Aquele pedido de Sofy foi inesperado, mas era, com certeza, uma boa surpresa. Meu corpo e meus sentimentos por ela pediam que eu me virasse logo e fizesse o que eu mais desejava naquele momento. Porém, minha consciência me alertava para ir com calma, para ter certeza de que ela realmente queria aquilo. Minha insegurança também martelava na minha cabeça. Ela podia estar apenas querendo esquecer alguém do seu passado, ou poderia ser uma forma de descontar o que a outra pessoa havia feito com ela. Não, acho que ela não faria isso. Sei que uma pessoa magoada é capaz de agir por impulso, mas Sofy não parecia ser do tipo que me usaria; eu acreditava que ela não iria abusar dos meus sentimentos e nem estava mentindo sobre os dela.
De todo modo, eu estava disposta a arriscar meus sentimentos e queria entender por que ela estava disposta a se entregar para mim daquela forma. Poderia estar sendo cuidadosa demais, mas eu vi o estado em que ela estava na primeira vez que nos encontramos. Não queria nunca mais vê-la daquele jeito. Um passo em falso e uma cura poderia se transformar em uma nova dor para ela. Eu não queria ser a causa disso, mesmo desejando tê-la por completo em meus braços.
Camila: Eu adoraria ter você inteira nos meus braços, mas antes, quero que você pense com calma se é isso mesmo que você quer. Não quero que, caso isso aconteça, você se arrependa depois.
Sofy: Eu tenho pensado nisso desde que dormimos aqui nessa cama. Eu me levantei naquele dia e pensei no que poderia ter acontecido se eu tivesse te beijado. Fiquei pensando nisso por todos esses dias e cheguei a uma conclusão: meu maior arrependimento é ter parado aquele beijo antes mesmo dele acontecer.
—Sabe, Camila, tenho muitos arrependimentos nessa vida, muito mais do que gostaria, e esse é um deles. Porém, não quero sair desse quarto com mais um, mesmo que não aconteça. Se você não me quiser, eu vou tentar. Não vou me acovardar por medo, como sempre faço. Não sei o que vai acontecer depois, mas eu quero isso agora. Quero muito.
—Não vou me arrepender, não vou te cobrar nada; só quero, pelo menos uma vez, estar com alguém que eu sei que tem sentimentos verdadeiros por mim, não importa quais sejam, mas que sejam de verdade. Eu nunca tive isso na minha vida e queria que você fosse a primeira pessoa a estar comigo por querer estar, e não por outros motivos.
Camila: Acho que você realmente pensou muito nisso e sim, eu quero estar aqui com você. Acho que hoje também será a primeira vez que farei algo.
Sofy: Como assim? Fazer o quê?
Camila: Amor!
Não havia muito mais o que pensar ou dizer. Se ela queria aquilo e eu também queria MUITO, então por que não fazer?
Levantei meu corpo da cama e me virei de frente para ela. Olhei em seus olhos e levei minhas mãos ao seu rosto, fazendo carinhos. Dali, minha mão escorregou para sua nuca e eu a puxei para um beijo, que ela retribuiu instantaneamente. Seus lábios eram macios e quentes; eu poderia me perder neles para sempre.
Aquele beijo estava delicioso. Não era o melhor, mas as sensações que ele causava em mim eram algo que eu nunca tinha experimentado. Com certeza eu sentia algo diferente por Sofy; tudo era diferente: o beijo, o toque, a vontade de viver naquele momento para sempre. Até as batidas do meu coração pareciam diferentes; era algo que não dava para explicar, apenas sentir.
Tudo estava muito bom, mas eu estava em uma posição desconfortável e queria sentir o corpo de Sofy mais colado ao meu. Então, parei o beijo, me afastei e me sentei no meio da cama, com as pernas e os braços abertos. Ela entendeu e veio até mim, sentando-se entre minhas pernas, com as suas passando de cada lado do meu corpo. Eu voltei a beijar sua boca e ela abraçou meu corpo com seus braços e pernas. Agora, eu sentia seu corpo colado ao meu enquanto nos beijávamos, e aquela sensação de união era maravilhosa.
Nosso beijo foi se encaixando cada vez mais e se tornando mais intenso. Eu sentia ela apertar suas pernas em torno da minha cintura e mexer o quadril, se esfregando em mim. Desci minha boca para seu pescoço e comecei a beijá-la ali. Ela jogou a cabeça para trás e soltou um gemido baixinho. Passei a língua em seu pescoço até meus lábios alcançarem o lóbulo da sua orelha. Ali, suguei-o entre meus lábios algumas vezes, depois voltei a beijar seu pescoço, descendo devagar até chegar ao início de seu peito. Quando levei a mão para abrir sua camisa, ela se afastou, levou as mãos para a parte de baixo e retirou a peça de roupa pela cabeça. Quando me olhou, acho que por vergonha, me puxou rápido para entre seus seios. Reclamar, eu não reclamei.
