Era segunda-feira e eu, Renato, um homem de trinta e quatro anos, um metro e oitenta e oito, branco, de olhos pretos intensos e corpo atlético que ainda mantinha da época em que me dedicava mais pesado à academia, estava deitado na areia quente da praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, aproveitando os últimos dias daquelas férias que tínhamos planejado com tanto cuidado. O sol de final de tarde batia forte, o mar estava agitado com ondas generosas que quebravam perto da areia, e o calçadão fervilhava de gente: grupos de amigos jogando futevôlei, vendedores passando com coolers de cerveja e água de coco, mulheres de biquíni caminhando na beira d’água, homens de óculos escuros observando o movimento, o cheiro de protetor solar misturado com sal e a brisa quente que vinha do Atlântico. Eu estava ali, de sunga preta, corpo bronzeado depois de vários dias de praia, sentindo o calor da areia nas costas e o gosto de sal nos lábios, quando levantei o olhar e a vi. Minha esposa, Pamela, vinha caminhando na minha direção, de biquíni branco fio-dental que mal continha aqueles seios grandes e firmes, o tecido fino marcando o volume generoso enquanto o bumbum redondo e alto balançava a cada passo confiante que ela dava na areia. Com um metro e setenta e cinco, corpo de quem frequentava academia com disciplina, cintura marcada, coxas grossas e torneadas, cabelo loiro longo caindo pelas costas e aqueles olhos verdes intensos brilhando sob o sol, ela chamava atenção de quem quer que passasse o olhar por ela. Eu e Pamela éramos casados há sete anos. Nos conhecemos ainda na faculdade, ela no curso de Matemática e eu em Educação Física, num daqueles eventos de integração em que eu, já mais velho e mais seguro, me aproximai dela depois de reparar naquele corpo e naquele sorriso por semanas. Namoramos de forma intensa, com uma química que desde o começo foi difícil de disfarçar, até que, depois de dois anos juntos, resolvemos casar numa cerimônia simples, mas cheia de emoção, cercados de amigos e familiares. A vida de professores estaduais nem sempre foi fácil, com salários apertados e rotina cansativa, mas aquele era o momento em que finalmente tínhamos conseguido realizar o sonho antigo de passar uma temporada no Rio de Janeiro, longe da escola, da Zona Nordeste de Belo Horizonte e das preocupações do dia a dia. Pamela se aproximou, parou na minha frente e, com aquele sorriso safado que eu conhecia tão bem, disse baixinho:
— Amor, vamos para o hotel…
Eu me levantei, sacudi a areia do corpo e seguimos juntos pela praia em direção à saída, ela andando um pouco à frente. No caminho, notei claramente como os homens ao redor praticamente se viravam para olhar minha esposa: olhares demorados, cabeças girando, alguns até soltando comentários baixos entre dentes enquanto acompanhavam o balanço daquele biquíni branco no corpo dela.
Entramos no quarto do hotel e a bagunça daqueles dias de férias estava espalhada por todo lado: mala aberta em cima da poltrona, roupas de praia jogadas no chão, toalhas úmidas penduradas na cadeira, copos de bebida pela metade na mesinha de centro e a cama ainda desfeita da manhã. O ar-condicionado trabalhava alto, tentando vencer o calor úmido do Rio, e a janela dava para uma vista parcial do mar, já começando a escurecer. Eu fui direto para o banheiro, liguei o chuveiro bem quente e entrei debaixo da água, deixando o jato forte bater nos ombros e na nuca enquanto tentava relaxar. Foi então que a porta do box se abriu e Pamela entrou nua.
Ali, debaixo da luz clara do banheiro, ela estava ainda mais deliciosa. O corpo inteiro à mostra: seios grandes, pesados e firmes, com mamilos rosados já levemente endurecidos pelo contraste da água quente; a cintura fina contrastando com o quadril largo; o bumbum redondo, alto e macio, daqueles que convidavam a serem apertados com força; as coxas grossas e tonificadas; a buceta completamente raspada, os lábios grossos e rosados entreabertos. O cabelo loiro molhado colava na pele clara, e os olhos verdes me encaravam com desejo. Ela veio até mim sem dizer nada, passou os braços ao redor do meu pescoço e me beijou fundo, a língua quente entrando na minha boca enquanto o corpo molhado se pressionava contra o meu. Eu retribuí o beijo, as mãos descendo pelas costas dela até agarrar aquele bumbum com força, apertando as nádegas e puxando ela contra mim. Nos agarramos ali embaixo da água quente, bocas se devorando, mãos explorando, o corpo dela se esfregando no meu com intenção clara.
