A semana passou lenta e molhada.
Lara aplicava o creme todas as noites, como o médico mandara. Mas cada aplicação virava desculpa. O dedo escorregava mais fundo, o clitóris latejava, e em poucos minutos ela já estava de pernas abertas, gemendo contra o travesseiro. Na terça-feira gozou duas vezes seguidas só com os dedos. Na quarta, usou o vibrador pequeno até as pernas tremerem. Na quinta, depois do banho, tirou um pepino da geladeira, lavou bem, descascou só a ponta e levou para o quarto.
Deitada de costas, joelhos dobrados, ela empurrou a ponta lisa e fria contra a entrada virgem. O pepino era mais grosso que o pincel, mais frio que o vibrador. Entrou só um pouco, o bastante para esticar o hímen sem rompê-lo. Lara mordeu o lábio e começou a mover o vegetal para dentro e para fora, devagar, imaginando que eram os dedos do ginecologista. O orgasmo veio forte, o squirt espirrou ao redor do pepino, molhando a cama. Ela teve que trocar o lençol antes da mãe perceber.
Na sexta e no sábado foi pior. Cada vez que fechava os olhos via a maca, o jaleco branco, as luvas, o olhar calmo dele enquanto ela gozava sem controle. Chegou a se tocar no banheiro da escola, com a porta trancada, mordendo a própria mão para não gemer alto.
No domingo à noite, a véspera da consulta, a mãe entrou no quarto enquanto Lara guardava o creme.
— Filha, amanhã eu te levo, mas não consigo ficar. Tenho reunião no trabalho até mais tarde. Você faz a consulta e volta de Uber, tá? Eu deixo o dinheiro na mesa.
Lara sentiu o coração disparar. Sem a mãe na sala de espera. Sem a mãe do outro lado da porta. Só ela e o médico. A possibilidade de gozar de novo, gostoso, molhado, sem ninguém por perto para ouvir ou perguntar depois.
— Tá… tudo bem — respondeu, a voz um pouco rouca.
A mãe saiu. Lara ficou sentada na beira da cama, as coxas apertadas uma contra a outra. A calcinha já estava úmida só de imaginar. Ela deitou de novo, abriu as pernas e empurrou dois dedos para dentro, mais fundo do que nunca. Desta vez o orgasmo veio quase gritado, o corpo inteiro se contorcendo, o líquido escorrendo até o colchão.
Quando finalmente se acalmou, olhou para o teto, ofegante, e sorriu sozinha no escuro.
Amanhã ele estaria de novo entre as suas pernas.
E desta vez a mãe não estaria esperando do lado de fora.