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Dando pro cara mais marrento do orfanato

Um conto erótico de André Martins
Categoria: Gay
Contém 3612 palavras
Data: 24/09/2026 22:01:05
Última revisão: 27/09/2026 19:17:07

O dia começou cedo em Cascadura. Não eram nem nove da manhã e a Casa Céu já tava de cabeça pra baixo, com gente correndo pra um lado, cuidadoras gritando do outro e dois jovens brigando no meio de todo mundo.

- Perdeu, frutinha! Já era, deu mole. Agora é minha. – Rodolfo segurou as canetas no alto e impediu que Tarcísio as alcançasse.

- Ô, maanhêê! O babaca do Rodolfo roubou minhas canetas e não quer devolver! – Tarcísio gritou, enquanto pulava pra tentar pegá-las.

- Não adianta, cuzão. Mãe Preta não tá em casa, pode gritar o quanto quiser. Aliás... Tu não sabe se defender, não? Tudo tem que chamar Mãe Preta? Parece criança, seu arrombado.

- Já que você quer tanto, pode ficar com elas. – o magrinho desistiu.

- Ué, não vai querer suas preciosas canetas? – o valentão ergueu a sobrancelha e até estranhou.

- Não faço questão. Daqui a quatro dias eu caio fora desse inferno e nunca mais vou precisar olhar na sua cara. É isso que me consola. Idiota...

Tarcísio saiu pisando fundo e sentiu vontade de se trancar no quarto, mas ali era impossível. Não existem quartos individuais num orfanato e ele teve que se contentar com a cama pouco macia do dormitório, que foi onde enfiou a cara e engoliu o choro.

- “Quatro dias... Só mais quatro dias e eu me livro desse embuste.” – pensou. – “Não vou chorar na frente de ninguém. Não vou. Cansei.”

Rodolfo, em silêncio, apareceu na porta, viu o colega de quarto soluçar e, pela primeira vez, sentiu compaixão dentro de si. Mas não compaixão suficiente pra fazê-lo devolver a caneta, então ele entrou e a escondeu na mala debaixo da cama, sem Tarcísio ver.

- O que você tá fazendo aqui? Me deixa, cara. – berrou o magrelo.

- O quarto também é meu, esqueceu? – o valentão respondeu.

- Quero ficar sozinho, sai daqui.

- Por que tu tá chorando, frutinha? Só por causa de uma caneta?

- Sai logo, me deixa em paz!

- Para de gritar! Para de gritar, tá escutando!? – Rodolfo pulou no Tarcísio e o imobilizou com extrema facilidade, sem perceber que montou em cima dele. – E para de chorar também. Homem não chora, tá escutando? Viadinho...

Os dois tinham 18, só que um era moreno, fortinho e tirado a marrento, enquanto o outro era ruivinho, magricelo e tinha a pele clara. Um alto, pezão, sovacão, o outro um pouco mais baixo e lisinho. Rodolfo foi abandonado no lixão pela mãe biológica ainda criança, Tarcísio só sabia que era filho de um dependente químico que morreu internado numa clínica psiquiátrica.

Zoado, né? A vida não pega leve.

Outra diferença marcante é o destino dos dois: Tarcísio foi adotado por uma família que conheceu nos últimos meses e tava encarando os últimos dias na Casa Céu; já Rodolfo entrou pro Exército e só tava esperando a documentação ficar pronta pra meter o pé de vez pro batalhão.

Tecnicamente, nenhum dos dois poderia estar ali sendo maior de idade. Mas como Mãe Preta era uma mulher generosa e acolhedora, ela mexeu os pauzinhos e conseguiu que eles ficassem além do limite... Só até se ajeitarem pra sair.

Já não eram mais os garotinhos perdidos e inocentes que chegaram ali anos atrás, mas um deles, pelo visto, ainda não era maduro o bastante pra desafogar tudo que estava represado no peito.

- Tá esperando o quê? Me solta, Rodolfo.

- Só se tu parar de chorar. Homem não chora.

- Eu não tô chorando. Só tô... Triste.

- Não é pra tu tá felizão? Vai ralar essa semana, tua família tá esperando lá fora.