Mas, como vinha acontecendo nos últimos meses, meu corpo simplesmente não reagiu. O pau continuou mole, indiferente às investidas dela, ao beijo, ao atrito da pele molhada e ao cheiro do desejo dela. A frustração me bateu forte no peito, aquela sensação amarga de impotência que vinha me acompanhando e que eu odiava mais do que qualquer coisa. Pamela sentiu. Ela se afastou devagar, olhou para baixo, depois para o meu rosto, e saiu do box sem falar nada, pegando uma toalha e saindo do banheiro com o rosto fechado.
Fiquei sozinho debaixo da água, apoiei a testa na azulejo frio da parede e fechei os olhos. Pensei em como os últimos dois anos da minha vida de professor tinham me deixado estressado, irritado e mentalmente esgotado. A pressão constante, o cansaço acumulado, a sensação de estar sempre apagando incêndio… e principalmente a decisão de buscar uma escola onde eu pudesse concorrer à eleição para diretor. Aquela escolha quase tinha colocado nosso casamento em crise. Pamela tinha reclamado, tinha chorado, tinha dito que eu estava colocando a ambição na frente da gente. Eu insisti. E agora, ali, com o corpo incapaz de responder à mulher que eu desejava, parecia que tudo estava cobrando o preço.
Saí do banheiro com a toalha enrolada na cintura. Pamela estava sentada na beira da cama, já de short e regata, o cabelo ainda molhado. Ela levantou os olhos, olhou diretamente para o volume mole debaixo da toalha e disse, com a voz baixa e chateada:
— Amor… você precisa de ajuda com isso.
Não respondi. Me vesti em silêncio, uma bermuda e uma camiseta qualquer. Ela se ajeitou na cama, eu me sentei ao lado, e os dois passamos o resto da noite sem trocar uma única palavra, apenas assistindo a uma série qualquer na televisão do hotel. Do lado de fora, uma chuva fina e constante caía sobre a cidade, batendo no vidro da janela como se acompanhasse o silêncio pesado que tinha se instalado entre a gente.
Na manhã seguinte, Pamela e eu nos levantamos cedo. O céu ainda estava limpo depois da chuva da noite anterior, e saímos para caminhar pela orla de Ipanema. Andamos lado a lado em silêncio por um bom tempo, sentindo a brisa fresca e o barulho constante das ondas. Eu observava o perfil dela de relance, o cabelo loiro preso num rabo de cavalo alto, o corpo marcado pelo short curto e pela blusa leve. Quando voltamos para o hotel, aquele seria nosso último dia no Rio de Janeiro.
Mal entramos no quarto, o celular de Pamela tocou. Era uma amiga. Ela atendeu, conversou por alguns minutos, e aos poucos o rosto dela foi mudando. Quando desligou, os olhos verdes estavam brilhando de um jeito que eu não via há tempos.
— Amor… tem uma vaga de professora substituta numa escola boa. A Ana me ligou agora.
Pamela, assim como eu, era professora. Mas ela tinha entrado na lista de substitutas logo no começo da carreira e nunca quis sair. Dizia que nunca se encaixava de verdade em nenhuma escola, que preferia a liberdade de ir e vir conforme o Estado mandava. Agora, porém, a voz dela estava diferente, animada de verdade.
— Amanhã, assim que a gente chegar, eu vou atrás da Ana e pego essa vaga. Está na hora de voltar para a sala de aula, amor. Já fazem dois anos…
Foi naquele exato momento que senti. Um sinal claro, quente, subindo pelo baixo ventre. Meu pau, que vinha me traindo há meses, deu um primeiro sobressalto real, engrossando dentro da bermuda. Sem pensar muito, segurei o braço dela com firmeza e a puxei na direção da cama.
— Sobe. Agora.
