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O Demônio e a Megera – Episódio 46 (a outra face, a rainha perversa)

Um conto erótico de Theodor e Aline
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 3983 palavras
Data: 24/09/2026 21:53:38
Última revisão: 28/09/2026 19:29:11

Para evitar que a hora de definir quem dormiria com quem se transformasse em motivo de discórdia, algo inaceitável na dinâmica da família, decidi propor que os trios fossem definidos no sorteio.

Três pessoas dormiriam no meu quarto e as três restantes no quarto da Megera. Seria assim ao longo do carnaval e nos dias subsequentes nos quais permanecêssemos juntos os seis.

O clima havia esquentado entre mim e Cínthia, com conversas e trocas de carícias bem quentes.

- Meu marido falou que não vê a hora de encher esse bundão de beijos – provoquei Cínthia durante conversa sobre a dinâmica da casa.

- Qual dos dois? – respondeu, em tom de brincadeira, ainda que sabendo que se tratava de Gabriel, pois o Demônio já muito devia ter se fartado naquelas curvas e saliências indecentes da mulata.

- Você sabe que é o loiro dos olhos claros.

- Imaginei, mas eu estava tentando adiar a sensação de ficar encabulada.

- Você não tem jeito de ser o tipo de mulher que fica encabulada com tão pouco.

- Você falando sobre o desejo do seu marido de encher minha bunda de beijos lhe parece tão pouco? Não é algo passível de me deixar encabulada? – reagiu Cínthia.

- Kkkkkkkkkkkkkk!

- Você não sente ciúmes?

- Você alguma vez percebeu a Ana Clara demonstrar ciúmes por você trepar com o Demônio?

- Não, aquela doida tem tesão de ver o André comigo.

- Eu não vou dizer para você que tenho tesão em ver meu namorado com outra, mas também não sinto ciúmes. Eu sempre achei que encontraria a felicidade em uma união monogâmica. E sabe o que foi que eu descobri me dedicando exclusivamente, por mais de um ano, ao Gabriel?

- Não faço ideia, mas, vindo de você, estou curiosa.

- Por que vindo de mim?

- Porque você é fascinante, mexe com a imaginação das pessoas. E dá a impressão de que sabe mais sobre a vida do que demonstra.

- Acho que eu não sei mais do que você, exceto sobre moda e jornalismo. Mas a verdade é que eu estava certa sobre encontrar a felicidade em uma união monogâmica com Gabriel. Não houve um dia em que não me sentisse realizada dedicando minha vida a ele e sabendo que recebia o mesmo em troca.

- Então, você não se tornou poligâmica por causa do tédio – interveio Cínthia.

- Eu me tornei poligâmica porque encontrei a Megera. Poligâmica e bissexual.

- A Ana Clara é uma fábrica de mulheres bissexuais.

- Kkkkkkkkkkkkkkkkkk! Ou ela nos faz nos descobrirmos – brinquei.

- Ou, talvez, seja uma coisa perfeitamente natural mulheres se sentirem sexualmente atraídas por outras.

- Eu não tenho a resposta para isso. Não sei se a ciência tem ou se, no mínimo, já se preocupou com isso. Aliás, na minha humilde visão de mundo, não é algo que seja digno de suscitar preocupações.

- Tendo a concordar com a brilhante jornalista.

- Ana Clara foi a chave de tudo que estamos vivendo aqui. Começou entre nós e se expandiu para os nossos donos – expliquei.

- Acho lindo o que vocês têm. E agora ainda tem as duas desgarradas agregadas - brincou.

- Não, gatinha, aqui ninguém está desgarrado. Talvez, agregada, sim, mas é importante lembrar que você tem status de namorada do Demônio e da Megera. Quem sabe se eu não lhe concedo a honra de fazer xixi em você para que se sinta batizada de vez como membro da família?

- Kkkkkkkkkkkkkk!

Cínthia fez careta, mordeu os lábios.

