Quinta parte do final de semana que tivemos em um sitio no interior. Me chamo Helena e recomendo que leiam as partes anteriores para pegar todo contexto.
Sábado à noite a chuva virou uma tempestade. O sinal do celular tinha morrido no fim da tarde e ninguém esperou que ia voltar. O baralho ficou espalhado na mesa baixa, um sete de copas virado, a carta úmida na ponta. A lareira fumava pouco, mais cheiro de lenha molhada do que calor. O sofá grande segurou os cinco de novo, grudados pelo espaço e pelo que ninguém nomeava.
Eu estava no canto de sempre, short e moletom, a buceta ainda lembrando o pau da tarde, o olho da Bia no vão, a porra seca que eu tinha lavado mal no chuveiro. Lara no meio, usava a camiseta larga do Nando, a coxa encostada na minha. Nando no outro braço do sofá, cerveja na mão. Bia com o copo nas duas mãos. Davi com o joelho colado no da namorada, óculos no alto da cabeça, a calça já denunciando o que a conversa fazia.
A Lara passava a garrafa de vinho de boca em boca. Quando a garrafa chegou na Bia, a mão dela tremeu no vidro.
— Vocês dois são uns filhos da puta — Bia falou para a Lara e para o Nando, sem aquecer. — A Porta aberta. O Relatório no café. E Eu fiquei no vão como uma idiota.
— Você ficou — Lara não subiu o tom. — O Davi gozou em você, enquanto você só ficava olhando. Isso não é idiota. É vontade com vergonha.
Davi passou a mão no rosto. O pau marcava o jeans só da frase. Bia olhou o volume do namorado e xingou baixo, um “filho da puta” que era para ele e para ela mesma.
Eu pensei em sair. Pensei no colchão. Pensei na frase de sexta — eu só estava escutando — e no fato de que ela não cabia mais. A Lara encostou o joelho no meu de propósito. Parecia um recado.
— Ninguém vai embora agora — Lara disse, ainda para a Bia. — A chuva tá intensa, A estrada está uma merda. A casa é essa. O que vocês viram de tarde não some porque a gente janta sopa de envelope.
Bia bebeu. O peito grande subia rápido debaixo da blusa fechada até o pescoço, aquela armadura inútil.
— Eu ouvi vocês ontem — ela continuou. — A cama rangendo, a Helena gemendo. Você falando que eu estava acordada. Eu estava. O Davi também. Ele ficou duro encostado em mim e não meteu. Ficou duro e gozou na minha mão no escuro como um adolescente. Depois de tarde ele meteu em mim no corredor olhando ela levar pau. Fiquei molhada e com raiva. É isso que vocês queriam saber no nosso relatório?
— É — Nando falou, direto. — E agora a gente pergunta outra coisa.
Lara pousou a garrafa na mesa, em cima do sete de copas. Olhou a Bia, a voz calma de quem conta caso.
— Vem. Mama o Nando. Aqui. Na sala. O Davi vê. Se o Davi falar não, ok. Se você falar não, para. Não é imposição. É o próximo passo da curiosidade de vocês.
O silêncio cortou o a casa. A pingueira da varanda. O flush distante de um cano que reclama sozinho.
Davi olhou a namorada. A Bia olhou ele. O cacheado tapava metade do olho. Ele assentiu tarde, a voz rouca, o óculos descendo um palmo quando ele baixou a cabeça:
— Se você quiser. Eu... quero ver. Porra, Bia. Quero. Não pede para eu fingir que não.
Bia soltou um riso quebrado. Não era graça. Era a última trava pedindo desculpa.
— Só dessa vez.
Levantou. O joelho dela tremeu no primeiro passo no tapete. Ajoelhou entre as pernas do Nando. Ele já tinha aberto o botão da calça, sem pressa de quem esperava o sim. Ela puxou o zíper. Tirou o pau para fora, grosso, veia marcada, cabeça já brilhando. O cheiro de homem. Bia olhou uma última vez para o Davi. Davi assentiu de novo, a mão branca no próprio joelho, os dedos cravados no jeans.
Bia caiu de boca.
Não foi timido. Foi a boca inteira, o cacheado caindo para a frente e tapando o que ela fazia até o Nando juntar o cabelo num punho frouxo. A mão dela na base, os dedos não fechando direito na grossura. Saliva no primeiro vai-e-vem. O som molhado, vergonhoso, alto demais para a sala. Nando soltou o ar pelo nariz. A coxa dele endureceu debaixo da boca dela.
— Isso — ele falou baixo. — A língua embaixo. Assim.
Bia obedeceu e odiou obedecer. O olho marejado de tesão e de raiva. Ela descia até engasgar, subia com um fio de baba, voltava. O batom que restava manchou a base do pau. Davi não piscava. O pau dele subiu inteiro no jeans, um latejo visível. Eu senti a minha buceta responder no short, o caldo esquentando o algodão, o orgulho tentando sentar em cima e perdendo.
