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Capítulo 1 – A Vida Perfeita Parte 6 – As primeiras peças do tabuleiro

Um conto erótico de Normal
Categoria: Heterossexual
Contém 1856 palavras
Data: 17/08/2026 22:46:30

Amigos, boa noite.

O amigo Ramsés, o grande Faraó da CDC, fez uma ponderação que achei justa e vou tentar atender. Realmente, a história comportaria partes ou capítulos maiores e estou reorganizando a partir do Capítulo 2. Esse que estou publicando agora será a última parte do capítulo 1. A partir do 2 haverá uma aceleração nos acontecimentos. Eu escrevi de um jeito, mas minha ansiedade me impede de demorar muito...rs

Espero que gostem das mudanças e curtam a leitura. É a minha primeira tentativa em uma história do tipo e vou entender perfeitamente as críticas e ler com a maior atenção as sugestões, como a que foi dada pelo amigo Ramsés.

Capítulo 1 – A Vida Perfeita

Parte 6 – As primeiras peças do tabuleiro

A conversa entre Fred e Beatriz permaneceu na mente dos dois durante os dias seguintes. Nenhum deles voltou ao assunto. Não por falta de vontade, mas porque ambos acreditavam estar protegendo o outro.

Fred não podia falar.

Beatriz não queria pressioná-lo além do que já fizera.

Foi o primeiro silêncio realmente pesado desde que se casaram.

As rotinas da casa não mudaram, o sexo entre eles não mudou, transaram praticamente todos os dias, com Fred cravando suas estocadas brutais na buceta e no cu da esposa com uma urgência quase desesperada, como se quisesse preencher o abismo do silêncio com o suor e os jorros de porra que inundavam os lençóis da suíte principal. Bia correspondia com a mesma voracidade, arranhando as costas do marido e engolindo o membro dele até a raiz nas madrugadas, mas aquele silêncio ficou marcado.

Na segunda-feira, pouco antes das seis da manhã, Fred deixou a garagem dirigindo sozinho.

Beatriz observou o carro desaparecer pela rua.

Dessa vez, em vez de acenar da varanda, permaneceu imóvel, cruzando os braços sobre o peito enquanto sentia o vento frio do amanhecer brasiliense arrepiar sua pele.

Maria, a governanta, aproximou-se discretamente, segurando uma bandeja de prata com uma xícara de porcelana fumegante.

— Vai ficar aí muito tempo, dona Bia?

Ela sorriu sem convicção, pegando a xícara apenas para aquecer as mãos frias.

— Só estava pensando.

Maria conhecia aquela família havia muitos anos. Sabia identificar quando havia preocupação escondida atrás de um sorriso.

— O doutor Fred sempre volta.

Beatriz respirou fundo, olhando para a calçada vazia onde os pneus do carro deixaram um rastro sutil de umidade.

— Eu sei.

— Então por que essa tristeza?

Ela demorou alguns segundos para responder, dando um gole curto no café amargo.

— Porque às vezes sinto que existe uma parte da vida dele onde eu nunca consegui entrar.

Maria colocou delicadamente a mão sobre seu ombro.

— Há pessoas que carregam pesos difíceis de dividir. Isso não significa que deixaram de amar.

A frase permaneceu ecoando na mente de Beatriz durante o restante da manhã.

Enquanto isso, a milhares de quilômetros dali, as turbinas do avião comercial silenciavam na pista do Aeroporto de Amsterdã-Schiphol, na Holanda. Fred cruzou o saguão desembarcando sob um céu carregado de nuvens chumbo e uma garoa típica dos Países Baixos. Ele seguiu de táxi em direção ao centro de convenções RAI Amsterdam, localizado no distrito de Zuidas, o coração financeiro e tecnológico da cidade. A arquitetura de vidro e aço do complexo erguia-se de forma imponente, cercada por canais estreitos e ciclistas que cortavam as calçadas molhadas.

No subsolo do gigantesco complexo, disfarçado entre as docas de descarga de equipamentos de TI, Fred encontrou-se com seus companheiros de Força-Tarefa, Alejandro e Francesca. Chicca exibia um sorrisinho de canto, mascando chiclete com sua habitual marra italiana, enquanto Alejandro limpava discretamente o colarinho da camisa tática, ainda ostentando uma leve mancha de batom vermelho resultante da recente e explosiva escapada em Marselha.

— Olha só quem chegou... O homem de família em solo holandês — provocou Alejandro, dando uma piscadela descontraída, tentando disfarçar o cansaço carnal com uma gíria informal de malandro. — E aí, Fred, o negócio em Brasília está muito puxado ou a patroa tá te dando folga?

