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Terças-feiras – Parte 4: Três vodcas

Um conto erótico de Nat
Categoria: Heterossexual
Contém 3002 palavras
Data: 27/09/2026 17:32:25
Última revisão: 29/09/2026 21:34:57

Oi, gente. Vanessa aqui. Eu disse que a anterior era a penúltima. Não coube.

Eu parei no hall do hotel. Eu de vermelho, com o dedo do garoto do cartão preto no meu cu e o gosto do homem do corredor na boca. O elevador aberto. E a Nat saindo dele, de vestido branco, cabelo molhado, pela mão do Guilherme, o melhor amigo do meu marido. Vou continuar exatamente dali.

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Cabelo molhado é banho de depois. Eu sabia. E os olhos dela, quando cruzaram com os meus, eram os olhos que eu nunca tinha visto nas terças. Vazios. Olhando pra mim, e pro menino colado nas minhas costas com a mão embaixo do meu vestido, e pro meu batom borrado. Um segundo. O dedo dele saiu de mim no mesmo segundo em que os olhos dela entraram. Ela não parou. Não disse nada. O Guilherme me olhou também, de cima a baixo, sem me reconhecer. E os dois passaram por mim e desceram a escada do hall, pro subsolo. Pro túnel.

Eu fiquei olhando a porta do elevador aberta. A luz. O espelho.

E eu vi o que eu ia ser ali dentro. Não a Bia. Não a Vanessa. Nada. Uma hora. Um valor no caderno da moça do caixa. Era aquilo que eu ia fazer, e não ia doer no Pedro do jeito que eu queria, porque não ia ser nada. Ia ser só o que a Nat acabava de fazer. E eu tinha visto o rosto dela.

No corredor, uma hora antes, eu tinha sentido tudo. No hall, um minuto antes, eu tinha quase gozado sem sentir nada por ele. E ali dentro, no elevador, eu não ia sentir nada de nada. Era uma escada de três degraus, e eu tinha descido dois numa noite. A Nat estava no último, com a cara que eu tinha acabado de ver. E a que me assustava, das três, não era a última. Era a primeira.

Eu tirei da bolsa o meu dinheiro, o valor inteiro, e pus na mão do garoto.

— Não trabalho mais aqui.

— Tá de sacanagem? Eu paguei no caixa!

— Agora a Bia te pagou de volta.

Ele me xingou. Alto. Eu saí pra calçada com as pernas tremendo, e o salto de quinze centímetros me segurou de pé.

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O Pedro estava debaixo do letreiro. Tinha saído atrás de mim pela mesma porta de emergência. Branco. O paletó no braço, como se tivesse esquecido dele.

Ele tinha chegado às onze e visto, de dentro, a Nat atravessar o salão pela mão do melhor amigo dele e sumir na porta de emergência com escolta. E tinha ficado uma hora lá dentro, numa mesa no canto do salão da frente, perto da porta, de onde não se via o balcão, sem coragem de subir atrás e sem coragem de ir embora. Sem subir com ninguém. Até ver a mulher dele atravessar o salão de vermelho, com a mão de um cliente na cintura, e passar a um metro dele.

— Você ia? — ele perguntou.

— Você ia embora.

— Embora?

— O notebook, Pedro. Os apartamentos. A planilha.

Ele fechou os olhos.

— Eu ia tirar ela daqui. — A voz dele saiu quebrada. — Um lugar pra ela morar. O dinheiro da clínica. Só isso. Eu ia tirar ela da Velour.

Ele não disse pra onde. Não precisava. Eu tinha lido errado: ele não ia sair de casa. Ele queria ela fora dali, só dele. E eu não tinha moral pra brigar. Eu também sonhava com o flat. Eu também pensava nela no consultório. A diferença é que ele abriu uma planilha e eu botei um vestido vermelho.

— Eu preciso falar com ela — ele disse.

A gente entrou. Sentou no balcão, onde a Bia tinha dispensado meio salão. Eu de vermelho, ele de camisa, o casal mais estranho da casa. Ele pediu um uísque e depois outro. Eu pedi água. Não conversamos. Ele olhava a porta. Eu olhava pra ele.

