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Meus filhos?

Um conto erótico de Daniel
Categoria: Heterossexual
Contém 7620 palavras
Data: 20/08/2026 15:05:05
Última revisão: 21/08/2026 09:50:20

Obra fictícia com um pouco de devaneios.

Meus filhos?

Meu nome é Danilo. Sou um homem comum de trinta anos. Minha esposa, Karla, tem vinte e oito anos, 1,60m de altura, é loira e tem um corpo escultural. Nos conhecemos numa festa, namoramos por dois anos e nos casamos. Eu já trabalhava na engenharia de software em uma grande empresa.

Meu melhor amigo, Neto, conheceu a irmã mais velha de Karla, Bete, no nosso casamento. Eles começaram a namorar e, em menos de um ano, se casaram. Bete era um ano mais velha que Karla, tinha cabelos ruivos e era uns cinco centímetros mais alta. Neto tinha a minha altura, cerca de 1,83 m e 82 kg.

Neto era engenheiro, mas na falta de trabalho em sua área, ele conseguiu emprego em uma construtora para fiscalizar as obras.

Não ganhava muito, mas dava para o sustento.

Alugamos casas vizinhas em um bairro muito bom, que ficava entre nossos dois locais de trabalho. Bete e Karla conseguiram empregos de meio período como vendedoras em lojas do shopping local.

Neto e Bete tiveram três filhos nos primeiros cinco anos de casamento. Nós não tivemos tanta sorte.

No nosso quinto ano de casamento, Karla anunciou que estava grávida da nossa primeira filha, Margarete que chamamos de Meg. Karla ficou tão feliz! Tínhamos tentado ter um filho durante cinco anos. Fizemos exames e a minha contagem de espermatozoides estava muito baixa. Mas o médico indicou que, dadas as circunstâncias certas, mesmo com uma contagem baixa de espermatozoides, seria possível gerar um filho.

Nunca me esquecerei daquele dia em que Karla me contou que estava grávida. Ela entrou na sala de estar e pulou no meu colo. Me abraçou forte e me deu um beijo enorme e molhado nos lábios. Segurou meu rosto com as mãos, olhou-me nos olhos e anunciou:

—Bem, Sr. Danilo, gostaria de anunciar que o senhor vai ser papai!

Fiquei eufórico. Agarrei sua cintura com força e perguntei:

—Tem certeza, querida? Quer dizer, estamos tentando há tanto tempo. Isso é certeza mesmo?

Karla apenas sorriu para mim e acenou com a cabeça.

—Sim, descobri hoje! Deve ter acontecido naquela noite em que assistimos aquele filme pornô. Eu sei que estávamos muito a fim um do outro naquela noite!"

Lembrei-me daquela noite e assenti com a cabeça.

—Ah, sim, nós dois fomos duas feras naquela noite, não fomos? Dei uma risada e a abracei novamente.

A gravidez foi normal e Karla deu à luz uma linda menina. Nós a chamamos de Meg e, por três anos e meio, tivemos uma vida maravilhosa juntos.

Tudo isso acabou quando Meg estava se preparando para entrar nas aulas de pré-escola. Tínhamos que levá-la para tomar as várias vacinas exigidas pela escola e realizar outras tarefas diversas. Uma dessas tarefas causou a ruína da nossa família.

Tive que levar a Meg à escola para um dia de coleta de sangue. Esse exame era para garantir que a escola tivesse um registro preciso do tipo sanguíneo de cada criança, caso surgisse alguma emergência que exigisse transfusões de sangue imediatas. Essa prática tornou-se comum devido ao aumento das contaminações por vírus gripais, em todo o país.

Chegamos e Meg chorou quando a enfermeira coletou a pequena amostra de sangue. Nós dois a consolamos depois e ela logo parou de choramingar. A enfermeira olhou para mim e disse:

—Sr. Danilo, posso coletar uma amostra de sangue do senhor e inseri-la no banco de dados também. Isso nos permitirá saber se devemos usar o senhor ou sua esposa como doadores de sangue para Meg, caso seja necessário.

Achei que era uma boa ideia, então deixei a enfermeira coletar uma amostra do meu sangue. Arregacei a manga da minha blusa e peguei a mão da Meg, sem pensar duas vezes, e saí da escola. Meg e eu fomos tomar sorvete juntas.

Dois dias depois, no meu escritório, recebi uma ligação da enfermeira. Levei um segundo para reconhecê-la quando ela me disse o nome. Ela disse que era a enfermeira da escola que havia coletado as amostras de sangue. Eu disse:

—Oi. Está tudo bem com as amostras? Fiquei surpreso em receber sua ligação.

—Não, nem tudo está bem com as amostras. Não sei bem como lhe dizer isso. Acontece de vez em quando com o marido ou a esposa de uma criança que testamos.

—O que acontece? — Perguntei.

—Meg tem sangue tipo O+. Você tem sangue tipo AB.

—E daí? Isso só significa que minha esposa, Karla, será a doadora de sangue no futuro, certo?

—Bem, Sr. Danilo, quer dizer que isso não implica na vida da Meg dentro da escola, mas vcs deviam ter nos alertado que ela é adotada.

—Como assim, ela não é adotada.

—Bem, isso significa que o senhor não pode ser o pai biológico de Meg.

A luz na sala diminuiu ao meu redor, meus ouvidos zumbiram tremendamente e minha mão que segurava o telefone começou a tremer.

—O quê?! Eu... quer dizer... O quê?! Como assim eu não sou o pai da Meg? — Eu exclamei, boquiaberto.

—Não existe nenhuma possibilidade médica de uma pessoa com sangue tipo AB ser progenitora de uma criança com sangue tipo O.

O sangue simplesmente não funciona dessa maneira. Eu esperava que você me dissesse que Meg foi adotada, mas pela sua resposta, percebo que não é o caso. Sinto muito pelas implicações que isso possa ter para você. — Disse a enfermeira, em tom de desculpas.

