Olá. Júnior de volta para um novo conto. É um conto real. Espero que apreciem. (Nomes alterados para preservar as identidades
Eu viajei a trabalho para uma capital do nordeste. Ficamos em cinco pessoas em um apartamento, duas meninas e três homens. As meninas dividiram uma suíte, um rapaz ficou com um quarto para si e eu e Luiz dividimos o outro quarto. Luiz tinha fama de comedor, dizia que pegava todas. Ele tinha 44 anos e ele mesmo fazia questão de contar suas peripécias sexuais.
Apesar de casado, não respeitava o matrimônio. Certa vez tirou férias e ficou os 10 dias na casa de uma mulher na mesma cidade em que residia. Histórias que ele contava.
O apartamento ficava próximo a alguns bares da área turística, e tinha um em que o pagode rolava solto. O local fervilhava de gente. Na casa, só Luiz saía para as noitadas. Os demais apenas para comer alguma coisa ou frequentar academia, além de ir à praia. Então, à noite todos estavam em casa. As meninas se fechavam no quarto delas, o outro colega se trancava no seu, e eu ia deitar, deixando a porta encostada para quando Luiz retornasse.
Acordei um dia pela manhã e ele não estava. Tudo bem, ele avisou que talvez não retornasse, que iria pra casa de uma mulher. E estávamos todos de folga. Próximo de meio-dia ele chegou, olhos vermelhos.
— Ei, cara, que aventura, ó. Saí com uma mulher novinha, me sugou até a última gota! Tô moído!
Foi tomar banho, entrou no quarto e dormiu até de noite. No outro dia entraríamos no trabalho 11:00.
— Ei, cara, vou ali no pagode. De manhãzinha tô aí.
E saiu, por volta de 22 horas. A música alta era ouvida no apartamento. Eu tinha saído mais cedo para comer um hambúrguer com as meninas da casa por volta de 19 horas e passamos em frente ao barzinho no retorno para casa. Se já estava cheio àquela hora, agora não deveria nem ter espaço. Deitei-me e adormeci.
Acordei para ir ao banheiro. Abri a porta do quarto, tudo escuro, apenas a luz do estacionamento iluminava fracamente o ambiente. Fechei a porta, tranquei e urinei. Dei a descarga, lavei as mãos, destranquei a porta, abri e retornei ao quarto. Ouvi alguns gemidos altos, parecia até dentro de casa. Mas as meninas e o outro colega não traziam gente para casa. Prestei atenção e os gemidos pararam. "Deve ser coisa da minha cabeça. Os vizinhos de cima devem estar se divertindo. O som deve estar vindo pela janela aberta, por isso parece aqui dentro". Adormeci novamente.
De manhã levantei às 7:00. Luiz dormia, barriga para cima, roncando alto. Nem o vi chegar. Por volta de 9:30 ele se levantou. Os colegas já estavam se arrumando.
— E aí, galera! Vou pro banho rapidinho, tá.
Ele foi pro banho e ninguém expressou reação. Ele agia sempre assim, mas nunca perdeu a hora. Dirigimos para o trabalho e conversamos sobre o que iríamos fazer em nosso turno. Ao chegarmos lá, dividimos as tarefas e cada um foi para um lado. Fiquei sozinho com ele.
— Ei Júnior, deixa eu te falar. Quase te acordei ontem, cara.
— É, por quê?
— Cara, fui pro pagode. Peguei um loira, coroa gostosa, peitão, arrumada, ó. A gente dançou, gamei nela, ela se apaixonou por mim. Ficamos até o último momento no bar. Quando foi fechar tivemos que ir embora. Rodei a cidade, motel tudo cheio, acredita? Então fiz uma loucura, vim pra casa com ela. Entramos, eu ia te acordar pra ficar com ela no quarto, aí tu dormiria na sala, pra eu poder comer ela. Só que aí ela te viu dormindo de boa e não quis te acordar, achou que tu iria achar ruim. Aí falei, mas onde a gente vai transar? Ela me levou pra cozinha, cara, arrancou minha calça, me chupou, nem tive como reagir. Daí botei ela de quatro ali "mermo", levantei o vestido dela, e macetei gostoso. Ela deu umas gemidas altas, bem na hora que alguém foi no banheiro. Se essa pessoa quisesse beber água àquela hora teria pego a gente ali. Aí acabou que foi só uma rapidinha, no pêlo mesmo, e levei ela embora.
— Caralho, cara. Que loucura hein. Você poderia ter me chamado, eu teria ido pra sala.
— Pior que foi mais gostoso, o que é proibido é melhor, fiquei com um tesão da porra!
Eu fiquei imaginando a cena. Será que eu teria participado? Não, ninguém divide a comida.
Terminamos o trabalho e retornamos para casa. Ele saiu todos os dias em que permanecemos na cidade, mas não voltou a levar alguém para casaNão se esqueça de votar e deixar sua avaliação. Obrigado!