Uma noite eu estava com um tesão gratuito. Incontrolável vontade de chupar uma rola, de dar o cu, de fazer o diabo. Num hotel de beira de estrada, quase sem hóspedes. Eu não queria gastar gala com punheta. Queria outro corpo. Queria foda. Coloquei meu short jeans mais escroto, mais curto, sobre um fio-dental azul transparente, saí a bater perna pelos corredores.
Fui à recepção, pedir uma toalha, cavando algum lance. O rapaz disse que levaria no meu quarto. Subi pelo elevador imaginando o inimaginável. Batidas na porta, atendi só com o fio-dental. Entregou-me secamente a toalha. Não ganhei uma olhada sequer. Ai, que ódio!
Para continuar a peregrinação, acrescentei uma regata ao figurino, porque a ideia era subir ao telhado – na volta da recepção, vira uma escada que dava para o alto. Era um amplo espaço em que havia a lavanderia, apetrechos de manutenção, painel de captação de energia solar, o letreiro gigante do hotel, e uma belíssima vista panorâmica da estrada.
De cima, vi chegar um caminhão de instalação de outdoor, vi um motoboy trazer comida, vi ciclistas noturnos, vi o trânsito constante da rodovia. Não sei quanto tempo fiquei debruçado sobre a parede, olhando o movimento da noite. Eu até nem mais pensava em sexo, não fosse a rola endurecida a me lembrar do meu tesão.
Teve um momento em que descansei a cabeça sobre os braços cruzados na murada, como quem dormia, quando me assustei com um barulho ao meu lado, seguido de um “boa noite” grave. Um cara de seus quase quarenta anos, camisa de manga e bermuda jeans, em tudo mais composto do que eu, e um boné com a logo do caminhão de outdoor, lá de baixo. A personificação do hétero conservador. Ênio seu nome.
Deixei para lá qualquer possibilidade de safadeza, arquivei como pude meu tesão, sosseguei o rabo e aceitei alimentar a conversa que ele puxou, sobre o movimento da rodovia, o trabalho dele... essas coisas. Um casal passando de moto, na rua, a mulher com uma roupa colada, a raba proeminente, suscitou o comentário machista de Ênio: “Na certa vão trepar no primeiro motel.” Eu sabia que, se desse asas a esse tipo de comentário, a conversa viraria um banquete de misoginia. Então tive uma ideia que poderia matar dois coelhos com uma só cajadada.
– Uma vez eu fui com meu namorado num motel lá na frente. É bem bom mesmo. Acho que eles vão pra lá.
Todas as palavras da minha frase perderam-se no vento da falta de atenção; Ênio fixara apenas “meu namorado”, onde ele viu a brecha para dar vazão ao seu interesse desde que se aproximou de mim. Sorri, por dentro, com sua ingenuidade de hétero mal resolvido.
– Você curte homem? – junto à pergunta, o não mais disfarçado olhar sobre meu corpo.
– Sim – respondi. Você também?
– Não... quer dizer... nunca fiquei com homem...
– Quer experimentar?
Pego assim, de surpresa, Ênio mexia, nervoso, na rola, por sobre a bermuda. A minha já escapava pela perna larga do meu short, dura dentro da tanga transparente. Decerto, ele se assustara com a reviravolta da iniciativa, que julgava ser dele por direito. Direito de macho alfa. Aproximou-se mais de mim, olhando ansioso para os lados, passando a mão na minha coxa e bunda, numa inquietação enorme... “Você é um gay muito gostoso, sabia?”... Quase que respondi que sabia, mas ele não deu espaço e já foi encostando a rola dura em minha bunda, esfregando-se... Precisei segurar sua onda:
– Aqui em cima não, que pode aparecer alguém. Vamos para o quarto...
– Para o meu – ele disse; precisava de um mínimo de autoridade naquela bagaça, afinal...
Fui me afastando para a escada, ele atrás, deliciando-se com a visão da minha bunda. Eu levantara um pouco mais o short, mostrando minhas nádegas. Enquanto descíamos, eu disse que passaria no meu quarto e depois iria para o dele, que me esperasse lá. “Não vai me dar bolo não, né seu fresco?” O cara já estava ficando abusado... “Claro que não, meu bem... Prepare essa rola aí...” – e toquei de leve na rola. Ele: “Mái fresco! Aí dento!”
Seria uma experiência nova, afinal. Livrei-me da roupa, besuntei o cu, abri a porta (constatei não haver câmera no corredor), e, com o coração aos pulos, fui completamente nu para o quarto de Ênio – a rola rígida na frente, guiando o caminho.
Ao abrir a porta que ele deixara encostada, ei-lo deitado na cama, nu, balançando a rola já duraça também. O macho alfa com o cajado na mão, aguardando o agrado da quenga que acabara de chegar. Percebi a luz do banheiro acesa e barulho de chuveiro – o companheiro estava ali, então. Caralho! A noite sairia melhor do que a encomenda... Demonstrando não me preocupar com a companhia, aproximei-me devagar, sobre a cama, pus-me de quatro, cu pra cima, baixei a boca sobre aquele pau grosso e pulsante. Comecei a chupar com calma, lambendo cada espaço, enquanto ele se remexia, desengonçado e passava a mão na minha bunda, o dedo me penetrando: “Este porra, está doido para bichar aqui! Ser machão é uma merda!” – pensei, enquanto lubrificava o respeitável tacape de Ênio.