- Eu sei. Eu sei, mas... – o ruivo olhou fundo nos olhos escuros do moreno e pensou em ser sincero, mas lembrou das canetas roubadas e concluiu que dizer a verdade não levaria a nada naquela altura do jogo. – Eu tô puto mesmo assim. Agora me solta, vai? Chega. Quero que meus últimos dias sejam de paz. Facilita pra mim.

- Chorão... Frangote. – Rodolfo aproximou o rosto, encarou Tarcísio frente a frente e saiu de cima.

Ele abandonou o quarto logo em seguida e deu trégua, mas foi uma paz momentânea. Não demorou pros dois se estranharem de novo, agora por causa de um bloquinho que sumiu.

- Devolve a porra do meu bloco, cara! Você sabe que um dos meus poucos prazeres aqui dentro é escrever, deixa de ser insuportável.

- Para de me acusar, seu moleque! – Rodolfo segurou Tarcísio pelo pescoço e chegou a levantá-lo contra o muro. – Toda vez tu me acusa de alguma coisa, porra! Me erra!

- Claro, você que pegou!

- Tem provas!? Tu me viu pegar, frutinha?

- Rodolfo, por favor... Te imploro. – o branquinho respirou fundo.

Eles se encararam, os narizes quase encostando. Um respirando o ar que o outro acabou de bufar de raiva, fôlego com fôlego, e a veia saltando na testa.

- Então implora. Frango. – Rodolfo falou baixinho, sua voz saiu quase no pescoço do colega.

- Por favor... Eu... E se eu disser que eu... Eu sinto... – Tarcísio chegou perto de novo, mas hesitou e recalculou a rota. – Eu sinto raiva de você e desse seu jeito cuzão! Toda vez que te vejo, eu-

O outro ouviu, ficou com raiva e levantou a mão pra socar a cara do magrelo, mas alguém o segurou por trás e foi nesse momento que a figura matriarcal apareceu no meio deles.

- Meus filhos, por favor. Nem na semana de ir embora vocês param com a perseguição?

- A senhora sabe como esse infeliz me provoca, Mãe Preta. Não aguento mais! Ainda bem que eu vou embora.

- Esse boiola só me insulta, Mãe Preta.

- Isso é jeito de falar com seu colega, Rodolfo?! – a coroa repreendeu. – Pede desculpa.

- Mas ele é boiola, pô. Não tô xingando, só tô-

- PEDE DESCULPA! – ela insistiu.

- Grrrr... – o molecão grunhiu feito bicho do mato, puxou o braço da mão dela e saiu chutando o chão, acostumado a se isolar.

- Mãe Preta, juro que eu tento. Mas esse babaca... Sério, sem condições. Tô até com dor de cabeça. – Tarcísio começou a espraguejar.

- Meu filho... Releva. Daqui a pouco vocês não vão se ver mais. Nunca mais.

- Posso ser sincero? Eu vou sair daqui sem entender qual é o problema desse cara comigo. É por eu ser gay?

- Ah, Tarcísio... Rodolfo tem esse jeitão casca grossa, mas tenho pra mim que não é por isso não.

- O que a senhora acha que é, então?

- Um dia a gente descobre. Vamo entrar? Fiz bolo de laranja, vem comer.

Os outros moleques se reuniram em volta da longa mesa do café da tarde, Tarcísio sentou num canto e viu seu carrasco sentar no outro canto. Mesmo à distância, eles se olharam de rabo de olho e foi como se um reconhecesse o outro em meio aos cinquenta e tantos rapazes que moravam na Casa Céu, mas ficou por isso mesmo, apenas as olhadas sorrateiras.

No dia seguinte, pela manhã, de novo a mesma implicância de sempre. Tarcísio entrou no banheiro, Rodolfo viu ele chegar perto dos chuveiros e jogou água nele. Fez de sacanagem mesmo, foi de propósito.

- Pronto. Já vai começar?

- “Pronto. Já vai começar?” – o marrento debochou e imitou a voz manhosa.

- Me deixa em paz, Rodolfo.

- Frutinha do caralho. Fala que nem homem, porra. Que nem macho. – ele tirou a toalha da cintura, ligou o chuveiro e Tarcísio imediatamente parou de falar.

