Era no tempo de Dercy Gonçalves. Eu tinha uns vinte anos e resolvera que a vida era feita de aventuras; que o mundo seria meu lar; o descompromisso, minha forma de viver; o prazer, minha senha para a felicidade. Eu era como um caracol, corria o Norte e Nordeste do Brasil com minha casa às costas: uma mochila surrada, com duas ou três peças de roupa, objetos pessoais, dinheiro quase nenhum, e uma enorme vontade de conhecer o mundo e as pessoas intimamente.
Eu era um jovem atraente. Rosto imberbe, bonito e sorridente, lábios carnudos e vermelhos, com um ar meio enigmático para impor certo respeito. Usava roupas sumárias e sensuais. O corpo agradava às mulheres e aos homens; eu sabia como satisfazer uma mulher mais velha, chupando-lhe a buceta até fazê-la gozar, trêmula, em minha boca, ou enfiando-lhe a rola sempre pronta para a guerra sexual.
Homens também se interessavam pela minha bunda redonda, durinha e apetitosa. Eu fazia-me de desentendido quando me olhavam com o tesão explícito se derramando pelos olhos, ou quando os mais ousados me passavam a mão (às vezes a rola dura) no meu corpo, numa passagem pelo banheiro. Sempre rolava uma conversa, com toques safados por baixo da mesa, e por um prato de comida e uma cerveja, em pouco tempo estava abrindo minhas pernas e oferecendo meu cu a caras héteros (para todos os efeitos e constatações sociais). Outros preferiam me chupar e serem enrabados. O meu jeito de novinho carente e sem casa sempre rendia uns trocados.
Bancos de rodoviárias ou de postos de gasolina podiam ser meu leito, quando não tinha companhia que pagava uma cama numa pensão simples ou num hotel de luxo. Preocupação nenhuma com nada além de sobreviver e ser feliz, no caminho que eu escolhera. E nem havia história triste de fome, de orfandade ou pais violentos, de uma casa cheia de filhos da qual fugira... não: tinha residência e pais razoavelmente bem de vida, que não se opuseram quando disse que iria sair pelas estradas do mundo, com um mochilão às costas. Naturalmente, não era essa a história que contava, quando eu precisava arrancar alguma grana de alguém que me comeria ou daria pra mim, como a fazer uma caridade e ficar em paz com sua consciência, mas na verdade ficando em paz principalmente com seu corpo gozado e satisfeito.
Lembro um começo de tarde em que conheci uma dupla de camioneiros numa churrascaria de um posto de beira de rodovia, no Pará: Aprígio, aparentava quarenta anos, era o estereótipo acabado do motorista hétero e comedor de priquito nas estradas; seu parceiro, Lauro, ajudante e companheiro de muitas viagens, era mais jovem, mais solto e simpático. Não precisei de muito papo para entender que Lauro também era parceiro sexual de Aprígio, quando não pintava buceta na área e o motorista precisava descarregar a tensão do tesão. Mais um pouco de conversa para perceber que, por baixo do clichê de machão queimava um rabo que também curtia a rola do auxiliar, em noites frias na estrada.
A refeição daquela tarde era a primeira substancial do dia, e estava escrito nos olhos dos dois o desejo de me enfiarem a rola no cu. O papo rondava por esse contexto e eu sabia que abriria as pernas para um deles, quiçá os dois, e de pensar nisso eu já sentia meu cacete formigar, meu cu se dilatar, meu coração disparar. Ofereceram-me carona até a cidade mais próxima – desgastada mas eficiente senha para futura trepada. Aceitei.
No caminho da churrascaria para o bruto estacionado ao lado do posto, liguei meu andar cadenciado, o short curto e desfiado mostrando a parte de baixo da nádega a cada requebro. Aprígio subiu primeiro, fez os ajustes iniciais e ligou o motor; para subir na boleia, fiz-me de atrapalhado e Lau veio em meu auxílio, apoiando minha bunda com a mão e disfarçando o dedo entrando no meu cu, pela perna do short.
Instalados na cabine, eu entre os dois, deixei propositalmente a cabeça da minha rola aparecendo entre as coxas. Eu sentia meus hormônios percorrerem meu corpo, enquanto conversava abobrinhas, assuntos aleatórios simpáticos aos que vivem na estrada. Do nada, Lau comentou:
– Eita, Cláudio... Passarinho aí tá querendo liberdade...
Eu ri, fingindo timidez, enquanto procurava ocultar o pau, agora mais difícil porque rígido. Sem dizer mais nada, ele colocou a mão sobre minhas coxas, subiu até a rola e trouxe-a para fora. Prígio comentou, já o pacote se pronunciando entre suas pernas:
– Lau, seu filho da puta, tu tá querendo foder o garoto agora, é? – arrumava a rola enquanto falava, em tom de zoação.