Subimos. Fechei a porta com o pé e a beijei com uma fome que eu quase tinha esquecido que existia. Pamela correspondeu na mesma hora, as mãos subindo por baixo da minha camiseta enquanto eu puxava a blusa dela pela cabeça. Em segundos ela estava só de short e sutiã; segundos depois, completamente nua na minha frente. Aquei aqueles seios grandes e pesados nas mãos, apertei, chupei os mamilos rosados com força, ouvindo o gemido baixo que ela soltou. Empurre-a para a cama, puxei o short e a calcinha de uma vez só e abri as pernas dela. A buceta estava inchada, molhada, os lábios grossos brilhando. Lambe-a sem delicadeza, chupando o clitóris enquanto enfia dois dedos dentro dela, sentindo o aperto quente. Pamela arqueou as costas e puxou meu cabelo.
Eu me levantei só o suficiente para tirar a própria roupa. Meu pau estava duro — de verdade, grosso, latejando, os 16 centímetros firmes como há muito tempo não ficavam. Pamela olhou, os olhos verdes escurecidos de tesão, e abriu ainda mais as pernas. Me posicionei entre elas e enfiei de uma vez, fundo, até o fundo. O gemido que saiu da garganta dela foi alto e rouco. Comecei a meter com vontade, sem poupá-la, segurando as coxas grossas e abrindo-as enquanto batia a bacia com força. O barulho da pele batendo na pele encheu o quarto. Pamela gemia meu nome, as unhas cravadas nas minhas costas, o corpo inteiro rebolando para encontrar cada estocada.
Virei-a de quatro. Aquele bumbum enorme e redondo ficou na minha frente e eu agarrei com as duas mãos, abrindo as nádegas enquanto voltava a enfiar fundo. Meti com força, sem pressa de terminar, sentindo o pau deslizar molhado e quente dentro dela. Pamela enterrou o rosto no travesseiro e gritou, o corpo tremendo quando gozou pela primeira vez. Eu continuei. Segurei o cabelo loiro dela, puxei a cabeça para trás e meti ainda mais fundo, até sentir os próprios ovos retesarem. Gozei dentro dela com um gemido baixo e gutural, o pau pulsando enquanto despejava tudo, o corpo inteiro finalmente respondendo do jeito que eu precisava.
Ficamos ali por alguns segundos, ofegantes, suados, colados. Eu ainda dentro dela, a respiração dela quente contra o colchão. Pela primeira vez em meses, o silêncio entre a gente não era de frustração.
O resto do dia no Rio passou de forma leve, quase suspensa. Depois do sexo, tomamos banho juntos — dessa vez sem frustração —, saímos para almoçar num restaurante simples perto da praia e depois voltamos para a areia pela última vez. Ficamos deitados lado a lado, conversando pouco, mas sem aquele silêncio pesado das noites anteriores. Pamela estava animada com a possibilidade da vaga, e eu, ainda sentindo o corpo responder como não respondia há meses, apenas aproveitei a presença dela. No final da tarde fizemos as malas com calma, pedimos um Uber e fomos para o aeroporto. O voo para Belo Horizonte saiu no horário. Durante a viagem, Pamela dormiu apoiada no meu ombro; eu fiquei olhando a escuridão lá fora pela janela, pensando que algo tinha mudado naquela manhã, mesmo que eu ainda não soubesse exatamente o quê.
Chegamos em Confins já à noite. Pegamos o Corolla prata que estava no estacionamento e pegamos a estrada de volta para a cidade. O trajeto do aeroporto até a Zona Nordeste foi longo e silencioso. A rodovia, depois as avenidas mais movimentadas, até que finalmente entramos nas ruas mais estreitas e residenciais do bairro União. A rua onde morávamos era quieta naquela hora: asfalto irregular em alguns trechos, calçadas com árvores plantadas de forma desorganizada, postes de luz amarelada e casas de dois andares na maioria, algumas com grades, outras com muros altos. Poucos carros passavam. O silêncio só era quebrado pelo barulho distante de algum cachorro e pelo motor baixo do nosso próprio carro.
Pare frente à nossa casa. O portão automático de alumínio branco se abriu com o controle, revelando a fachada bege clara com detalhes em pedra que eu conhecia de cor. Entre na garagem, desliguei o motor e ficamos alguns segundos dentro do carro, só olhando. A casa de dois andares estava exatamente como tínhamos deixado. A luz da varanda estava apagada, mas mesmo no escuro dava para perceber o volume da construção, a grade preta na frente e o caminho de pedras que levava até a porta principal.
