda gritava.
E pela primeira vez eu não tinha medo de admitir:
Eu precisava daquilo mais do que de mim mesma.