Comecei a chupar seus mamilos com calma; ela jogou a cabeça para trás e segurou minha cabeça com as mãos. Eu passava a língua, mordia devagar e sugava seus mamilos, um de cada vez. Ela soltava um gemido baixinho e gostoso de ouvir. Seus seios eram pequenos, firmes e com mamilos delicados. Eu estava amando sentir eles na minha boca e na minha mão. A essa altura, ela esfregava seu quadril contra o meu com vontade. Eu sentia suas pernas me apertarem, tornando nosso contato ainda mais gostoso.
Ela soltou minha cabeça e foi descendo seu corpo para trás; minhas mãos agora seguravam sua cintura enquanto minha boca sugava seus mamilos com liberdade. Conforme seu corpo foi descendo, fui descendo minha boca pelo seu tronco, até minha língua começar a fazer círculos ao redor do seu umbigo. Nesse momento, senti-a bambear suas pernas ao redor da minha cintura e seu corpo ir descendo até encostar as costas na cama. Eu deixei que ela se deitasse e me movi, já jogando meu corpo para trás, ficando deitada de barriga para baixo e com o rosto na altura da sua barriga.
Desci meus lábios pela sua pele e comecei a beijá-la em vários lugares; às vezes, dava pequenas mordidas e voltava a beijar. Fui descendo devagar até minha boca alcançar a divisa entre a sua pele e o tecido da roupa. Levantei meu tronco e me ajoelhei entre suas pernas, sem olhar em seus olhos para que ela não ficasse envergonhada. Levei minha mão até sua calça e fui descendo devagar; ela levantou o quadril, facilitando a saída. Depois de tirar a peça de roupa de suas pernas, desci meu corpo, já com minha boca indo para entre suas pernas. Passei minha língua sobre sua intimidade, ainda protegida por um pequeno pedaço de pano. Senti seu corpo tremer e ouvi um gemido mais alto sair de sua boca. Voltei a usar minha língua, passando entre sua coxa e sua virilha. Depois, fiz o mesmo do outro lado e voltei a lamber em cima da sua intimidade. Sofy se contorcia e gemia gostoso para mim.
Fiquei brincando com minha língua e meus lábios ali, por um tempo, até que senti ela levantar o tronco, puxar seu corpo para trás, tirar a calcinha e pedir para que eu a fizesse gozar antes que ela ficasse louca de tanta vontade. Ela disse tudo isso olhando nos meus olhos e, novamente, se deitou com as pernas totalmente abertas, ficando exposta para mim.
Voltei toda a minha atenção à sua intimidade e comecei a saborear cada centímetro dela. Usava minha língua e lábios para dar prazer a ela, e seus gemidos longos indicavam que eu estava tendo sucesso. Não sei por quanto tempo fiquei chupando, lambendo e sugando, mas poderia ficar muito mais tempo se ela quisesse. Mas, em dado momento, seu corpo começou a tremer; ela gemeu alto e usou suas pernas para arquear o tronco da cama. Aproveitei e lambi seu clitóris até ela gritar de prazer, deixando seu corpo cair sobre a cama. Sua respiração estava pesada, seu corpo ainda tremia e eu usei minha língua para saborear seu mel.
Quando subi meu corpo para beijá-la, ela me envolveu com os braços e me apertou forte. Eu sentia o calor do seu corpo colado ao meu, as batidas descompassadas do seu coração e sua respiração quente em meu pescoço. Foi então que ouvi o som de choro; logo em seguida, senti seu corpo tremer com um soluço. Tentei me soltar do seu abraço, mas ela não deixou. Em vez disso, me abraçou ainda mais forte, dificultando minha respiração. Ela, com alguma dificuldade, me disse que estava bem, que o choro era de felicidade, e que nunca tinha se sentido assim antes. Foi então que me acalmei e minha preocupação se transformou em um sentimento de felicidade que só se comparava ao que senti quando Manu pediu para eu ser sua mãe.
Eu estava extremamente feliz ali naquele abraço. Nunca imaginei me sentir daquela forma, e isso deixou claro que eu estava perdidamente apaixonada por Sofy. Não havia mais como negar aquele sentimento que surgiu dentro de mim desde que nos encontramos pela primeira vez e foi crescendo a cada dia, até se tornar algo que mal cabia dentro do meu peito. Se existisse algo melhor que aquilo, eu desconhecia, porque até o momento era o sentimento mais bonito que eu senti por alguém fora da minha família. Sofy, em pouco tempo, conquistou meu coração, algo que até então nenhuma mulher havia conseguido, nem passando várias noites na minha cama.