Ficou sem palavras quando viu Rodolfo nu. Seus olhos deslizaram no abdômen quase definido do colega de quarto, ele notou os pentelhos escuros e travou no tamanho exagerado da mangueira, sobretudo com o formato estufado da cabeça e o jato de mijo dourado e quente que ela cuspiu no chão do boxe.

- Perdeu o olho na minha pica, viado? – o rebelde segurou a rola, sacudiu e falou com sarcasmo. – Tô ligado que tu é bicha, mas tem que aprender a disfarçar. Do jeito que tu olha, vou achar que tá querendo me chupar. Teheheh...

Seus movimentos fizeram o bichão arregaçar, o prepúcio recuou e aí subiu aquele cheiro forte de piruzão recém dormido. Cheiro bom de homem que acabou de acordar e ainda tá pesado, com tesão de mijo. A meia bomba cresceu sem querer, o cheirão umedeceu o buço do Tarcísio e ele tremeu de nervoso, não conseguiu se mover.

- Vai ficar olhando? Nem adianta tentar. Sou gostoso, eu sei, mas eu gosto de mulher. Buceta, tá ligado? – o moreno fez o símbolo de uma vulva com as mãos. – Aranha. Teheheh!

- Sai fora! Até parece que eu sentiria atração por um cara feito você. Se toca. Não achei meu rabo no lixo.

- FODA-SE, BABACA! – num rompante agressivo, Rodolfo empurrou Tarcísio, se enrolou na toalha e saiu em disparada, tão puto que deixou o chuveiro ligado.

- Pera lá, eu não quis dizer... Não é sobre lixão, você entendeu errado! Volta aqui... – mas não adiantou.

Os dois não tornaram a se esbarrar pelo resto do dia.

Já à noite, no dormitório, Tarcísio deitou na cama de baixo do beliche, esticou o corpo e se preparou pra dormir. Ele cochilou por dois, três minutos, mas pressentiu que estava sendo observado e abriu os olhos de repente, foi quando viu Rodolfo acordado na cama de cima do beliche ao lado.

Todos os outros rapazes dormiam e roncavam enquanto eles se olhavam no silêncio da madrugada. Estavam se vendo, se reconhecendo... Depois que os olhos cruzaram no breu do quarto, o valentão virou pro lado e disfarçou, fingiu que não tava olhando Tarcísio dormir.

- Boa noite, Rodolfo... – falou Tarcísio.

- Não enche o saco, frutinha. – o rebelde foi estúpido como sempre.

Só que... Algo mudou do dia pra noite. Alguma coisa aconteceu e o amanhecer não foi o mesmo dos outros dias na Casa Céu. Não teve briga, não teve correria, não teve implicância, muito menos rebeldia ou valentia logo cedo.

Tanto mudou que, de manhã, ao acordar, Tarcísio apareceu na salinha da Mãe Preta, fechou a porta e quis ter uma conversa a sós.

- Bom dia, meu filho. Posso saber que cara é essa? Não dormiu direito?

- Mãe... Tem uma coisa que eu preciso perguntar.

- O que aconteceu?

- Eu sei que a senhora evita se meter nessas situações, mas... Preciso saber. Por favor, me conta.

- O que você quer saber?

- Qual é o problema do Rodolfo comigo?

Ela fez silêncio antes de dizer qualquer coisa.

- Meu filho... Já disse.

- Ontem à noite a gente ficou se olhando no escuro, em silêncio, e foi... Estranho. Tenho certeza que ele tava me vendo dormir. Não sei se é pra eu ficar preocupado, mas... O que eu senti não foi medo. Foi diferente... Foi... Eu senti... Vontade de... – ele olhou pro nada e pensou em tudo.

A coroa ouviu com atenção, viu a cara de sofrimento do mais novo e resolveu acalmá-lo. Chegou na orelha direita do Tarcísio, sussurrou palavras e depois fez a mesma coisa na esquerda. Quando ela terminou de falar, os olhos do rapaz estavam arregalados.

- Mãe... É verdade?

- Vai por mim, garoto. Por que você mesmo não pergunta a ele?

- Não, não vou perguntar. Não tenho nem coragem, isso é... Caralho...

- Ó a boca, Tarcísio.