- Desculpa, mas é que fiquei toda arrepiada só de imaginar.

- Você gosta de ser submissa, Cínthia?

- Deu para perceber?

- Eu sei das coisas que você e ela fizeram lá em Feira. Ela já me contou, inclusive, sobre quando você a fez de submissa. Falou que foi a experiência sensorial e dramática mais profunda que já viveu, que você é perfeita como dominadora.

- Quem sabe eu não lhe dou a honra de fazer xixi em você? – provocou, fazendo algo reagir entre minhas coxas.

- Vai me dominar, me fazer de escrava e ainda me fazer de corna durante uma semana?

- Estou pensando em fazer isso por um mês. Dormir com o Gabriel na sua cama, enquanto você dorme no sofá da sala.

- E eu vou ter que dormir cheirando sua calcinha?

- E vai ser castigada todos os dias. Vai me servir como uma boa escrava, fazendo todo o serviço de casa, além de aprender a massagear beijar e lamber meus pés.

Alguma coisa me queimou por dentro.

Na verdade, estou juntando fragmentos de conversas que tivemos nas constantes idas à cozinha para pegar bebida, lavar louça ou torrar canapés no forno.

A troca de olhares entre nós já estava carregada. Cínthia conseguiu mexer com algo dentro de mim e o seu jeito de olhar tinha força para desarmar e fazer ruir uma coluna de soldados romanos.

Ela percebeu e avançou. Levou a mão ao meu queixo, me provocando um arrepio por todo o corpo. Seus lábios se aproximaram dos meus e roçaram suavemente, como se confiasse em sua respiração e no seu hálito para me fazer sucumbir.

Se era assim que pensava, estava certa. Cínthia usou a mão livre para me tocar a coxa e subir tateando minha pele, levantando meu vestido folgado. Sua carícia me provocava arrepios e gemi quando sua língua finalmente se apossou da minha boca num beijo suave. Carinhoso, não possessivo. Talvez, por isso, mais perigoso.

Quando percebeu que eu estava rendida, subiu a mão, apertando minha bunda com certa prepotência. Seu beijo se tornou mais intenso, fazendo todo meu corpo reagir, os biquinhos dos seios marcando o vestido, a calcinha molhando. Para falar a verdade, até minha cabeça rodou com o contato do seu corpo se esfregando no meu, seus seios espremendo os meus contra meu corpo.

Agora, eu entendia o que Ana Clara sentia por aquela mulher. Quando nos soltamos, eu estava ofegante, olhos semicerrados e lábios semiabertos.

- Acho que já podemos apagar o forno – Cínthia reagiu com um sorriso sapeca, que não era de triunfo, mas de promessa.

Antes do beijo na varanda, já havíamos nos beijado duas vezes naquela cozinha. Na segunda vez, fomos jogar fora latas de cerveja usadas e pegar outras na geladeira para abastecer a família. Nessa segunda vez, Cínthia foi mais atirada. Pegou-me por trás e beijou minha nuca. Suas mãos, agora mais ousadas, exploraram meu seio, me deixando mole e entregue.

A mão mais safada, suspendeu meu vestido e explorou minha xota por cima, depois por baixo, da calcinha, me fazendo gemer, arfar e rebolar de prazer e entrega.

- Você quer roubar minha força? – brinquei.

- O que eu vou roubar ou dar a você, meu amor, depende do que você vai permitir.

- E se eu permitir tudo? – reagi, com a voz quase falhando, de tanto tesão.

- Eu te dou tudo. E também tiro tudo – respondeu antes de me tomar num beijo tão envolvente, que quase saí da cozinha tropeçando.

Tentar assumir o controle da casa foi a forma de compensar o descontrole que Cínthia provocou dentro de mim. Todos concordaram com minha sugestão relativa ao sorteio. Peguei um baralho e separei três cartas de copas e três de espadas.