Sofy foi se acalmando aos poucos e, quando seu choro parou, senti suas mãos meio trêmulas entrarem por baixo da minha blusa e tentarem sentir minha pele. Logo, ela subiu suas mãos para meus seios e se afastou um pouco, me beijando. Com nossas bocas coladas, ela foi subindo minha blusa até meus seios ficarem expostos. Ela os apertava entre suas mãos que já não tremiam mais. Quando parei o beijo e me afastei para tirar a blusa, ela fixou os olhos em mim. Quando tentei beijá-la novamente, ela usou as mãos em meus ombros para me impedir. Seu olhar estava fixo nos meus olhos, depois desceu para minha boca, parou ali por um momento e desceu para os meus seios. Ela levou as pontas dos dedos e os torcou, depois seu olhar voltou para minha boca, e seus dedos acompanharam o movimento dos seus olhos.
Eu senti seus dedos passarem suavemente sobre meus lábios e seu olhar foi subindo devagar até meus olhos. Ela olhou fixamente para eles e, então, afastou um pouco o rosto, percorrendo meu rosto e meus seios. Então, deu um pequeno sorriso e disse que eu era muito linda, e que ela era a mulher mais sortuda do mundo por me ter ali na sua frente. Antes que eu pudesse agradecer, ela usou sua mão com rapidez, empurrou meu ombro e, em um movimento rápido, mudou nossas posições na cama. Agora, ela estava com seu corpo em cima do meu e, com certa fome, sua boca foi direto para os meus seios. Ela parecia ter gravado tudo que eu tinha feito, pois, com toda competência do mundo, foi repetindo o mesmo que eu tinha feito com ela.
Não dá para descrever com palavras o prazer que eu senti quando ela finalmente alcançou o ato final do plágio que fez com sua boca. Eu sentia todas as sensações de prazer possíveis com sua boca devorando cada pedacinho da minha intimidade. Ela sabia exatamente o que fazer para dar prazer a uma mulher e o resultado disso foi um orgasmo tão intenso que eu cheguei a perder o fôlego de tanto gemer de prazer. Meu corpo entrou em êxtase de prazer, me deixando tremendo na cama por alguns minutos. Quando tudo acabou, eu só queria beijá-la e dizer o quanto ela foi incrível.
Ficamos ali na cama abraçadas por um tempo, mas isso não durou muito. Logo senti os lábios de Sofy procurando os meus e, logo depois, uma de suas mãos deslizando sorrateiramente entre minhas pernas. Logo estávamos nos tocando até uma gozar nos dedos da outra. Depois, fomos tomar um banho juntas; Sofy parecia estar mais à vontade, sua timidez sumiu e ela estava bem ousada. Durante o banho, acabei ganhando outro banho de língua, algo que retribuí com muito prazer, literalmente.
Depois do banho, voltamos para a cama e ela pediu algumas cervejas e duas porções de camarão para nós duas. Conversamos pouco; na verdade, trocamos muitos sorrisos e elogios. Ela não se cansava de dizer o quanto eu era linda, e isso me deixava um pouco envergonhada, arrancando boas risadas dela. Não nos transamos mais naquela noite; estávamos satisfeitas e sabíamos que era só a primeira noite. Tínhamos que repartir a energia, já que com certeza ainda iríamos nos amar muito em cima daquela cama.
Um pouco antes de dormir, ela perguntou como Manu estava e disse que, da próxima vez, queria conhecê-la. Eu falei que, se ela quisesse, poderíamos fazer isso no outro dia, mas ela recusou, dizendo que queria ficar ali naquele quarto comigo o tempo todo, se eu concordasse. Eu concordei. Ela disse que nos próximos dias, resolveria sua vida de vez e então poderia ir conhecendo aos poucos as pessoas que eram importantes na minha vida. Ela disse que iria arrumar uma forma de ficarmos juntas, se eu quisesse tê-la na minha vida. Eu disse que queria muito, mas achava que seria complicado, já que ela morava em outra cidade, tinha um trabalho e uma vida lá. Sofy pediu para que eu confiasse nela, e eu confiei.
Naquela noite, dormimos abraçadas mais uma vez. Eu fazia carinho no seu cabelo e ela desenhava círculos invisíveis no meu peito com as pontas dos dedos. Se algum dia alguém me perguntar o que é felicidade, eu vou descrever exatamente essa cena, porque eu estava com o peito explodindo de tanta felicidade!
Continua…
Criação: Forrest_Gump
Revisão: Whisper