E foi ali, naquele balcão, que eu entendi o tamanho da coisa. Não era ciúme de amante. Era o luto de um homem que achava que aquela mulher era dele e tinha acabado de ver ela sair pela porta de emergência com o melhor amigo dele, por uma hora, como fazia com qualquer um.

E eu? Eu senti ciúme também. Muito. Doeu. Mas no meio da dor tinha uma coisa que eu não esperava e que me envergonha até hoje: alívio. E embaixo do alívio, outra coisa pior. Eu tinha chegado até o elevador. Se ela tivesse descido um minuto depois, eu tinha subido.

Eu cruzei as pernas no banco e tentei não pensar. Pensei.

O que vem agora não aconteceu. Aconteceu na minha cabeça, num banco de boate, em dez minutos, com a Nat lá embaixo e o Pedro do meu lado. Mas eu vi. O quarto do hotel, o mesmo da noite da Bia, a cama grande, a luz baixa. O Guilherme fechando a porta sem pressa, tirando a gravata, olhando pra ela como quem olha uma conta pra pagar. Sem beijo. Ele puxava o cabelo dela pra trás com uma mão só, até ela olhar pra cima, e dizia, baixo:

— Isso é pra você aprender a não mexer com o que é do meu amigo.

E batia na cara dela.

Não forte. Estalado. O barulho da mão aberta na bochecha da Nat, que eu nunca ouvi na vida e ouvi ali, no balcão, com a música alta. Ela virava o rosto e voltava. Os olhos castanhos enormes, molhados, sem medo nenhum.

— Fala o que você é.

— Uma putinha.

Outro tapa.

— Fala que gosta.

E a Nat da minha cabeça não fingia. Esse era o problema. Ela sorria com a bochecha vermelha e dizia "eu gosto, eu gosto de levar tapa na cara", e gostava mesmo, eu via na boca dela, eu via escorrendo pela coxa dela, e ela pedia outro, e ele dava. E ela dizia, olhando pra ele de baixo, com a mão dele no pescoço: "um dia eu saio dessa vida. E vou continuar dando pra quem eu tiver vontade. E se você me tratar assim, eu vou querer dar pra você."

Ele tirava o vestido branco dela pela cabeça. Amarrava os pulsos dela na cabeceira com a gravata, apertado. Enfiava a calcinha dela na boca dela. "Pra você não falar o nome dele." Umas cintadas na bunda, estaladas, a marca subindo vermelha na pele branca, e ela empinando, pedindo mais por trás do pano.

E aí ele abria a calça.

E o pau não era o do Guilherme. Eu nunca vi o do Guilherme. Era o do corredor. O que eu tinha tido na mão uma hora antes e a mão não fechou. Uns vinte centímetros, grosso, sem pele nenhuma, a cabeça lisa, brilhando, e logo abaixo aquele alargamento, o corpo de 747, mais largo que a própria cabeça. No que eu imaginava, o Guilherme tinha o pau do Super-Homem. E eu não achei estranho. Achei certo.

No banco, eu apertei as coxas. A calcinha colava. Eu ainda sentia os dedos do gringo do corredor dentro de mim, dobrados, no lugar que a Nat tinha me mostrado. E na boca, por baixo da vodca, ainda o gosto daquela cabeça.

Ele tirava a calcinha da boca da Nat e enfiava o pau. A cabeça primeiro, e ela abria. Depois o largo, o que não tinha cabido no meu maxilar, e ali cabia, porque ele segurava a nuca dela com as duas mãos e empurrava. Até o fundo. Até a garganta. Ela engasgava. Os olhos enchiam d'água, o rímel escorria, e quando ele tirava saía junto uma baba grossa, comprida, pendurada do queixo até os peitos. Ela respirava uma vez. Ele enfiava de novo. E ela abria a boca antes de ele mandar.

Depois ele virava ela de quatro, com os pulsos presos, a cara no travesseiro. Cuspia no cu dela, uma vez só. Sem dedo antes. Sem esperar. E entrava de uma vez, a cabeça, o largo, tudo.

A Nat da minha cabeça gritava. Doía, eu via que doía, os punhos puxando a gravata, o corpo inteiro tentando ir pra frente e a mão dele no cabelo puxando de volta. "Dói", ela dizia. "Dói, porra." E ele metia mais forte. E ela, chorando, empinava mais. "Não para. Não para, filho da puta, não para."

