Eu, Otto, engenheiro agrônomo e bon vivant por formação, entre outras tantas, posso de fato dizer que vivi o que se costuma chamar uma juventude feliz.
Mas também, ora, convenhamos, que outra genuína consideração haveria eu de nutrir acerca de uma mocidade assim tão dilatada, tão pantagruélica, farta, que foi tão bem temperada pelas circunstâncias, contemplada com as melhores mulheres, as melhores emoções, senão a da satisfação plena e benemérita?
Contudo, embora eu esteja satisfeito com esta vida devotada a todo tipo de excitações, vez por outra, é-me necessário, como a qualquer um, descansar um pouco e adotar padrões mais moderados de existência.
Foi desta que, navegando pela internet no verão passado, entre uma produção e outra da SexyHot — dentre elas os quadros lésbicos da musa Lis e a série fancha onde estrelam Emme White e Thalia Senna —, deparei-me com o anúncio de um cruzeiro no mediterrâneo.
Eu devia estar na décima-quinta punheta do dia quando garanti a minha vaga no Ocean Emperor. Muito pela alucinação que causam uma bronha atrás da outra, mas outro tanto, estou certo disso, pelo nirvânico desejo de arrombar o furingo de turistas tchecas em ilhas e praias isoladas, como iludiram-me os prospectos, o boa-vida que há em mim não resistiu à oportunidade.
Não vou aborrecer o amigo leitor (ou fudeca leitora) com os pormenores a que me dediquei até o dia da viagem, embora todos eles sejam do interesse deste grande e saudável público. Nada disso. Vamos ao que interessa.
O Ocean Emperor éra uma verdadeira cidade flutuante, um meganavio de duzentos e dez mil toneladas, com 5 piscinas e 3 parques aquáticos, além de teatros, pistas de patinação e quatorze restaurantes. Sua capacidade de tripulação ultrapassa os 5.000 passageiros. Seu itinerário, 13 países.
Reservei, claro, a Cabine Master, com 3 quartos e uma suíte, tendo esta última uma vista geral para o Sun Deck e uma outra para o Mediterrâneo.
Enfim, o navio zarpou da Itália abarrotado. Muitas e muitas pessoas, de várias nacionalidades. E o mais importante: muitas mulheres, cada uma mais trepabilíssima que a outra.
A duração da viagem? 18 dias. Dezoito adorabilíssimos dias.
Pois bem.
No primeiro e segundo dia, porque estava sondando melhor e mais a fundo o ambiente, nada de relevante sucedeu.
No terceiro, conheci a Andressa, uma Chef de cozinha para lá de fodível que, além de ser muito meiga, muito simpática e muito adorável, sabia preparar um bechamel maravilhoso. Fodemos muito, isto é óbvio, mas vou deixar essa história para depois.
Foi somente no quarto dia que conheci a Soraya, uma nisei brasileira que cursava Antropologia na mesma Federal onde concluí o meu Doutorado em Éguas & Vacas.
Essa afinidade acadêmica rendeu-nos agradáveis papos, de modo que, ainda naquela mesma noite, estávamos nos chupando, uma ao outro, na piscina aquecida de uma sauna reservada no último dos andares.
Aquela sua boceta innie e neotênica perecia nunca ter levado uma rôla com mais de vinte centímetros, pois a pressão que exercia sobre meu portentoso cacete a cada centímetro que agasalhava-o assemelhava-se à de uma prensa hidráulica. Mas entrou todo, fique tranquilo. E quando fi-lo, senti um estalo de carne rasgando. Rompendo-se.
Ela não era mais virgem há muitos anos, é evidente, mas foi somente comigo que pôde perdê-la por completa.
Para mais, Soraya é dona de um par de peitos suculentos, 100% chupáveis. O seu corpo é incrível e segue o mesmo ritmo salaz. Pés pequenos, mãos suaves. Unhas sempre bem-feitas. Um cheiro doce de alcaçuz em todos os recônditos da carne.
A gente se apegou e, como era esperado, fodemos em quase todos os cantos e subcantos da embarcação, exceto em algumas poucas cozinhas e uma capela que estava sempre fechada — aventura que prometemos cumprir em uma próxima vez, quem sabe no ano que vem.
Assim, sem mais delongas, seguimos fodendo.
Num dia quente, porém, Soraya sentiu-se mais à vontade para revelar-me alguns de seus “segredos”. Levou-me até a sua cheirosa cabine e começou a colocar algumas malas em cima da cama.
Quando abriu uma das malas, uma vermelha, precisei esquivar-me de um dildo roxo que, pressionado por outros vinte-e-tantos dildos, pulou em minha direção com a pulsão de um raide de flecha. O dildo bateu na parede. Tenho certeza de que o vizinho escutou.
