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Entre Mãe e Filha — Parte 03

Um conto erótico de Cris
Categoria: Lésbicas
Contém 1360 palavras
Data: 23/09/2026 07:07:54
Assuntos: Lésbicas

Eu achei que aquilo ia destruir a gente. Passei dias pisando em ovos. Evitava olhar para Camila. Evitava ficar na mesma sala. Me masturbava com mais culpa ainda, trancada no banheiro, chorando depois de gozar, prometendo a mim mesma que ia parar. Juliana não falava sobre o assunto. Mas o sexo entre nós ficou diferente. Mais intenso. Mais silencioso. Como se ela estivesse testando alguma coisa dentro de si mesma.

Foi aí que aconteceu o absurdo: ela começou a me dar pedaços de Camila.

No começo foi tão dissimulado que eu quase não notei.

Eu tinha acabado de gozar. O corpo ainda tremia, o clitóris latejava, sensível demais ao menor toque. Juliana estava ajoelhada entre minhas pernas, a boca brilhando, a respiração ofegante. Em vez de limpar com a língua ou com a mão, como fazia sempre, ela se esticou até a cadeira ao lado da cama. Pegou uma camiseta que Camila tinha deixado jogada ali — uma de algodão fino, cinza claro, ainda amassada do corpo da menina. Eu reconheci na hora. O cheiro subiu antes mesmo de ela tocar em mim: doce, de sabonete de aveia misturado com pele jovem e um pouco de suor seco.

Juliana não disse nada. Apenas abriu o tecido e passou no meu clitóris ainda úmido, limpando o mel com movimentos lentos e deliberados. O contato foi diferente de qualquer dedo ou língua. O algodão era macio e, ao mesmo tempo. O cheiro invadiu meu cérebro de uma vez só. Eu tremi inteira. Um arrepio longo, incontrolável, que partiu da nuca e desceu pela espinha até as coxas. Juliana viu. O olhar era predatório. Ela não parou.

Passou o tecido de novo, mais devagar, pressionando de leve a base do clitóris, subindo até a ponta, espalhando o cheiro e a umidade. Eu estava muito sensível. Cada movimento do algodão era demais e, ao mesmo tempo, não era suficiente. Gemi contra o travesseiro, a cara enterrada, as mãos apertando o lençol. Juliana continuou. Enrolou um pouco o tecido e esfregou em círculos curtos, exatamente no ritmo que eu gostava. O cheiro de Camila se misturava ao meu próprio melado. Eu gozei de novo — mais forte, mais confuso, um orgasmo curto e tremido que me deixou sem ar.

Quando terminei, Juliana ainda segurava a camiseta. O tecido estava manchado. Ela olhou para ele por um segundo, depois para mim. O sorriso que surgiu no canto da boca era pequeno, quase imperceptível, mas carregado. Como se tivesse descoberto um botão que eu mesma não sabia que existia. Eu odiava o que tinha acabado de sentir. Odiava o tremor, o segundo orgasmo, o jeito que o cheiro da filha dela ainda pairava entre nós. E, ao mesmo tempo, já queria de novo.

Abri as pernas sem dizer nada.

Juliana entendeu. Voltou a passar o tecido no clitóris sensível, agora com mais pressão, mais intenção. Eu rebolava contra a camiseta de Camila, o rosto queimando de vergonha e tesão. E enquanto eu reagia com aquela intensidade conturbada, eu sentia o corpo de Juliana mudar. A respiração dela ficava mais curta. A pele, mais quente, vermelha. A mão que não segurava o tecido tremia de leve contra minha coxa. O meu tesão pela filha estava virando o combustível dela. Cada gemido meu a excitava. Cada tremor meu a deixava molhada. O cheiro de Camila, o tecido usado, o meu corpo respondendo — tudo isso a alimentava.

Ela não disse nada naquela noite.

Só continuou me limpando com a camiseta da filha até eu não aguentar mais.

O tempo passou. Semanas. Talvez meses. A casa foi se tornando um campo minado de estímulos cotidianos. Camila continuava sendo Camila: carinhosa, um pouco provocativa sem parecer perceber, pedindo opinião sobre roupa, deitando a cabeça no meu peito quando tinha pesadelo, contando que me achava inteligente. Cada gesto dela me deixava encharcada. Eu me masturbava todos os dias. Às vezes duas, três vezes. Juliana sabia. Eu via no jeito que ela me olhava. Havia um acordo silencioso crescendo entre nós, feito de olhares e de mãos que demoravam um segundo a mais no meu corpo depois que Camila saía do cômodo.