— Menos, Alejandro. Foco no tabuleiro — cortou Fred, com a voz séria de comando, embora um sorriso contido denunciasse o traquejo de anos de parceria. Francesca empurrou uma maleta tática de alumínio anodizado sobre a bancada de testes, abrindo-a para revelar os microdispositivos de captação de áudio e vídeo subminiaturizados de última geração.

O objetivo era monitorar os alvos russos que usavam a feira de logística como biombo institucional. Fred testou os sensores de espectro infravermelho e os microfones de lapela cirúrgicos, guardando-os nos compartimentos ocultos de seu terno sob medida.

A programação oficial previa encontros com representantes de empresas de tecnologia, logística e infraestrutura.

Tudo registrado.

Tudo documentado.

Ao final do evento, dois memorandos de entendimento seriam assinados. Novos parceiros comerciais. Novas oportunidades para a Alves Participações. Era exatamente isso que diferenciava Fred de muitos agentes de inteligência. Ele jamais aceitara utilizar a empresa apenas como fachada. Se precisava viajar, fazia questão de gerar resultados concretos.

Cada contrato assinado fortalecia a companhia. Cada parceria ampliava os negócios legítimos herdados do pai. O sucesso empresarial nunca fora uma encenação. Era consequência de um trabalho real.

No Brasil, Renato começava a executar uma nova etapa de seu plano. Entrou casualmente na sala do diretor de tecnologia da empresa, fechando a porta de madeira atrás de si com um clique suave e quase imperceptível.

— Preciso de uma ajuda.

O diretor levantou os olhos, ajustando os óculos de grau enquanto afastava o teclado.

— Claro, seu Renato. O que manda?

— Você consegue recuperar os registros das viagens do Fred dos últimos anos? — perguntou Renato, mantendo a voz mansa, mas os olhos fixos na reação do funcionário.

— Para quê?

Renato sorriu, apoiando as mãos espalmadas sobre a mesa de mogno, inclinando o corpo com uma postura falsamente acolhedora.

— Estamos preparando um levantamento estratégico para expansão internacional. Precisamos cruzar os dados de logística para o conselho.

O diretor não desconfiou. Alguns minutos depois, uma planilha completa estava aberta na tela. Datas. Países. Clientes. Reuniões. Eventos.

Renato analisava cada linha com atenção, a luz azul do monitor refletindo diretamente nas suas pupilas contraídas. Havia um padrão, mas ele ainda não conseguia compreendê-lo.

Os destinos faziam sentido para um empresário. Os contratos existiam. As reuniões também. Mesmo assim... Alguma coisa permanecia escondida. E era exatamente isso que o fascinava.

Naquela mesma semana, Helena voltou a encontrar Renato.

O restaurante escolhido desta vez era discreto. Pouco movimentado. Ideal para conversas reservadas.

Renato parecia satisfeito, servindo mais vinho na taça dela com movimentos lentos e calculados.

— Descobri que você viaja tanto quanto meu irmão — disse ele, fixando o olhar nela, lembrando da foto em que ela aparecia próxima de Fred na Europa.

Helena sorriu, apoiando o queixo na palma da mão, sustentando o flerte sem piscar.

— Meu trabalho exige.

— Consultoria internacional?

— Entre outras coisas.

Ele inclinou-se ligeiramente sobre a mesa, baixando o tom de voz para criar uma falsa atmosfera de intimidade.

— E vocês dois já se encontraram em alguma dessas viagens?

Helena respondeu sem alterar a expressão, levando a taça aos lábios carnudos, saboreando o tinto devagar.

— O mundo corporativo é pequeno, Renato. As pessoas de alto escalão acabam se cruzando nas mesmas conferências.

Era verdade.

Sem revelar absolutamente nada.

Renato percebeu que ela desviara da pergunta, mas não insistiu.

Preferia fazer as pessoas falarem por vontade própria.

Helena, por sua vez, registrava mentalmente cada tentativa dele de obter informações sobre Fred.

Aquilo confirmava o que os relatórios já indicavam: Renato não estava interessado apenas na empresa.

Ele queria descobrir quem realmente era o irmão.

Jonathan passava a maior parte das tardes no laboratório da universidade.

Naquele dia, desenvolvia um algoritmo capaz de identificar alterações e fraudes em metadados de imagens digitais e áudios.

O professor aproximou-se, batendo de leve nas costas da cadeira de Jonathan enquanto olhava as linhas de código subindo na tela.

— Você pretende seguir carreira acadêmica, Jonathan?

Jonathan sorriu de canto, sem tirar as mãos do teclado mecânico.

— Ainda não sei, mestre. O mercado corporativo paga bem, mas a segurança cibernética me brilha os olhos.

— Você leva muito jeito para investigação digital, cara — observou o professor. — Seu raciocínio lógico é quase policial.

A observação pareceu casual, mas ficou gravada em sua memória.

Sem saber, Jonathan dava os primeiros passos no caminho que, anos depois, o levaria à Polícia Federal.

Na empresa, Beatriz percebeu uma mudança sutil em Renato.

Ele parecia mais presente.

Mais prestativo.

Mais interessado nas decisões administrativas.

Em outro momento, teria considerado aquilo positivo.

Agora, porém, alguma coisa a incomodava.

Era um excesso de disponibilidade.

Como se ele estivesse sempre por perto quando Fred estava viajando.

Ao final de uma reunião de orçamento, Renato comentou, recolhendo as pastas dela e oferecendo-se para carregar o notebook.

— Você deveria descansar um pouco, Bia. Está ralando demais.

— Ainda tenho muito trabalho, Renato.

— Não precisa carregar tudo sozinha, poxa. Já te falei isso várias vezes!

Ela sorriu cordialmente, puxando a pasta de couro de volta para as suas mãos com firmeza.

— Nunca carreguei sozinha, Renato. O Fred sempre esteve ao meu lado, mesmo quando o corpo dele está cruzando o oceano. A mente dele gerencia essa empresa comigo todo santo dia.

Renato manteve o sorriso, mas, por dentro, irritou-se profundamente. Suas mandíbulas se travaram por um segundo.

Mesmo ausente, Fred continuava ocupando todos os espaços da vida dela. Isso precisava mudar.

Naquela noite, já em seu quarto de hotel em Amsterdã, localizado no luxuoso Hotel Okura, com vista para as luzes refletidas no canal Amstel, Fred ligou para casa.

Jonathan atendeu primeiro.

— Fala, pai! Como estão os gringos aí? — atendeu Jonathan, jogando a caneca de café na mesa de cabeceira.

— Tudo caminhando, Jhonny. E na faculdade, como estão as coisas? — perguntou Fred, relaxando o nó da gravata.

— Está insano, pai. Desenvolvi um algoritmo de reconhecimento de fraude de imagem que está deixando os professores malucos. Eles dizem que se ficar do jeito que projetei será um dos mais rápidos e exatos do mercado.

— É assim que se faz, garoto. Mantém o foco — elogiou o pai, orgulhoso.

Conversaram um pouco mais sobre tecnologia e futebol. Depois o jovem passou o telefone para a mãe.

— Está tudo bem por aí, Bia? — perguntou Fred, a voz suavizando instantaneamente.

— Está. — Ela fez uma pausa, sentando-se na borda da cama de casal vazia, acariciando o travesseiro dele. — Só queria que você estivesse aqui hoje. A casa fica grande demais sem você.

Fred fechou os olhos por um instante, pressionando a testa contra o vidro frio da janela do hotel.

— Também queria, meu amor. Era exatamente onde eu queria estar agora. Com você.

O silêncio que se seguiu dizia mais do que qualquer frase.

Quando desligou, Fred permaneceu alguns minutos olhando a janela do quarto.

Do outro lado do mundo, cercado de compromissos e responsabilidades que não podia compartilhar, sentiu um peso incomum.

Pela primeira vez, teve a sensação de que seu maior inimigo talvez não fosse qualquer organização criminosa ou máfia internacional.

Talvez fosse o segredo que carregava havia tantos anos.

E, enquanto ele refletia sobre isso, Renato iniciava discretamente a fase mais perigosa de seu plano.

As peças já estavam cuidadosamente posicionadas sobre o tabuleiro. Faltava apenas uma ferramenta segura para o primeiro movimento, que deveria ser decisivo.

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Comentários

Foto de perfil genérica

Esse capítulo veio para indicar que agora o negócio vai ferver.

Ainda não sabemos quem mandou a foto para Renato e ele foi bastante sutil ao confrontar Helena.

Acredito que ele vai incutir na cabeça da Bia que Fred e Helena tem um caso.

Só não acredito que Bia, tão inteligente como é, vai cair nisso. Me custa a acreditar. Porém, se ela cair...

O que Renato fará com Bia pra desafogar toda inveja que tem do irmão será algo de proporções épicas.

EITA!!!!!!!

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Foto de perfil de Haedrig

Fim do primeiro capítulo, partiu para o segundo.

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Este comentário não está disponível
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Capitulo 1 finalizado!!

Vamos ver o andamento no Capitulo 2!!

PS - Chato pra caramba essa oferta de pornografia hein!

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