Fiquei assustado com a quantidade exorbitante de paus naquela mala. De paus grandes, grossos e grosseiros.
— Caralho, Sosô. Que fome é essa? — perguntei à japinha.
— kkkkkkkkkkkkkkk’! Eu sabia que te assustaria!
— Não, sério… — apontando para uma jeba fluorescente de mais ou menos 30 cm — Como caralhos isso cabe dentro dessa sua bocetinha dengosa? Você é muito safada! Que perversão!
— Ele não cabe. Nunca cheguei a usá-lo. Na verdade, só usei mesmo esses três — pegando em forma de abraço os 3 dildos usuais —, sempre quis usar esses outros, mas nunca tive coragem… Uma vez, sozinha, tentei colocar aquele ali até a metade, mas doeu e eu desisti. Aquele outro ali, o veiúdo, minha amiga Nanda conseguiu enfiar em mim. Foi muito gostoso.
— Você precisa estar deveras excitada para receber um mangalho dessas proporções. Como se enfia também conta, e se está dilatada… — disse à safada, arrancando com os dentes o pig tail de um Behike 58; acendi-o.
— Sim, sim… Tem que ter a mão. — disse a japonesa, entrelaçando os dedos na minha mão esquerda. — Mãos calosas, firmes!
Sou um homem de ação, de serviço. Eu nunca brinco em meu posto. Prova disso são mesmo as minhas mãos calosas, calejadas pelas doutas punhetas a que submeti o meu rigoroso porrete, muitas delas escalavradas em serviço, outras nos dias de folga ou em retiros espirituais. Eu nunca paro. Tocarei minhas punhetas até o meu último dia de vida. E também no Paraíso.
— Ei, Otto, olha — disse-me Soraya, toda manhosa —, eu sei que a maioria dos homens não gosta desse tipo de fetiche, sei lá, talvez isso ofenda de algum modo a sua moral, não sei, mas você não toparia de me ajudar a testar todos esses “brinquedinhos”? Você sempre foi um doce comigo, nunca me criticou por nada… Além disso, com você eu fico mesmo molhada, acho que agora cabe até um braço inteiro dentro de mim… — brincou a safada.
— Pega… — levei sua mão à minha trosoba. — Só se você me deixar foder a sua garganta. Eu quero estourá-la, literalmente!
— Safado! GOSTOSO!
— Você, piranhuda! Vadia!
Num ato heroico, enfiei o índex e o médio inteiros na racha da antropóloga, erguendo-a com o braço.
Beijava-a com fúria selvagem.
Então, joguei-a sobre a cama, em cima dos mil-e-um dildos.
Puxei um trago do charuto e, após exalar a doce fumaça cubana, deitei o puro em um prato à redondeza.
Enquanto ela ria, pois fazia-lhe carinhos nos pés, além de beijá-los e chupá-los, dedo por dedo, de cabo a rabo, a moçoila começou a enfiar um dos dildos na buceta. E depois outro…
Ajudei-a introduzindo, primeiro com delicadeza, depois com a bruteza necessária, um outro dildo mais veiúdo. Enfiei-o por completo, até o talo. Ela gemia e se contorcia.
Tentou enfiar um deles na garganta, a fim de já ir amaciando-a, mas, como sempre, não deixei.
— Não, não, não. Sou eu quem vai amaciar essa goela! — e puxei-a para mim.
De joelhos, Soraya começou a punhetar a minha cobra. Lambia a chapeleta e enfiava a língua em minha uretra.
— Isso, Sosô, Isssssooo….! Vamos ver até onde ela vai e vamos tirar, bem devagarinho…
Enfiei o mastro até a metade. O corpo dela arqueava em reflexo.
O consolo enfiado em sua boceta escapuliu e fez um barulho engraçado.
Tirei a rôla.
— Hmmmm… que gargantinha gostosa! Vamos mais uma vez. — e enfiei o pau inteiro.
Tirei.
Três lindas, harmônicas e sinfônicas tosses. Engasgou-se.
Depois, enfiei com tudo, fodendo a sua garganta, sem tirar. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito…
Quando tirei a jeba, o gel espesso de sua laringe recobria a minha trave, desenhando um arco brilhante que ligava a cabeça do meu pau à sua linda e delicada boca.
— Eu adoro como você fode a minha garganta! Ela foi feita pra você…
— Claro que foi, Sosô. Deixa eu ver de novo como é o fundinho dela… — e enfiei.
Quando a naja galgou, enfim, o pórtico esofágico, marretei sua nuca com a outra mão, como se fosse um prego a ser martelado. Queria e exigia absolutamente todos os centímetros de minha gentil rôla em sua boca. E foi o que fiz.