Eu gemi escrotamente e me virei para Lau, oferecendo meus lábios dengosos, que ele catou com os seus ansiosos e nos beijamos, enquanto eu acariciava a rola dura dele e lhe desabotoava a calça. Ao expor sua pica, abaixei-me para aplicar um belo boquete, e nessa posição expus meu rabo ao olhar guloso de Aprígio, que não teve dúvida em enfiar seu dedo no meu boga e ficar circulando meu anel.
Meu corpo estava pronto para a batalha. Tirei a regata e baixei o short, expondo meu jovem corpo àqueles dois famintos lobos da estrada. Enquanto eu chupava a rola de Lau, ia-lhe descendo a calça, deixando-o totalmente nu. Ele era muito gostoso, e logo consegui um jeito de abrir minhas pernas e sentar em seu colo. Aprumei sua rola no meu buraquinho e fui descendo, enquanto o beijava loucamente. Quando senti suas coxas sob minha bunda, a rola completamente atolada no meu cu, passei a galopar, feito uma quenga gemedeira. Prígio olhava a foda ao seu lado e tinha um olhar alvoroçado – a sorte é que o caminhão estava carregado e se arrastava pela estrada, a uma velocidade mínima, perfeitamente controlável.
Meu corpo estava em brasa e eu me remexia alucinadamente sobre a pica ereta de Lau, que dizia putarias no meu ouvido e me dava cheiros no pescoço, que mais e mais me arrepiavam. Acelerei os movimentos de cavalgada e o rapaz segurou minha bunda com força, obrigando-me a parar, ele também parando. Sua rola pulsava dentro de mim, descontroladamente, e em instantes explodiu seu leite viscoso, aos jatos, descendo pelas beiras do meu cu e ensopando o banco do veículo.
– Depois vai limpar essa sujeirada toda aí, viu, seu fresco? – Prígio falou, entre sério e risonho para seu auxiliar, enquanto se embebia com aqueles dois homens se fodendo ao seu lado, no seu caminhão.
Quando Lau terminou de gozar, seu coração batia forte e sua respiração estava ofegante, me abraçou carinhosamente, sentindo meu corpo deitado sobre o dele. Sua rola já saíra de mim e o vazamento era mais evidente. Alguns instantes depois, o motorista deu os comandos:
– Menino, vai lá pra trás. Lau, assume aqui o volante, que eu vou dar um trato no rabo desse viadinho...
Eu desgrudei do meu fodedor e passei para a parte do leito, arrebitando o quanto podia meu rabo, expondo meu cu brilhante de gala. Enquanto isso, Prígio parava o caminhão, no acostamento, e veio atrás de mim, enquanto Lau passava para a cadeira do motorista, e colocava o veículo novamente em movimento.
– Filho da puta tarado do caralho, agora tu vai ver o que é uma tora! – Prígio ameaçou, de bom humor, enquanto se livrava das roupas e sua rola cheia de veias e bem mais grossa do que a de Lau, vadiava dura no ar...
O bruto achegou-se a mim e já fui tomando posse daquela tora fenomenal. Eu estava encantado com o instrumento, queria senti-lo detalhadamente, antes de começar a trabalhar nele. Cheirei, alisei, toquei com a ponta da língua na cabeçorra… Mas Prígio estava alucinado:
– Tá medindo o instrumento ou rezando pra ele, seu fresco! Vai, engole logo!
E praticamente empurrou a rola na minha boca. O que ele queria era a rola dentro da minha boca, e ele a tinha; mas no boquete o comando é meu: vadiei com a língua, sentindo o alto relevo das veias puladas e cheias de sangue, lambi o freio da rola e ele gemeu; minha língua circulou a cabeça da rola, sentindo-a pulsar…
– Caralho! esse puto sabe chupar uma rola, viu?! – o elogio me deu um vigor extra e tentei engolir a maior parte possível daquela vara imensa. Mal cheguei ao meio, mas a cabeça já encostava na minha garganta. Deixei-a lá por um tempinho, enquanto a sugava com furor, fazendo o cavalão agitar-se em frenesi. Até que ele não aguentou mais, puxou a rola da minha boca e me jogou de costas.
Meu cu ainda reluzia com a porra de Lau, quando abri as pernas e preparei o furico para receber a tora de Prígio. O taradão deitou-se sobre mim e, por um minuto, pareceu ter misericórdia do estrago que estava prestes a fazer: abriu minhas nádegas, delicadamente, enfiou um dedo no meu cu, não se preocupando em se melar com a gala de Lau, girou o dedo para alargar a rodinha (eu sentia um prazer enorme nisso), até que encostou a manjuba descomunal na porta da minha caverna e foi pressionando. Senti nitidamente minhas pregas se alargarem para a passagem daquele pau enorme, e em pouco ele estava todo dentro de mim, estocando e grunhindo, me chamando de tudo que é palavrão que ele conhecia.
Eu gemia feito uma cadela sendo torada pelo cachorrão. Lau, dirigindo o caminhão, deu pitaco…
– Eita caralho! Dá pra ser mais calmo aí, não, véi? Já tô aqui com a rola dura outra vez!