Subimos as escadas da entrada carregando as malas. Ao abrir a porta, o cheiro familiar de casa fechada nos recebeu. A sala ampla do térreo estava em penumbra, o sofá grande de canto cinza, a TV na parede, a cozinha americana com a bancada de granito escuro. Nos fundos, através da porta de vidro, a piscina refletia a luz fraca da rua, a água parada e escura. No segundo andar, o quarto de casal nos esperava com a cama king size, a cabeceira estofada e a janela que dava para o quintal. O quarto de hóspedes ao lado continuava fechado, intacto.
Largamos as malas no chão da sala. Pamela foi até a cozinha beber água. Eu fiquei parado por um instante, olhando a casa que era nossa, sentindo o peso de estar de volta à rotina — e, ao mesmo tempo, a estranha sensação de que algo diferente tinha começado naquela última manhã no Rio.
A noite chegou e eu e Pamela adormecemos como se não dormíssemos há dias. Nada se comparava a estar de volta na nossa cama, no nosso quarto, com o barulho familiar da rua lá fora e o corpo um do outro por perto. Dormimos pesado, sem interrupções.
Na manhã seguinte acordamos cedo. Tomamos café juntos na cozinha americana: pão na chapa, café forte e pouco assunto ainda. Pamela estava animada com a possibilidade da vaga, e eu já pensava na escola. Depois do café ela se levantou para se arrumar. Saiu do quarto de academia: um top preto justo que segurava com dificuldade aqueles seios grandes e firmes, deixando a barriga de fora, e um legging cinza escuro colado no corpo, marcando o bumbum redondo e alto e as coxas grossas a cada movimento. O cabelo loiro estava preso num rabo de cavalo alto, e ela parecia ainda mais gostosa daquele jeito, suada de intenção antes mesmo de treinar.
— Não vou conseguir ir com você hoje — avisei, pegando a chave do Corolla. — Preciso passar na escola.
Levei-a até a academia. No caminho e principalmente na porta, notei os olhares. Homens viravam a cabeça, alguns demoravam o olhar no corpo dela sem nenhum pudor. Pamela parecia não ligar, ou talvez já estivesse acostumada. Beijei-a rapidamente e segui dirigindo até a Zona Norte.
Cheguei na Escola Estadual Professor Andrade Cunha. O portão velho de ferro com tinta descascada e as grades tortas me receberam como sempre. O pátio de cimento rachado, os muros pichados, o ar geral de abandono. Estacionei e entrei. Seu Toninho, o porteiro negro e careca, estava no posto de sempre, de uniforme amassado. Cumprimentei-o com um aceno; ele respondeu com aquele sorriso safado de quem já estava reparando em alguma aluna que passava. Mais adiante, no corredor, cruzei com a Marina, a professora de inglês ruiva. Ela ia na direção contrária, cabelo ondulado solto, blusa um pouco justa. Nos cumprimentamos com um “bom dia” educado e segui.
A reunião na sala dos professores foi exatamente como eu esperava: quente, abafada, com cadeiras desconfortáveis e o ar-condicionado barulhento. Passaram o cronograma do semestre, falaram de faltas, de projetos que provavelmente não sairiam do papel… e então chegaram no assunto que me interessava. A eleição para diretor. Explicaram as regras: todos teriam direito a voto — professores, funcionários, alunos e até a comunidade. Eu senti o peito esquentar. Aquela era a chance que eu tinha buscado ao vir para aquela escola.
A concorrência já estava definida: a atual diretora, desgastada e no fim do mandato, e uma professora idosa de Matemática, daquelas antigas que ainda tinham algum prestígio entre os mais velhos. Eu me animei. Sabia que não seria fácil, mas a possibilidade estava ali, concreta.
Quando a reunião terminou, saí da sala dos professores ainda com a cabeça acelerada. Foi então que ouvi um barulho alto vindo da direção da quadra: gritos, chute em bola, risadas. Caminhei até lá. Ao chegar na entrada do ginásio precário, com o piso de madeira estufado e o telhado pingando em algum lugar, vi o que era. Um jogo de futebol improvisado dos meus alunos do terceiro ano. Entre eles, reconheci na hora as figuras de Arthur e Thiago correndo atrás da bola no meio da bagunça.