Lara não ficou olhando. Tirou a camiseta larga, o peito médio à mostra, o mamilo já duro, e ajoelhou atrás da Bia no tapete. A mão no cacheado junto com a do Nando. A boca no ouvido da Bia:
— Mais fundo. Ele gosta quando encosta no fundo da garganta. Eu sei. É o meu pau também.
A Bia gemeu no pau. Lara passou a outra mão entre as pernas da Bia, por cima da calça, e apertou o meio marcado.
Lara puxou meu pulso e o do Davi ao mesmo tempo.
— Vocês dois. No Sofá. Deixa ela trabalhar.
Davi travou um segundo. Eu puxei a cara dele pelo queixo e beijei. Ele beijou de volta com fome atrasada, dente, óculos tortos batendo no meu osso. A mão foi ao meu peito pequeno por cima da blusa. Lara tirou a blusa dele pela cabeça. Tirou a minha. Tirou o sutiã com um gancho atrás. Ajoelhou no sofá, entre a minha coxa e a dele, e abriu a calça do Davi.
O pau saltou. A cabeça rosada já molhando, o pelo escuro. Lara segurou a base e chupou só a cabeça, devagar, olhando para a Bia no chão. Eu desci e chupei o meio, a língua na veia. As duas bocas nele. Davi gemeu alto, a cabeça caindo no encosto, a mão no meu cabelo e no da Lara ao mesmo tempo.
— Porra. Porra.
Lara tirou a boca, um fio ligando o lábio à cabeça rosada, e pôs a minha boca no lugar.
— Engole ele Inteiro. Até onde der. Eu seguro a base.
Eu desci. Davi arqueou. No tapete, Bia engasgava no pau do Nando e olhava de rabo de olho. Ciúme e tesão. Nando guiava pelo cacheado.
— Olha eles — ele mandou. — Olha o seu namorado com duas bocas.
Bia olhou. Os olhos encheram de lágrimas. Ela chupou mais fundo, raiva na garganta.
Lara tirou minha boca do Davi e me puxou pelo quadril.
— Senta. De frente. Quero que ela veja entrar.
Ele Puxou meu short e a calcinha juntos. O cheiro da minha buceta subiu no sofá. Davi segurou o próprio pau. Eu encostei e desci. Ele entrou inteiro num gemido que a Bia ouviu do chão. Lara ajoelhou ao lado, a boca no lugar onde o pau dele sumia em mim: língua no meu clitóris, língua na base dele, saliva escorrendo nos dois. Eu soltei o ar. Ela beijou a minha boca depois, o gosto da minha buceta no lábio dela.
A Bia chupou o Nando até o nariz encostar no pelo e largou com um fio de baba.
— Fode ela — falou para o Davi, quebrada. — Quero ver. Só dessa vez. Vai.
Davi metia de baixo, nervoso, fundo. Lara chupava meu peito no ritmo, dente no mamilo, depois beijava a boca do Davi por cima do meu ombro, depois voltava a lamber, clitóris, pau, o que aparecesse. Eu rebolava. A Bia no chão, o pau do Nando na cara.
Lara puxou o Nando pela camisa.
— Traz ela. Eu quero a boca da Bia também.
Nando puxou a Bia para o sofá. Abaixou a calça no joelho, calcinha de lado. Ele virou ela debruçada no encosto, ao lado da gente. Meteu por trás. A Bia soltou um som agudo. Lara ajoelhou no sofá, entre as duas, e puxou o cacheado da Bia para a própria buceta — tinha tirado o short no caminho, a calcinha no lado. A Bia lambeu torto, o primeiro gosto de mulher naquela casa além do beijo. Lara segurou a cabeça dela e olhou para mim.
— Isso. As duas. Uma no pau do namorado, a outra na minha buceta.
Ela gemia olhando o Davi meter em mim. Eu gemia olhando o Nando comer a Bia e chupar a buceta dela.
— Só dessa vez — Bia repetia no meio da língua e do pau. — Davi. Só dessa.
— Eu sei — ele meteu mais fundo em mim.
Lara desceu a mão entre eu e o Davi, achou meu clitóris junto com a boca que ia e vinha, e falou no meu ouvido:
— Goza. Quero o caldo aqui. Quero lamber todo ele.
Eu gozei sentada no Davi, a buceta apertando o pau, a língua da Lara ainda no meio. A Bia viu meu rosto. Xingou na buceta da Lara. Gozei olhando as duas.
Davi não aguentou muito depois. O ritmo quebrou. Ele puxou para sair no último segundo e errou: metade do jato dentro, metade na minha virilha, quente, escorrendo no pelo dele e no meu.
— Merda.
— Deixa — Lara. — Sai e Tira o pau.
