As noites e noites debruçados sobre as páginas onde o conhecimento está impresso, estava chegando ao fim.
As conversas sobre provas anteriores, as revisões de redação, os risos trocados, o cansaço compartilhado e até o barulho chato do portão dos vizinhos que rangia com o vento começava a fazer falta antes mesmo do fim.
O tão sonhado dia da prova chegou como num piscar de olhos para quem ansiava pelo tal dia.
Quando as quatro horas e meia terminaram nós voltamos a nos encontrar, ele apareceu meio suado, cabelos bagunçados, ele nem precisava confessar que saiu da sala com a sensação de ter lutado com a prova, pois era visível para mim
Lembro de perguntar: “mas e ai, o senhor acha que saiu vitorioso dessa batalha!?”
Ele me olhou com aquele olhar sereno, balançou a cabeça de lado e respondeu: ”Uma coisa posso dizer. Não será a minha primeira derrota filha”
O meu peito apertou, senti no meu íntimo o peso daquelas palavras. Sabia do imenso esforço que ele fez, do que ele abdicou, sabia que se ele saísse derrotado seria uma baque pra ele.
Só nos restava esperar pelo resultado que ia levar cerca de dois meses para sair.
Até lá, algumas coisas meio que mudaram, as madrugadas de estudos não existiam mais.
De maneira natural íamos nos afastando, mas mesmo assim por vezes eu sentia ele me olhar com aquele olhar de quem deseja uma mulher.
Eu apenas ignorava, e pedia aos ceus que ele melhorasse e assim seguíamos a vida.
Mamãe por vezes dava sinal de vida, perguntava como estavamos e eu atualizava a situação da casa.
Ela ria dizendo:" até quando ele vai com esse sonho"
Meses depois, numa noite calma com a casa imersa na penumbra, eu estava deitada pronta para dormir, vestia um shortinho preto curtinho, daqueles bem colados ao corpo e uma camisa preta de alcinha, quando escuto do meu quarto barulho da porta.
Mesmo assustada com medo de ser outra pessoa, que não meu pai, me levanto e vou até a sala. Passo pelo corredor, acendo a luz e vejo para meu alivio meu pai entrar.
— Pai, onde o senhor tava até essa hora!!?
— Achei que você tivesse dormindo. Disse ele com uma voz arrastada
— O senhor não respondeu minha pergunta
— Aah tava com uns amigos ali
— Ali, o senhor diz num bar né
— Não é da sua conta menina, você não é minha mulher pra ficar me cobrando
— Sim, é verdade. Não sou sua mulher, mas sou sua filha e me preocupo
— Aaah me deixa vai
Ele jogou a chave no sofá foi andando cambaleando antes que pudesse ir para o quarto me coloquei a frente dele com os braços cruzados
— Pai, por que o senhor voltou a beber?
— É o único momento que me sinto bem
— Mas isso vai prejudicar o senhor
— Não me importo
— Mas eu me importo
— E por qual motivo você se importa? Eu sou um derrotado, filha. Nada dá certo para mim.
— Me importo, poque eu amo o senhor. E é Mentira, pai. O senhor não é um derrotado
— Como não? Dessa vez eu achei que Deus ia olhar pra mim. Que o universo ia me dar uma folga. Tou com quase 50 anos filha. Todo esse tempo tentando ser alguém, e no fim continuo sendo um merda de um camelô que nem a própria esposa aguentou
— Pai, não diga isso. Aquela prova não era facil de passar. E a mãe fez as escolhas dela…
— Fiz ela ir embora! — O grito atravessou a sala.
— Eu, com os livros, com os sonhos idiota. E agora tenho nada, só uma cerveja a mais na cabeça.
— O senhor ainda me tem.
— Até você eu faço besteira, filha.
Eu franzi a testa.
— Eu desejei você. — A voz dele saiu rouca, quase um soluço.
— Olho pra você e... desejo tudo o que não devia.
