Depois de um dia produtivo de trabalho, eu estava sentada na minha cama, observando minha sobrinha conversar com seu melhor amigo, um ursinho de pelúcia que ela havia ganhado da tia Eliana. O ursinho não era o maior nem o mais bonito, mas, por algum motivo, ela o havia escolhido como seu favorito. Vivia grudada nele quase o tempo todo e só dormia com ele ao lado.
Eu ria da interação dela com o ursinho quando ouvi batidas na porta. Nem perguntei quem era; do quarto mesmo pedi para entrar. Achei que era Helena ou Tamires, mas me enganei. Quando ouvi os passos se aproximarem, direcionei meu olhar para a porta e vi Tânia entrar com um sorriso meio amarelo.
Tânia— Oi, Camila. Desculpe incomodar, mas não vi a Manu hoje, então resolvi vir ver ela um pouquinho. Se você não se importar, claro.
Camila— Claro que não me importo! Entra aí e fica à vontade. Na verdade, foi até bom você aparecer. Você poderia ficar com ela até eu tomar um banho e arrumar algo para comer. É coisa rápida.
Tânia— Claro, eu fico sim. Pode ir tomar seu banho e arrumar suas coisas, sem problemas.
Levantei-me e pedi para Tânia se sentar na cama onde eu estava. Ela deu outro sorriso amarelo e veio até onde eu estava. Saí dali e fui para o quarto ao lado pegar algo para vestir, já que deixava minhas roupas lá. No meu quarto, além da cama, havia o berço da Manu, que raramente era usado, uma cômoda com suas roupas, um rack com minha TV, um criado-mudo ao lado da cama e uma caixa colorida cheia de brinquedos da Manu. O quarto não era muito pequeno, mas tinha muita coisa, então decidi levar meu guarda-roupa e minhas roupas para o quarto ao lado.
Peguei o que precisava e fui para o banheiro tomar banho. Na verdade, eu iria tomar banho mais tarde, já que Manu geralmente dormia entre 20 e 21 horas. Depois que ela dormisse, eu tomaria meu banho e prepararia o jantar rapidinho. Eu poderia ter ficado no quarto com Tânia, mas, sinceramente, queria evitar ficar muito perto dela. Tânia era uma tentação, e era óbvio que ela me desejava. Eu não queria problemas, e Tânia era um problema.
Durante o banho, fiquei pensando naquela visita. Era meio difícil Tânia ter passado o dia todo sem ver Manu, já que elas ficavam na mesma casa boa parte do dia. Porém, talvez Tânia tenha saído à tarde ou algo assim. Mas, mesmo que isso tivesse acontecido, acho que ela poderia esperar até o dia seguinte; não iria morrer de saudade por não ver a Manu por um dia. Até porque todo domingo Manu ia comigo para a casa dos meus pais, e Tânia nunca aparecia aqui após eu voltar no início da noite. Tamires sempre vinha; essa sim, eu achava que quase morria de saudades por ficar longe de Manu por um dia. Mas Tânia, eu acho que não. Ela gostava muito da Manu, isso era óbvio, mas não a esse ponto... ou talvez eu estivesse enganada.
Terminei meu banho e me vesti com um short leve e um top. Fui até a cozinha e coloquei um pouco de comida para esquentar no fogão. Foi coisa rápida. Logo, entrei no quarto novamente com um prato de comida na mão e um copo de suco na outra. Tânia estava sentada na cama conversando com Manu e seu ursinho. Assim que entrei, ela me olhou, e seu olhar desceu devagar pelo meu corpo; vi suas bochechas brancas ficarem vermelhas. Seu olhar desceu até meus pés e depois foi subindo lentamente. Quando seu olhar fixou no meu de novo, seu rosto estava todo vermelho. Sorri e perguntei se ela queria jantar. Ela demorou um pouco para responder, depois se levantou meio rápido.
Tânia— Já jantei e preciso ir embora estudar.
Ela disse aquilo, deu tchau para Manu e passou por mim tão rápido que nem deu tempo de agradecer por ela ter olhado a Manu para mim.
Comecei a rir sozinha porque lembrei de uma frase idiota que minha irmã dizia quando falava de alguma mulher fresca ou indecisa: "Essa aí quer dar, mas está com medo de doer". Acho que era mais ou menos isso que acontecia com Tânia. Ela com certeza estava afim de mim, mas tinha medo de falar e não sabia como agir nessa situação. Era melhor eu ficar longe dela para evitar um problema, principalmente para mim.
Infelizmente, meus planos não deram muito certo. Depois daquela visita, Tânia pareceu criar coragem e começou a aparecer outras vezes, sempre arrumando alguma desculpa. Ou queria brincar com Manu, ou estava entediada em ficar no quarto dela. Eu fingia que acreditava, mas não podia expulsá-la sem motivos, então deixava que ela entrasse e ficasse ali de bobeira. Nossas conversas foram ganhando mais intimidade e logo as perguntas que eu já esperava começaram: "Como é ficar com mulheres? Você já ficou com homens? Quando você descobriu que gostava de mulheres?"
