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Gisa - Parte 3: Quando eu descobri que eu era o comedor

Categoria: Heterossexual
Contém 1175 palavras
Data: 18/08/2026 17:52:31

O relacionamento com Gisa durou até meados do fim de novembro. Ela era formanda, quase bióloga, e eu um jovem de 19 anos apaixonado até os ossos pelo chá de buceta que ela me deu. Queria viver a vida inteira ao lado dela. Coisa de moleque recém-descoberto, ainda bêbado de hormônio e de primeira paixão de verdade.

Nunca desconfiei de nada. Nosso namoro acontecia terças, quartas e quintas. Eu ajudava a irmã mais velha dela com aulas de inglês, foi graças a essas aulas que ela conseguiu o mestrado sanduíche na Europa. Dois meses antes daquela quinta-feira, a irmã tinha viajado. Então, nesses dias, eu dormia com Gisa. Nosso relacionamento era regrado a sexo: no mínimo três vezes por noite, três noites por semana. Corpos suados, risadas baixas, o cheiro de sexo impregnado no colchão.

No dia fatídico fazia calor. Chegamos da universidade por volta das 17h, era quinta feira, e fomos direto para o banho. A água quente escorrendo, ela rebolando de propósito no meu pau. Em segundos ele endureceu. Ela ajoelhou no box, me chupou devagar, profunda, a língua brincando nas bolas enquanto a água batia nas costas dela. Ficamos ali um tempão: ensaboando um ao outro, beijos molhados, mãos escorregadias, boquete, chupadas, amassos. Quando finalmente saí do banheiro, ainda semi-duro e cheirando a sabonete, abri a porta do quarto e me deparei com um homem nu deitado na cama, pau duro apontando para o teto.

Gritei de susto.

Gisa, atrás de mim, gritou também:

- Eduardo! O que você está fazendo aqui? Quem te deu o direito? Como você entrou?

Broxei na hora. O rapaz, um pouco mais velho que ela, agora destroçado, desabou a chorar. Soluços altos, palavras confusas: “por que você fez isso comigo…”. Eu não entendia nada. Olhei para Gisa e perguntei, a voz falhando:

- Que história é essa? Vocês se conhecem?

Ela sentou na beira da cama. Eu me joguei no sofá do quarto. O Eduardo se cobriu com o lençol, mas continuou sentado encostado na cabeceira, chorando copiosamente. Os três nus. Gisa sem nenhuma expressão legível no rosto.

Então ela falou.

- Desculpa. Esse é meu noivo, Eduardo. Ele estuda Sistemas em Curitiba. Morávamos na mesma cidade e saímos para estudar…

Eu repetia cada palavra como um papagaio atordoado.

- Noivo?

- Curitiba?

- Mesma cidade?

Ela continuou, calma demais:

- É… A gente namorou e noivou. Ele foi meu primeiro namorado e meu primeiro homem, desde o colegial. Nunca tive outro. Perdemos a virgindade quando ele passou no vestibular, no mesmo mês em que noivamos, uns anos atrás.

(Meados dos anos 90. Comunicação era telefone e carta. Fácil de esconder mundos inteiros.)

De repente Gisa deu um tabefe na cara dele.

- Por isso, corno! Vê o que não quer. Agora explica como você entrou aqui!

Eduardo soluçou a história: dois anos antes ela esquecera as chaves do apartamento no carro dele, no dia em que ele a levou à rodoviária depois que ela foi visitar ele em Curitiba (por isso que ela saia as sextas e voltava no fim de semana, a cada 15 dias ela alternava entre ele e visitar os pais). Ele guardara as chaves para um dia fazer uma surpresa.

- Tai a surpresa — Gisa cortou. Tive que pagar caro em cópias novas, achando que tinha perdido.

Ele olhou para mim e para ela, a voz quebrada:

- Por quê?

Ela abriu o jogo sem rodeios.