Não me lembro se respondi a ela. Só me lembro de mais tarde perceber que ainda segurava o telefone e que um tom de discagem estava zumbindo no meu ouvido.

Isso significa que Karla está me traindo. Ou pelo menos estava me traindo com alguém quando engravidou. Ela nunca mudou de atitude ou comportamento comigo. Nunca notei nada que indicasse que ela estivesse transando com outra pessoa.

Como posso descobrir com quem ela estava? Ela ainda está se encontrando com ele? Ela pode me trair tão facilmente a ponto de nunca me dar nenhum sinal de que algo estava errado?

Refleti sobre isso por algumas horas no escritório e então decidi encerrar o expediente. Não queria ir para casa ainda porque estava furioso. Dirigi até o parque e comecei a caminhar pela trilha ao redor do lago. Tinha andado cerca de oitocentos metros quando me dei conta. Meg não é minha filha! Mesmo assim, tenho pago por seus cuidados e criação enquanto algum idiota qualquer, Don Juan, havia inundado o útero da Karla de esperma e me deixado com as despesas. E poderia ainda estar acontecendo. Maldita Karla, estava entregando a outro o que deveria ser só meu. MALDITA.

Eu amava Meg até a morte, mas ela não era mais minha filha.

Como a Karla pôde mentir para mim por tanto tempo sobre algo tão importante? Por que ela me usaria desse jeito? Eu ficava cada vez mais furioso quanto mais pensava nessa situação.

Me acalmei e comecei a pensar no que fazer. Um plano. Eu precisava de um plano.

Certo. Primeiro, vou levar a Meg a uma clínica em outra cidade para fazer um teste de DNA. Essa seria a prova final da traição da Karla.

A segunda coisa a fazer é descobrir se essa traição foi pontual ou se ainda está acontecendo. Vou precisar de umas escutas dentro de casa. Vamos ver se ela ainda conversa com o idiota sobre "a filha deles". Vamos ver se ela ainda se encontra com ele.

Se eles estiverem se encontrando, posso descobrir depois como obter provas em áudio ou vídeo dos encontros. E então poderei decidir qual a resposta apropriada tanto para minha esposa infiel quanto para o idiota que está comendo ela. Mas, primeiro as coisas mais importantes.

Pesquisei na internet e encontrei, não um gravador, mas micro câmeras sem fio. Assim, se ela estivesse falando ou se encontrando com ele, eu conseguiria gravar tudo. O vídeo era gravado em um micro cartão sd. Eu podia reproduzir o conteúdo do cartão no meu laptop. Então espalhei algumas pela casa em pontos estratégicos e escondidas.

Kim chegou em casa uns 15 minutos depois que terminei minhas instalações. Ela tinha pego Meg na escola a caminho de casa. Ela estava como sempre, carinhosa. Me abraçou e me beijou. Me afastei porque não queria nenhuma intimidade com ela. Eu ainda estava fervendo de raiva por dentro.

Ela parou e olhou para mim.

—O que foi? Você está bravo com alguma coisa?

—Não, eu só estou muito cansado, o trabalho tá me matando. — Menti.

—Então, por que você não vai sentar e brincar com nossa filha enquanto eu preparo o jantar? — Sugeriu Karla.

Nesse momento, eu estava fervendo de raiva. "Nossa filha? Quem ela pensava que estava enganando?"

Sentado na sala de estar com Meg no colo, comecei a estudar suas feições atentamente pela primeira vez. Talvez algo em suas feições me desse uma indicação de quem era o pai. Observei seu queixo, nariz e olhos. Talvez eu veja um cara com uma ou mais dessas feições. Na verdade, eu jurava conhecer alguém com o mesmo nariz arrebitado e os mesmos olhos castanhos intensos. Mas de onde?

De alguma forma, consegui terminar o jantar e fui para a cama uma hora antes da Karla. Fingi dormir quando ela veio para a cama. Ela tocou meu ombro, mas não respondi. Ela suspirou e rolou para o lado. Logo pude ouvir sua respiração profunda. Fiquei me revirando na cama a maior parte da noite. Ainda me incomodava o pensamento persistente de que eu conhecia aqueles olhos de algum lugar. Fiquei fissurado e determinado a descobrir quem era o pai da Meg e de punir tanto minha esposa puta infiel, quanto o babaca miserável que havia me roubado a paternidade da minha filha.

A manhã chegou. No café da manhã, disse à Karla que tinha a manhã de folga e queria levar a Meg ao parque. Ela concordou imediatamente. A rapidez com que concordou me fez hesitar. Será que ela entraria em contato com o amante enquanto eu estivesse com a Meg?

Levei a Meg até o laboratório onde coletaram amostras da nossa boca para o teste de DNA. Depois, a levei ao parque e me certifiquei de que ela se divertisse tanto nos brinquedos que a clínica fosse completamente esquecida.

Naquela noite, Karla disse que tinha uma reunião na igreja sobre algum comitê e que iria com a Bete e o Neto. Ela saiu de casa às sete e foi até a casa deles, que ficava ao lado.

Assim que Karla saiu, preparei Meg para dormir, a aconcheguei na cama e fui para as câmeras pra trocar os cartões.

Retirei os cartões e levei para a minha bancada na garagem junto com meu laptop.

Com as mãos trêmulas, cliquei no ícone de reprodução na tela do laptop. As primeiras conversas foram sobre tarefas domésticas normais. Conversar com o pintor, combinar a inscrição da Megan em uma aula de balé e coisas do tipo. Nenhum movimento fora do normal nas filmagens

A quinta conversa foi entre Karla e Bete.

Bete disse: "Ei, garota, você está pronta para hoje à noite?"

"Sim. Mal posso esperar", respondeu Karla.

"Bem, espero que desta vez dê certo. As últimas quatro vezes foram um fracasso total. O Neto também está ficando exausto."

"Neto é um cara legal e você tem sorte de tê-lo", disse Karla.

"Tem certeza de que Dan não suspeita de nada?"

Karla deu uma risadinha: "Nada. Ele não tem ideia! E eu quero que continue assim!"

"Sem problemas. Ele não descobriu da última vez, então não vai descobrir desta vez", respondeu Bete.

"OK, te vejo esta noite."

Que diabos? Bete também estava envolvida nisso? Ela tolerava a traição de Karla? Neto também sabia, pelo que parecia. Aliás, parecia que eles estavam envolvidos na organização dos encontros ilícitos entre Karla e seu amante.

Eu estava tão deprimido nos últimos dias que quase pedi conselhos ao Neto, meu amigo mais antigo e querido. Agora, depois de ouvir essa conversa, fico feliz por não ter feito isso. Claro, eu não tinha ideia em quem podia confiar naquele momento.

Fiquei humilhado com a ideia de que meu melhor amigo e a irmã da minha esposa pareciam fazer parte da conspiração contra mim.

Fiquei furioso com a ideia de que eles aprovaram toda a situação.

Eu sabia que ela estava obcecada pra ter filhos, mas não pensei que seria capaz de uma barbaridade dessas.

Eu precisava de tempo para resolver tudo isso melhor.

Os resultados do teste de DNA levaram 10 dias para ficarem prontos.

Tomei coragem e abri o envelope. Era tão ruim quanto eu imaginava. Megan não podia ser minha filha nem 1%. Deixei o relatório cair e chorei com as mãos no rosto por vários minutos.

Recompondo-me, liguei para meu supervisor e disse que não estava me sentindo bem. Saí e dirigi até o meu bairro. Fiquei surpreso ao ver o carro de Neto estacionado na minha garagem. A traseira do carro de Karla era visível através da porta aberta da garagem.

Estacionei o carro na metade do quarteirão e disquei o número da Karla no meu celular. Vários toques se passaram antes que ela atendesse.

—Oi, querido! Estou muito ocupado agora. Posso te ligar daqui a uns 30 minutos? — Karla parecia estar sem fôlego.

—Te peguei numa hora ruim? — Perguntei.

—Sim, tenho cola de papel de parede por todas as paredes do terceiro quarto. Vou remover o papel e colocar um novo. Não posso deixar o papel secar agora.

Ao fundo, achei ter ouvido uma voz masculina sussurrando: “Não tenho muito tempo, querida. Tira o Dan da linha e vamos começar!"

Percebi que Karla conteve uma risadinha e, após um momento de hesitação, disse:

—Dan, eu realmente preciso ir, não posso deixar essa gosma secar. Te ligo daqui a meia hora, tá bom?

Tudo o que consegui dizer foi "OK".

Quando eu estava prestes a desligar, ouvi a voz de Karla:

—Dan, pode ser uma hora a mais! Obrigada, querido.

Fiquei sentado no meu carro, desesperado com essa nova evidência. O carro do Neto estava na minha casa. A Karla estava obviamente entretendo alguém, pelos sussurros e risadinhas que eu ouvi. Será que o Neto seria tão grosseiro a ponto de trazer o amante da Karla para a nossa casa? Ela estava transando com ele na nossa cama?

De repente, pensamentos ainda piores me vieram à mente. Será que Neto estava mais envolvido nisso do que apenas instigando? Será que ele poderia ser um participante?

Isso parecia impossível, porque obviamente Bete sabia de tudo o que Karla estava fazendo. Bete certamente não aprovaria Neto se envolvendo com sua irmã. Nossa, que coisa mais sórdida, só de pensar que uma irmã permitiria conscientemente que o marido usasse a outra. Certamente Karla não me permitiria ter uma intimidade dessa com minha cunhada. Isso eu tenho certeza.

Mas, qual é o envolvimento de Neto? Ele obviamente sabia muito sobre o que estava acontecendo.

Eu estava absorto em pensamentos sobre tudo isso quando vi Neto sair da minha casa e entrar no carro. Ele foi na direção oposta e desapareceu na esquina.

Que diabos? Onde está o outro cara? Ele ainda está lá dentro? Quantas transas a Karla aguenta numa tarde?

Poucos minutos depois, Karla saiu pela porta e trancou o portão. Ela vestia um roupão e seu cabelo estava molhado, como se tivesse acabado de sair do banho.

Será possível? Neto estava mesmo tendo um caso com ela? Não consigo acreditar. Devo estar completamente enganado. Mas que outra explicação poderia haver? Eu estava totalmente desmoralizado. Meus melhores amigos, minha esposa, minha filha, tudo uma farsa.

Antes de ligar o carro pra voltar pra casa, meu celular tocou. Era a Karla.

—Oi, querido. Já terminei o papel de parede por hoje. Vou lá, cortar o cabelo e pegar a Meg. Vou levar pizza para casa. Só não estou com vontade de cozinhar hoje à noite. Esse serviço acabou comigo.

Tudo o que consegui responder foi: "OK, te vejo em casa mais tarde."

Voltei para casa e encontrei a cama do quarto principal sem lençóis. Aparentemente, eles estavam na máquina de lavar, que ainda estava funcionando. "Então a vadia e o idiota estão usando nossa cama para a fornicação deles?", pensei.

Coloquei uma das câmeras dentro de um abajur no canto da parede pegando a cama toda. Também troquei o cartão de memória das outras câmeras e o levei comigo quando saí de casa. Dei uma olhada no quarto que ela disse que estava colando papel de parede e parecia que ninguém havia estado ali hoje.

Saí de casa e dirigi até o parque.

Coloquei o pen drive no laptop e ouvi a primeira conversa telefônica da minha esposa naquele dia. Era com o Neto.

"Olá, Karla."

"Oi, querido", respondeu ela.

"É seguro ir pra sua casa?"

"Ah, sim, o Dan já saiu para trabalhar e temos a manhã inteira para fazer um bebê."

"Ótimo. Chego aí em vinte minutos. Fique bem quentinha para mim."

"Vou começar a me masturbar agora mesmo!" Karla deu uma risadinha. Ouvi o telefone desligar.