Apesar de todos terem concordado com o critério, ninguém pareceu muito preocupado com o sorteio. Era como se não fizesse a menor diferença com quem cada um dormiria. É claro que Gabriel tinha interesse especial em dormir com Cínthia. E eu não podia condená-lo por isso. Aliás, foi a minha disputa com ele por Cínthia a principal variável que me levou a propor aquele sorteio. Nada mais justo. Quem tirasse carta de copas dormiria no meu quarto. Quem tirasse a de espada dormiria no da Megera.

Ingrid, sempre a mais ansiosa, foi a primeira a tirar sua carta. Espadas. A Megera foi a segunda: copas. Em seguida, Cínthia: espadas. Gabriel virou a antepenúltima carta: copas. Megera e Gabriel no mesmo quarto. Ingrid e Cínthia no outro. Foi a vez do Demônio tirar sua carta: copas.

- Oba! Hoje vai ter sanduíche de Megera – vibrou Ana Clara, pulando no colo de André.

- Vai perder a festinha que vamos fazer no quarto da Ay – reagiu Ingrid, me olhando com cara de quem está convidando você para uma noite no cabaré.

Ainda eram 23 horas e ninguém era obrigado a ir para a cama tão cedo, embora houvéssemos planejado atividades para a manhã do dia seguinte, um lindo domingo de carnaval.

Eu estava ansiosa pela noite com Cínthia. A baiana havia entrado em minha mente e agora brincava com meus sentidos. Ela me colocou sentada em seu colo na varanda e suas mãos macias deslizavam pelas minhas coxas sem o menor pudor, como se alguém tivesse algum ali, até porque não era um item necessário entre nós.

Em determinado momento, me pegou pelo queixo e me beijou, sentada em seu colo, já não causando qualquer surpresa ou reação na plateia. Só a Megera, até então, agira assim comigo. Parecia uma forma de Cínhtia dizer que estava no comando e cada gesto seu me deixava mais molhada e louca para me render ao seu domínio.

- Vem, vamos ao banheiro comigo – ordenou Cínthia, passara pouco da meia noite, me puxando pelo braço.

Gabriel e Ingrid dançavam juntos, dando passinhos de xote. André cuidava da última leva de carne, enquanto Ana Clara parecia estar em seu quarto trocando de roupa.

Cínthia fechou a porta do banheiro atrás de nós, me encurralou contra a parede, não com posse, mas com desejo, levou as mãos ao meu rosto, o envolvendo e se apropriando dos meus lábios. O contato do seu corpo logo elevou a temperatura do meu. Sua boca deslizou para o meu pescoço, suas mãos por baixo do meu vestido, por baixo da minha calcinha. Meus seios foram liberados e meu vestido desceu até a cintura.

Cínthia me virou de frente para a parede e fez, com um leve toque, com que meu vestido deslizasse totalmente para baixo, indo parar nos pés. Fez com que eu me apoiasse na parede com as duas mãos, de costas para ela e deu um tapa na minha bunda. Aquele domínio estava perto de me fazer enlouquecer. Cínthia apertou minha bunda, respirou na minha nuca, lambeu meu pescoço e se apropriou dos meus seios com as mãos.

- Está gostando de ser dominada? – sussurrou em meu ouvido.

- Uhn, sim.

- Você quer mais? Quer ser minha submissa?

- Ai, Cínthia – respondi ofegante, com um calor me subindo pelo corpo de uma forma quase opressora.

Minha buceta latejava quando recebeu o contato de suas mãos, a massageando por cima da calcinha, a ponta do dedo acariciando meu grelo, me fazendo gemer, estremecer de prazer e rebolar sob seu domínio.

A voz da Cínthia dominadora era um misto de carinho, deboche e firmeza. Uma combinação perfeita para enlouquecer um ser humano, ainda mais sob o domínio de uma mulher como aquela.

- Pede.

- O que? – sussurrei.

- Para ser minha submissa.

- Por favor, me faz de sua submissa – as palavras escaparam num sussurro aflito de prazer e receio.