Eu me aproximei da entrada da quadra e levantei a voz:
— O que está acontecendo aqui?
Arthur e Thiago pararam na hora e vieram caminhando na minha direção, suados e sorridentes. Arthur, negro, alto, corpo atlético e forte, cabelo descolorido contrastando com a pele escura, andava com aquela postura de quem não respeitava muita coisa. Thiago vinha ao lado, branco, sempre de boné, o sorriso fácil de comediante no rosto.
— Professor Renato, como vai? Vai jogar também? — perguntou Arthur, já jogando a bola de um lado para o outro no pé.
— Não. E quando as aulas voltarem, não apareçam por aqui fazendo bagunça.
Os dois se entreolharam e sorriram.
— Calma, cara… sempre bravo — disse Thiago, dando de ombros.
Eu os conhecia bem demais. Arthur e Thiago eram dois alunos problemáticos de verdade. Juntos, eram capazes de transformar qualquer sala de aula num inferno: gritaria, deboche, provocações, bagunça sem fim. Sempre se deram bem um com o outro e, de alguma forma, nunca foram cobrados ou responsabilizados de verdade pelos próprios atos. Arthur era repetente. Só aparecia na escola para não correr o risco de ser enquadrado de novo por causa de uma briga de rua que quase o mandou para a cadeia. Thiago vinha de boa família, diferente do amigo, mas mesmo assim não tomava jeito na vida. Preferia seguir o ritmo do Arthur a seguir qualquer conselho.
Deixei os dois na quadra e saí dali. Enquanto caminhava de volta para o carro, pensei com clareza: se eu quisesse ter alguma chance real de ser diretor, precisava tirar aqueles dois do meu caminho. Caso contrário, a atual diretora seria reeleita sem dificuldade, e garotos como eles continuariam destruindo o pouco de reputação que aquela escola ainda tinha.
À noite, Pamela ainda não tinha chegado da academia. Comecei a me preocupar. Mandei mensagem, liguei… nada. Quando ela finalmente entrou em casa, estava pálida e pediu água assim que me viu.
— A vaga não saiu como eu esperava — disse, a voz baixa. — Me senti mal… tomei um remédio para dor de cabeça.
Não perguntou mais nada. Tomou a água, foi para o quarto e se deitou. Eu me deitei ao lado. Dormimos cedo.
Pela manhã, três dias antes do retorno letivo, abri o celular ainda deitado na cama e notei uma mensagem nova no grupo dos professores.
Assim que abri o aplicativo de conversas, a primeira mensagem que vi era da diretora da escola. O texto era seco, formal, mas o conteúdo pesava: a professora de Matemática — a mesma que havia se candidatado ao pleito eleitoral para a diretoria — sofrera um infarto fulminante e, infelizmente, falecera. Fiquei alguns minutos parado na cama, apenas absorvendo a informação. A concorrente mais antiga, a que eu considerava um obstáculo real, tinha morrido de repente.
Levantei, chamei Pamela e contei o que tinha acabado de ler. Ela ficou em silêncio por alguns segundos, os olhos verdes abertos, genuinamente chocada, antes de murmurar um “meu Deus…” baixo.
Me arrumei rápido e saí de casa. Na escola, encontrei praticamente todos os funcionários reunidos na sala dos professores e no corredor. O clima era pesado, de descrédito. Fomos informados dos detalhes: ela havia passado mal em casa na noite anterior, o socorro não chegou a tempo, e o óbito foi confirmado ainda de madrugada. O velório seria naquela mesma noite, em uma casa funerária próxima. Passei o dia inteiro ali, no meio das conversas repetitivas, dos silêncios constrangedores e da sensação estranha de que a disputa pela direção tinha mudado de figura de uma hora para outra.
A escola postou o comunicado nas redes oficiais, com uma nota de pesar e o convite aberto para alunos, familiares e a comunidade comparecerem ao velório.