Então o Neto está ficando com a Karla. Será que a Bete vai falar alguma coisa sobre isso? Aposto que ela vai ficar furiosa... Espera aí! Pelo que ouvi em outras conversas, a Bete sabe disso. Que diabos está acontecendo? Nesse momento, minha confusão era total.

Fiquei no parque até a hora normal de voltar do trabalho. Cheguei em casa e encontrei minha esposa e minha filha preparando o jantar e rindo de algum desenho animado que passava na TV da cozinha. Fiquei triste ao ouvir aquelas risadas. Elas logo cessariam.

Mais uma prova e eu iniciarei o processo de divórcio e processarei o pai da Meg para reaver a pensão alimentícia atrasada e futura. Aguardarei até lá.

********

Esperei quatro dias, até o fim de semana, para trocar o cartão de memória da câmera do quarto. Tive que esperar até que Karla fosse ao supermercado no sábado. Em pelo menos um desses quatro dias, os lençóis da cama cheiravam a frescor e limpeza, como se Karla os tivesse lavado novamente.

Levei o laptop e o pen drive para a garagem, conectei-os à tomada e cliquei em reproduzir.

Essa câmera grava apenas quando há movimento ou sons ao redor, então não havia muito gravado além de nós mesmo. Até aquela manhã.

Eles entraram no quarto, mas Karla jogou suas roupas sobre o abajur e tapou a visão da câmera. Só me restando o som da conversa e os sons que ouvi partiram meu coração. Era definitivamente Neto falando. Era definitivamente Karla ofegando e gemendo, e depois sua voz continuando uma conversa carinhosa e afetuosa com Neto. Era evidente o desejo dela de que Neto fosse o pai de todos os seus filhos. A conversa deles confirmou que Meg era dele e não minha.

Essa conversa selou o destino deles. Eu teria até terça-feira para preparar minha vingança, mas a espera valeria a pena.

Na segunda-feira, informei meu advogado sobre os fatos. Ele começou a preparar os papéis de divórcio e outros documentos legais cíveis para serem entregues na terça-feira. Fui ao banco, saquei todo o dinheiro e a poupança que guardávamos para poder comprar a casa. Abri uma nova conta em outro banco. Cancelei todos os cartões de crédito. Informei à concessionária do leasing do carro da Karla que eu não seria mais responsável por suas dívidas.

Na segunda-feira à noite, fui cortado financeiramente de Karla e garanti que ela ficaria com metade dos bens do casamento, como meu advogado havia me dito para fazer.

A gravação do quarto indicava que mais uma relação sexual entre o casal de infiéis havia ocorrido na segunda-feira. E tudo indicava que planejavam repetir a dose na terça-feira.

Peguei todos os documentos com o advogado às 15h e dirigi até o parque. Simplesmente sentei e fiquei olhando fixamente para frente por mais de uma hora. Sim, era isso. Se eu não terminasse com isso hoje, acho que não aguentaria outra humilhação. Eu desmoronaria e faria algo que me arrependeria.

Voltei para casa dirigindo e fiquei sentado na cozinha esperando Karla chegar. Os papéis do divórcio estavam no meu carro e eu os pegaria assim que Meg fosse dormir.

Karla entrou animada às 17h com Meg a tiracolo e disse:

—Meg, querida, vá para o seu quarto e guarde suas coisas, preciso falar com o papai rapidinho.

Meg me deu um abraço e um beijo na bochecha e, obedientemente, foi para o quarto dela. Karla olhou para mim e sorriu. Ela caiu na gargalhada e me abraçou. Disse:

—Dan, tenho uma notícia maravilhosa. Vamos ser pais de novo! — Fiquei paralisado. Não conseguia acreditar no que tinha acabado de ouvir. Karla estava tentando fazer passar o filho bastardo do Neto como meu de novo. Neto ia aproveitar todos os benefícios e me deixar criar os bastardos dele? E Karla estava concordando com isso. Era óbvio que ela não me amava mais e provavelmente não estava mais apaixonada por mim pelo menos nove meses antes do nascimento da Meg.

Por Deus, desta vez não vou tolerar essa humilhação!

Eu me levantei de um salto e empurrei Karla para longe de mim com toda a minha força. Ela bateu com força na parede e deslizou até o chão. Olhando para mim com os olhos arregalados, ela disse:

—Dan, o que foi? Por que você fez isso? Você não está feliz com a minha gravidez, nosso novo bebê?

Comecei a rir histericamente.

—Nosso novo bebê? NOSSO novo bebê? Quem você pensa que está enganando, sua vadia? Vc sabe fazer conta sua burra, a gente não transa a mais de um mês, sua imbecil. IDIOTAAA.

Eu sei que esse desgraçado que você está carregando é do Neto! E eu sei que a Meg também não é minha. Você achou que ia se prostituir a vida toda e me deixar pagando as contas dos filhos bastardos daquele filho da puta? Achou que eu era tão idiota que nunca ia descobrir?

Karla balançava a cabeça entre as mãos.

—Dan, por favor, deixe-me explicar, não é o que você --.

—Cala a boca, sua piranha! Já chega das suas mentiras. Você mente para mim há pelo menos quatro anos. Agora chega!

Karla tentou se levantar e escorregou de volta.

—Como você descobriu? Fomos tão cuidadosos. Eu nunca quis te machucar ou...

—Que parte de "cala a boca" você não entendeu? Você não passa de uma vagabunda. Se não fosse pelos seus filhos serem todos uns bastardos, eu os tiraria de você como uma mãe incompetente e promiscua e ainda por cima, muito burra, pra um filho ser meu, ao menos vc deveria transar comigo sua idiota burra. — Karla recuou em choque.

—Não era para ser assim. Neto disse ---.

—Não diga o nome dele de novo. Nunca. Não na minha presença. Quero saber uma coisa. Quantas vezes vocês dois transaram? Centenas, provavelmente, né?

Karla balançou a cabeça e tentou responder entre soluços.

—Só fizemos isso umas dez vezes, talvez.

—Eu não pedi um orçamento, pedi? Quantas vezes? — Gritei.