Quando tirei a jeba, a safada soltou uma golfada cremosa de fluidos estomacais. Molho de gergelim e páprica azeitada.
— Tranquilo, tranquilo. Preocupa não. Vamos de novo! — e repeti o processo. Porém, desta vez, abria-lhe os olhos e cuspia-a na face. Dava-lhe tapas.
Entre schiaffi e cuspidas, escanchar de olhos e beliscões nas tetas, a safada ria, gemia e fremia como uma prostituta barata. Implorava:
— Fode, desgraçado! EU QUERO TUDO! TUDOOOO!
— Você quer mesmo? — perguntei.
— ME DÁ, PORRA!
— Não. Não vou dar. Quero ver isso aqui agora. — peguei um dildo mais comprido, talvez uns 45 cm.
A japonesa arregalou os olhos quando me viu pegando o compridíssimo dildo verde-musgo.
— Eu acho que não aguento, Ottie…
— Aguenta sim. Quer ver? — e comecei a enfiar o consolo.
Tirei quando chegou na metade. Ela soltou um arroto. Uma bolha do tamanho de uma bola insuflou de seus lábios.
— Caralho! Gran nn n de, deee maa is. — COF, COF, COF!
— Fica de quatro, vadia! — ordenei à vagaba, puxando-a pela crina escorrida.
Antes que emitisse palavra, atolei o meu pau em seu cu fofo, macio, enquanto dizia-lhe palavras e rimas carinhosas.
— Tá gostoso, vagaba? Tá gostosinho? Chia essa xavasca, dá-me esse cuzinho!
— Sim, filho do cão! Arigatô, arigatô! Arigatô gozáimass! — disse a vadia, enfiando o dildo cor de lôdo na garganta.
Aproveitando essa oportunidade, ajuntei minhas mãos à sua e enfiei o resto dos 45 cm. E fui metendo a rôla em seu cu.
O corpo da antropóloga se retraía por completo, os braços e as pernas fremendo cinematograficamente, pornograficamente. Um ritual tribal que faria inveja nas mais remotas e olvidadas civilizações.
Então eu tirei. Meu pau e o dildo.
A safada entrou num frenesi indescritível, tremendo e revirando os olhos. Pensei até que fosse uma convulsão. Talvez um mantra xamânico que aprendera em suas viagens e nas diversas atividades extensionistas de que participara.
Deixei-a deitada, tremendo.
Sua posição fetal revelava o desvario que a alma sentia, então acossada pelo corpo.
Enquanto pitava um pouco o havana deixado de lado, sentado agora na poltrona à sua frente, mandava-lhe beijos, piscadas e tchauzinhos…
Ela ria. Retribuía.
E então ria de novo…
Mas riu pouco.
Tentando agora se levantar, escorando-se à desarrumada cama, a safada disse:
— Incrível, filho da puta! Você é incrível! Quero que me ajudes em mais uma coisa… — levantou-se.
Caminhando até o armário e tirando de lá uma caixa, esta dourada, colocou-a sobre uma mesa, dizendo:
— Olha, isto aqui é uma herança familiar. Pouquíssimas pessoas sabem de sua existência. Você é um dos únicos que, em 3 séculos, terá tomado parte nesse segredo. — segredou-me a asiática, tomando de minhas mãos o charuto e puxando uma tragada.
— Estou curioso. O que é? — indaguei demonstrando entusiasmo, apreço e aristocracia. — Gosto de coisas seculares…
Contou-me, então, essa filha de Afrodite, uma história muito bonita. De como a sua família, o clã Namiashana, houvera estabelecido as suas raízes nas terras do Goku, trezentos anos atrás.
Nesse ínterim, abrimos um belíssimo Pol Roger. Bebericávamos.
No som, Miki Matsubara. Stay With Me.
— Estou morrendo de curiosidade. Que tesouro é esse que merece tanto esmero? — perguntei-lhe, agora na metade do havana.
— É que estou dando um tempo para a minha garganta. Você vai entender. — e abriu a caixa.
Em suas mãos, um rolo de panos de mais ou menos um metro e meio se desenhava. Uma katana, imaginei.
Porém, a antropóloga mostrou-se uma pessoa ainda mais culta do que esboçava a minha vã (e suja) imaginação.
— Eis o Harigata da Rainha! — disse-me Soraya, descobrindo as sedas de oricalco que o cobriam. — Minhas antepassadas todas usaram-no. Tem o exato tamanho de todas nós. Quer dizer, do nosso interior… Um metro e vinte e cinco. Feito sob medida por uma artesã ancestral.