Ele saiu mole, ofegante. A porra desceu da minha buceta, branca, grossa, no sofá velho da tia. A Bia viu o branco e soltou um som que era choro e tesão. Nando meteu mais forte nela.
Lara não ofereceu o dedo. Abaixou a cabeça entre as minhas pernas, ainda abertas no colo vazio do Davi, e lambeu.
Língua larga no meio. Recolheu o que escorria. Enfiou a língua onde o Davi tinha gozado, chupou o buraco, o clitóris, a virilha suja. O som foi nojento e bom, aquele clique de porra e saliva. Ela subiu com a boca brilhando e beijou minha boca. Salgado. Quente. O gosto do Davi passando da língua dela para a minha.
— Olha, Bia — Lara virou o rosto, um fio branco no canto do lábio. — A porra do seu namorado. Na buceta da Helena e na minha boca.
A Bia xingou e gozoo no pau do Nando logo depois, um soluço raivoso, a bunda tremendo, a unha no encosto, o “filho da puta” no meio. Nando não gozou. Tirou. O pau brilhando com o caldo dela. Lara puxou o pau para a própria boca primeiro, chupou o gosto da Bia, depois passou para mim.
— Vamos Revezar.
Eu chupei. A Bia viu as duas bocas no pau que tinha saído dela e puxou meu cabelo mesmo assim.
— Engole. Quero ver vocês duas sujas do que saiu de mim.
Lara puxou o colchão da sala para o meio do tapete. O tecido que cheirava a mim desde sexta. A meia molhada no canto. O baralho no chão.
— Desce. Eu primeiro no meio.
Deitou de costas no colchão, as pernas abertas, e me puxou para sentar no rosto dela.
— Senta. Eu acabo com a porra que o Davi deixou.
Sentei. A boca da Lara na minha buceta com gosto da porra que ela já tinha lambido. Língua fundo, o nariz no pelo, as mãos nas minhas coxas. Eu gemi para o teto baixo. Davi, ainda mole, deitou de lado e chupou o peito da Lara. Nando virou a Bia de quatro ao lado e meteu de novo. A Bia esticou o pescoço e lambeu o que alcançava da Lara — a coxa, o lado da boca que me comia.
Lara gemeu debaixo de mim e não parou. Falava contra a minha buceta, a voz abafada:
— Doce. Salgado. O Davi. Você.
Nando tirou da Bia, passou o pau na boca da Lara por baixo de mim — eu senti a cabeça dele roçar minha bunda e entrar na boca dela um segundo — e voltou para a Bia. Depois me virou de quatro no colchão, a cara ainda perto da Lara, e meteu na minha buceta. Fundo. O colchão andando. Lara se arrastou para frente, ficou de quatro na minha frente, e eu chupei ela enquanto levava pau. Nando metia. A Lara puxava meu cabelo. A Bia, ao lado, chupava o Davi que endurecia de novo.
— Porra, Helena — Nando no meu ouvido. — Lara gozou na minha língua, a coxa no meu ouvido, a mão no meu cabelo, o olho na Bia. A Bia tossiu um riso quebrado.
— Filho da puta. Os dois. Os três. Os cinco. E você, Lara, pior que todos.
— Eu sei — Lara beijou minha boca suja. Nando tirou de mim, passou o pau na boca da Lara e na minha, voltou, tirou de novo e gozou nas minhas costas. Jato quente na coluna. Lara passou a língua na porra, de baixo para cima, recolheu, beijou a Bia com o gosto. A Bia hesitou. Chupou. O Davi viu e fechou os olhos como quem reza e peca no mesmo segundo.
Ficamos no tapete. A chuva. A pingueira. O cheiro de sexo, de vinho azedo, de lenha que não pega. Bia com a calça no joelho, o rosto no meu ombro. Davi deitado, o óculos na testa, o pau enchendo devagar. Nando no sofá, a cerveja esquecida. Lara no meio das duas, a boca ainda brilhando, a mão na minha coxa e na da Bia, como quem não entrega o centro.
— Só dessa vez — Bia repetiu, já sem força.
Lara passou o polegar no lábio dela.
— Dessa vez a gente lambou a porra.
Ninguém concordou em voz alta. Ninguém precisava.
A porta do quarto nem precisava mais ficar aberta.
Eles tinham entrado na sala. A Lara não tinha saído dela. A curiosidade da sexta agora tinha boca, pau, a língua da Lara na porra do Davi escorrendo de mim, e uma meia molhada no canto que ninguém ia recolher de madrugada.
Eu passei a mão no cabelo da Bia. Ela não afastou. O Davi encostou a coxa na minha. A Lara bebeu o último gole direto do fundo da garrafa e passou a boca, a mesma boca que tinha limpado o Davi de dentro de mim, no meu ombro, um beijo que não pedia desculpa.