—Certo, uma dúzia de vezes nos últimos quatro anos e meio. Isso te deixa feliz em saber?

Fiquei vermelho de novo. Neto estava mesmo tentando me empurrar mais um dos seus bastardos para os meus cuidados. Karla vinha dando pra ele por quase metade do meu casamento. Chega! Esse homem merecia uma surra. Olhei em volta e vi meu taco de beisebol perto da porta da cozinha. Interrompi Karla no meio da frase e corri até a porta e peguei o taco. Olhei para o meu relógio. Neto devia estar chegando a qualquer minuto. Saí correndo pela porta dos fundos em direção à casa deles.

Karla gritava comigo da porta, por favor, espera, me deixa te explicar, e para, por favor, não machuque o Neto. Tudo o que eu ouvia era ela dizendo o nome do Neto. Não machucá-lo? Que droga, eu quero é matá-lo agora mesmo. Isso seria ótimo.

Ela correu de volta para dentro de casa. Ouvi o telefone de Bete tocar quando me aproximei da cerca viva da entrada da garagem deles. Karla estava tentando avisá-los de que eu ia dar uma lição naquele idiota.

Vi o carro do Neto virar a esquina e ele entrou na garagem. Nesse instante, o telefone dela parou de tocar. A Bete deve ter atendido.

Neto abriu a porta do carro e saiu. Eu saí de trás dos arbustos. Ele me viu e sorriu.

—E aí, Dan, tudo bem?

Ele congelou de repente ao ver meu rosto. Ele sabia que eu sabia. Levantei o taco e corri em sua direção. Ele tentou dizer algo como "Dan, não é o que você está pensando, eu só estava tentando... OOHHH!" Ele não terminou a frase porque eu o acertei com o taco com toda a minha força.

Ele ergueu o braço direito na tentativa de bloquear o movimento do taco. O taco acertou seu antebraço com um som delicioso de osso quebrando. Ele gemeu em agonia. Soltando o braço quebrado, tentou recuar, mas foi bloqueado pelo próprio carro.

Acertei-lhe a cabeça com o taco e ouvi outro som delicioso de osso quebrar. Ele caiu feito um saco de batatas amontoado.

Nessa hora, Bete saiu correndo de casa gritando comigo:

—Dan, para por favor, vamos explicar, não é bem isso que você.... — Ela não terminou a frase porque eu a empurrei com força. Ela caiu na entrada da garagem, sem conseguir respirar.

Passei por cima de Neto e me posicionei entre suas pernas como se fosse uma tacada de golfe. Acertei-o na virilha com o taco, usando toda a minha força. Senti o impacto. Ele se encolheu em posição fetal.

—Neto, seu desgraçado. Você transou com a Karla pelo menos uma dúzia de vezes que eu sei. Por isso, vou te bater uma dúzia de vezes, e se eu errar algum, eu recomeço. Vamos ver se você consegue engravidar outra mulher depois de hoje.

Abri as pernas dele e, balançando o taco com toda a força que tinha, acertei-o bem nos testículos. Várias e várias vezes... doze vezes. Na sexta ou sétima vez, a virilha dele começou a sangrar muito. Na décima vez, ele vomitou. Segurei-o pelos ombros e o virei de lado.

—Você não vai se engasgar com o próprio vômito, seu desgraçado. Eu não vou para a prisão por te matar, embora eu quisesse te mandar para o inferno agora mesmo.

Bete conseguiu se ajoelhar com dificuldade, mas ainda não conseguia falar por falta de ar. Ela segurava uma das mãos e me implorava com o olhar para que eu parasse. Ela balançava a cabeça negativamente sem parar.

Depois de dar umas dez tacadas nos testículos do bom e velho Neto, Karla correu até ele.

—Dan, por favor, para com isso. Não o machuque mais. Por favor, ele não tem culpa, precisamos te explicar essa confusão. Você pode se controlar?

—Me controlar? Sua mentirosa! Você engravidou desse desgraçado não uma, mas duas vezes e tentou fazer parecer que os filhos são nossos? E você quer que eu me controle? Que se dane você. Você provavelmente já foi usada por metade dos homens da cidade. Tenho certeza de que você e sua irmã adoraram dividi-lo.

Karla apenas balançou a cabeça em sinal de desabafo. Olhou para Neto desfalecido e começou a chorar novamente.

—Então você sente pena desse idiota, sua vadia? Deixa eu te mostrar o que acontece com amigos infiéis. — Com isso, eu golpeei a virilha de Neto mais duas vezes. A virilha dele estava agora vermelha e uma poça de sangue cercava seus quadris no chão. O assento das calças dele indicava que ele havia se cagado e mijado.

Olhei para Karla e para Bete.

—Espero que vocês duas tenham se fartado do amante de vocês, porque ele nunca mais vai satisfazer nenhuma de vocês. Ele está bem sexy agora, não está? Todo coberto de sangue, xixi, merda e vômito. Não parece mesmo um garanhão?

Ele nunca mais vai usar esse equipamento em ninguém. — Eu disse enquanto jogava o taco na frente da Karla.

—Eu ouvi você dizer o quanto gostava das bolas dele, então fique com o taco. Ainda tem alguns pedaços do que sobrou daquelas bolas nele. Você pode guardar para sempre.

Dito isso, voltei caminhando lentamente para casa.

Subi as escadas e tomei um banho para tirar o sangue do Neto de cima de mim. Joguei as roupas que estava usando no chão do banheiro, desci e me servi de uma cerveja.

Sentei-me à mesa da cozinha e bebi minha cerveja. Ouvi sirenes e pneus cantando na casa ao lado. Ouvi as vozes de Bete e Karla gritando e, mais tarde, gritos novamente, pouco antes de uma ambulância sair com as sirenes ligadas. Devem estar contando às autoridades o quão louco eu estava. Quem se importa?

Por fim, dois policiais entraram pela porta da cozinha com as armas em punho. O maior dos dois apontou a arma para mim e ordenou que eu me jogasse no chão e não me movesse. O outro me algemou e leu meus direitos.