Nunca tinha visto um instrumento semelhante. Dada a empolgação da história, da bravura samurai relatada, pensei mesmo que fosse uma katana lendária. Mas não me assustei.
— Caralho, Sosô. Você quer mesmo tentar isso?
— Mais do que tudo nessa vida! Mais do que tudo!— disse-me a safada, resplandecendo enorme frenesi.
— Talvez o álcool não lhe tenha feito bem… — insisti.
— O álcool era o que eu precisava. Você era o que eu precisava! Olha! — puxou minha mão ao teu seio esquerdo.
Seu coração batia num ritmo galopante. Parecia um motor V12.
Eu apertei os seus seios com fúria. Com carinho. Com a firmeza do último samurai. Com o esmero dos príncipes e a cólera dos Reis.
Desci a mão até a sua fofa, gentil e corajosa perereca. Esfregava-lhe os dedos.
Fiz um carinho, olhando firme em teus olhos.
— É o que queres? Na bocetinha? — colocando-lhe os dedos na goela, vistoriando o caminho que o meu jonjolo em breve seguiria. Voltaria e seguiria incontáveis vezes.
— Nnnana-na garg-gargan-gantanta também! — respondeu a safada, passando a mão em minha barba.
— Ótimo. Assim será! — e peguei a safada no colo, levando-a até a varanda.
Na mini-mesa que havia ali, deitei a safada.
Dei-lhe uns dildos para brincar e comecei a chupá-la.
Empenhei-me nessa atividade por mais de quinze minutos, ela gritando e gemendo. A personalíssima alegria do amor.
Então, enfiei-lhe os dedos, depois o pau, a mão e o antebraço, até o cotovelo.
Afagava-lhe o útero, a portinhola do cérvix.
Dava-lhe também beijos, cantava-lhe palavras de amor. De carinho, de consideração mutuamente eterna.
A safada tinha dildos no cu e na garganta. Só não os tinha nas narinas e nos ouvidos, pois que não cambiam.
Tirei-os, permitindo-a berrar.
Alguns turistas se arriscavam de suas varandas para ver do que se tratava, mas não conseguiam, já que a Engenharia Náutica finalmente descobriu uma arquitetura que melhor resguarde a privacidade de seus usuários. Mas ficaram preocupados. Também, os gritos eram altíssimos e a sonoplastia, em geral, aludia às torturas medievais.
Então, peguei o Harigata.
Seu coração parecia que ia correr o Grande Prêmio de Mônaco.
Enfiei.
Não parei na metade, como talvez pense o erudito e fidedigno leitor. Nada disso. Enfiei o Harigata por completo! Todo, num único e firme ato.
E quando fi-lo, a nobilíssima dama se esticou inteirinha, pernas, braços e até os cabelos. Foi um choque impressionante. Estonteante.
E então eu tirei.
— Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! QUE DELÍIIIIICIAAAA! — disse a safada, talvez imitando a Ashley Lane, em seus momentos de autêntica e orgásmica empolgação. — CAAAAA AAAA AAA RAAAA LHOOOO! CARALHO! UAU! UAU!
— Gostou, minha flor? — perguntei, sacaneando.
Chorando, Soraya só conseguiu dizer uma palavra:
— De noooo vuuu… !
E então eu fiz. Fi-lo novamente umas dez vezes, até que ela quase desmaiou.
Quando tirei, novamente aquele tremelique nirvânico, transcendental.
O Harigata, um bastão maciço de madeira escura e brilhante, estava agora triplamente brilhante. Oleoso. Como se banhado no verniz do âmbar.
— É para me partir agora! É PARA ME PARTIR! — possuída por um excesso de tesão, beijou-me putamente, como se fosse o seu último dia.
Então, eu pedi que olhasse para cima.
Eu também olhei para cima.
O céu, matizado por uma constelação conjugada em arte, fez desse dia uma data histórica. Memorável até mesmo nos anais celestes.
E enfiei.
Quando tirei o bastão, imaginei-me o Rei Arthur, retirando da pedra a intransferível Excalibur.
Soraya, galvanizada pelo pós-desejo fulcral, pulou em mim e berrou palavras que desconheço e jamais poderei transmiti-las ao leitor (ou fudeca leitora). Talvez seja o mantra final de seu ritual familio-secular.
Beijamo-nos por uns vinte minutos, até que ela, faminta, pediu que eu trouxesse algo para comer.
Quando abri a porta da cabine, uma multidão inteira se ajeitava à porta, sedenta por curiosidades.
A minha sorte era que Paolo, um funcionário-colaborador do Ocean Emperor, estava próximo à porta.
— Faaala Paolo! O Takanoku ainda está aberto? — perguntei-lhe.
— Está sim, doutor. Fecha às dez…