Ele não parava. Tirava inteiro. Metia inteiro. Tirava de novo, até a cabeça sair toda, e o cu dela ficava aberto, um buraco, sem fechar, que nem filme pornô, e ele olhava, e cuspia dentro, e metia de novo até o fundo. Saindo e entrando inteiro, dez, vinte vezes, e cada vez que ele saía o buraco estava maior, e ela gemia pedindo que ele voltasse.

No banco da Velour, o meu cu piscou. Sozinho. Eu senti de novo o dedo do menino no hall, a primeira falange, o dedo que ele tirava e chupava e enfiava de novo. Nesse lugar todo mundo só quer saber de cu, eu tinha pensado no hall. E ali, no balcão, do lado do meu marido, eu queria que alguém quisesse o meu daquele jeito.

Aí ele tirava do cu dela e punha na boca. Direto. Sem limpar. E a Nat chupava. Olhando pra cima, com a baba, com o rímel escorrendo, limpando com a língua o que tinha acabado de sair de dentro dela. Puta é assim, eu pensei. Chupa o pau que saiu do cu. E chupa rindo.

E foi aí que eu reparei que ele não tinha posto camisinha. Na fantasia, ele nunca pôs. Porque não era o Guilherme. Eu olhei pra cara dele, e a cara era a do Pedro. Os olhos verdes. A mão enorme no cabelo.

Ele voltava pro cu e metia até o fundo e gozava lá dentro, segurando pelo quadril, gemendo grave. E quem gritava "putinha", com a bochecha vermelha, com a gravata no pulso, com o cu arrombado escorrendo porra, já não era a Nat. Era eu.

Ela não falava vermelho. Eu não falava vermelho.

Eu estava encharcada no banco da Velour, do lado do meu marido, que olhava a porta com o segundo uísque na mão. A cara era a dele. O pau era do outro. E a puta era eu. Era o que eu queria que ele fizesse comigo, e nunca tinha pedido. Nem pra ele. Nem pra mim.

Eu olhei pra mão dele no copo. E não disse nada.

Três vodcas no sangue, todas de antes do hall. Eu, que no Natal bebo meia taça de espumante e já fico rindo à toa. Será que era eu ou era a vodca?

A Nat apareceu no fundo do salão, vindo do corredor do camarim. Sozinha. Ajeitando a alça, procurando o próximo com os olhos. E achou a gente.

Ela parou. Ficou branca. Depois vermelha. E veio andando devagar, com a cabeça erguida, do jeito que só ela sabe.

— Lá fora — ela disse. — Na área do churrasco. Eu preciso fumar.

---

A área aberta estava cheia, mas a gente achou uma mesa alta no canto, perto da parede de vidro. A Nat acendeu o cigarro com a mão tremendo. O Pedro nem reclamou da fumaça.

— Quanto tempo? — ele perguntou.

— Uma hora. Você viu.

— Não. Há quanto tempo você faz isso? Com os outros. Enquanto a gente…

Ela riu. Um riso triste.

— Pedro. Desde sempre. Toda quinta, toda sexta, todo sábado. Eu trabalho aqui. Você sabia. Você me conheceu aqui. Você acha que eu larguei a boate por tua causa? Eu não larguei nada.

— Ele é o meu melhor amigo, Nat.

— Eu sei quem ele é. Sempre soube. Foi ele que te trouxe aqui, esqueceu? — Ela bateu a cinza. — Ele paga, eu subo. É assim com todo mundo. Com você também foi, no começo.

— Eu achei que…

— Você achou que era diferente. — Ela soltou a fumaça. — E com vocês é diferente. Mas isso aqui é o meu trabalho. O Guilherme chegou, pagou, a gente subiu. Eu chupei ele, ele me comeu de quatro, gozou na camisinha, eu tomei banho, desci. Uma hora. Eu não senti nada. Nada. Eu nem lembro da cara dele direito. Eu fiz bem feito porque eu sou boa no que eu faço. E daqui a dez minutos eu vou fazer de novo com outro.

E a hora que eu tinha montado no balcão, com tapa, gravata e o cu arrombado, desmontou em quatro frases. A hora de verdade tinha sido uma camisinha e um banho.