Eles não disseram uma palavra durante todo o caminho até a delegacia. Eu não disse uma palavra sobre o que aconteceu. Se a polícia me fazia alguma pergunta, eu respondia sim ou não. Dei a eles meu nome e endereço. Pedi para falar com meu advogado.

O que o amanhã reserva, eu me pergunto? Acho que vou cumprir pena por agredir aquele filho de uma puta. Tenho certeza de que as mulheres vão inventar uma história para explicar minha raiva sem abrir mão do amante em comum.

*********

Na manhã seguinte, fui indiciado por agressão e tentativa de homicídio. Olhei ao redor do tribunal e lá estavam Karla e Bete sentadas na primeira fila. Pareciam não ter dormido nada a noite toda. Dei uma risadinha: "Bem-vindas ao clube. Eu também não dormi muito bem ontem à noite."

Meu advogado declarou minha inocência. Ele queria que eu considerasse alegar insanidade temporária, já que o julgamento está próximo. Eu disse a ele que pensaria a respeito, porque sabia que devia estar insano na época em que causei todos aqueles danos físicos ao Neto. Na verdade, não me lembro de muita coisa agora.

O juiz fixou minha fiança em 15 mil. Karla e Bete cochicharam entre si e depois assentiram em concordância. Elas se levantaram e saíram da sala. Fui levado de volta para a cela enquanto meu advogado tentava conseguir o dinheiro para a fiança.

Passei quatro dias preso. Toda a minha raiva havia desaparecido. Foi substituída por um vazio frio, uma sensação de insensibilidade por ninguém. Meu advogado disse que Karla o havia contatado no terceiro dia e que desejava se encontrar com ele. Eu disse que tudo bem, mas que não me comprometesse com nada.

O advogado apareceu na manhã seguinte e me disse que Bete e Karla queriam pagar minha fiança. Neto, Bete e ela retirarão todas as acusações e se recusarão a depor se eu simplesmente me encontrar com eles no quarto do hospital onde Neto está internado. Então, se eu concordar com o encontro, posso sair da prisão às 15h e a reunião pode ser realizada às 17h.

Concordo, mas fico pensando que tipo de conversa fiada os três vão tentar me vender. Duvido que Neto fale muito, já que a mandíbula dele estava travada por causa da pancada que eu dei na lateral da cabeça dele com o taco.

Meu advogado me acompanhou da prisão às 3h30 e sugeriu que fôssemos à minha casa para que eu pudesse pegar roupas novas e tomar um banho. Karla deu a chave para ele e garantiu ao advogado que não haveria ninguém em casa para me causar problemas.

Tomei banho, fiz a barba e vesti uma calça social confortável e uma camisa polo.

Fui até meu carro e peguei as gravações de áudio das conversas no quarto, além dos documentos do meu divórcio e do processo judicial. Coloquei tudo na minha mochila do laptop, junto com o computador.

Fomos então para o hospital. Chegamos pouco antes das cinco horas e fomos direto para o quarto do Neto. Quando entramos, a conversa abafada que se desenrolava no quarto cessou. Neto simplesmente me encarou, e as mulheres tentaram sorrir.

Lá estava eu, parado na porta, olhando para minha futura ex-esposa, sua irmã imoral e meu ex melhor amigo. Eles me olharam com olhos tristes. Não vi raiva em nenhum deles. Vi tristeza. Que diabos foi tudo isso? Por que eles estão tristes por eu ter descoberto o bando de mentirosos e trapaceiros que eles são?

Houve um longo silêncio sepulcral. Finalmente, meu advogado pigarreou e disse:

—Vocês, senhoras, solicitaram esta reunião, então gostariam de explicar por que estamos aqui?

Karla se levantou da cadeira ao lado da cama. Parecia envergonhada e sem saber como começar. Finalmente, disse:

—Dan, eu... sentimos muito. Houve sexo entre Neto e eu, mas foi apenas para ter um bebê. Não houve e não há amor entre nós. Bete sabia de tudo isso e foi ideia dela. Por favor, nos perdoe por mentirmos para você. Nunca pretendemos que você descobrisse. Esperávamos que você fosse para o túmulo pensando que Meg e nosso novo bebê eram seus. Essa era minha esperança.

—Fazer um bebê? Que diabos você está falando? — Perguntei.

—Bem, depois de tanto tempo, ficou claro que, com a sua baixa contagem de espermatozoides, nunca iríamos conceber um filho. Eu estava ficando desesperada por um bebê. Tive muitas conversas longas e angustiantes com a Bete sobre isso. Foi ela quem teve a ideia de que, obviamente, o Neto era um cara muito fértil. Vocês dois se parecem muito, então um bebê de qualquer um de vocês poderia facilmente passar pelo filho do outro.

—Demorou um pouco para ela convencer o Neto de que, se ele me ajudasse a ter um filho, nosso casamento seria mais forte e completo. Ela se inspirou nos sentimentos profundos que ele tem por você, seu melhor amigo, e ele finalmente cedeu à ideia.

—Então, há uns cinco anos, começamos a nos encontrar para fazer sexo durante meu período de ovulação. Bete nos permitiu usar o quarto dela para esses encontros. Ela foi maravilhosa nesse sentido.

—Depois de seis tentativas, engravidei da Meg. Neto ficou muito feliz por ser pai novamente, mas sabia que nunca poderia contar para você. Bete também ficou feliz por ter nos dado um presente tão maravilhoso.

—Eu queria que você e eu tivéssemos um filho; Neto e eu fizemos o nosso melhor para conseguir isso. O sexo foi simplesmente para ter um bebê. Não foi por prazer, amor ou luxúria. Foi pela nossa Meg. Recentemente, decidi que queria mais um filho, um menino, se possível, então conspiramos para ter outro bebê. Sinto muito que você tenha descoberto e tirado conclusões precipitadas.

—Então o sexo foi só para fazer um bebê? — Perguntei.

—Sim.

—E você só fez isso até saber que estava grávida?