- Pede de joelhos, que eu realizo seu desejo.

Entrei em transe quando falou aquilo. Minhas pernas foram tomadas de tantas tremedeiras, que acabaram por me forçar a obedecer. Fiquei de joelhos diante de Cínthia e aquilo foi uma das coisas mais excitantes que já experimentara.

Cínthia levantou sua minissaia. Usava uma calcinha verde, de renda.

- Beija! – ordenou, me segurando pelo queixo e me obrigando a olhar em seus olhos cheios de segurança e autoridade, como se aquilo fosse para ela a coisa mais banal do mundo.

E deveria ser mesmo. Fico imaginando quantas pessoas não gostariam de estar no meu lugar, tendo o privilégio de estar de joelhos diante daquela rainha.

Fiz o que mandou, beijando seu montinho por cima da calcinha.

- Continua! Beije mais a vagina da sua rainha. Você fará isso sempre que eu mandar, não vai?

Fiz o que ordenou e continuei dando beijos, que escorregavam um pouco para a pele de sua virilha. Beijei, cheirei, me entreguei completamente. Cínthia sabia usar as palavras e o tom para subjugar os sentidos de suas presas.

Afagava meu cabelo carinhosamente, até o puxar de modo que eu olhasse para cima. De baixo para cima, totalmente subjugada. E eu estava quase gozando com aquilo.

- Agora pede para ser minha escrava.

- Por favor, me faz de sua escrava – pedi, provavelmente com os olhos revirando com a onda que tomou meu corpo, que era de um prazer diferente até do que eu já sentira sendo dominada por Ana Clara, Gabriel ou André.

- Hoje, você será submissa a mim e à loirinha.

A afirmação final de Cínthia, não sei por que, fez com que meu corpo entrasse em orgasmo. Tremi toda de joelhos diante de Cínthia, balançando a cabeça nervosamente em sinal de positivo, enquanto esfregava as coxas e gemia com o suor tomando meu corpo de assalto.

Levei as mãos para dentro da calcinha para estimular meu grelinho e meu ponto G, intensificando e prolongando aquele orgasmo. Enquanto ainda me contorcia em êxtase, Cínthia me empurrou para o chão com os pés, me fazendo ficar deitada. Sem nada dizer, puxou a calcinha para o lado e eu logo percebi o que viria, o que deixou meu corpo em expectativa.

O líquido quente veio no meu rosto em jatos prolongados. Enquanto saboreava aquela humilhação, meus dedos torturavam minha buceta, enquanto meu corpo alcançava o segundo orgasmo. E eu não queria mais que parasse.

Cínthia me mandou virar de bruços e esfregou seu pé em minha nuca, no meu rosto e em minha boca. Eu já tinha entrado em transe. Era um prazer completamente diferente, intenso, descontrolado, quase viciante. Lambi a sola do seu pé, fazendo questão de demonstrar minha submissão. E o que me deixava ainda mais louca do juízo era a expectativa de ser escravizada também pela loirinha submissa. Não sei por que, mas aquilo me enchia ainda mais de tesão, fazendo minha cabeça rodar.

Eu estava totalmente sob o controle de Cínthia e ela sabia disso.

- Tome um banho e limpe essa bagunça, escrava, e volte para a sala.

- Sim, senhora – respondi, entendendo que era assim que, até segunda ordem, deveria tratar minha nova dona.

Tomei banho rapidamente, tirando o mijo, o suor e os fluidos que haviam escorrido pela minha virilha e minha coxa, tão poderoso havia sido o orgasmo que Cínthia me proporcionara. Não ousei vestir a mesma calcinha, que estava enxarcada. Coloquei meu vestido e fui até a cozinha pegar um pano de chão e um produto de limpeza.