– Cala a boca, viado! Depois eu entupo teu cu com minha rola e tu sossega…
Lau caiu na risada, e os sons sexuais daquela cabine subiam ao céu e desciam ao inferno na mesmo velocidade, até quando Prígio acelerou as enfiadas e estourou seu pau dentro do meu cu, esturrando feito um leão que gozava na buceta de sua leoa. Ao retirar sua rola do meu cu, sua porra borbulhava na entrada do meu furico, fazendo um barulhinho esquisito. Meu rabo nunca recebera tanta porra em tão pouco tempo.
Prígio respirava forte, enquanto ainda acariciava minha bunda e untava a mão no mel que jorrava do meu buraco, cheirando, lambendo e chupando os dedos úmidos e pingando porra. Acho que uma das taras daquele homenzarrão era sentir a gala gozada entre seus dedos e na sua boca. Eu estava em tempo de pegar fogo, com o pau duro como ferro. Resolvi arriscar:
– Prígio… queria te pedir uma coisa… - e me esfregava safadamente no seu corpo, ele não se opondo, mas sem perder a pseudomacheza na voz:
– O que tu quer, moleque?
– Queria um beijo na boca… – Eu usava a voz mais escrota, os requebros e a safadeza de mil piranhas…
– Oxe… Tá variando, é?! Eu sou homem, porra!
– Eu sei… Mas eu sei também que tu tá bem a fim, não tá não?! – E eu chegava ao cúmulo da sem vergonhice, me esfregando nele, me lambuzando no seu pau, e aproveitando para passar a mão no seu rabo, “sem querer querendo”... Minha boca chegando bem perto da dele…
– Não, seu viado, nem vem que não… – Cortei sua frase com minha boca colada na dele. O filho da puta estava mais a fim do que eu: nem bem minha língua entrou, já foi capturada pela dele e o beijo foi intenso. Aproveitei para ousar e fui enfiando meu dedo no cu dele; no começo ele deu uma trancada, eu recuei, esperei, fui de novo, e a resistência já não foi tão forte. Em pouco meu dedo vadiava no seu cu como o dele fizera no meu, enquanto ele gemia dentro da minha boca.
Com o contorcionismo que a idade me permitia, fui circulando seu corpo, largando sua boca e continuando a beijar o pescoço, a nuca, enquanto alisava seus mamilos e em pouco estava em cima de sua bunda. Sem precisar das mãos, mirei minha rola no seu buraquinho e fui entrando naquele cuzão. Ele se remexeu de prazer e passou a colaborar com as estocadas, minha rola entrava e saia num ritmo cadenciado. Lau comentou, lá na frente:
– Caralho! O viadinho tá fodendo o cu de seu Prígio. E tu tá gostando, né filho da puta!
– Vai te lascar, viado! Só estou fazendo um favor pra ele…
– Ahaaaammm… Sei! – E Lau caiu na risada.
Enquanto isso, meu corpo começava a sentir os hormônios do gozo percorrer as entranhas. Acelerei as estocadas e gritei feito uma gazela gozando, meus jatos inundando o rabo daquele motorista… Ele ainda tentou resistir:
– Eita porra, tá gozando dentro, seu fresco?!
Como eu não lhe dei ouvidos e não parava de foder nem de gozar, ele se deu por vencido:
– Ah, que seja! Já tá me arrombando mesmo, derrama a porra toda aí!
Arrombado estava meu cu: aberto, melecado, mas eu vivia um momento de extrema felicidade e prazer, enquanto esporrava naquele motorista parrudo. Depois do último jato, me deixei ficar um tempo deitado em suas costas suadas e cheirosas, a rola inerte, semidura, atolada no seu cu. Acho que ele estava gostando do aconchego: ronronou feito um gato mansinho e feliz…
Ao perceber, pelo parabrisa, a minha cidade-destino se aproximando, passei a me arrumar minimamente, vesti minha roupa e voltei para a cadeira do passageiro. Prígio ficou largadão, lá no leito, respirando com leveza… Acho que dormiria um pouquinho, que a trabalheira fora grande.
Lau estacionou o caminhão no acostamento, eu agradeci pela carona e fui até sua boca. Ele já esperava pela minha, e nos beijamos, enquanto minha mão roçava em sua rola rígida. Achei que ele merecia um bônus. Abaixei-me e passei a sugar seu pau, sentindo nele o gosto do meu cu. Ele esticava-se e se contorcia, porque eu estava aplicando todos os meus segredinhos e estratégias de boqueteiro. Até que senti o salgado da babinha prenunciando o gozo e me preparei para receber e engolir aquele leite todo. Que nem foi tanto assim, que a maior parte saíra na primeira gozada e ainda estava arrojada no meu rabo. Mas era delicioso e eu engoli tudo com satisfação, enquanto Lau gemia e se remexia na cadeira. Após a última golfada, lambi seu pau suavemente, limpando-o bem. Abri a porta do caminhão e desci, agradecendo, sorrindo e mandando um beijo…
- Boa viagem, queridos!