Eu respondia todas sem dificuldades, mas tentava não dar muitos detalhes. Não queria alimentar seu desejo e não questionava os motivos das perguntas; não queria dar brecha para ela tentar algo. Mas os meses foram passando e ela resolveu apelar. Tânia sabia que era bonita e tinha um corpo incrível. Ela começou a diminuir o tamanho das roupas. Cada vez que ela aparecia, menos pano cobria seu corpo; aquilo estava me deixando doida já. Eu estava há muito tempo sozinha, a carência era enorme, mesmo me aliviando às vezes com meus dedos.
Estava cada vez mais difícil resistir à tentação. Eu tinha que parar aquilo ou iria dar merda. Resolvi ter uma conversa séria com Tânia. Precisava explicar que não podia rolar nada entre a gente porque os riscos eram grandes. Eu poderia perder o lugar onde morava, o emprego e separar Manu de pessoas que ela gostava e eu também. Tânia era linda, mas não valia a pena eu me arriscar perder tanto por causa dela.
Na próxima vez que ela aparecesse, eu iria chamá-la para ter uma conversa séria. Precisaria falar a verdade para ela. Seria o melhor a fazer, tanto para mim quanto para ela. Eu a desejava, não tinha como negar, mas era só isso. Não sabia se o que ela sentia por mim era apenas desejo ou se havia outros sentimentos no meio. Não queria iludir Tânia, caso ela tivesse criado algum tipo de sentimento amoroso por mim.
Tive esses pensamentos numa quinta-feira. Vi Tânia na padaria algumas vezes, até conversamos rapidamente, mas eu queria que essa conversa fosse em minha casa. Porém, ela não apareceu nos dias seguintes. O final de semana passou e outra semana se iniciou, e até terça-feira nada dela aparecer. Na quarta-feira de manhã, Tamires perguntou se Manu poderia dormir com ela. Eu disse que sim, que não precisava pedir, era só avisar, como ela fazia sempre. Era algo comum Manu passar algumas noites com Tamires; porém, era a única que conseguia fazê-la dormir sem mim.
Assim que terminei meu trabalho, fui para casa. Já tinha me despedido de Manu mais cedo, então fui direto para meu canto. Estava um pouco cansada, iria tomar um bom banho e descansar. Assim que cheguei em casa, tomei meu banho e fui preparar um lanche leve para comer, já que estava sem fome e resolvi só lanchar alguma coisa. Quando saí do meu quarto para ir à cozinha, ouvi batidas na porta. Na hora, já imaginei que poderia ser Tânia; seria o momento perfeito para termos a conversa.
Assim que abri a porta, quando a vi, meu queixo caiu. Ela estava com um babydoll preto, bem curto, e uma camisola aberta que só cobria a parte de trás e as laterais. Seus seios quase saltavam da parte de cima do babydoll. Eu quase paralisei ali, olhando para aquela maravilha, e acho que ela notou e aproveitou a oportunidade. Tânia se aproximou rápido e, quando dei por mim, sua língua já tinha invadido minha boca e seus braços já estavam em volta da minha cintura. Ela puxava meu corpo contra o dela e seu beijo era intenso. Não pensei muito na hora, apenas correspondi.
Seu beijo era bom, seus lábios eram gostosos de beijar. Eu sentia o calor do corpo dela contra o meu. Em um movimento rápido, ela me empurrou um pouco e me prensou contra a parede. Senti um dos seus braços se soltar da minha cintura e logo ouvi o som da porta fechando. Seu braço voltou para a minha cintura, puxando meu corpo um pouco para frente. Senti suas mãos descendo para o meu bumbum e apertando minhas nádegas com força. Ela parou o beijo e desceu sua boca para o meu pescoço. No primeiro toque da língua ali, joguei minha cabeça para trás. Ela beijou meu pescoço, lambeu e mordiscou. Minha respiração ficou pesada e meu corpo queimava de desejo, mas quando ela foi voltar a me beijar, tive um lapso de razão. Virei o rosto para o lado, e ela percebeu que algo havia acontecido.
Tânia— Eu fiz algo errado? Me desculpe, eu nunca fiz isso antes.
Camila— Tânia, o que estamos fazendo está errado, isso não podia acontecer.
Tânia— Por que é errado? Eu sou solteira, você também. Não fizemos nada de errado.
Camila— Se seus pais descobrirem, eles não vão gostar e podem me expulsar daqui.
Tânia— Eles não vão saber, não precisamos contar a eles. Por favor, eu demorei tanto a criar coragem para isso, não para agora.
Camila— As coisas não são tão simples assim. Precisamos parar.
Tânia— Não, por favor. Só essa vez, só quero experimentar você, pelo menos uma vez. Olha como você me deixa.
