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Um Cliente Louco, Um Marido Incrível, Perfeito.

Um conto erótico de hero
Categoria: Heterossexual
Contém 3669 palavras
Data: 20/08/2026 16:51:20

Um Cliente Louco, Um Marido Incrível, Perfeito.

Olá, pessoal! Tudo bem por aí?

Meu nome é Hero, escritor e criador de conteúdo aqui na Casa dos Contos Eróticos. Hoje, quero apresentar para vocês um trabalho muito especial, diferente de tudo o que costumo trazer por aqui.

Esta é uma história fascinante, carregada de emoção, reviravoltas profundas, desejos intensos e aquela pitada de confusão que só a mente humana é capaz de criar. Ela foi pensada e lapidada com muito carinho e, acima de tudo, com o máximo de respeito por vocês, leitores, que acompanham, leem e valorizam os meus contos neste site.

Particularmente, considero este lançamento uma grande inovação pessoal. Não estamos falando de um conto puramente explícito ou daquelas produções de baixa categoria onde tudo se resume a chegar, transar, gozar e ir embora. Também passa longe de ser uma humilhação vazia. O que construímos aqui vai muito além: é um enredo com contexto, alma e camadas reais sobre relações, limites, loucura e afeto.

É uma narrativa que transita entre a promiscuidade e a vulnerabilidade, trazendo para você, amigo leitor, muito desejo, tesão e, acima de tudo, reflexão. Acredito de verdade que este trabalho vai somar e transformar um pouco a forma como vocês enxergam os nossos contos habituais.

Preparem-se, porque o que vem a seguir é cru, instigante e profundamente humano. Espero que gostem tanto quanto eu!

Um abraço,

Hero

Olá, pessoal, tudo bem?

Sabrina para o mundo — nome de guerra usado na profissão como garota de programa de luxo.

Para visualizar melhor: 30 anos, morena clara, 1,70 m, 72 kg, corpo bem trabalhado na academia, bundinha empinada, seios medianos e longos cabelos cacheados. Mulher bonita, vaidosa e elegante. Investimento pesado na imagem, na educação e no autocuidado. No passado, um casamento de um ano que não deu certo por culpa própria: pedante, cheia de frescuras, insuportável, até que o ex não aguentou mais. Homem incrível, justo, honesto, trabalhador, carinhoso... e a burra aqui conseguiu estragar tudo.

O que vai aqui é a mais pura verdade, sem enfeites, um caso muito diferente, estranho, fora do tradicional, doido mesmo.

Nessa vida vê-se de todo tipo: coisas horríveis, malucas, tristes, o que há por trás de determinadas atitudes humanas. Mas desta vez deixou-se de lado a ignorância, aqueles palpites comuns — "acho", "pensei", "acredito", "desconfio", "já sabia" — sem olhar por trás das cortinas do show da vida.

E esse homem conhecido através do trabalho superou pensamentos radicais, agressivos e de psicologia errada sobre as pessoas. Parou-se para olhar o que acontecia nos bastidores, enxergando uma pessoa. Um homem ferido, magoado, carente e necessitado de carinho, afeição e de realizar desejos ocultos, únicos, próprios, que não faziam mal a ninguém, apenas traziam alegria e alívio.

Fernando superou todos os limites e virou a minha cabeça de ponta-cabeça.

Cliente havia uns dez meses. Nas primeiras vezes, nada de sexo: apenas peladinhos, abraçados, conversando. Nunca quis transar, pagando a noite inteira com gorjeta generosa. 36 anos, bonitão, magro, corpo bem trabalhado, branquinho, cavanhaque, óculos, estilo elegante, meio misterioso, às vezes divertido. Casado com uma mulher da elite que vivia viajando.

Com o tempo, compreendeu-se a intenção: companhia, conversa com uma mulher que nunca diria o que ele não queria ouvir. No início, obediência a isso, mas aos poucos soltando o verbo sobre o que se achava. Até que veio o chamado para uma conversa em um motel.