Que loucura era aquela, que eu não queria parar? Quando voltei para a sala, Cínthia mandou que eu recolhesse os latões e trouxesse mais cerveja. Um arrepio estranho percorreu todo o meu corpo e minha buceta reagiu. Mais ainda pelo fato de a ter obedecido sem contestar, de olhos baixos. Ana Clara parece ter sido a única a perceber, já que os demais estavam envolvidos em conversas paralelas. A verdade é que estavam todos já em outra dimensão.

Aproveitei o embalo para recolher travessas e as lavar. Eu estava, ao mesmo tempo, excitada e cansada, ansiosa pelo que viria e sem saber se era apropriado me entregar como escrava a Cínthia e a Ingrid como ordenara a rainha. Por mais que eu estivesse ansiosa por me entregar completamente ao domínio de Cínthia, preferi recorrer aos jogos. A imprevisibilidade é excitante demais para ser desprezada. Além disso, eu jogaria com a sorte, mesmo sabendo que sorte não existe. O que existe é o acaso e um monte de outras coisas que eu sei, algumas, o que são, e outras, eu nem faço ideia.

Chamei Ingrid e Cínthia até a mesa para lhes propor um jogo.

- Meninas, quero propor o seguinte. Tenho cá três cartas. O que vos proponho, ilustres e alcoolizadas senhoritas, é um jogo, que vale para essa noite e o dia inteiro de amanhã, até a hora de dormir.

- Estou adorando isso – vibrou Ingrid.

- E o que é que você não adora, loirinha? – reagi em tom de brincadeira.

- Ficar muito tempo sem beijar a sola dos seus pés, minha senhora – respondeu com os olhos brilhando.

Não resisti e estalei um beijo em seus lábios. A loirinha estava me conquistando mesmo. Cínthia, por sua vez, tinha a confusão estampada em seu rosto. Afinal, ela já decidira que eu seria submissa dela e de Ingrid. Aparentemente, eu concordara, embora não tenha chegado a dizer um sim.

- Para que servem as cartas e como será esse jogo? – perguntou, sem demonstrar contrariedade na voz.

- Aquela que tirar a maior carta será a rainha e poderá dispor das outras duas do jeito que quiser, que a ela deverão obediência e submissão absoluta. A rainha poderá usar os nossos brinquedinhos para fazer maldadas com suas escravas putas e submissas.

Os olhos de ambas brilhavam de prazer e expectativa, certamente sonhando serem as submissas. Talvez a dissonância fosse o lado dominador de Cínthia. Que não resistiu a um sinal fortuito que lhe ofereci e arreganhou as mandíbulas e as garras para me estraçalhar, o que eu amei de paixão. Talvez, até, aquele joguinho fosse uma forma de me defender do quanto eu havia amado ser subjugada pela namorada da Megera.

- Adorei a ideia – exultou Ingrid.

Aliás, que mulherzinha gostosa a Ingrid, não pude deixar de reparar mais uma vez. Fiquei imaginando como seria ser dominada por ela, como queria Cínthia, mas eu me sentiria melhor me submetendo a uma situação que não me deixasse escolha, o que, caso acontecesse, amenizaria o peso da minha rendição.

Cínthia demonstrou entusiasmo com o jogo, sem deixar de me lançar olhares de interrogação, porém não de recriminação. Então, pus as cartas sobre a mesa e pedi que cada uma tirasse um número. Ingrid virou o três de copas, Cínthia virou o um.

- Ingrid, você será nossa rainha pelas próximas 24 horas. Espero estar à altura de servi-la como uma pobre e inútil escrava – dramatizei, arrancando um riso de canto de boca de Cínthia, ante a cara de espanto de Ingrid enquanto eu me punha de joelhos e me curvava para beijar o peito de seus pés, o que me provocou uma sensação inesperadamente maravilhosa.

- Faço das palavras da escrava Ay as minhas, minha soberana rainha – falou Cínthia, repetindo meu gesto, ficando as duas prostadas diante da nova rainha.

- O que se passa por aqui? – interveio o Demônio, que voltava do banheiro, se deparando com aquela cena extravagante.

