✨ Apoie a Casa dos Contos e leia sem interrupções — R$36/ano. Saiba mais →

A aposta do rival parte 11

Um conto erótico de Clara
Categoria: Heterossexual
Contém 1115 palavras
Data: 20/08/2026 00:13:56

Fabinho me procurou dois dias depois. Apareceu no mercado enquanto eu escolhia frutas, se aproximou como se fosse coincidência e falou baixo, sem o sorriso cafajeste de sempre:

— Aceito o acordo. Mas tem uma condição a mais.

Eu continuei pegando as maçãs, fingindo indiferença.

— Qual?

— Eu quero provar pra uma pessoa só que tô comendo você de verdade. Não é pra contar pra cidade. É só pra um cara. Ele também tem fama de mentiroso, então ninguém vai acreditar nele se abrir a boca. Além disso, ele me odeia. É tipo meu rival na galinhagem. A gente sempre apostou quem come mais. Eu apostei com ele que te comia do lado do Roberto. Ele pode espiar. Só isso. Depois some.

Levantei o olhar devagar. O coração acelerou, mas a voz saiu firme:

— Ele não pode ver meu rosto direito. Nem tirar foto. Nem gravar. Só escutar. E você tem que garantir que ele nunca abre a boca.

— Garantido. Ele não gosta de mim o suficiente pra me ajudar. Só quer ver se eu tô mentindo.

Pensei por alguns segundos. A ideia era suja, perigosa… e excitante. Ser comida do lado do meu marido enquanto um estranho escutava tudo, sem ninguém acreditar depois.

— Combinado — murmurei. — Mas eu vou fingir de difícil. Quero que ele ouça eu negando. Quero que ele fique confuso.

Fabinho sorriu de canto.

— Melhor ainda.

Na sexta à noite armamos tudo. Saímos os três — eu, Roberto e Fabinho — para um barzinho. Roberto bebeu mais do que devia, como combinado. No caminho de volta ele já dormia no banco de trás do carro. Quando chegamos em casa, eu e Fabinho o carregamos até o quarto, deitamos na cama de casal e tiramos só os sapatos. Roberto roncava pesado em minutos.

A luz ficou apagada. Só a claridade fraca da rua entrava pela janela entreaberta. Eu sabia que o rival do Fabinho estava do lado de fora, espiando pela fresta. Quase não dava pra ver nada dentro do quarto escuro… mas dava pra ouvir tudo.

Fabinho se aproximou por trás de mim e passou a mão na minha cintura. Eu afastei o corpo de propósito e falei alto o suficiente:

— Não… para com isso. Eu já te falei que não quero nada com você.

Ele puxou meu corpo de volta, beijando meu pescoço. Eu me debatia de leve, a voz alta e clara:

— Fabinho, para… eu não sou igual essas garotas que você usa. Para de me tocar.

Os beijos continuaram. Ele apertou meus seios por cima da blusa. Eu gemi baixinho, mas continuei negando:

— Não… não faz isso… meu marido tá do lado…

Ele riu baixo e puxou a blusa para cima. Meus seios saltaram livres. Eu soltei um gemido mais alto e falei, quase gritando em sussurro:

— Você vai querer me comer do lado do meu marido, seu sem noção?

A resposta dele veio clara, para o rival ouvir:

— Puta se come em qualquer lugar.

Houve um silêncio curto. Depois o som molhado de beijos e o barulho da minha calça sendo aberta. Eu continuei fingindo resistência, mas minha voz já saía trêmula de tesão. Fabinho me empurrou de joelhos ao lado da cama. Ouvi o zíper. O pau dele bateu no meu rosto. Eu hesitei de propósito, depois abri a boca.

Ele segurou meu cabelo e começou a foder minha boca devagar. Os gemidos dele eram baixos no começo, depois mais altos:

— Isso, putinha… mama teu macho… você é putinha igual as outras…

Eu tirei a boca só o suficiente para responder, voz tímida e ofegante:

— Não sou igual a elas… não diz isso…

Ele riu e empurrou de novo:

— Você é a mais puta. Vou te comer no lado do corno.

Me puxou para cima, me deitou de lado na cama, bem perto de Roberto, e entrou em mim de uma vez. Eu soltei um gemido alto, quase um grito abafado. Ele meteu com força, a cama rangendo de leve. Eu gemia alto de propósito, misturando protestos com prazer:

— Para… não… meu marido… ah… Fabinho…

Ele xingava baixinho, mas o suficiente para o rival escutar:

— Cala a boca e goza, putinha… você adora ser comida do lado do corno…

Eu rebolava de volta, os seios balançando, a boca aberta. O rival lá fora só escutava. Os gemidos, o barulho molhado, as palavras sujas. Eu sabia que ele não acreditava no que ouvia.

Fabinho acelerou. Depois parou de repente, puxou meu cabelo e mandou:

— Ajoelha.

Eu obedeei, ajoelhando ao lado da cama, o rosto quase na altura do travesseiro de Roberto. Fabinho colocou o pau na minha boca de novo. Eu chupei com vontade, mas falei abafada, ainda fingindo resistência:

— Não faz isso do lado dele… não goza na minha boca… eu nunca deixo o Roberto gozar na minha boca… seria muita humilhação…

Ele riu, segurou minha cabeça e começou a foder minha boca mais fundo. Os gemidos dele ficaram mais altos. Eu engasgava, babava, lágrimas nos olhos. Quando ele gozou, jorrou quente na minha língua e no meu rosto. Escorreu pelo queixo, pingou nos meus seios. Ele gemeu alto:

— Isso… engole, putinha enrustida…

Eu engoli parte, a voz trêmula e tímida:

— Não sou… e ninguém vai acreditar em você…

Fabinho me puxou pelo cabelo, me fez levantar e apontou para Roberto:

— Agora beija o corno.

Eu hesitei de propósito por dois segundos. Depois me incline sobre meu marido, seios pesados e sujos de porra roçando no peito dele, e beijei sua boca adormecida. O gosto do Fabinho ainda estava na minha língua. Roberto só resmungou no sono e continuou roncando.

Do lado de fora, o rival do Fabinho ficou parado na escuridão. Não viu quase nada. Só escutou. E o que escutou deixou ele estático. Nunca tinha ouvido uma mulher gemer daquele jeito — tão gostoso, tão quebrado, tão real. Imaginou o quanto o Fabinho tinha que ser foda para conseguir isso de uma mulher como a Clara. Uma mulher de valor. De família. Casada. Conservadora.

E, pela primeira vez, uma fantasia suja nasceu na cabeça dele:

Se até a Clara tinha se entregado… será que a própria namorada dele já não tinha feito a mesma coisa com alguém?

Ele ficou ali mais alguns segundos, ouvindo o silêncio que se seguiu dentro do quarto. Depois se afastou devagar, o pau duro dentro da calça, a mente revirada.

Dentro do quarto, eu me limpei com a camisa do Fabinho, vesti a blusa e me deitei ao lado de Roberto como se nada tivesse acontecido. Fabinho saiu pela porta dos fundos sem fazer barulho.

Eu fiquei de olhos abertos no escuro, o gosto dele ainda na boca, o corpo latejando.

A mentira estava cada vez mais real.

E eu cada vez mais viciada nela.

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 15 estrelas.
Incentive Darosa a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários