Olá, pessoal, tudo bom? Meu nome é Ero, sou escritor da Casa dos Contos Eróticos e estou trabalhando numa história incrível para vocês. Este conto é dividido em três partes. Se vocês estão preparados para ver uma narrativa bem desenvolvida, altamente erótica — longe daqueles filmes pornôs de péssima categoria em que o vivente só chega, mete, soca e pronto —, vocês estão prestes a mergulhar em um enredo emocionante, muito bem estruturado e humano. Venho lapidando esta história há semanas, corrigindo e refazendo cada detalhe para que vocês possam absorver toda a intensidade, as fantasias e o tesão que ela transmite. É uma obra pensada e analisada a fundo, e o clima vai pegar fogo de verdade. Fiquem ligados, porque daqui a uma semana a continuação estará publicada!
Tortura tonteante que tornou meu chefe o amante de um desejo único meu
Bah, vivente, olha só a peleia que nós acabamos de armar, tudo por causa de uma trapaça do destino e de um desejo que não me larga. Meu nome é Fernando, mas pode me chamar de Nando, casado há seis anos com uma mulher que é uma tentação, uma parceira de cama de dar inveja em qualquer um. Trabalho numa loja de artigos gaúchos, dessas de raiz mesmo, que vende de tudo: espora, bota, chapéu e até sela para tordilho negro, kkk. Só que essa matriz agora virou uma butique cheia de bibibi de gaúcho de apartamento. O meu chefe, o seu Henrique, é um homem que impõe respeito, um alemão imponente que faz as vendas dispararem só de pisar na loja. E eu, com essa minha cabeça que não para, comecei a maquinar coisas...
— Pô, meu, tu tá muito estranho, cara. Me chamou pra esse barzinho a essa hora da manhã, fala sério, o que é que tá pegando? Fala logo, vivente, que o meu fígado tá pedindo socorro e a curiosidade tá me matando, tchê!
— Calma os nervos, Julião... só não fica tirando onda do que eu tenho pra te contar, porque a prosa é longa e a coisa é séria. Se eu tô abrindo esse papo pra ti, é porque eu confio muito, tu é o único em quem eu confio de verdade para não espalhar veneno.
— Bah, cara, somos amigos há anos... tu sabe que em qualquer loucura nós estamos juntos, indiferente do que passa na nossa cabeça. Pode ter certeza que eu nunca iria zoar o que tu fosse falar.
— Tá... é por isso que eu te pedi pra nós trocarmos essa ideia, pra sentar com calma, beber umas e alinhar os meus pensamentos muito loucos.
— Então abre essa gaita, gaiteiro!
— É, essa gaita tem um fole muito longo, tipo a vida da minha sogra, a dona Esperança... kkk.
— Não entendi, porra!
— Tu não sabe que a esperança é a última que morre? Kkk!
— Bah, kkk... essa foi do fundo do baú, é verdade! Mas fala logo, homem, o que é que tá te corroendo?
— Então, só me ouve pra entender o que eu quero e o que eu vou fazer... Sabe que o meu casamento estava muito mecânico na hora da transa, né? Aquela rotina que parece horário de ônibus.
— É, tu já me falou isso.
— Então, meu... há muito tempo eu pensava em religar um desejo oculto meu. Tu sabe que eu e a Débora fazemos loucuras entre quatro paredes, ela é uma safadinha de primeira, a minha Deby.
— É, tu já me contou muitas histórias de vocês, o casal é quente, eu sei.
— Pois bem, mas uma coisa que eu não te conto há muito tempo é que eu tenho um desejo único, secreto e muito louco, que eu quero e preciso realizar antes de explodir.
— Pô, meu, então solta o verbo! Se precisar de ajuda, tu sabe que o Julião tá na lida contigo.
— Não, meu... nesse momento eu não preciso da tua ajuda pra fazer, só preciso que tu me ouças e, se quiser dar uma dica, eu aceito, porque tu entende das paradas.
— Então manda ver, tô ouvindo.
— Cara, olha só... eu tenho uma vontade de fazer uma brincadeira diferente, algo secreto entre nós, entende? Queria achar um cara legal, dinâmico, viril, discreto, um cara imponente que pudesse participar com nós de uma brincadeira lá em casa, um trio bem aberto.
— Pô, meu... não acha que isso é uma loucura?
— Não! Não é loucura, é isso mesmo que eu quero... mas já aviso, não fica pensando que é tu, kkk!
— Ah, cara... nem passou pela minha cabeça, kkk, tô fora de ti, vivente!
— Então, eu já analisei vários conhecidos, amigos... kkkk, até mesmo tu passaste pelo meu pensamento, mas eu sei que se tu fosses essa pessoa, a nossa amizade não seria mais a mesma. Ia ficar uma lacuna, uma estranheza que não ia dar certo.
— É, tu tem razão, seria muito estranho mesmo, a gente é parceiro de vida.
— Pois é. E eu comecei a ter uma amizade bem forte com o meu chefe, o seu Henrique. Ele é um cara mais velho, uns 50, 55 anos, e começou a me acender esse desejo de novo, não sei explicar, o homem tem uma energia diferente.