- Elas agora são minhas escravas, Demônio. Minhas propriedades por 24 horas e vão me obedecer como as duas piranhas pulguentas e submissas que são.

Eu quase não contive meu riso com a ousadia da piranha loira, mas também percebi um certo sadismo no seu tom, que me provocou um arrepio na espinha.

- As duas já para o banheiro da suíte. Ponham-se de joelhos e me aguardem. Agora, escravas, porque eu não gosto que criaturas irrelevantes como vocês hesitem na obediência à vossa dona.

- Sim, senhora, respondemos em uníssono, obedecendo nossa soberana.

Eu ainda tinha vontade de rir com aquela performance da Ingrid, a até então dócil submissa, mas estava surpresa com a forma como incorporou a dominadora. Logo estávamos, eu e Cínthia, ambas ajoelhadas no chão do banheiro. Ingrid levou cerca de dois minutos para aparecer.

- Por que as duas ainda estão de roupa? – perguntou, com ar autoritário.

- Perdão, senhora, mas não nos foi ordenado que...

- Como é? Você está desmentindo sua rainha, sua escrava estúpida? – reagiu Ingrid, dando um tapa no rosto de uma incrédula Cínthia.

Eu estava tão surpresa quanto Cínthia com o comportamento de Ingrid.

- Responde, escrava! Ou você só sabe falar para questionar sua rainha? – falou Ingrid, enfezada, acertando um tapa mais forte no rosto de Cínthia.

E pior que minha buceta deu sinal de vida ao ver aquela cena. Minha surpresa com Ingrid já estava virando outra coisa, que eu ainda não entendia o que era. Ou, talvez, entendesse.

- Perdão, senhora, não quis ofendê-la – respondeu Cínthia, com um certo temor nos olhos.

Com todo aquele apetite dominador com que estava Ingrid, até eu comecei a temer pelo tipo de existência que teria nas próximas 24 horas.

- Cale a boca! Eu mandei você falar?

Cínthia não sabia o que fazer. Então, apenas ficou em silêncio.

- Tire sua roupa, escrava! E você também – dirigiu-se a mim.

No meu caso, bastou tirar o vestido, já que eu estava sem calcinha desde que fui dominada por Cínthia naquele mesmo banheiro. Cínthia se livrou do top, mas teve alguma dificuldade de tirar a saia apertada, esforço ao cabo do qual revelou suas formas deslumbrantes, o que fez com que meu tesão se elevasse.

- Você sabe que merece ser castigada, não sabe, cadela inútil? – perguntou Ingrid a Cínthia, que apenas acenou com a cabeça.

A loira dominadora, nossa senhora, deusa e rainha, saiu do banheiro, nos deixando nuas e ajoelhadas, esperando o próximo ato daquele espetáculo inesperado, que estava mexendo com minha imaginação.

Quando voltou, Ingrid trazia consigo o chicote de flagelação.

- Ponha-se de quatro, escrava pulguenta e inútil – ordenou a Cínthia, em cujo olhar pude perceber a excitação da submissa.

Cínthia se pôs de quatro e colocou o rosto próximo ao chão, deixando o bundão empinado.

- Dez chibatadas nessa cadela inútil, para ver se aprende bons modos – falou Ingrid, me estendendo o chicote.

Como eu hesitasse, Ingrid acertou um tapa em meu rosto, que não foi forte, mas suficientemente humilhante.

- Você tem algum problema mental, escrava? O que está esperando para me obedecer? – falou braba.

Percebi que a noite seria longa, mas aquela tapa que ganhei da minha mestra provocou uma reação em cadeia por todo o meu corpo, que cheguei a ter tremedeiras. Ingrid conseguira entrar em minha mente, por mais louco que aquilo pudesse parecer.

Pensei em hesitar mais um pouco, de modo que fosse agraciada com outro tapa, que teria feito minha buceta escorrer de tesão, mas preferi agradar minha nova rainha sendo obediente. E eu não acreditava que tinha passado de fase daquela jeito.

