Esse conto é baseado no disco da minha cantora preferida, Lana Del Rey, embora hoje em dia a gente viva em um Brasil dominado por sertanejo em partes e por K-pop de outro, sempre a Lana ocupa a mente e o desejo de muitas pessoas. O conto é inspirado em suas músicas, espero que vocês gostem
A garoa fria de São Paulo escorria pelas vidraças do café na Consolação, embaçando as luzes amarelas dos postes e dos carros no trânsito lento da tarde. Clara ajeitava as ondas escuras do cabelo sobre o ombro, inclinando o queixo em um gesto melancólico e cinematográfico que lembrava inevitavelmente Lana Del Rey — a mesma pele pálida, o mesmo traço sutil de delineador nos olhos e aquele ar antiquado, suspenso em outra era.
Ela observava a fumaça de seu cappuccino subir enquanto esperava por ele. Vestia um casaco de veludo escuro e tinha na bolsa um exemplar gasto de Os Irmãos Karamázov. Ele entrou tirando o sobretudo molhado: trinta anos mais velho, com linhas marcadas ao redor dos olhos e uma aura irrefutável de autoridade e mistério. Um homem difícil, inalcançável para a maioria, um enigma que parecia saído direto do universo claustrofóbico e hipnótico do álbum Ultraviolence.
— Você parece uma cena de Truffaut sentada aí — disse ele, ao se aproximar, com a voz grave que sempre fazia o pulso de Clara acelerar.
— E você demorou — ela respondeu, com um sorriso indolente, estendendo a mão para que ele a segurasse. — Achei que a chuva tinha levado você embora.
Ele sentou-se à frente dela, envolvendo a mão pequena e fria de Clara entre as suas, trazendo-a até os lábios. Aquele gesto simples trazia tudo o que ela mais desejava: a sensação de proteção, de ser cuidada, de ter nos braços dele um refúgio seguro contra a dureza da cidade. Com ele, Clara não precisava parecer forte. Podia ser a musa tragicamente apaixonada, vulnerável, envolta em perigo e doçura.
Enquanto a garoa lá fora engrossava, eles se perderam na conversa que só os dois sabiam ter. Trocaram citações de Dostoiévski e discutiram o final agridoce de O Acossado, de Godard. Havia uma cumplicidade profunda no modo como concordavam sobre o som da chuva e sobre velhos discos de jazz. Mas, abaixo das referências intelectuais, fluia uma corrente inegável de tensão e desejo.
O modo como ele a olhava — com um fascínio maduro, protetor e faminto — fazia a pele de Clara arder. Ele era o seu sad girl dream, seu vício perigoso, um homem impossível de domar, mas que naquela tarde parecia pertencer inteiramente a ela.
— Eu cuidaria de você — ele sussurrou, inclinando-se sobre a mesa de madeira, o olhar fixo nos lábios avermelhados dela. — Mas sou um problema, Clara. Você sabe disso.
— Eu não quero salvação — ela respondeu, desfazendo o espaço entre eles e tocando o rosto dele, sentindo a textura da barba grisalha. — He hit me and it felt like a kiss... Eu só quero que você fique.
O toque das mãos se transformou em um abraço lento quando saíram para a calçada molhada sob o mesmo guarda-chuva. A proximidade dos corpos, o calor do hálito dele contra o pescoço dela e a promessa silenciosa do que viria depois selaram o encontro. Entre o desejo que queimava e o afeto que acolhia, Clara encontrou naquele homem a sua tempestade perfeita.
Ao pensar nele, sentia melar seu órgão e a calcinha, ao pensar nele, sentia o bico do seio até doer de desejo, antes de dormir, vestido um shortinho de tecido mole, e ao som dela, se tocou lentamente melando o tecido e posteriormente, dominada pelo prazer esfregando-se no travesseiro como quem cavalga rebolando precisando sentir seu órgão junto a ela... Gozou e com os dedos ainda melados lambendo, pegou o celular e mandou um singelo "oi" o destino estava selado faria com que ele acabasse nos braços e na cama dele...
Continua
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