No fim da noite, Pamela e eu nos arrumamos em casa. Ela saiu do quarto usando um vestido preto longo, justo o suficiente para destacar as curvas do corpo: o tecido acompanhava os seios fartos, marcava a cintura fina e descia sobre o quadril largo e o bumbum redondo sem ser vulgar, mas também sem esconder nada. O cabelo loiro estava solto, caído pelas costas, e os olhos verdes contrastavam ainda mais com o preto da roupa. Ficou linda de um jeito sóbrio e, ao mesmo tempo, impossível de ignorar.
Saímos juntos, entramos no Corolla e partimos em silêncio para o velório.
Chegamos ao velório e o clima era pesado, quase irrespirável. O salão estava lotado: professores, alunos, ex-alunos e muita gente da comunidade que conhecia a professora antiga. Conversas baixas, abraços demorados, o cheiro de flores e o silêncio interrompido apenas por soluços contidos. Estávamos a apenas dois dias do retorno às aulas, e começar o ano letivo daquela forma era ruim. Pesado demais.
O enterro aconteceu no final da tarde. Acompanhei o caixão até o cemitério junto com vários colegas. O céu estava nublado, o ar úmido. Discursos curtos, terra sendo jogada, o som das pás. Quando tudo terminou, a sensação geral era de esvaziamento. Voltei para casa já de noite, cansado e com a cabeça longe.
No dia seguinte, amanheci cedo e segui a rotina normalmente. Tomei café, sentei na mesa da sala com o notebook e comecei a montar o cronograma das aulas de Educação Física para o Ensino Médio. Estava concentrado quando ouvi o barulho da porta do quarto. Pamela saiu pronta para a academia. Usava um top preto justo que segurava os seios grandes com dificuldade e um legging vinho colado que marcava cada curva do bumbum alto e das coxas grossas. O cabelo loiro preso alto, o corpo inteiro em evidência. Beijou minha cabeça de leve e saiu.
Algumas horas se passaram. Eu ainda estava mexendo no cronograma quando a porta da frente se abriu. Pamela entrou, veio direto até mim e me abraçou com força, ainda suada do treino.
— Boa tarde, meu amor. Eu tenho uma ótima notícia.
Sem esperar resposta, ela se sentou no meu colo, de frente para mim. O peso do corpo dela, o cheiro de suor misturado com perfume, as coxas abertas sobre as minhas… meu pau deu um sinal claro de vida, endurecendo depressa dentro da bermuda. Pamela sentiu. Sorriu de canto, balançou o quadril de leve e falou baixo, quase no meu ouvido:
— Está animado, amor? Você não vai acreditar onde saiu vaga para mim como professora substituta.
Ela continuou, ainda sentada no meu colo, o sorriso safado no rosto:
— Vamos ser colegas, amor. Vou dar aula na mesma escola que você.
Puxei o rosto dela e a beijei fundo. A língua dela entrou na minha boca com vontade, e ela rebolou de leve no meu colo, sentindo o pau começar a endurecer — não totalmente firme como antes, mas o suficiente para ela perceber. Quando o beijo acabou, Pamela encostou a testa na minha e sussurrou:
— Me come.
Subimos para o quarto quase tropeçando um no outro. Assim que a porta fechou, ela tirou o top e o legging de uma vez, ficando completamente nua na minha frente. Os seios pesados balançaram, os mamilos já duros, a buceta raspada brilhando de vontade. Deitei-a na cama e subi em cima. Beijei o pescoço, desci mamando os seios, chupando os mamilos com força enquanto a mão descia entre as pernas dela. Estava encharcada. Enfiei dois dedos e ela gemeu alto, abrindo mais as coxas.
Tirei a própria roupa. Meu pau estava semi-duro, 16 centímetros, grosso, mas sem a firmeza de outros tempos. Pamela não reclamou. Segurou-o com a mão, masturbou devagar e guiou até a entrada. Empurrei para dentro. Entrou com dificuldade no começo, não pela falta de lubrificação dela — ela estava pingando —, mas porque eu não estava completamente rígido. Mesmo assim, comecei a meter. Apertava as coxas grossas dela, segurava a cintura e ia fundo, sentindo o aperto quente da buceta. Pamela gemia, rebolava, puxava minha bunda para que eu entrasse mais.