O Pedro fechou os olhos.

— Eu ia te tirar daqui.

A Nat apagou o cigarro na mesa, pela metade. E ficou um tempo olhando a guimba.

— Tirar pra onde, Pedro? — ela disse, baixinho. — Pra um lugar onde eu fosse só tua?

Ninguém respondeu. Ela levantou os olhos, e os olhos dela estavam cheios d'água.

— Você tem dois filhos pequenos. E uma mulher que fez tudo isso por você. Que veio aqui vestida de puta por você. — Ela virou pra mim. — E que hoje veio de novo. Sozinha. Eu te vi no elevador, Vanessa. Vi o cara com a mão em você. E você tá aqui.

Eu não consegui dizer nada.

— Ela chegou mais longe que você — a Nat disse pro Pedro. — E voltou.

Os três ficaram em silêncio. A música da boate chegava abafada pela parede de vidro.

— Eu gosto de você — ela disse. — Eu gosto dos dois. Eu nunca gostei de ninguém assim. Mas eu não sou isso que você tá imaginando. Eu não sou a mulher que você vai buscar na porta da escola. E não sou a mulher que você paga pra ficar em casa esperando. Eu sou a Nat da Velour. E às vezes, nas terças, eu fingia que não era. Só isso.

---

O Guilherme apareceu na porta de vidro. Tinha tomado banho também, a gravata no bolso. Parou a uns passos da mesa. Eu não consegui não olhar pra gravata. A Nat se levantou, ajeitou o vestido, olhou pra nós dois uma última vez e disse:

— Eu tenho que trabalhar.

E voltou pro salão. Sem olhar pra trás.

O Pedro levantou. Eu achei que ele ia bater no Guilherme. Ele chegou tão perto que os dois quase encostaram o nariz.

— Por quê?

O Guilherme não recuou.

— Porque eu sou padrinho do teu filho. — Ele olhou pra mim. Olhou de novo. O vestido, o batom, o cabelo. E riu, sem vontade. — Então a loira nova era você, Vanessa. Eu ouvi falar. — Ele virou pro Pedro. — Eu não sabia que a Vanessa sabia. Juro. Se eu soubesse, talvez tivesse feito diferente. Mas eu precisava que você visse com os teus olhos o que eu vejo toda quinta. Ela é uma menina ótima. Mas puta não é de ninguém, Pedro. Nem de quem paga. Nem de quem não paga. — Ele olhou pra mim de novo. — Nem de vocês dois. E você ia jogar a tua casa fora por uma coisa que existe numa terça-feira e some na quarta.

— Eu não ia largar a Vanessa.

— Eu sei. Você ia fazer pior. Eu ia largar a Carina, era burrice, mas era honesto. Você ia ficar com a mulher em casa e a puta na cabeça, achando que era amante. Não é. Você viu hoje. Eu paguei, ela subiu.

O Pedro ficou parado.

— Você me segurou uma vez — o Guilherme disse, mais baixo. — Num bar na Vila Olímpia, cinco anos atrás. Eu ia largar a Carina. Você disse que eu era burro. Eu era. — Ele segurou o ombro dele. — Hoje é a minha vez. Pode me odiar. Eu aguento. Mas vai pra casa com a tua mulher.

Ele falou com o Pedro. Eu ouvi como se fosse comigo. A Nat das terças, a que eu beijava no flat e achava que era minha, também tinha acabado de descer de cabelo molhado. Ela nunca tinha sido minha. Nem dele. O Guilherme pagou uma hora pra gente ver isso. Foi o programa mais caro daquela casa, e nem foi ele que pagou de verdade.

E entendi outra coisa, ali, com cheiro de carne e cigarro. O que o Pedro queria nunca tinha sido a Nat. Era uma puta só dele. Uma que fizesse tudo o que ela fazia com os outros, e não fizesse com mais ninguém. Isso não existe na Velour. Não existe em apartamento nenhum. Eu olhei pro meu vestido vermelho. Ele olhou também.

---

A gente não foi pra casa. Eu tinha dito que estava de plantão, e a babá só me esperava de manhã. E nenhum dos dois tinha condição de dirigir. Deixamos os dois carros onde estavam, e eu mesma chamei o Uber. Não pro Itaim. Pro Orquídea.