Na cabeça, a expectativa era de sempre: deitados, abraçados, pelados. Banho tomado, saída calma, esperando no ponto de costume. Ele encostou o carro de luxo. Homem rico, divertido, alegre, contagiante para os outros, mas triste por dentro.

Novo motel, muito mais luxo. Ritual de sempre, champanhe, beijo no cantinho da boca, roupas tiradas, abraço forte na cama.

Dia totalmente diferente. Carinhos mais verdadeiros, mais calorosos, mais paixão. Dez minutos abraçadinhos em silêncio absoluto, olhando para o nada sem mexer uma pálpebra.

— Então, amigo, o que é que está acontecendo? Tu estás diferente hoje.

— É, estou muito diferente, mas estou muito feliz.

— Oh, que bom! Se tu estás feliz, eu estou muito mais te vendo desse jeito.

— É, Let... Hoje quero te pedir uma coisa muito estranha, mas para mim será a chave pra uma nova mudança na minha vida.

— Se é mudança pra melhor, pode pedir qualquer coisa, meu querido, kkk.

— Eu quero sentir a sensação de ser traído, de ser corno, mas não de ser humilhado, e sim de entender bem o que eu deveria estar sentindo com as traições da minha mulher. E, neste dia, tu vais ser ela: tu vai me trair com outro cara.

— Humm, kkk... sei que somos loucos, mas desta vez não entendi porra nenhuma.

— Quero que tu seja uma atriz perfeita e faça uma cena de traição comigo. Tu vai ganhar muito dinheiro pra fazer isso pra mim. Terá que fazer uma encenação perfeita, coisa de Oscar, e passarmos um dia e uma noite fantasiando isso que tu vais se dedicar a fazer. Vou te mandar um dinheiro pra ti começar a programar tudo. Eu só vou ser o ator, o homem traído, e o resto tu vai fazer: vai armar, vai ser a diretora e a atriz do meu pedido.

Pensamento constante sobre o pedido. Antes de ir embora, confirmação pedida: era aquilo mesmo? Olhar com brilho intenso, sim, exatamente aquilo, com promessa de grande surpresa ao final, desde que houvesse cem por cento de sinceridade com o sentimento.

Compreensão nula, mas aceitação.

Encontros de duas ou três horas resumidos àquele dia em 40 minutos. Roupa vestida, deixada no centro com boa grana para comprar roupas mais sedutoras, porém comportadas, com cara de "mulher casada". Estilo já frequente por exigência do olhar dele.

Transitando pelo centro, pensando em como armar o circo. Incorporar dez atrizes da Globo para dar conta da direção. Luz acesa na mente: o cara perfeito seria o meu grande parceiro, o Jonas, 35 anos, peludão, rústico, grosseiro, marra de malandro raiz, corpaço coberto de pelos, sempre precisando de grana. Certeza absoluta de que toparia pelo dinheiro e pela amizade.

Pagamento gordo prometido pelo italiano ajudando bastante.

Celular acionado, ligação imediata, encontro relâmpago em um barzinho próximo. O safado chegando e pedindo um chopp com o dinheiro adiantado, kkk, por desespero financeiro.

Sentados, outra rodada, explicação tintim por tintim. Expectativa de gargalhada, engasgo ou zoação.

— Tu tá louca, Letícia? Vai me botar na galha dos outros agora?

— Deixa de ser tonto, Jonas, escuta o plano direito. É uma atuação de teatro, o cara vai pagar muito bem por isso e tu só vai precisar encenar, porra.

Homens entendendo-se rápido nessas paradas. Aceitação imediata por grana fácil. Duas horas seguintes de risos e combinados sobre a invasão da casa.

Ficha caída sobre o plano: não era promiscuidade barata, mas um desejo profundo, camuflado de tristeza, mágoa e busca doentia por alívio.

Ensaios na kitnet, dois dias inteiros treinando a cena. O cara burro demais, kkk! Não entendia nada, esquecia o texto, errava a porta, parecia um barman perdido.

— Caralho, Jonas, tu entra pela sala, não pela janela da cozinha, seu jegue!

— Calma, diretora, deixa eu pegar o pique do personagem.