—Oh, claro que sim. Depois disso nunca mais nos envolvemos fisicamente!

Olhei para Bete.

—E você sabia disso e estava tudo bem para você?

Bete sorriu tristemente e acenou com a cabeça.

—Tentamos dar o melhor presente possível para vocês dois. Sinto muito que tenha sido tão mal recebido. Deveríamos ter envolvido você no processo e torcido para que entendesse. Entendo por que está tão chateado agora, mas foi só para que vcs dois tivessem uma família.

Olhei fixamente para Bete e soltei um suspiro.

—Bete, não estou mais chateado com nada. Perdi toda a raiva, depois de dar a surra no Neto, Só lamento que você também tenha caído nessa.

Bete olhou para mim com um olhar interrogativo.

—O que você quer dizer? Essa é a pura verdade!

—Betty, eu tenho provas de que isso foi mais do que sexo para fazer um bebê. — Os olhos de Neto demonstraram preocupação, Karla começou a mexer no cabelo novamente, e Bete me olhou curiosa e perguntou:

—Que provas?

Karla soluçou:

—Não há provas. Eu não sou assim! Eu fiz isso pelas crianças, para termos a nossa família!

Neto assentiu com a cabeça em concordância com Karla.

Balancei a cabeça e respondi tristemente a Karla:

—Não, Karla, você pode ter pensado isso, mas uma pessoa objetiva que ouvisse vocês dois conversando pensaria diferente. Pode ter começado assim, mas não é mais assim. É?

—E como, diabos, você acredita que eu aceitaria criar os filhos de outro homem dessa forma. Vc acabou jogando tudo fora por um capricho seu. E as conversas dizem bem o contrário do que você afirma ser.

—Não sei o que você quer dizer. — Karla me encarou de volta, agora irritada por suas motivações estarem sendo questionadas.

—Muito bem, se vocês insistem em prolongar essa farsa, então vamos apresentar as provas e fazer algumas perguntas simples. Suas respostas a essas perguntas determinarão o futuro de todos nesta sala e de todas as nossas crianças.

Meti a mão na minha mochila do laptop, tirei o laptop e os cartões que estavam na câmera do quarto.

—Essa conversa foi gravada no nosso quarto, a última vez que eu sei que eles transaram. Aconteceu alguns dias antes da surra que eu dei no Neto. Essa foi a gota d'água para eu perdoar qualquer um dos envolvidos.

Os primeiros sons que ouvimos da gravação foram grunhidos e gemidos quase animalescos.

—Meu Deus, como você me deixa excitado, gata. — Ouvimos Neto gemer baixinho.

—Eu também, grandão. Nós sabemos muito bem como excitar um ao outro! — Karla ofegou.

Você podia ouvir os dois rindo entre as inalações.

—É uma pena que o equipamento do Dan esteja tão defeituoso. Ele podia estar aproveitando essa sua máquina incrível! — Neto riu.

—De jeito nenhum, meu gostosão, essa buceta agora é toda sua. E sempre será! Só metendo isso em mim, por favor. Isso, bem aí. Oh, sim!

Segundos depois, o som de uma mulher tendo um orgasmo intenso foi claramente ouvido na gravação.

—Meu Deus, Neto, você sabe mesmo como tratar uma buceta! — Karla riu.

Com esta última declaração, parei a reprodução. Os olhos de Bete foram ficando cada vez maiores à medida que a gravação continuava.

—Bem, Karla, esta conversa parece indicar que você deu para o Neto sempre que ele quis e do jeito que ele quis. Sim ou não? — Perguntei a ela.

—Não! Você precisa entender, nós ficamos sexualmente excitados durante essas sessões e dissemos muitas coisas que nunca quisemos dizer. Isso apenas intensificou a resposta sexual. Só isso. — Afirmou Karla.

Bete disse: —Não sei, parecia que vocês dois tinham se tornado verdadeiros amantes. Não gostei do que ouvi. Preciso pensar um pouco sobre isso.

—E suponho que o sexo oral foi apenas para estabelecer um nível mais alto de respostas de vocês dois? — Perguntei inocentemente.

—Com certeza! — Respondeu Karla.

Apertei o botão de reprodução novamente e as vozes voltaram.

—Vai Karla, desce aí e faz aquele boquete incrível que só você sabe fazer. Eu sempre adorei sua boquinha no meu pau. — Ouvimos Neto gemer.

Os olhos de Bete agora queimavam sua irmã e o marido, perfurando-os com o olhar.

Ouviram-se sons de movimento e, em seguida, sons de sucção. Passaram-se alguns minutos e ouvimos Karla dizer:

—Adoro mordiscar essas suas maravilhosas bolas que fazem bebês. Você está pronto para gozar agora?

—É, só mais algumas carícias com essa sua boca carinhosa e você pode ter todo o suco de bebê que quiser. KKKKKKK

Segundos depois ouvimos Neto aparentemente tendo um orgasmo.

Karla parecia estar falando de boca cheia. —Eu sempre adorei o gosto do seu esperma. É muito mais doce que o do Dan. Deve ser por causa de todos aqueles maravilhosos fabricantes de bebês nadando nele.

Parei a gravação novamente. —Então, Karla, acho que vocês dois descobriram uma nova maneira de engravidar, pela boca?

Nesse momento, Karla apenas baixou a cabeça. Bete caminhou até ficar na frente da irmã. Ela agarrou a irmã pelos ombros e a sacudiu. —Eu te dou o maior presente que uma irmã pode dar à outra, e o que você faz com ele? Você o transforma em uma orgia sexual suja e sórdida. Isso é traição sua piranha.

Bete soltou Karla, deu um passo para trás e então lhe deu um tapa estrondoso no rosto. Karla caiu para trás e a marca da mão de Bete ficou claramente visível na bochecha dela. —Sua vadia nojenta.

Interrompi: —Vou perguntar isso apenas uma vez. Você transou depois que descobriu que tinha alcançado seu objetivo de ter filhos?

Karla soluçou: —Não! Nunca!

—Ou você é muito burra, dissimulada ou não tem cérebro mesmo.