Depois veio a calcinha.

Um dia ela apareceu com a rosa clara.

Era a mesma que eu tinha visto na cozinha, meses antes, quando Camila se abaixou para pegar a garrafa d’água e o shortinho branco subiu. Eu reconheci na hora o tom, a renda fina da borda, o jeito que o algodão tinha amassado com o uso. Juliana a segurava entre o polegar e o indicador, sem nenhuma pressa. O fundo estava levemente manchado — uma sombra suave, quase bege, do mel já seco de Mila. O cheiro subiu antes mesmo de ela abrir o tecido: doce, íntimo, de sabonete de aveia misturado a algo mais quente, mais secreto.

Juliana não disse nada. Apenas abriu a calcinha na minha frente, ostensivamente, e pressionou o fundo usado direto no meu clitóris.

O contato foi violento de tão preciso. O algodão macio grudou imediatamente na umidade que já escorria de mim. Ela esfregou devagar, em círculos amplos no começo, depois cada vez mais curtos, concentrados exatamente sobre a pontinha entumecida.

"AAAAAIiiiiiIIIAAaaaaIII!!!" Eu gemi alto demais. O tecido absorvia meu mel e, ao mesmo tempo, devolvia o cheiro de Camila. Era como se a filha estivesse ali, entre minhas pernas, sem estar.

Juliana viu o tremor que percorreu meu corpo inteiro e não parou. Continuou esfregando, agora com mais pressão, o polegar dela por cima do tecido, guiando o movimento. Eu estava tão molhada que a calcinha grudava e desgrudava a cada passagem, fazendo um som úmido e obsceno. As coxas tremeram. Eu abri mais as pernas sem conseguir evitar.

Foi então que ela deslizou dois dedos por baixo do tecido.

Entrou devagar, curvando desde o primeiro movimento, procurando o ponto com a precisão de quem já conhecia cada centímetro de mim. A calcinha de Camila continuava pressionada contra o clitóris, o fundo manchado agora molhado também do meu gozo. Juliana começou a cadência que eu já reconhecia e temia: apertava os dedos lá dentro, esperava, soltava, apertava de novo. Ao mesmo tempo, o tecido subia e descia em círculos lentos, cruelmente lentos. A combinação era demais. O cheiro, a textura, a pressão interna, a memória da calcinha rosa na cozinha — tudo se misturava.

Eu rebolava contra a mão de Ju e contra o tecido da filha. O rosto queimava. A vergonha e o tesão se empurravam um contra o outro. Juliana acelerou só um pouco. Os dedos curvados batiam no ponto com mais força, o tecido esfregava a cabeça do clitóris com insistência. Eu sentia o orgasmo subindo como uma onda que não dava mais para segurar. Minhas pernas abriram maaais. Minha bocaaa... se abriu num gemido longo.... roucoooo.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIII, MILAAAAAA!!!

Gozei esguichando, gritando o nome da menina, descontroladamente...

O jato saiu quente, forte, molhando o algodão rosa por completo, escorrendo pelos dedos de Juliana, pingando no lençol. O tecido ficou encharcado, transparente no lugar onde meu mel se misturou ao dela. Juliana não tirou a calcinha de cima de mim de imediato. Continuou pressionando, absorvendo cada contração, cada tremor. Só quando eu comecei a me contorcer de hiperestesia ela removeu o tecido com cuidado.

Levou a calcinha à boca.

Provou o fundo encharcado, a língua passando devagar pelo algodão molhado dos dois melados. Os olhos dela ficaram mais escuros. Um sorriso pequeno, quase imperceptível, apareceu no canto dos lábios. Então ela murmurou, a voz rouca e baixa, ainda com o gosto das duas na boca:

— Ela tem o mesmo gosto que eu tinha nessa idade. Só que mais doce.

Eu chorei depois. De tesão e de vergonha. Juliana me abraçou por trás e beijou minha nuca, os lábios quentes.

— Eu sei — ela disse. — Eu também sinto.

Eu não entendi completamente o que ela quis dizer na hora. Só soube que o meu corpo respondeu com mais força ainda. Cada vez que Juliana me dava um pedaço de Camila, eu reagia com uma intensidade louca e conturbada. E cada vez que eu reagia, Juliana se excitava do outro lado. O ciúme inicial virou outra coisa: combustível! Tinha virado uma forma estranha e perigosa de intimidade.

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Comentários

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Delícia de postagem . . . A imaginação e a intensa criatividade é o melhor combustível para relatos assim !

Nota dez e três merecidas estrelas.

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