Mas atuando com veracidade, emoção e naturalidade. Olhos brilhando, transformando tudo em realidade, exatamente o esperado.

Tudo pronto: encenações, roupas adequadas, plano de Oscar.

Dia marcado, 11 horas da manhã, início do drama erótico na casa — a nossa casa, com o papel de esposa trapaceira.

— Oi, amor, estou chegando em casa!

— Tá, tô te esperando pra conversar!!

— Aconteceu alguma coisa?

— Não!! Só vem logo!

Percebendo-se atuando na hora.

Chave entregue pelo próprio. Entrada com elegância, bolsa e chave na mesinha da porta. Salto alto, vestido longo muito bonito, bem maquiada, cheirosa, sexy e elegante.

Ida até a sala. Ele sentado de calça social, sapato, camisa aberta no peito, meia tiradão no sofá, bebendo uísque. Olhar fixo, copo largado no chão, silêncio total. O script inteiro na cabeça.

Pensamento: Caralho! O cara vai ganhar o Oscar!! Puts! Essa cara de corno, revoltado, estressado... Aposentava o Leonardo DiCaprio no mesmo dia, no mesmo momento!! E seria o ator que ia ganhar todos os Oscars de interpretação!! O bicho tava tão pilhado que daqui a pouco ia infartar!! Mas senti um orgulho imenso da atuação.

— O que foi, meu amor?! O que foi?! O que foi?! Eu que te pergunto!! Eu quero saber!! Pois, na verdade, né, eu não sei mais nem quem é tu, Letícia!!

— Aí, Fernando, tu não vai começar, por favor!!

— Eu começar?! Não!! Tu que começou!!

— Tá, Fernando, o que tu quer que eu diga pra ti?! Tu quer que eu minta?! Ou tu quer que eu fale a verdade?! A verdade eu já te disse!!

— Não!! Não quero que tu minta!! Não quero que tu minta mais pra mim!! Já mentiu muito pra mim!! Eu quero que tu fale a verdade, porque eu sei que essa tua verdade não é verdade, é mentira, porque tu estava com alguém!!

— Fernando, eu já te disse que eu não estava com ninguém, eu estava com as minhas amigas!!

Aproximação, pescoço cheirado, olhar fixo, gargalhada e caminhada pela sala.

— Amigas com cheiro de perfume amadeirado?!

— Não sei da onde tu tá sentindo cheiro de perfume amadeirado!!

— É?! Perfume de homem!!

— Ah, é?! Provavelmente foi alguém com quem eu esbarrei!!

— Esbarrou?! Tu foi pra cama com o cara!!

— Fernando, eu estava com as minhas amigas!!

— Então me diz que amigas são essas?!

— Ah, Fernando, minhas amigas!! Kkkkkkk!!

— Então suas amigas têm um cacete no meio das pernas?! É isso, Letícia?!

Olhar fixo nele, leve emoção pelo homem tremendo. Atuação excelente de ambos.

— Sim, sim!! Eu estava com um homem!! Eu esbarrei com ele, ele me agarrou, me levou pra sua casa e nós transamos muito!!

— Viu o que eu te falei?! Eu não me engano!! Eu não me engano nunca!!

— É, tô vendo que tu não te engana, seu italiano burro, kkkkkk!!

— Eu burro?! Ah, Letícia, me poupe, me poupe!! E... e o que mais?! O que ele fez contigo?!

— Ah, Fernando, me poupe!! Agora sou eu que te peço: me poupe!! Eu não vou ficar te dando detalhes do que aconteceu!!

Caminhada de um lado para o outro, braços articulados, nervoso, fúria evidente no ator.

— Mas eu quero saber!! Eu tenho direito de saber!! Eu que pago as tuas contas, tu é minha mulher, nós somos casados... Eu quero saber tudo!!

Assento no sofá, pernas cruzadas, pose mantida.

— Então tá!! Tem certeza de que tu quer saber?! Olha lá, hein... Eu vou te contar tudo!!

Virada para a frente, estofado na frente com as pernas abertas, uísque servido, gole largo, olhos vidrados.