— Achei que isso tinha passado, respondi
Me aproximei dele, puxando-o para um abraço apertado, os braços envolvendo a nuca dele, puxando o rosto contra meu ombro.
Ele começou a chorar de uma maneira que eu nunca tinha visto
— Chora — sussurrei.
— Chora, pai. Eu tô aqui.
Sentia as mãos grandes dele agarrando as minhas costas amassando o tecido da minha camisa, os dedos cravando-se na minha pele como se ela fosse a única âncora num mar revolto. O corpo dele inteiro estremecia a cada soluço, e eu fazia carinho na nuca quente e suada dele, os dedos deslizando em círculos lentos.
Comecei a sentir meus olhos arder. Duas lágrimas grossas escorriam pelas minhas bochechas sem que eu pudesse contê-las. Pelo pai sofrido que tinha. Pelo homem quebrado que a vida nunca deixou em paz.
— O senhor é tudo pra mim — sussurrei, a voz embargada. — Tudo.
Ele me apertou mais forte, o rosto escondido na curva do meu pescoço, o hálito quente batendo na minha clavícula. Eu senti o coração dele pulsando descompassado contra o peito. O cheiro de cachaça e choro se misturava ao perfume de coco e baunilha que exalava dos meus cabelos presos no coque.
— Eu tô cansado, filha. Cansado de ser esse merda.De afastar a todos
— Não fala isso. O senhor não está sozinho. Eu tô aqui.Já falei.
— um dia da caça, outro dia da pesca,nunca é meu dia
Ele ficou repetindo aquilo por tantas vezes que eu perdi a conta. Eu só conseguia dizer:
— ta tudo bem pai, ta tudo bem.
— Eu sou um jogado fora na vida
— Não pai, o senhor não é
— Eu não tenho ninguém. Afasto todo mundo
— Isso é mentira pai, eu tou aqui com o senhor, não tou!!?
— Você não vai me abandonar também!!?
— Não pai, não vou
Eu me afastei um pouco, as mãos deslizando para o rosto do meu pai. Os polegares limparam as lágrimas que cortavam as bochechas ásperas, a barba por fazer arranhando a ponta dos dedos. Ele me encarou com os olhos injetados, as pupilas dilatadas pela bebida e pela emoção.
— Eu não vou deixar o senhor sozinho, ta
— Então fica comigo
— Eu fico pai.
— Fica comigo meu amor
— Eu fico paizinho, nunca vou te abandonar
De repente fui sentindo uma pressão contra a minha coxa. Olhei para baixo e vi o short azul dele produzir uma protuberância
Ele olhou para baixo, depois para mim
— Tá vendo? ele afastou-se envergonhado.
— Não consigo nem me segurar.
Meus olhos se fixaram no short dele apontando para frente.
Desci minha mão devagar, dedos tremulos, encostei na protuberância por cima do tecido.
Ele me olhou e eu olhei de volta
O toque durou um instante e soltei de repente, como se eu tivesse encostado num fio desencapado.
O ar saiu dela num suspiro.
— Queria poder ajudar o senhor com tudo.
— Mas isso... isso já é demais
Ele tocou o meu queixo, ergui o rosto. Nossos olhos se encontraram.
— Você já me ajudou muito minha filha
Ele depositou um beijo na minha testa. Senti o gosto salgado do suor, o calor da pele lisa. Ficamos parados um de frente para o outro, coma as nossas testas encostadas uma na outra
Tudo tão perto, a boca dele, a centimetros da minha
Então aproximei meu labio do dele, o toque dos nossos labios durou nem dois segundos mas pude sentir algo macio, quente, carregado de uma ternura que misturava tudo filha, companheira, confidente, mulher.
Ele ficou imóvel, os olhos arregalados, a respiração suspensa.