— Porra, meu... não vai me dizer que é aquele alemão imponente que esteve na loja e fazia as vendas triplicar?
— É ele mesmo! O cara é um ímã, velho. Até mulher, até bicha, até velhinha vai lá só pra ser atendida por ele.
— Bah, e foi com o teu chefe que tu cismou de botar a tua mulher na cama? Tu tá louco!
— É o meu chefe, e ele despertou na Débora algo diferente, pois ela vive perguntando dele... "Nando, como é que ele é? Ele é casado?". Tu viu o olhar dela, Julião? Às vezes me dá um ciúme brabo, mas isso só aumenta o fogo na minha cabeça.
— Tu pode prejudicar teu casamento fazendo uma loucura dessas, Nando! Se der merda, tu perde o emprego e a mulher.
— Cara, homem quando não quer, simplesmente diz que não quer e nunca mais comenta. Se ele disser não, eu finjo que nada aconteceu e sigo a vida.
— É um jogo perigoso, hein.
— Então... semana que vem vai ter a festa de inauguração da nova filial da loja, aquela cheia de frescura de gaúcho de apartamento.
— Fole longo, Nando... E a Débora, tu já falou com ela sobre isso?
— Na real, não... mas deixei algumas coisas engatilhadas, fico falando dele todo dia, e ela me olha com o pensamento longe...
— Olha lá o que tu faz com teu casamento, hein.
— Relaxa, eu conheço a minha safadinha. E é aí que tu vai entrar na história, Julião.
— Em que tu tá me metendo agora, desgraça?
— Vou falar com ele para ir lá em casa fazer um churrasco. Em determinado horário, quando ele estiver com o copo cheio e a conversa fluindo, tu vai começar a soltar umas sacanagens das tuas, pra deixá-lo excitado e testar a reação dele.
— Quer que eu seja o isqueiro do patrão?
— Exatamente. Tu abre o terreno com o teu papo de cabra safado, enquanto eu fico na espreita, observando se ele engole a isca.
— E se ele se ofender e me der um cascudo?
— Se ele se ofender, eu finjo que tu bebeu demais. Tudo certo.
— Tu é um salafrário, Nando... tá jogando tudo no risco por puro capricho.
— É a realização de um desejo que me consome, Julião. Quero ver o meu chefe se desmanchando na minha frente.
— E a patroa? Como vai reagir?
— Ela vai entrar no jogo, tenho certeza.
— Escuta aqui, Julião... preciso de um favorzinho teu, dos bons, de quem fecha na parada sem frescura.
— Fala logo o que é, homem!
— Tu lembra do seu Henrique? O bicho tá com o whisky cheio, o olho brilhando e a patroa tá ali circulando, deixando o alemão a mil por hora.
— Lembro. Tu tá querendo empurrar a Débora pros braços dele bem debaixo do teu nariz.
— Exato. Mas agora preciso de um esvaziamento estratégico. Quero que tu me chames pra ir ao mercado da esquina buscar mais cerveja e gelo.
— Tu quer que eu te tire de casa pra deixar o teu chefe sozinho com a tua mulher?! O alemão vai avançar o sinal!
— É isso que eu quero! Se eu ficar grudado neles, o clima não esquenta. O homem é acuado, precisa de espaço com ela. E nós vamos dar esse empurrãozinho fingindo que a pilsen trancada acabou.
— Tu é um lunático, Nando!
— É a adrenalina, meu irmão! Saber que a engrenagem roda sem a minha interferência direta me deixa louco de tesão.
(Caminho do mercado)
— Bah, Nando, botar o pé pra fora agora tá me dando um frio na espinha... tu tem certeza de deixar os dois sozinhos?
— Absoluta! Quinhentos metros até o mercadinho é o tempo exato para o estrago acontecer ou para o chefe perder a vergonha se a Débora der o bote.
— Se a patroa te chutar depois dessa, não vem chorar no meu ombro!
— Relaxa, o tempo de mercadinho vai ser cronometrado... quinze minutos exatos.
(Voltando para casa)
Assim que a caminhonete encostou na frente de casa e nós saltamos, o silêncio no pátio já era outro, carregado de uma tensão pesada. Ao entrarmos pelo portão, demos de cara com a cena: a Débora estava com o rosto vermelho e o batom rebocado, e dava pra ver claramente uma mancha escura de batom no pescoço do seu Henrique. Ela passou por nós muito nervosa e entrou para dentro da casa sem falar uma única palavra. O chefe continuava sentado na cadeira de fio, e deu pra notar que o volume na calça dele estava absurdamente saliente, tentando disfarçar desajeitado colocando a mão na frente. O Julião me olhou com uma cara debochada, arqueando a sobrancelha e fazendo um gesto discreto com a cabeça, indicando que a traquinagem tinha sido completa. Disfarçuei a euforia e pedi pro meu comparsa dar uma olhada na carne na churrasqueira, só pra confirmar a minha suspeita. Ele foi até lá, olhou de relance e voltou balançando a cabeça, rindo pelo canto da boca: o pau do alemão estava realmente duríssimo, atravessado na calça, esticando o tecido de um jeito que não deixava nenhuma dúvida do estrago que a minha safadinha tinha acabado de fazer.