Suspirei e liguei a gravação novamente.

Ouvimos Neto perguntar a Karla: —Quando você vai contar para o Dan que está grávida de novo? Fico feliz que tenhamos conseguido nos encontrar algumas vezes desde que você descobriu. Tem sido bom estar com você e saber que fizemos um bebê. E vc sabe o quanto eu adoro foder uma buceta inchada de grávida né. Vamos repetir tudo de novo nessa gravidez e aproveitar bastante esse período.

Karla suspirou: —Nem eu acredito como essa bucetinha fica inchada na gravidez e pode acreditar, vc vai poder me comer sempre que quiser meu garanhão, terça-feira, teremos mais uma chance de ficarmos juntos. O Dan pode esperar mais um pouquinho. Pq a hora que a Bete souber que já engravidei, a festa acaba.

Bete soluçou e saiu correndo da sala ao ouvir essas últimas declarações na gravação.

Desliguei a gravação. —Bem, Karla, aparentemente você transou várias vezes depois de descobrir que estava grávida. Na primeira vez e agora também.

Karla chorou: —Você não entende. Quando duas pessoas criam uma maravilha como um bebê, vocês compartilham afeto e laços. Mas nunca foi para substituir você ou Bete em nossas vidas. Fizemos isso para nos sentirmos próximos um do outro por essa coisa maravilhosa que tínhamos...

Eu a interrompi. —Sua vadia. Você transou com esse cara só por transar. Não venha com essa conversa fiada de 'união'. E qual significado tem pra você a frase "essa buceta será só sua". Explica vagabunda!

—Agora que você já concluiu esta reunião que solicitou, gostaria que ao menos fossem honestos o suficiente para cumprir seu acordo de retirar as acusações e se recusar a testemunhar contra mim.

Os dois assentiram com a cabeça em concordância.

Peguei os papéis do divórcio na mochila do laptop e os entreguei a Karla. Disse:

—Você foi uma boa esposa, mas não uma esposa honesta. Você mentiu, me traiu e me fez de corno. Você está sendo notificada para entrar com um processo de divórcio por 'diferenças irreconciliáveis'. Se você contestar, ouvirá esta gravação e outras no tribunal. A decisão é sua, sua vadia. — Karla assentiu e pegou os papéis. Também contei a ela sobre a mudança no saldo da conta bancária e nos cartões de crédito. Parece que Bete pagou a fiança, então Karla ainda não estava ciente das mudanças em sua situação financeira.

Virei-me para Neto e entreguei-lhe os papéis. —Seu idiota, estes documentos indicam que estou processando você por pensão alimentícia atrasada da sua filha, bastardo. Você vai me pagar 150 mil reais e criar um fundo fiduciário para a faculdade da Meg e desse novo bastardo que você está esperando. O fundo será administrado pelo Reverendo da paróquia, nosso pastor, e você vai explicar a ele exatamente por que precisa contribuir. Quero que os membros da nossa igreja saibam o quão desprezíveis você e a Karla são. Você também vai admitir para a Meg que agora é o 'papai' dela. Entendeu?

Brian assentiu.

—Tenho certeza de que Bete ainda vai te pedir algumas coisas, mas isso é entre você e ela. Quanto a você, espero que um dia ela possa te perdoar, Karla. Agora preciso ir buscar a Meg. Preciso dizer a ela que não sou mais o pai dela.

Karla parecia em pânico. —Não! Por favor, não faça isso. Ela tem só quatro anos, não vai entender! Não podemos esperar alguns anos e depois contar para ela?

—Você só quer continuar mentindo, não é, seu pedaço de lixo patético? NÃO! Isso acaba agora. Vou contar a ela hoje e pronto. Se vocês dois querem assumir suas responsabilidades nisso, é problema de vocês, não meu. — Eu gritei para ela.

Com isso, saí do quarto do hospital e nunca mais olhei para trás. Neto tentou voltar atrás no acordo sobre não testemunhar e retirar as acusações. Eu não paguei a fiança e não compareci à minha primeira audiência no tribunal.

Assim que o juiz revogou a fiança e emitiu um mandado de prisão, voltei para cumprir três meses de pena. É claro que Bete e marido perderam o dinheiro que haviam depositado para pagar minha fiança.

Por fim, Neto retirou as acusações e recusou-se a interagir com o Ministério Público. Mas suas ações lhe custaram a esposa (Bete iniciou o processo de divórcio na sequência), os filhos, a casa, metade dos seus bens e o uso futuro do seu órgão sexual. As coisas nunca melhoraram. Pelo que sei, Karla nunca mais o viu depois daquele dia em seu quarto de hospital.

Apenas algumas semanas e o lar feliz de Karla agora está em ruínas. Neste momento, Karla perdeu o marido, o amante e a irmã.

E terá que rebolar pra conseguir criar a sua filha e o bastardinho que está a caminho.

Isso é que é CARMA, se não vem por conta própria, vc manda buscar.

Infelizmente eu não consegui separar o amor que eu tinha pela minha filha, do ódio mortal pela sua mãe e acabei descontando nela lhe dizendo que eu não seria mais o seu pai.

- O tio Neto vai ser meu papai agora? Disse ela com os olhos arregalados olhando pra mim.

Parece que ela já sabia de alguma coisa. E isso só aumentava a minha dor. Acabei desabando em choro pela primeira vez.

Fimmm.

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Comentários

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Ficou muito boa a tradução.

Não sei se o site permite editar, mas tem hora que o Neto é Neto e tem hora que o Neto é Brian.

Ficaria melhor se fosse sempre um ou outro 😁

Abraço

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Gostei do conto e como se desenrolou toda a trama. Esse marido deu o troco na putaria da mulher, é assim que gosto de ler um conto quando o corno não é manso e se vingando da esposa traidora e do comedor. Gostei da surra.

Muito bom, excelente conto.

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Caraca que situação difícil.Eu no caso deles ainda me encontraria com a Meg mesmo sabendo que ela não era minha filha.

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