— Eu amo o senhor viu
Ele balançou a cabeça positivamente
Então eu fiz de novo outro selinho, dessa vez os lábios se demorando um pouco mais, a ponta da língua roçando o lábio inferior dele.
Então ele fez o primeiro movimento, as mãos dele subiram para o meu rosto, emoldurando-lhe as maçãs. Polegares desenharam círculos nas minhas bochechas lisas.
Fechei os olhos, entregue ao toque, a respiração entrecortada.
— Filha!?
— Oi pai!
— Eu te quero tanto
— Eu sei pai
— Te quero tantoo
Nossos labios se encontraram novamente, mas de forma mais ardente.
Nossas línguas se misturavam numa dança frenética.Podia sentir o gosto da cachaça que ele tinha tomado
Estava quase sem ar, quando nossas bocas se separaram. Ele me pegou pela cintura e eu pulei entrelaçando minhas pernas na cintura dele.
Ele me segurou e foi me levando até o quarto dele.
Conforme nos aproximamos de lá, mais meu coração batia forte
Ele me jogou na cama e montou por cima de mim.
Inclinei minha cabeça para tras oferecendo meu pescoço. Ele começou a me lamber, sugar com uma pressão cuidadosa que me fez gemer de leve
As minhas mãos desceram até a barra da camisa azul social e puxei para cima, despindo-o sem cerimônia. O peito apareceu moreno, coberto de fios escuros salpicados de branco, os ombros largos marcados por décadas de trabalho braçal.
— O senhor é tão lindo pai
Meu dedos arranharam o peito peludo dele
Então dei um empurrão nele deixando-o sentado na cama.
Ele me olhava atentamente, seu peito subia e descia.
Soltei o rabo de cavalo que prendia meu cabelo. Fiz um movimento com o ombro e a alça esquerda escorregou, depois a direita. A
camisa preta deslizou pelo tronco e caiu na cama, revelando os seios médios e firmes, as aréolas rosadas contraindo-se no ar frio da
noite.
A respiração do meu pai mudou, agora ele respirou fundo, os olhos fixos nos meus peitos
— Meu Deus — sussurrou, as mãos estendendo-se como se quisesse tocar, mas sem coragem.
— Pode pegar, pai.
As mãos dele subiram, cobrindo cada seio, apertando com a carícia de quem segura algo sagrado. As palmas quentes e ásperas, os polegares riscando os mamilos até ficarem duros como pedrinhas.
mordi o lábio, os quadris movendo-se sem querer.
— aain
— vocÊ gosta?
— Humrum, sim
Me levantei da cama, me ajoelhei entre as pernas dele.
Abri o cinto, o zíper, puxando a calça e a cueca juntas. O pênis saltou livre, quinze centímetros de carne tensa, a glande rosada já úmida de desejo.
Ele ergueu a cabeça para o teto, os dentes cerrados. Eu envolvi a base do pau dele com a mão macia, sentindo o calor pulsante contra a palma
— Olha pra mim, pai.
Ele obedeceu, baixando os olhos a tempo de me vê inclinar-se. Os meus lábios cheios abriram, tomei a glande na boca, sugando devagar, a língua desenhando círculos úmidos.
O gemido que escapou do meu pai foi longo, rouco, vindo do fundo do peito.
— Ah, filha...
Ele apertou meus cabelos passando a guia o movimento enquanto minha boca quente se movia para cima e para baixo sentindo a dureza da piroca dele, das veias saltadas
A saliva escorria, sucção, respiração, o estalo macio quando eu soltava e recomeçava.
— Para!!!! — ele pediu de repente, a voz esgarçada.
— O que foi pai!!?
— Para, senão eu gozo antes da hora.
— Então vem, pai. Quero o senhor inteiro dentro de mim
Ele rapidamente ergueu-se, as mãos segurando a minha cintura e a girando. Em segundos, eu estava de costas no lençol azul-marinho, os cabelos espalhados no travesseiro, as coxas abertas. O short preto ainda cobria os quadris, mas os dedos dele já se enfiavam sob o elástico, depois já estava puxando-o pela minha cintura, depois tornozelo, arrancando o tecido que ainda os separava.