- Desculpa. É que... Caramba... – ele abaixou a cabeça e olhou pro chão de taco, sem saber o que pensar. – Fui pego desprevenido.

- Eu acho que você e Rodolfo têm muita coisa pra conversar, só vocês dois.

- Ah, e esse troglodita sabe conversar? Nem o meu boa-noite ele responde.

- É o jeito dele. Mas veja pelo lado bom: você, mais que todo mundo aqui, sabe como ele é. Só você conhece o lado genioso dele.

- Ô, se conheço... – o ruivo sorriu.

No dia seguinte, uma cena inusitada aconteceu no pátio da Casa Céu. A turma tava toda reunida tomando café na mesa enorme, até que um moleque mais novo empurrou Tarcísio “sem querer”, derrubou ele no chão e chamou de viadinho, tirando risadas dos outros. Chacota.

- UEUHEHU! Viadinho! – Rodolfo foi o primeiro a cair na gargalhada.

Ele achou tão engraçado que levantou, entre risos, e se uniu ao garoto que tirou sarro do magrelo. Quando ninguém menos esperava, Rodolfo enfiou o punho na boca do cara e quase enterrou ele no chão, chegou a arrancar sangue.

- Num fode, rapá! Tá maluco, tu?!

- Rodolfo...! – Tarcísio não entendeu nada, ficou perdido.

As cuidadoras vieram correndo e seguraram Rodolfo, mas ele próprio se consertou, não resistiu e se deixou ser contido. Não sem antes cuspir na cara do moleque caído no chão.

- Lava a porra da boca, comédia.

- Rodolfo... Valeu, cara. – o ruivo agradeceu.

- Não agradece, não. Não foi por você, fiz porque eu quis. EU posso te xingar, esse merda NÃO. Quem ele pensa que é?!

- “Rodolfo...” – Tarcísio pensou, enquanto viu o colega ser levado. – “Mãe Preta me avisou.”

A última tarde do magrelo na Casa Céu foi atípica. Ele não teve perturbação, não escutou zoação e nenhuma provocação do Rodolfo... Porque Rodolfo não apareceu. O valentão sumiu. Não deu as caras, ninguém viu. Nem Mãe Preta, que geralmente sabia onde tava todo mundo.

À noite, quando Tarcísio terminava de organizar a mala pra ir embora na manhã seguinte, aquele vulto sorrateiro passou no quarto e roubou-lhe uma das últimas canetas que ele ainda tinha pra escrever. Dessa vez não deu pra ignorar e eles começaram um jogo de gato e rato na madrugada silenciosa, correria que só teve fim no terraço escuro do casarão.

- Nem na minha última noite no inferno você larga do meu pé, Rodolfo? – Tarcísio falou ofegante, culpa da corrida.

Mas o marrento não respondeu.

- É sério, Rodolfo, pra que tudo isso? Pra que roubar minhas canetas? – ele empurrou o peito do colega e o fez bater de costas na mureta da laje.

Em reação, Rodolfo também empurrou Tarcísio e eles ficaram nesse empurra-empurra até o magrelo ser encurralado contra a parede.

- RESPONDE! Tô falando com você. Sabe que tá errado, né?

Mas Rodolfo continuou sem dar explicações. Sua única resposta foi encarar Tarcísio em silêncio, olhá-lo fixamente e não piscar os olhos. Dava pra ouvir apenas a respiração baixa, carregada e lenta. O novinho, por sua vez, também não se deu por vencido, olhou de volta e retribuiu a fitada da madrugada anterior.

- ANDA! EXPLICA!

Ele até tentou empurrar Rodolfo de novo, porém as mãos dos dois trocaram tapas no meio do caminho, eles se seguraram e virou queda de braço, um tentando travar o outro.

- FALA LOGO! QUAL SEU PROBLEMA COMIGO!?

- Não tá na cara, frutinha? – Rodolfo falou baixinho, como se revelasse um segredo. – Maloquei tuas canetas pra... Lembrar de tu depois que a gente não se ver mais. Quem eu vou infernizar quando tu meter o pé, moleque?

Sua mão alisou o queixo do Tarcísio e foi a primeira vez que ele não sentiu medo de demonstrar seu lado terno, o lado passional e cuidador.