Virei-a de quatro. O bumbum enorme ficou na minha cara. Agarre-o com as duas mãos, abri as nádegas e enfiei de novo. Meti com ritmo constante, mas sem muita força. O pau latejava, às vezes quase amolecendo no meio do caminho, e eu precisava me concentrar para não perder o que tinha. Pamela sentia. Ela empurrava o quadril para trás, gemendo mais alto, tentando me estimular. Chupei dois dedos e enfiei no cu dela enquanto continuava metendo. Ela gozou com o corpo tremendo, a buceta apertando meu pau em espasmos.
Continuei mais um pouco, suando, ofegante, até sentir o orgasmo chegar fraco, quase sem intensidade. Gozei dentro dela com um gemido baixo, o pau pulsando, mas sem a força de antes. Parei ainda enterado, a respiração descompassada. Pamela ficou de quatro por alguns segundos, depois se virou e me puxou para deitar ao lado. Não disse nada sobre a falta de potência. Apenas passou a mão no meu peito e ficou em silêncio, os dois suados, o cheiro de sexo no quarto.
O dia do retorno das aulas finalmente chegou. Às 5h45 eu já estava de pé. Tomei um banho rápido, me vesti e desci para a garagem. Peguei as bolas de vôlei, as de futebol, os cones e alguns outros objetos que usaria nas aulas de Educação Física. Nunca deixava nada disso na escola por causa dos pequenos furtos que aconteciam com frequência por lá.
Às 6h30 Pamela já estava pronta. Estava linda e gostosa, mas se vestindo de forma adequada para o primeiro dia: uma calça social preta que ainda assim marcava o quadril e o bumbum, uma blusa de manga curta azul-marinho que não era justa demais, mas não conseguia esconder completamente o volume dos seios, e o cabelo loiro preso num coque baixo e arrumado. Os olhos verdes estavam maquiados com leveza. Seria a primeira vez de nós dois juntos na mesma escola.
Seguimos no Corolla. O trajeto até a Zona Norte foi silencioso. Quando chegamos, a Escola Estadual Professor Andrade Cunha estava exatamente como eu lembrava: portão de ferro velho, tinta descascada, muros pichados e aquele ar geral de abandono. O pátio de cimento rachado ainda vazio naquela hora. Pamela olhou ao redor com uma expressão de surpresa genuína. Por incrível que parecesse, em dois anos que eu trabalhava ali, ela nunca tinha pisado naquele lugar. Leu o nome da escola escrito no muro descascado e falou baixo, quase para si mesma:
— Vamos ver como vai ser aqui, né, meu amor…
Aproveitei que não tinha ninguém por perto e a beijei rápido, só um contato breve de lábios.
Pouco depois o portão se abriu para os alunos. Vimos aquele monte de jovens atravessando a entrada, mochilas nas costas, conversas altas, alguns já empurrando uns aos outros. O ano letivo começava oficialmente. Pamela observou a movimentação com os olhos brilhando de um jeito diferente.
— É a primeira vez que vou lecionar para o Ensino Médio — disse, quase sorrindo.
Ela se encaminhou para a sala dos professores. Eu fiquei alguns segundos olhando a movimentação quando notei um grupo de alunos seguindo por outro caminho, em direção ao auditório. Sem pensar muito, fui atrás deles.
Segui até o auditório. Aquele espaço pouco usado servia mais como depósito do que qualquer outra coisa: carteiras e cadeiras quebradas empilhadas num canto, livros didáticos velhos e embolorados jogados em caixas abertas, cheiro de mofo misturado com poeira. A luz era fraca, a cortina suja parcialmente fechada.
Assim que me aproximei da porta, ouvi risos baixos e senti o cheiro forte de maconha misturado com whisky. Empurrei a porta com cuidado. Eles não me viram.
Arthur estava encostado numa carteira velha: negro, 19 anos, corpo atlético e forte, cabelo descolorido, a camiseta levantada mostrando a barriga definida. O pau dele já estava completamente duro, grosso, as veias saltadas, os 22 centímetros latejando na mão de Kelly. Ao lado, Thiago, 18 anos, branco, sempre de boné, o sorriso safado no rosto enquanto segurava o baseado. O pau dele também estava para fora, 18 centímetros duros, de grossura mediana, brilhando de pré-gozo. Kelly, 18 anos, morena de pele cor de mel, cabelo preto liso solto, blusa curta e short apertado, estava no meio dos dois. As tatuagens no braço e na perna apareciam, o piercing do umbigo brilhando. Ela tinha uma mão em cada pau, masturbando os dois ao mesmo tempo com movimentos frenéticos e experientes. Subia e descia rápido, apertando a glande na subida, espalhando o líquido que já escorria. De vez em quando trocava as mãos, pegando o pau grosso do Arthur com a direita e o do Thiago com a esquerda, sem parar o ritmo. Eles fumavam o baseado e passavam o copo de whisky para ela, que dava um gole e ria.
