✨ Apoie a Casa dos Contos e leia sem interrupções — R$36/ano. Saiba mais →

O nascimento de um trisal - 01

Um conto erótico de Rafael
Categoria: Grupal
Contém 1558 palavras
Data: 22/09/2026 16:50:08

Rafael e Mariana eram um casal que compartilhava uma fantasia: viver a experiência de um trisal. Ao encontrarem Beatriz em um site de relacionamentos, os dois se interessaram por ela e começaram a conversar. Depois de perceberem uma boa sintonia, decidiram convidá-la para ir até a casa deles. Quando Beatriz finalmente chegou, a expectativa e a curiosidade dos três aumentaram, dando início a uma experiência que poderia mudar a relação entre eles.

A campainha tocou duas vezes — um toque curto, hesitado, seguido de outro quase imediato, como se o dedo tivesse escorregado no botão. Ricardo largou a taça de vinho sobre o balcão de mármore e caminhou até a porta. Atrás dele, Mariana ajustou a alça do vestido preto, um tecido leve que terminava logo acima dos joelhos, e ajeitou uma mecha de cabelo loiro atrás da orelha.

Quando Ricardo abriu a porta, Beatriz estava ali. Era exatamente como nas fotos do perfil — talvez um pouco mais baixa do que Mariana tinha imaginado, mas com o mesmo cabelo castanho escuro que caía em ondas soltas pelos ombros. Os olhos eram castanhos, grandes, e piscaram três vezes seguidas ao ver o casal na porta.

— Beatriz? — disse Ricardo, abrindo um sorriso largo. — Entra, por favor.

Ela deu um passo para dentro e o perfume dela chegou primeiro — algo floral, jasmim talvez, misturado com o ar frio da noite que vinha da rua. Mariana se aproximou e a recebeu com um beijo na bochecha. A pele de Beatriz estava fria.

— Que casa linda — disse Beatriz, olhando ao redor enquanto Ricardo fechava a porta. A sala era ampla, com pé-direito alto, uma estante de madeira escura cobrindo a parede inteira e um sofá em formato de L, cinza escuro, que parecia engolir quem sentasse nele.

— Obrigada — disse Mariana, já caminhando para o balcão onde duas garrafas de vinho descansavam. — Tinto ou branco?

— Tinto, por favor.

Mariana serviu três taças. O vinho era um Malbec argentino, escuro como tinta, e deixou um rastro cor de rubi na parede do vidro. Ela entregou a primeira taça a Beatriz, depois a Ricardo, e ficou com a última. As três taças tilintaram num brinde que ninguém verbalizou — apenas o olhar dos três se cruzou por um segundo antes do primeiro gole.

A música vinha de uma caixa de som discreta, posicionada sobre a estante. Era um bossa nova antigo, violão e voz feminina, e preenchia a sala sem dominar. Beatriz sentou-se no centro do sofá, e Mariana se acomodou ao lado dela, não muito perto, mas perto o suficiente para que os joelhos quase se tocassem. Ricardo ficou na poltrona em frente, as pernas abertas, os braços apoiados nos joelhos, a taça pendurada pelos dedos.

— Então — começou Beatriz, dando outro gole no vinho. — Vocês fizeram isso antes?

— Nunca — disse Ricardo. — Conversamos sobre isso durante meses. Procuramos a pessoa certa.

— E eu sou... a pessoa certa? — A voz de Beatriz saiu meio risonha, meio nervosa. Ela girou o vinho na taça.

Mariana colocou a mão sobre o joelho de Beatriz. Um toque leve, os dedos apenas pousados, sem apertar.

— Você foi a única com quem conversamos e sentimos que fazia sentido — disse Mariana. A voz dela era grave, controlada, e Beatriz a olhou de soslaio. Os olhos de Mariana eram de um cinza esverdeado, e seguravam o olhar de Beatriz sem desviar.

Ricardo observou do outro lado da sala. Ele viu o momento em que Beatriz engoliu em seco. Viu o dedo de Mariana deslizar meio centímetro para cima, na parte interna do joelho, e o modo como a coxa de Beatriz se contraiu — um tremor mínimo, quase invisível, mas ele estava prestando atenção.

— Vocês são casados? — perguntou Beatriz.

— Há seis anos — respondeu Ricardo. — Juntos há dez.

— E nunca...

— Nunca com mais alguém. — Ricardo tomou um gole longo do vinho. — Mas a gente queria. A gente quer há muito tempo.

O silêncio que se seguiu foi preenchido pelo violão da bossa nova. Beatriz olhou para a mão de Mariana no seu joelho. Depois olhou para Ricardo. Depois voltou a olhar para Mariana. O rubor subiu pelo pescoço dela, uma mancha rosada que apareceu primeiro acima da clavícula e subiu até o maxilar.

— Eu também nunca fiz isso — disse Beatriz. — Encontrei casais no site, conversei com alguns, mas nunca fui até o fim.

— E por que veio até aqui? — perguntou Mariana. Os dedos dela subiram mais um pouco. Beatriz abriu as pernas, só um centímetro, mas o suficiente para que a mão de Mariana encontrasse a parte interna e macia da coxa, onde a pele era mais fina.