Parece que alguém finalmente tomou coragem pra dizer o que guardava no peito. Atrás da casca grossa, um coração vivo batia. E batia forte, batia intenso, pulsava cheio de vida, de gás, de euforia. Atrás da carranca, o sorriso choroso e sincero abriu no rosto bonitão. Sorriso que Tarcísio não via há semanas, quiçá meses.

- Não podia deixar tu ir embora sem dizer. É isso. Foda-se, falei.

- Seu otário... – Tarcísio puxou pelo pescoço e beijou-lhe a boca com vontade.

As línguas deslizaram, Rodolfo abraçou o colega pela cintura e deixou que todos os últimos anos de implicância culminassem num longo beijo de despedida. Ele não precisou dizer pro Tarcísio que as provocações da última semana foram saudade antecipada, isso ficou estampado no vai e vem das bocas.

- Ainda bem que você abriu o jogo. Seu insuportável... Eu também gosto de você, só demorei a admitir pra mim mesmo. Queria ter contado antes.

- Hehehe. Tem bagulho que é difícil dizer, né? Leva tempo.

O ruivo esticou a perna, sentiu o volume duro na coxa e olhou pra baixo, curioso.

- Que isso, garoto? Já?

- Foi mal, frutinha. Teheheh. Acontece.

- Não brinca comigo.

- Tô brincando não. Quer ver? Te mostro. – Rodolfo apertou a rola dura no short.

- Cadê?

O marrento arriou a frente do calção, desceu a cueca junto e mostrou a piroca envergada, toda melecada, já emocionada pelo beijo. Grande, pesada, cheia de nervos e veias, com o cabeção quase roxo nas bordas, feito em formato de cogumelo, e a uretra batendo mais de 20cm de uma curvatura ousada e chamativa.

E os pulos? A bichona não parou de saltar, como se acenasse pro Tarcísio e o convidasse à ação. Uma cobra, uma naja, uma cascavel pronta pra dar bote e fincar as presas a qualquer momento. Bastava um impulso, um desejo.

- Tudo isso só por causa de um beijo, Rodolfo?

- Pô... Faz parte. Eu tenho esse lado meio mole às vezes. Ou melhor... – Rodolfo sacudiu a tromba, fez cara de putão e latejou de propósito. – Meio duro. Hehehe.

- Sei um jeito gostoso da gente se despedir.

Tarcísio pôs a boca na ponta da cabeça, escorregou com ela no cacete e só se contentou quando seu nariz amassou nos pelos do púbis. No início foi fácil, porque a vara ainda não tava totalmente dura e coube, porém ela foi endurecendo, ganhou corpo e começou a não caber inteira na boca, daí ele engasgou.

- SSSS! Pena que tamo fazendo isso no teu último dia.

- A culpa é de quem? Esse tempo todo implicando comigo...

- Agora tu sabe o motivo da implicância, não sabe? Chupa. Isso! FFFF! – Rodolfo mostrou experiência, conduziu a cabeça do amante e foi responsável pelas próximas engasgadas.

Os engasgos que se sucederam foram propositais, um olhando nos olhos do outro. Um mordendo o beiço e encarando de cima, o outro lacrimejando de nervoso e observando de baixo. Foi nessa troca de olhares que a rola grossa cruzou o céu da boca, atravessou as amídalas e foi parar no fundo da garganta de novo.

- SSSS! Delícia meter na tua boquinha, moleque!

- Gosta?

- É o alívio que eu precisava. Engole tudo, vai? – a mão apertou atrás da cabeça e Rodolfo fez pressão. – ISSO, PUTO! FFFF! ME CHUPA! Tava louco por isso!

Ele chegou a ficar na ponta dos pés, mesmo sem querer. Foi quase um impulso natural do corpo, algo nele quis testar as habilidades orais do Tarcísio ali no terraço.

A noite os acobertou sob o mesmo véu escuro e silencioso. Havia poucas luzes acesas no terreno da Casa Céu e uma aura de adrenalina pairava sobre os dois, porém ainda assim eles se envolveram e mergulharam fundo na clandestinidade da madrugada.