— E aí?! Vamos lá, fala!!

— Sim, nós transamos muito, ele me comeu pra caralho, de ontem, de hoje e pra amanhã!! Era isso que tu queria saber?!

— Sim... era isso!! E tu chupou ele, né?!

— Sim, Fernando!! Eu chupei muito ele!!

Desvio do olhar, fixação na parede, novo gole de uísque, respiração funda.

— Por que tu não me chupa?! Por que tu nunca me chupa desse jeito?!

— Porque o dele é melhor!! E é isso que tu queria ouvir?!

— Se o dele é melhor, Letícia... Então eu quero conhecer esse cara agora!! Liga pra ele!!

— Tu tem certeza, Fernando, que tu quer ser humilhado dentro da nossa casa?!

— Liga pra ele agora, Letícia!! Não me faz perder a paciência!!

Olhar de quem já não aguentava o teatro, riso interno. Levantada devagar, celular na bolsa, mensagem discreta pro Jonas postado na esquina.

Conversa baixinha na porta, sussurrada.

— Olha só, a história mudou muito, mas tenta entrar no jogo naturalmente, não me estraga a cena.

— Ei, tu me conhece, gata! Tu vai ficar de boca aberta com a minha atuação, deixa um profissional trabalhar e fica tranquila, caralho.

— É por isso que eu te escolhi, kkk!

— Ei! Ei! O que é que vocês estão falando aí cochichando na porra da porta?!

— Calma, italiano do caralho, espera um pouco! Me deixa conversar com ele em paz!

— Tá, mas vocês já não conversaram muito?! Se já passaram a manhã inteira trepando, agora quer ficar aí de segredinhos na minha cara?!

Beijo longo na boca do Jonas, mão segurada, direção à sala. O maluco andando de um lado para o outro, copo de uísque na mão.

— Fernando, ele é o Jonas, meu... meu...

— Teu amante! É isso que tu ia dizer, sua desgraçada?!

Passo à frente com marra:

— Prazer, Fernando. Ela fala muito de ti, sabia?

Gargalhada histérica, cuspe de uísque:

— Hahaha! É, mas não fala de ti pra mim, seu filho da puta!

— É, acho que não, mas agora estou aqui na tua casa.

Parado encarando, fuzilando, gole seco, garrafa nova, outro copo cheio estendido com gesto bruto.

— Pega e entrega, dá, dá pro teu... pra ele!

— Obrigado, Fernando, esse deve ser muito bom!

— É muito, mas é só esse que tu vai beber!

— Ótimo, só um pouquinho tá ótimo.

Me deu uma piscadinha discreta.

— Tá agora, já volto, preciso retocar a maquiagem e fazer xixi, OK? Não vão se matar, com licença pros dois, tá?! Humm.

— Então, seu... Então é tu o safado quem tá fudendo com a minha mulher, é isso? E há quanto tempo, caralho? Fala a verdade se não quiser que eu... que eu te bote pra correr daqui, cara!

— Olha só, meu chefe, pra te falar a real, já faz alguns meses que a gente se pega por aí. E quer saber de uma coisa? Toda vez que a gente tá na cama, ela não para de falar de ti, sabia? Fica dizendo que tu é louco, que banca as paradas, mas que na hora do vamos ver debaixo dos lençóis tu deixa a desejar.

— Ela fala isso? A minha mulher fala isso de mim pra ti, seu desgraçado?! Pois eu quero ver se tu é tudo isso mesmo que ela diz. Eu quero ver com os meus próprios olhos. Quero que tu coma ela aqui agora, na minha frente, bem do meu lado!

— Ah, é? Tu tem estômago pra ver a tua mulher dando pra outro na tua própria casa, na tua sala? Se pagar bem o cachê, por mim tá fechado, chefe.

— Eu pago o quanto for preciso! Só quero ver o estrago. Come ela agora, vai! Quero ver tu fuder com ela até ela gritar o meu nome!

Porta aberta devagar, maquiagem fingida, corpo pegando fogo. Puxão pelo braço, olhos brilhando de tesão descontrolado.