Acho que ele sentiu que ia gozar, rapidamente retirou a rola da minha boca e meio que me jogou sobre a cama. Já caí de pernas abertas, a bunda empinada, o cu piscando... “Puta que pariu! Que viado gostoso da porra! Vem cá, seu fresco... Vou arrombar teu cu”... O cara aprumou a rola com a mão no meu buraco e foi enfiando; a tora entrou fácil, que eu caprichara na lubrificação. Senti um prazer enorme ao ter sua rola avançando por dentro de mim. Ele deitou-se em minhas costas, colocou os braços por sob meus ombros, para ter mais apoio, e danou-se a me estocar, gemendo e dizendo safadezas.
A porta do banheiro finalmente se abriu e apareceu o parceiro de Ênio. Paulo era uns dez anos mais novo, a rola dura, voltada para cima, praticamente tocando na sua barriga: “Porra, Enio, tá arrombando o cara, véi!” Ele se aproximou, alisando a rola e eu consegui alcançá-la com a mão. Paulo chegou mais junto e passei a chupá-lo, ele estocando como se minha boca fosse uma buceta. “Enio, esse viado chupa bem pra caralho! Deixa eu comer ele também...” E já foi se colocando, mal Ênio tirou o pau de dentro de mim.
Paulo era mais livre, movimentava com mais agilidade e sua rola era menor que a do companheiro. Ênio ficou olhando Paulo me fodendo, a rola tesa, a ansiedade de macho tomando conta: “Sai, porra, deixa eu continuar a foda” – empurrou Paulo e voltou a socar a rola em mim. Terminaram entrando num acordo, e eu passei a receber a rola de cada um no rabo, alternadamente, enquanto eu chupava o outro. Eu gania feito uma rapariga, estava doido para beijar aqueles dois, mas sabia que esse território era proibido... Afinal, eles eram héteros, machos, alfas... Preferi deliciar-me com suas rolas no meu cu e na boca.
Ênio me socava com força, quando Paulo achou que seria a vez dele, mas Ênio grunhiu: “Sai, porra, eu vou gozar!” – empurrou Paulo de lado e deu uma enfiada forte, parando com a rola pulsando dentro de mim. Seguiram-se os golpes de esperma inundando meu rabo, enquanto ele urrava forte. Paulo tinha a rola atolada em minha boca, e pelo jeito não queria enfiá-la naquele tanque de gala que o parceiro deixara meu cu, preferiu incentivar o boquete. Acelerei, ajudado pela minha mão, e em pouco os jatos de porra foram expulsos da cabeça vermelha da rola, enquanto Paulo gemia gozando.
Deixei os dois gozados na cama e fui ao banheiro, tomar uma ducha, e limpar meu rabo, além de dar um sossego na minha própria rola, que estava a suplicar por um gozo. Quando comecei a manipular meu pau, numa deliciosa punheta, sentindo ainda no cu a sova dos dois paus que haviam me comido há pouco, Paulo entrou no banheiro, a pica ainda a meio mastro, e, surpreendentemente, abaixou-se diante de mim, pegou minha rola e, sem dizer palavra, começou a chupar. Era competente, o filho da puta!
Estávamos nesse bem bom, quando Ênio entrou no banheiro, deparando-se com a cena do companheiro abaixado, chupando meu pau. “Seu fresco... quer dizer que tu gosta de chupar uma rola, né? Foi bom saber!” E balançava ostensivamente sua rola mole e lambuzada, enquanto ria divertidamente.
Senti os raios de prazer e o gozo chegando. Paulo também. Retirou meu pau de sua boca e apontou para o seu rosto e cada emissão de gala o atingia numa parte da face, escolhida por ele. “Cacete! O tal do Paulo era muito do babado!” – pensei, entre uma golpada e outra. Após a última, o rosto derretendo-se em esperma, ele colocou-se sob a ducha e se lavou, tomando o segundo banho na mesma noite.
Ao sairmos do box, Ênio entrou, para seu banho. Eu e Paulo nos enxugávamos no quarto, trocando impressões sobre a foda grupal que rolara. “Se tivesse sido planejada não teria sido tão boa” – concordamos os dois. “Se eu soubesse que Ênio curtia uma safadeza dessa, eu já tinha provocado ele há mais tempo” – comentou Paulo. “Ele só precisa se soltar um pouco, se domesticar...” – observei.
Quando Ênio saiu do banho, toalha nos ombros e já vestindo uma cueca, falei que tinha sido massa e que a gente se encontraria qualquer dia, pelos hotéis do mundo. “Ou não, né?” – falei, rindo, e já me dirigindo para a porta. “Ô porra, e tu vai sair nu, é?” Antes que eu respondesse, ele consertou: “É mesmo, tu veio sem roupa... Bicho doido do caralho!” – E riu também.
Paulo abriu a porta cuidadosamente, colocou a cabeça para fora, a se certificar de que não havia ninguém. Concluída a operação de reconhecimento do caminho, voltou-se para mim e nos abraçamos. Resolvi arriscar: segurei seu rosto e busquei sua boca com a minha. Ele correspondeu. Beijo delicioso da porra! Quando nos separamos, me virei para Ênio, mas ele já foi falando, “brabo”:
– Nem vem! Comigo não, que eu sou espada, porra!