PRECISAVAM daquilo, não dava mais pra adiar a fagulha que rolava sempre que se enfrentavam. Uma hora, as implicâncias constantes do Rodolfo. Na outra, as desconfianças sem fim do Tarcísio. Por fim, a centelha que faltava pra resolverem com contato físico toda a carência que sentiam.

Carência e atração, claro. E atração forte. Talvez fosse ela a culpada de tanta trocação, tantos atritos, tantas razões pra se tocarem. Agora eles entendiam que até as agressões eram só um motivo pra se encostarem, sentirem um ao outro... Toque.

- Mama meu saco, vai?

- Gosta, safado? – Tarcísio obedeceu e deixou a boca encher no gosto doce.

- Demais. Isso, chupa. SSSS!

- Gostinho doce. Vai me dar leitinho?

- Vou. Mas não quero só mamada não, quero mais.

- Tem certeza?

- Só tenho certeza, frutinha. – ele beijou a boca do magrelo e deitou de costas pro chão do terraço. – Vem aqui, senta por cima. Vou deixar tu controlar no começo. Mas ó, só no começo. Hehehe...

- Seu puto... Tá, tudo bem.

Tarcísio obedeceu, abriu as nádegas e se posicionou pra sentar, encaixando o rabo na ponta do cacete. A conexão aconteceu na saliva, um foi deslizando dentro do outro e pode ter doído, até ardido um pouco, mas a sensação de preenchimento arrebatou logo em seguida.

Pra um, a tentação de ser preenchido. Pro outro, o tesão de preencher. Dois lados do mesmo prazer físico, duas moedas da mesma atividade anal.

- Caralho, moleque... Como tu é quente por dentro. FFFF!

- Você também é macio. Teu pau é duro, mas não é todo rígido.

- Famosa piroca macia, tehehe. Já tô todo em tu, dá pra sentir o fundo do teu cu. SSSS!

- Tô sentindo você latejar. Arde, mas tá delícia... Vai devagar comigo, Rodolfo.

- Relaxa. Toda paciência do mundo agora, minha neura contigo acabou.

Eles se beijaram. O moreno rebolou devagar, foi explorando a extensão das pregas e o possuiu aos poucos, canto a canto. Primeiro socando lentinho pra esquerda, depois abrindo mais espaço à direita, até que deu o primeiro estanque fundo e delirou quando a piroca fez curva nas carne macia.

Rodolfo chegou a esticar o corpo no chão, não conseguiu simplesmente ficar parado suportando as sentadinhas. Seus pés torceram, os dedos abriram, a pele transpirou do curto esforço físico e os dois não demoraram a ofegar, tendo apenas a calada da noite como companhia.

- Eu tinha que ter te comido antes, que vacilo. FFFF!

- Pensa pelo lado bom. Ainda bem que tamo aqui agora. Já pensou se eu fosse embora sem te sentir dentro de mim? – Tarcísio piscou o rabo e prendeu seu valentão preferido.

- SSSS! Aí vi vantagem, tu tem razão. Antes tarde do que nunca, frutinha.

- Sou teu frutinha.

- Só meu?

- Só teu. Juro. Mmm! Mete!

- Então diz que espera eu sair... – Rodolfo praticamente se declarou no pedido.

- Espero. AAHNSS! Mas como você é grosso, Rodolfo!

- Eu sou, e tu tá aguentando. Quer parar?

- Não, tá maluco? Não tira, eu aguento. Mas que é grosso, é. Hmmm... – mais reboladas, beijos e gemidos escondidos na madruga. – E pode ficar tranquilo, vou esperar.

Eles se perderam entre beijar e transar, Rodolfo inverteu as posições e mordeu a blusa, pra manter suspensa. Botou Tarcísio em posição de cachorro, montou por cima dele e...

Essa história se chama "ÚLTIMA NOITE NO INFERNO" está disponível completa no On Now: onnowplay*com/andmarvin/album/93667

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Comentários

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Delííííícia! Fiquei com o cuzinho lembrando do meu tempo interno no seminário que o coordenador me fez de putinha dele. Rodolfo me fez lembrar dele, marrento como coordenador e dominador como fudedor. Vc sempre dando show na criatividade, texto e estória instigantes. Valeu!!!

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