— Vem cá, sua vagabunda! O teu amiguinho aqui disse que tu adora dar pra ele. Então vai ser agora, aqui na minha frente, na sala inteira, pra eu ver se é verdade!

Sorriso de canto, camisa tirada, corpo sarado e suado. Gemido safado fingido, uísque buscado pelo Nando.

Clima pegando fogo. Puxão com violência pela cintura, mão no cabelo, boca colada em fúria selvagem, língua explorando a outra em beijo molhado.

O italiano plantado de pé, olhos vidrados, respiração pesada, mãos trêmulas por cima da calça social, batendo punheta e apertando o pau duro e latejante.

Empurrão de leve em direção ao estofado, posição de bruços com a bunda empinada. Calça jeans puxada, ferramenta grossa livre, batendo nas coxas com som seco.

— Vai, meu Ita..., me fode como nunca fez, fode como meu marido com muita força. Me fode, me faça ser sua mulher de verdade!

Primeira estacada funda, corpo projetado pra frente, som ecoando pela sala inteira. O Nando gemendo baixinho, mordendo os lábios, acompanhando tudo transtornado de tesão.

— Isso! Meu amor, mete fundo nessa safada! Mostra que é tu quem eu desejo há muito tempo, que é tu quem está me fudendo, que é tu quem manda em mim!

O Jonas socando por trás, acelerado a cada vez mais, suas mãos nos quadris, estacadas fortes, secas e brutais. Segurando meus cabelos para trás, seu pau atolado na minha bucetinha, enquanto eu olhava para o Nando, imaginando ele no lugar do Jonas, desejando que aquele momento selasse a nossa união para sempre.

A emoção tomou conta de tal forma que a barreira do teatro começou a ceder, abrindo brecha para uma verdade muito mais profunda. O Jonas, percebendo o turbilhão que se formava na cabeça do Nando, parou o ritmo, olhou pros seus olhos e fez um gesto firme, chamando-o para participar de vez daquele momento. O italiano, tomado por um misto avassalador de posse, ciúme primitivo e uma paixão que transbordava, entendeu que não podia mais ficar de fora.

O meu grande amor secreto se aproximou, despindo-se de qualquer vestígio de orgulho ferido, e a cena ganhou contornos de uma intensidade indescritível. O safado do Jonas cedeu o espaço com uma compreensão impressionante, posicionando-se ao lado enquanto o Nando assumia o controle com uma força nova, transformando o que era simulação em uma entrega absoluta.

Nesse instante, fui puxada pro colo do Nando. Sentei de frente, olhando diretamente nos olhos dos dois, com o peito explodindo de sentimentos contraditórios e reais. Envolvi o seu rosto com as mãos e declarei:

— Olha pro Jonas, meu amor... mas pra mim é tu! Sempre foi tu!

O clima na sala mudou de figura, transformando-se em um santuário de intimidade, emoção e aceitação mútua. O Jonas permaneceu ali por perto, sentado no canto da sala, com um olhar de respeito, carinho e cumplicidade, observando cada movimento daquele desfecho que ele mesmo ajudou a tornar possível, agindo como o elo improvável de uma loucura que nos salvou.

O italiano me acolheu com uma postura completamente nova, livre de qualquer máscara, armadura ou insegurança do passado. O olhar dele brilhava com uma intensidade que eu nunca tinha visto antes, carregado de uma emoção profunda e genuína, transbordando de um amor que finalmente encontrava o seu caminho de volta.

Aquele momento era muito mágico, era muito esperado. Infelizmente aconteceu naquela situação doida, mas eu e o Fernando conseguimos recolher ali tudo o que nós precisávamos para curar as nossas feridas, lavar a alma e reacender aquela paixão de uma maneira tão visceral e verdadeira.

Ele se entregou a mim por inteiro em uma sequência inesquecível. Metia em mim com tanto carinho, tanta vontade, tanta delicadeza e tanta paixão que parecia querer compensar o tempo perdido. Socava tudo, mas com uma agressividade suave, gostosa de sentir, que fazia o meu corpo inteiro estremecer.