Tânia segurou um dos meus pulsos e o levou até seu abdômen, descendo a minha mão para dentro do seu short. Senti a umidade da sua intimidade molhar as pontas dos meus dedos. Ela soltou um gemido rouco e me beijou de novo. O resto do controle que eu tinha foi para o espaço e eu me entreguei totalmente naquele momento. Comecei a movimentar minha mão sobre sua intimidade; ela abriu um pouco as pernas e afastou seu corpo. Nossos beijos já não tinham sintonia; era algo mais visceral. Eu sentia sua respiração pesada dentro da minha boca.
Meus dedos começaram a penetrar devagar, mas ela se afastou de repente. Achei que ela tinha desistido de fazer aquela loucura, mas me enganei redondamente. Tânia levou a mão na cintura e desceu o short, a única peça que cobria da sua cintura para baixo. Logo que se livrou dele, se aproximou de novo e, com uma mão, segurou meu pescoço, enquanto a outra direcionava minha mão novamente para o meio das suas pernas. Assim que minha mão tocou sua intimidade, ela olhou nos meus olhos e pediu para eu fazê-la gozar, já colocando seus lábios nos meus.
Penetrei dois dedos na sua intimidade e comecei a movimentar devagar, depois mais rápido. Ela começou a gemer dentro da minha boca; eu fui movimentando os dedos e friccionando a palma da mão sobre seu clitóris. Ela movia seu corpo em resposta. Beijei-a com mais entusiasmo para abafar seus gemidos e comecei a acelerar os movimentos da minha mão. Seus lábios de repente pararam de se mover; senti seu corpo travar e sua intimidade se contrair. Tirei meus dedos de dentro dela e comecei a friccionar seu clitóris com eles. Seu corpo tremeu algumas vezes e ela soltou um gemido rouco que logo se perdeu no ar. Senti seu corpo amolecer e segurei rapidamente sua cintura com os braços. Ela apoiou a cabeça no meu ombro, e durante algum tempo, eu só ouvi sua respiração pesada no meu ouvido.
Assim que ela se recuperou um pouco, afastou-se, olhou nos meus olhos e disse que aquilo foi incrível. Eu apenas disse que ela não tinha visto nada ainda, que ela me provocou, e agora iria pagar o preço. Peguei uma de suas mãos e a puxei até o sofá. Pedi, não, eu mandei que ela se sentasse e abrisse as pernas. Ela fez aquilo com um sorriso safado no rosto. Ajoelhei-me no chão e fiquei entre suas pernas. Queria sentir seu gosto e não perdi tempo. Aproximei minha boca daquela delícia e lambi de baixo para cima. Ela soltou um gemido gostoso. Voltei a lamber, mas dessa vez mais rápido e constante. Ela gemia gostoso, sentindo minha língua em sua intimidade.
Fiquei chupando-a por um bom tempo; meus lábios já estavam todos melados com seus fluidos. Ela gemia e se contorcia. Fiquei em seu clitóris com lambidas e sugadas intensas. Ela levou a mão na minha cabeça e me prendeu entre suas pernas. Senti seu corpo se levantar um pouco do sofá e seus gemidos ficarem mais longos. Seu corpo tremeu novamente, e senti suas pernas apertarem minha cabeça, mas não parei de devorá-la com minha boca enquanto não senti seus líquidos escorrerem pelos meus lábios.
Levantei-me e vi aquela deusa ali, totalmente destruída depois de outro orgasmo. Mas eu ainda não tinha gozado e precisava urgentemente fazer isso. Comecei a tirar minha roupa, peça por peça. Quando terminei, ela me olhava e mordia os lábios. Mandei-a se deitar no sofá e assim ela fez. Fui me aproximando devagar, passando a mão sobre minha intimidade. Ela sabia o que eu iria fazer, mas não falou nada, apenas me olhava com aquela cara safada. Subi no sofá e desci o corpo devagar, até me ajoelhar com minha intimidade direto na sua boca. Ela não perdeu tempo e começou a me lamber. Não tinha muito ritmo, mas estava gostoso e eu estava quase explodindo de tanto tesão.
Não sei exatamente quanto tempo fiquei ali, mas não foi muito. Meu tesão era intenso e sua língua começou a se movimentar nos lugares certos. Eu já movia meu corpo com mais intensidade e apertava meus seios com as mãos. Foi ficando cada vez mais gostoso e, quando percebi que estava chegando ao clímax, levei minhas mãos até o braço do sofá e me apoiei nele. Comecei a esfregar minha intimidade na sua boca; ela deixou sua língua para fora e eu me movimentei mais rápido. Logo, senti meu corpo ser tomado por um orgasmo muito intenso. Tânia não parou de me lamber nem por um momento; acho que ela gostou do meu mel.
Quando recuperei minhas forças, saí de cima dela e pedi para que ela tirasse o que restava da roupa para irmos ao banheiro. Ela não questionou nada, apenas começou a tirar o que restava. Soltei um pequeno sorriso ao ver seus seios nus. Eu queria muito brincar com aquelas delícias e, se ela achava que iríamos tomar banho, estava muito enganada. A noite só estava começando e eu iria aproveitar muito daqueles momentos ali com ela.
Continua…
Criação; Forrest_Gump
Revisão; Whisper
