O CHEFE DA MINHA MULHER
Olá, pessoal, tudo bem? Sou o Fernando, conhecido como Nandão. Sou um cara tranquilo, brincalhão, debochado demais kkk. Sou um cabra chucro do campo, grosseiro, alemão, careca, barbudo, muito peludão, corpo bem trabalhado. Sei que isso atrai olhares, deixa caras com ciúme, deixa mulheres com vontade. Gosto de futebol, pescaria, umas cervejas. Às vezes bato uma bolinha com os amigos, mas prefiro ficar em casa com a Let. Sou fiel à minha baixinha. Tenho 32 anos, casado há nove com a Letícia, minha Let. Ela é baixinha, simpática, jeito que mexe comigo.
A nossa vida sempre andou bem, mas nos últimos tempos ela começou com um papo que eu nunca aceitei. Queria que a gente abrisse o relacionamento, chamasse outro pra brincar. Sou homem das antigas, isso nunca entrou na minha cabeça. Já brigamos por isso várias vezes. Dividir a minha mulher com outro? Puta que pariu, isso é difícil demais de engolir. Achei que era só uma ideia de momento, até que a casa caiu.
Uma noite estávamos em casa, clima meio pesado. Discuti com a minha mulher, ela estava sempre atrasada, sempre no celular, escondendo a tela. Deixou o aparelho carregando e foi pro banheiro. Nunca mexo nas coisas dela, mas vinha mensagem atrás de mensagem. Fui ver. E aí fudeu tudo.
As mensagens diziam assim:
— Ué, tu não gostou de ontem? Não me falou nada, achei estranho.
— Oi, tá em casa hoje?
— Pode falar agora? Tá bom pra amanhã? Tô louco pra te ver, avisa que tem reunião.
É claro que o Henrique estava comendo a minha mulher. Meu coração disparou. Ele mandou uma foto dele mesmo, pelado. E era o chefe dela. O cara que já veio aqui em casa, que já comia da minha carne, que eu achava meu amigo.
No dia seguinte era sábado. Fiquei em casa andando de um lado pro outro. Fumando um cigarro atrás do outro. O ódio subia, mas vinha aquela curiosidade maldita também. Pensei em ir lá quebrar tudo. Mas fiquei quieto, pra ver até onde ia. Por volta das dez da manhã o celular apitou. Era ela:
— Amor, meu chefe marcou uma reunião urgente. Vou me atrasar umas três horas. Fica tranquilo, é só uns documentos. Beijos, te amo muito.
— Puta que pariu não acredito nisso — falei sozinho. — Que trouxa eu sou!
Fiquei ali e o ódio virou outra coisa. Fiquei duro só de imaginar os dois juntos. Queria saber como era. Fui eu que não quis, né? Agora aqui sozinho sabendo que ele tá com ela.
Já era madrugada e eu olhava pela janela toda hora. Fumei demais, bebi demais. Quando o celular tocou, disse que tava chegando em meia hora. Engoli seco e falei:
— Tá bom, te espero.
Ela entrou quieta, achando que eu dormi. Foi direto pro banho. Fiquei ouvindo a água cair. Saiu enrolada na toalha e deitou do meu lado. Beijei o pescoço dela, desci a mão pelo corpo. Ela se afastou:
— Tô cansada, a reunião foi pesada. Amanhã tem uma surpresa pra nós.
Não falei nada. Deixei quieto.
De manhã acordei, ela ainda dormia. O celular dela apitou várias vezes. Fui ver. Eram fotos e um vídeo. O desgraçado mandou tudo. Abri.
No começo ele tava de joelhos entre as pernas dela. Passou gel no cuzinho dela. Ele olhou pra câmera e sorriu. Entrou devagar. Ela não fez cara de dor nenhuma. Fiquei parado olhando.
— Puta que pariu não acredito nisso — sussurrei.
Ele foi entrando devagar, parou quando tava tudo dentro. Ficou ali um tempo. Depois começou a ir e voltar. Pegou um cigarro, fumava enquanto ia e vinha. Olhava pra câmera o tempo todo com aquela cara debochada.
Aumentou o ritmo. Ela tava deitada ali, deixando ele fazer tudo.
— Vá se fuder ela está gostando — pensei.
Ele ergueu as pernas dela pra cima. Mudou de posição. Entrou mais fundo ainda. Ela gemia baixinho.
— Não não acredito nisso — falei alto.
Ele virou ela de lado. Continuou socando. Depois virou de costas. Puxou o quadril dela e foi fundo sem parar.
— Puts o cara é um cavalo — pensei.
Virou ela de frente, ergueu as pernas nos ombros dele. Foi tudo até o fundo. Ela abriu a boca e respirou fundo. Ele não parava. Depois de um tempo gozou dentro dela. A porra escorreu pelas pernas dela. Ele mostrou tudo pra câmera.
Terminou o vídeo. Fiquei ali parado com o celular na mão.
Minutos depois ela apareceu na cozinha:
— Bom dia, meu amor, dormiu bem?
— Pô, muito bem, e tu?
— Vou sair um pouco, pagar umas contas e volto.
— Então deixa pra mim, vou lá.
— Não!! Não precisa... É que tenho que fazer umas coisas no centro.
— Tá bom, mas vou contigo, assim ficamos juntos.
— Amor, tu não vai aguentar eu entrando nas lojas, fica em casa. À noite tu vai ganhar uma nova mulher.
— Humm, tá bom então. Beijo.
Ela saiu. Peguei o celular, vi por onde ela foi. Peguei um carro e fui atrás. Vi ela encontrar o Henrique perto do parque. Ele tava numa moto enorme. Ela subiu na garupa, abraçou ele e foram embora. O motorista olhou pra mim:
— Conhece?
— Segue eles, te pago duzentos reais.
Chegaram numa casa grande. Os dois entraram rindo juntos. Fiquei ali parado olhando pro portão. Não bati na porta. Não gritei. Não briguei. O motorista virou pra trás:
— Quer ficar aqui ou vamos tomar uma cerveja?
Voltei pra casa mais tarde. Juntei minhas coisas numa mala. Saí sem dizer nada. Peguei um ônibus e fui morar com meu irmão. Não aceitei o que ela fez comigo e talvez nunca aceite. Mas eu não merecia viver assim.