- Eu me sentia muito carente. Precisava ser preenchida por uma pica. Na primeira vez que a gente transou eu gostei da química, da grossura e de como a gente faz sexo. O pau dele é gostoso. Preenche todos os buracos.

- Todos os buracos? - Eduardo repetiu, incrédulo.

- Sim. Até o cu, que você tem nojo de comer. Ele me chupa e me mama como um lorde. Você goza em três segundos. Nunca tive um orgasmo com você. Por isso eu entendi que preciso de um comedor. Eu pedi para você assistir pornô, para tentar aprender. Pedi para você buscar um médico por causa dos seus três segundos. E nada.

Meu pau, que estava morto de vergonha, deu uma balançada. Depois de tantos elogios, me senti um cavalão pela primeira vez na vida.

Gisa virou para ele de novo:

- Eu te amo. Mas da forma que você encara o sexo, preciso de alguém para me satisfazer. Se você não se corrigir, sempre será assim.

Então ela veio até mim, pegou meu pau já semi-duro e disse, olhando direto para o noivo:

- Olha isso. Olha isso, corno.

Nervoso para caralho, mas o corpo não mentia: o pau terminou de endurecer na mão dela. Gisa montou em mim ali mesmo. A buceta estava molhada, babando. Entrou devagar e começou a rebolar com sofreguidão. Eduardo, ainda sentado, repetia:

- Eu te amo…

E ela, metendo na minha pica:

- Eu também te amo…

O ritmo aumentou. Eu estava prestes a gozar, mas segurei com unhas e dentes. Não ia fazer feio na frente do corno de três segundos. Conduzi o quadril dela, segurei aquele rabo delicioso, controlando.

Ela saiu de cima de mim e ordenou:

- Eduardo, vai pro sofá.

Depois, para mim:

- Vem cá na cama.

De quatro, ela olhou por cima do ombro e disse:

- Enche meu cu de porra. Preciso muito de porra no cu.

E, olhando para o noivo:

- Aprende, otário.

Passei a língua no cu dela. Ela deu aquela piscadinha que, com o tempo, tinha aprendido a controlar.

- Olha, Edu… olha, amor… como ele me come…

Besuntei lubrificante no pau e no anel apertado. Entrei com força e paciência ao mesmo tempo. Metia fundo, puxando o cabelo dela, enquanto ela gemia e falava:

- Oh… olha, corno…

Naquela posição eu olhei para o Eduardo. Pau médio, branco, ainda sem circuncisão (o meu tivera que ser feito por causa da fimose). De repente ele deu uma leve punheta, subiu e desceu a mão duas vezes e gozou forte. O jato chegou a respingar em nós dois. Gisa olhou para trás, para mim que puxava seus cabelos, e disse:

- Tá vendo? Não tem graça. Ele goza em segundos.

Continuei mais um tempo. Quando não aguentei mais, urrei e gozei. Tirei do cu e ela gritou, quase rindo:

- Olha, olha, corno! Como é um macho de verdade… e não um fresco como você!

Eduardo começou a chorar de novo. Gisa foi abraçá-lo. Eu me vesti em silêncio. Quando já estava de saída, ela se levantou, me deu um beijo longo e um “muito obrigado por tudo”.

Nos dias seguintes ainda a encontrava no restaurante universitário. Conversávamos. Ela contou que, depois que eu saí, eles fizeram um acordo: ela poderia escolher qualquer um para comer, desde que voltasse para ele.

Ainda hoje, décadas depois, eu stalkeio ela nas redes (termo que aprendi com uma estagiária — um dia eu posto essa história também). Ela continua com o Eduardo. Navegando um dia pelo Sexlog, encontrei um perfil de casal. A cidade, o corpo, uma tatuagem… era ela. Ainda faz dele corno manso.

E assim foi a minha história com a Gisa. O nerd tímido que descobriu, numa quinta-feira quente de novembro, que era o comedor.

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