Cinco minutos pela Ricardo Jafet, em silêncio, no banco de trás. Eu de vestido vermelho, descalça, com o salto no colo. O Pedro olhando pela janela.

Na portaria eu pedi o quarto de sempre. O único que tinha coisa pra prender. No corredor, antes da porta, eu beijei o Pedro. Antes de ele dizer qualquer coisa. Antes de eu deixar ele dizer. Ele ficou com a boca parada, e depois não ficou.

No quarto, com o tronco no canto e a Nat em lugar nenhum, eu tranquei a porta. Ele começou a falar, "Vanessa, eu…", e eu não deixei.

Eu tinha passado a noite inteira descobrindo uma coisa, e só entendi ali, de costas pra porta trancada. O homem do corredor tinha me pedido preço com a voz quebrada. O menino tinha pago o dobro sem piscar. Meio salão tinha ouvido não e voltado pra pedir de novo. Se eu quisesse, eu voltava na Velour na quinta seguinte, e na outra, e era a melhor puta daquela casa. A melhor das putas. Quando eu quisesse, com quem eu quisesse, pelo preço que eu dissesse.

Eu não fui. Não naquele ano. Mas eu podia. E quem pode escolhe.

Eu peguei a mão dele. Aquela mão enorme. E encostei na minha cara.

— Bate.

Ele não entendeu. Ficou me olhando com os olhos vermelhos, a mão parada na minha bochecha.

— Bate. E me chama de puta.

Parecia que eu estava pedindo. Eu estava mandando.

---

Continua na Parte 5.

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Comentários

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E a frase dela dizendo que "Você me conheceu aqui. Você acha que eu larguei a boate por tua causa? " Não entendi nada, afinal ela ainda esta na boate ,como que ela largou se trabalha ainda ?

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Marone, você tem razão, a frase dava pra ler dos dois jeitos. É pergunta irônica: ela nunca largou, e o Pedro sabia. Acabei de acrescentar "Eu não larguei nada." logo depois, pra não deixar dúvida. Valeu de novo.

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Se eu entendi bem tanto a Nati quanto o Pedro perceberam que a Vanessa não quer sair dessa vida ,mas o que me intriga é que se me lembro até a Vanessa ficou pensativa com uma fala da Nat" "Às vezes eu queria não trabalhar mais lá também." E ai a coisa muda 360 graus .

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E você pegou o fio certo. A Nat quer sair (aquela mensagem da Parte 2 é verdade), mas não pode, e na Parte 4 ela defende o trabalho porque é ele que paga a vida dela e do filho. O que o Pedro descobre é outra coisa: que ele queria uma Nat só dele. Essa vontade dela de sair não ficou pra trás. A Parte 5 responde. Me conta depois se fechou.

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Não entendi nada depois que a esposa descobriu que o marido não ia fugir?.

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Marone, culpa minha, não sua. Depois da calçada a Vanessa senta no balcão e imagina a hora da Nat com o Guilherme lá em cima: tapa, gravata, tudo aquilo. Nada disso aconteceu. É a cabeça dela, com três vodcas dentro. A hora de verdade a própria Nat conta depois: camisinha, banho, "não senti nada". Aí o Pedro descobre que o plano dele era pagar a Nat pra ser só dele, o Guilherme explica por que fez o que fez, e os dois vão pro motel. Acabei de mexer no texto pra deixar isso mais claro. Se reler, me diz se ficou. E obrigado por avisar, comentário assim vale mais que elogio.

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Só não entendi uma coisa... o ap não era pra clínica de estética? Não tinha clínica de estética nessa jogada? Era um local apenas pra ela morar e dar pra ele quando ele quiser? Isso ficou confuso. Não tem mais clínica de estética? Ou isso vai ser esclarecido no final?

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Eram duas coisas: um apartamento pra ela morar perto, e o dinheiro pra clínica. Nenhum dos dois era pra clínica funcionar num apartamento. E a clínica não sumiu. Espera a Parte 5.

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Jota, teu conto ficou do caralhoooo!

Digno de minissérie underground!

Valeu 10X3 estrelas e justificou te seguir! 🚀🏆

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Valeu, Mestre. A Parte 5 sai amanhã e é a mais pesada da série. Segura o cinto.

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