Seu pau estava todo atolado dentro de mim, preenchendo cada espaço do meu corpo e da alma de um jeito único. Eu nunca tinha visto o seu pau duro daquela maneira; era a primeira vez, ou melhor, a primeira vez de verdade em tudo. Ele sabia transar tão bem, sabia mexer aquele órgão imenso dentro de mim com uma maestria e uma sensibilidade que me tiravam o chão.

Seu pau preenchia cada centímetro, e o som das suas bolas batendo ritmadamente contra a minha bunda misturava-se aos nossos gemidos. Era tão gostoso, tão esperado, tão romântico e tão real. Tão real não... era real! Era a minha história, a minha vida mudando ali, naquele exato momento, enquanto o mundo lá fora simplesmente deixava de existir.

O Jonas peladão, sentado no canto, olhava pra nós naquele nosso novo mundo, naquele nosso novo espaço, assistindo com um sorriso sincero no rosto. Aquele amor estava se reacendendo de uma forma louca e profunda, algo que eu nunca tinha tido e que o Fernando provavelmente também nunca experimentara. Era o nosso momento sagrado, mas o Jonas precisava estar lá, pois foi ele quem possibilitou essa catarse com a sua lealdade e cumplicidade.

Depois que tudo terminou e o vulcão de sentimentos se acalmou, nós três ficamos atirados no sofá, exaustos, suados e com a alma lavada, eu no meio deles recebendo todo aquele carinho sem julgamentos.

Me levantei devagar e fui pro banheiro retocar o rosto, deixando os dois sozinhos na sala por alguns instantes.

Pela fresta da porta, ouvi a conversa sincera e definitiva dos dois:

— E aí, cara? Fala a verdade pra mim... tu curtiu mesmo comer ela ou foi só pelo dinheiro que eu te paguei?

— Ah, chefe... pra ser sincero com tu? A Letícia, tua mulher, porra meu, é uma pessoa incrível, mulher de uma índole perfeita, mulher verdadeira, justa, carinhosa e te ama muito. Mas porra seu, é uma delícia na cama, fode como poucas mulheres que eu já tive. Mas tu cara sabe que no fim das contas, ela é só, só tua meu, sei que tu também tem um carinho incrível por ela, como ela tem por ti e eu, pô meu!! Eu aqui sou um nada, e tu sabe disso não é?! Cara, tu tem uma mulher que muitos homens matam mil leões pra estar com essa mulher, e tu a tem aqui, aqui sempre. Vocês dois se amam e não querem admitir.

O Fernando olhando pro Jonas em silêncio, absorvendo cada palavra, e bebeu o restante do uísque de uma vez só. Em seguida, levantou a cabeça, respirou fundo e chamou alto:

— Ei, ei Let!! Letícia!! Vem aqui!!

— Ou, fala! Tô indo!

Caminhei até a sala, com o coração na boca, sentindo que a nossa vida inteira estava sendo decidida ali.

— Tenho que te falar o que eu tinha dito antes de tudo isso acontecer.

O italiano olhou pro Jonas, sorriu com profunda gratidão, apertou a sua mão com firmeza agradecendo de coração tudo o que ele falou e fez por nós. Depois, virou-se para mim, com os olhos rasgados de uma emoção limpa:

— Meu Deus... eu estava esperando esse momento... Tu... tu, tu quer ser... a minha esposa legalmente?

— Eu? E... eu? Não existe nada mais importante que isso!

Ele deu uma risada leve, ajeitou as bermudas e disse:

— É, agora é a minha deixa, obrigado por tudo, tô indo!!

Ele me deu um beijo carinhoso no rosto, sussurrou no meu ouvido:

— Seja feliz, muito feliz, minha grande amiga... mas esse homem é incrível, muito incrível.

— Tô indo, amigão! Valeu mesmo, cara!

Se passaram 4 meses desde aquele dia transformador. Hoje estou esperando o nosso primeiro filho há dois meses, e o Nando, com o olhar mais radiante do mundo, já selou a nossa história dizendo que o nome do nosso menino será Jonas.

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