Então meu shortinho e calcinha voaram longe, a boceta peluda apareceu, os pelos pretos brilhando sob a luz prateada, a fenda inchada e molhada. Meu pai ficou imóvel por um instante, embevecido, os olhos percorrendo cada polegada da nudez que até então só existira em sonhos proibidos.
— O senhor imaginou muito isso!!?
— Sim, nesses ultimos meses era o que eu mais pensava. Em ve sua boceta, saber como era
— E agora!!? gostou!!?
— Sim, é a coisa mais linda que já vi minha filha
— Então vem. abri os braços para recebe-lo.
— Vem e me faz sua.
Ele se posicionou entre as minhas pernas. A ponta do pênis roçou os pelos úmidos, e nós dois trememos juntos, como se um raio tivesse descido pelo corpo de ambos. Ergui os quadris, impaciente, e ele empurrou.
A glande rasgou a entrada devagar, encontrou a resistência macia da carne quente, e deslizou para dentro.
Soltei um gritinho abafado:”aain”
As unhas cravaram-se nas costas do meu pai. Ele avançou mais, centímetro por centímetro, até que todo o comprimento estivesse enterrado no calor pulsante da minha boceta
— Tá doendo? — ele murmurou, a testa contra a minha.
— Tá. Mas não para.
Ele se moveu. Devagar no início, recuando quase todo, voltando a penetrar num ritmo que fazia a cama ranger. Os sons saíam do fundo da garganta de ambos, misturados ao tique-taque do relógio e à brisa morna da janela. Eu coloquei as pernas na cintura dele, os calcanhares pressionando a base das costas dele, puxando-o mais fundo.
— Isso, assim — arqueando as costas
— Assim, pai. Não para.
Ele acelerou. Os quadris movendo-se com uma fome acumulada por meses e meses de solidão, cada estocada arrancando da cama um gemido de madeira e de mim um som mais agudo, mais solto, mais entregue. O meu corpo ondulava sob o dele, os seios balançando a cada impacto, a boca entreaberta num rosto de puro abandono.
— Eu amo você — ele sussurrou, o rosto colado ao meu pescoço.
— Eu amo você, minha filha.
— Eu também te amo, pai. Sempre amei, sempre... ah...
arqueei as costas, eu podia sentir o orgasmo subindo.
Sentia minha boceta apertar o pau dele como uma luva quente
Meu pai gemia alto, perdendo o ritmo, as estocadas ficanto erraticas, profundas
— Aiin pai eu vou gozar
— Vou gozar também..
— Goza paizinho gozaa
O primeiro jato arrancou um urro abafado contra o meu ombro. O segundo, o terceiro, preenchendo o meu interior com um calor espesso que escorria pelas coxas grossas.
— AAAAAAAAAHHHHHH CARALHOO!!
— ISSO, ASSSINNN GOZZAA PAIZINHO, GOZAA
Quando ele finalmente desabou, ainda enterrado, ainda tremendo, os lábios procurando os meus lábios num beijo úmido e exausto.
— Obrigado, obrigado
Ele repetia sem parar.
Deitei sobre o peito dele, ele me abraçou.
Ambos ofegantes.
— Pai!?
— Oi filha
— Não quero mais ve o senhor desse jeito ta!?
— Hum
Erguei a cabeça olhando para ele.
Ele tocou uma mecha do meu cabelo, me olhou e me olhou por segundos que mais pareciam horas
— É sério pai, fico triste em vê o senhor nesse estado.
— Desculpa filha, as vezes a vida bate tão forte que eu não aguento
— Então vamos bater forte de volta
Ele riu, e depois beijou minha testa.
Adormecemos abraçados, tentando esquecer todos os problemas da vida.
—