— Porra… estava com saudade desses paus grandes — murmurou Kelly, a voz rouca, acelerando ainda mais a punheta. Os dois gemiam baixo, empurrando o quadril contra as mãos dela.
Fiquei abismado olhando o tamanho deles. O pau do Arthur era realmente impressionante: grosso, longo, a cabeça larga e escura brilhando de tanto que ela esfregava. O do Thiago, embora menor, também era grosso o suficiente e latejava a cada movimento da mão dela. A cena era explícita demais — saliva e pré-gozo escorrendo pelos dedos de Kelly, o barulho molhado da punheta, o cheiro de maconha e sexo no ar abafado do auditório.
Foi aí que abri a porta por completo e falei, a voz saindo mais dura do que eu pretendia:
— O que está acontecendo aqui?
Eles continuaram por mais alguns segundos, mas Kelly parou quando Thiago murmurou que era melhor parar. Os dois se recomuseram rápido. Arthur guardou aquele pau monstruoso dentro da calça com calma, como se nada demais tivesse acontecido. Thiago foi o primeiro a falar, a voz mais baixa:
— Desculpa, Renato.
Kelly me olhou de um jeito manhoso e sensual, a cabeça levemente inclinada:
— Desculpa, professor…
Arthur, porém, não seguiu o tom dos amigos. Me encarou fixo, o corpo ainda relaxado, e falou com uma tranquilidade irritante:
— Calma, Renato. É só uma brincadeira de bons amigos. Você já trabalha aqui há tempos… devia saber como funciona esse lugar.
Ele abriu os braços, mostrando o auditório sujo e abandonado ao redor, como se fosse o dono do espaço.
— Isso é uma escola — respondi, seco.
Arthur deu um meio sorriso e me encarou com mais força.
— Mas quem manda nessa merda sou eu, cara.
Segurei a raiva e falei firme:
— Vai para a diretoria. Agora.
Ele encolheu os ombros.
— Claro.
Thiago e Kelly se entreolharam. Eu completei:
— Vocês também.
Os quatro saímos do auditório e atravessamos o pátio já cheio de alunos. Arthur andava na frente como se fosse um daqueles mafiosos de filme. Por onde passava, os estudantes se afastavam ou baixavam a cabeça com um respeito que nunca demonstraram a nenhum professor ou funcionário daquela escola. Era nítido. Ele tinha um domínio silencioso sobre aquele lugar.
A diretoria ficava logo ao lado da sala dos professores, com uma porta interna que conectava os dois ambientes. Kelly e Thiago se sentaram no sofá velho da sala. Arthur ficou de pé, me olhando. Foi quando Pamela apareceu no meu campo de visão: ela conversava com outra professora no corredor da sala dos professores. Notei o olhar de Arthur. Ele a examiou de cima a baixo sem nenhum pudor e sorriu de canto.
— Senta na cadeira — ordenei.
Arthur riu baixo.
— Calma, cara. Você não sabe mesmo quem manda aqui, né?
Em vez de obedecer, ele caminhou até a poltrona da diretora, sentou, jogou o corpo para trás e colocou o pé em cima da mesa. Olhou de novo na direção de Pamela e falou, ainda sorrindo:
— Você vai acabar com suas chances de sentar aqui, cara.
Eu ia responder, mas a voz da diretora soou da sala dos professores:
— Vamos começar a reunião. Já são 7h30.
Respirei fundo, virei as costas e me dirigi até a porta que ligava os dois ambientes. Antes de atravessar, Arthur falou mais uma vez, a voz baixa e carregada de provocação:
— Ainda vamos conversar, professor Renato.
Fechei a porta atrás de mim e fui me sentar ao lado de Pamela na sala dos professores.