- Perdão senhora – reagi, de olhos baixos, empunhando o chicote e me preparando para oferecer a Cínthia o primeiro golpe, que talvez fosse o que esperava ansiosamente.

Tentei não ser cruel, mas também procurei evitar que aquilo não parecesse o castigo a que fazia jus uma escrava insolente e estúpida. O primeiro golpe arrancou um gritinho de surpresa e de lamento de Cínthia. Eu estava de pé, Cínthia com aquele rabão empinado para mim, pedindo para ser flagelado.

Emendei uma sequência de dez golpes, ora mais fortes, ora menos severos, sendo incentivada por Ingrid, cujos olhos brilhavam de satisfação, a não oferecer alento à escrava estúpida, ou seria eu a castigada, e com o dobro de chibatadas, o que fez com que me tremesse toda, pois aquilo realmente doía e sentia pena da Cínthia, cujos soluções denunciavam o sofrimento.

Verdade seja dita, eu já estava acostumada a ministrar castigos, nas noites de rainha, ao meu dono, e tinha uma ótima noção de como causar sofrimento sem atravessar a linha fronteiriça do desespero. Quando terminei, Cínthia tinha os olhos vermelhos e marejados, mas eu sabia que o castigo tinha sido suportável.

- De joelhos, as duas, lado a lado – ordenou Ingrid.

Obedecemos e assim ficamos durante algum tempo, enquanto Ingrid não voltava.

- Doeu muito? – perguntei.

- Bastante. Quase gozei – respondeu Cínthia, me arrancando uma risada.

- Puta masoquista! – provoquei.

- Por que mudou nossos planos? – perguntou.

- Porque estava desejando demais me entregar ao seu domínio.

- Por que confrontou seu desejo dessa forma? Tinha medo?

- Da forma como decidi fazer ficou mais confortável para mim. Nós estamos juntas há 24 horas só. Minha cabeça ficou baratinada.

- Te entendo.

- Mas eu adorei ficar de joelhos aos seus pés e você me ter feito de penico.

- E eu adorei apanhar de você, mesmo tendo doído pra caralho.

Rimos as duas, enquanto esperávamos o retorno de nossa rainha sádica, certas de que a noite ainda prometia muita adrenalina sob os pés cruéis da loirinha malvada.

Continua...

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Comentários

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Nao li ainda a saga , mas só por causa do comentarios do Ramsés sei q o conto é bom e dei 3 estrelas

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Leia meu amigo Doda!!

Essa turma de malucos é deliciosa!

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Fantástico!!!

Amei esse capitulo! Sempre achei Ay tão centrada e agora aqui ela despirocou de vez!!

Amei de verdade ver Ay e Cinthia interagindo!!

Frase Honrosa tinha que ser da....

"- Elas agora são minhas escravas, Demônio. Minhas propriedades por 24 horas e vão me obedecer como as duas piranhas pulguentas e submissas que são."

Meu Deus!!! hahahahahahaha

Gente do Céu!!! Essa Ingrid é o "Demonio" como Rainha!!! Que doidera!!!!

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Nesse mundo louco nada é exatamente o que parece ser, sendo que nada tem a pretenção de parecer, ainda.

Foi essa nossa mania de querer explicar que deu rédeas ao que, sendo livre, era o que bastava para ser.

E é por ser que esse pessoal nunca para de nos surpreender. rsrsrs

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Linda a postagem de vcs!

Suas histórias, o talento de vcs e essa visão singular me faz muito bem!

Vcs conseguem criar personagens cativantes e sim, cheio de coisas a ensinar e aprender!

Estou sempre com vcs, os admirando imensamente!!

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Vida longa a essa jornada maravilhosa!!

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Sabe aquele quadro "Domingo no Parque", que tinha no Sílvio Santos?

Essas crianças vão acabar criando qualquer dia o quadro "Domingo na Masmorra". rs

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