— Porque quando a gente trocou mensagens... — Beatriz respirou fundo, e o peito subiu e desceu visivelmente sob a blusa de seda branca. — Vocês pareciam reais. Não era só sobre sexo. Vocês pareciam... um casal de verdade.

— Somos — disse Ricardo. Ele se levantou da poltrona e caminhou até o sofá. Em vez de sentar, ficou de pé na frente de Beatriz, que precisou inclinar a cabeça para olhá-lo. Ele era alto, ombros largos sob a camisa azul escura, e o volume entre as pernas, embora discreto, era visível na calça de sarja. Beatriz desviou o olhar para aquele ponto e depois desviou de novo, rápido, mas não rápido o suficiente para que Mariana não notasse.

Mariana sorriu. O sorriso era pequeno, quase só nos olhos, e ela se inclinou para Beatriz. O rosto dela ficou perto do ouvido de Beatriz, perto o suficiente para que o hálito quente e com cheiro de vinho tocasse a pele.

— Você pode tocar — sussurrou Mariana. — Se quiser.

Beatriz olhou para Mariana. Depois para Ricardo. Depois para a mão dela mesma, que agora segurava a taça com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Ela colocou a taça na mesinha de centro, devagar, como se estivesse tirando a última barreira entre ela e o que estava prestes a acontecer.

A mão direita de Beatriz subiu e tocou a perna de Ricardo, na altura da coxa, logo acima do joelho. O tecido da sarja era quente sob os dedos dela. Ela sentiu o músculo endurecer e olhou para cima. Ricardo estava olhando para ela com a boca entreaberta, o peito subindo mais devagar agora, como se ele estivesse segurando a respiração.

Mariana não ficou parada. A mão que estava no joelho de Beatriz subiu mais, deslizando por baixo do vestido, e os dedos encontraram a borda de renda da calcinha. Beatriz fechou os olhos e soltou o ar pela boca — um sopro longo, tremido. A ponta dos dedos de Mariana traçou a linha da renda, indo de um lado ao outro, sem entrar, sem pressionar, apenas desenhando o contorno.

— Você está molhada — disse Mariana, e a voz dela saiu mais baixa do que antes, quase um sussurro. Não era uma pergunta.

Beatriz não respondeu. Em vez disso, a mão que estava na coxa de Ricardo subiu. Os dedos encontraram o volume maciço na calça e o apertaram — não com força, mas com uma intenção clara. Ricardo soltou um som gutural, baixo, quase um gemido que ele tentou engolir. O pau dele pulsou sob a mão de Beatriz, endurecendo ainda mais contra o tecido, e ela sentiu o contorno da cabeça, o comprimento crescendo sob seus dedos.

Ricardo colocou a mão sobre a de Beatriz e a guiou, fazendo-a apertar com mais força. Ele jogou a cabeça para trás. O nó da gravata afrouxou sozinho, ou talvez ele tivesse puxado sem perceber.

Mariana beijou o pescoço de Beatriz. Um beijo lento, de boca aberta, a língua desenhando um caminho úmido da clavícula até abaixo da orelha. Beatriz arqueou — o corpo inteiro dela se curvou para trás, empurrando os seios para frente, e um gemido escapou entre os lábios entreabertos. O som foi alto o suficiente para competir com a bossa nova.

— Espera — disse Beatriz, e as duas mãos pararam. A de Mariana sob o vestido, a de Ricardo sobre a dela. — Eu quero... quero fazer isso direito. Quero sentir vocês dois.

Ricardo se ajoelhou na frente dela. As mãos dele seguraram o rosto de Beatriz, os polegares acariciando as bochechas quentes e coradas. Ele a beijou. A boca dele era quente, com gosto de vinho tinto, e a língua encontrou a dela num movimento lento, exploratório. Beatriz abriu a boca mais, e o beijo se aprofundou — molhado, ruidoso, com um som de lábios e línguas que ecoou na sala.

Mariana assistiu. Ela se recostou no sofá, puxou a mão de sob o vestido de Beatriz e levou os dedos à própria boca. A língua dela lambeu a ponta do dedo médio, provando, e os olhos cinzentos brilharam ao ver o marido beijando outra mulher na frente dela. A mão esquerda de Mariana desceu para o próprio colo, puxando a barra do vestido preto para cima, e os dedos encontraram a própria calcinha. Ela se tocou por cima do tecido, um movimento circular, lento, enquanto observava.

Beatriz abriu os olhos durante o beijo e viu Mariana se tocando. Um gemido novo escapou, mais agudo, e ela interrompeu o beijo com Ricardo para olhar. Os olhos de Beatriz ficaram fixos na mão de Mariana entre as próprias pernas, no movimento dos dedos sob a renda preta, na maneira como os lábios de Mariana se abriram e os olhos se fecharam.

— Isso é... — começou Beatriz, mas não terminou.

— Isso é só o começo — completou Mariana, abrindo os olhos.

Cont......

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 15 estrelas.
Incentive Morenoalt a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários