Era uma pena que a Ay nunca pudesse tirar férias como pessoas normais, exceto conseguisse alguém com quem dividir as tarefas de sua empresa. O que eventualmente fazia era programar vídeos, reportagens e artigos para uma semana ou um pouco mais. Então, tirava alguns dias.
Foi numa dessas, inclusive, emendando um feriado, que conhecemos André e Ana Clara no resort na Bahia. Um dos melhores presentes que já recebemos da vida. Quatro meses depois, estávamos todos juntos no Rio de Janeiro, o Demônio e a Megera como nossos hóspedes.
Na ocasião, desenvolvemos uma conexão e uma intimidade que eu não julgava possível. O que era amizade virou sexo, que virou amor, paixão e um tipo de relação meio fora dos padrões. Quando foram embora, não eram mais um casal amigo, eles eram nossos e nós éramos deles. Na ocasião, erradicamos os pronomes possessivos “meu” e “minha”, “seu” e “sua” de nossas conversas.
Isso não era algo simbólico para nós. Era a reafirmação formal do que nos tornamos. Em nossa mente, mesmo com a distância, física e temporal, nunca deixou de ser o que era. O que, aliás, tínhamos o desejo que se perpetuasse por toda a vida. Quiçá – por que não? – por toda eternidade. A gente nunca sabe o que, se e como vem depois da morte.
Com nosso reencontro, não demorou muito para que as coisas voltassem para os seus devidos lugares. Passarmos cinco dias dormindo com as mulheres trocadas não era um joguinho de troca de casais, embora eu imagine que seja muito excitante para quem faz. Não somos as pessoas mais indicadas para fazer reparos à vida ou às escolhas alheias.
No nosso caso, dormir com a Megera nada mais era que matar a saudade de dormir com a minha mulher. Para Ay, dormir com o Demônio durante quase uma semana, nada mais era do que dormir com seu dono, como elas se referiam a nós. Foi, talvez, algo que funcionou como uma reafirmação de algo sobre o que a distância poderia colocar dúvidas.
Nunca ficou muito claro qual era o papel da Cínthia no relacionamento dos nossos amados, mas eu sabia que isso deixava a Ay angustiada. Era impossível para ela não perceber Cínthia como uma rival, já que aquela mulher, além de colossal, tinha a proximidade e a convivência quase que diária ao seu favor.
Não obstante, é importante lembrar de que mantivemos contato quase que diariamente durante todo o período em que estivemos distantes. Nunca percebemos a mais remota mudança no comportamento deles durante todo esse tempo. Mas só mesmo o reencontro presencial para ratificar as boas impressões.
Nos dias subsequentes aquele final de semana, em que extravasamos nossa felicidade com uma verdadeira orgia, regada a churrasco e cerveja, que superou tudo que já fizéramos no passado, que já não fora pouco, com as mulheres descontroladas, o que foi possível perceber foi que todos já estávamos perfeitamente confortáveis em nossos papéis.
Na segunda-feira, fomos à praia de manhã, eu, André e Ana Clara, já que Ay trabalhava. Aproveitamos para dar uma caminhada no calçadão e retornamos na hora do almoço para fazermos a refeição com minha esposa, que logo voltou ao trabalho. Meus hóspedes queriam voltar ao Corcovado e foi um prazer levá-los para esse passeio. Que eu só fazia quando tinha alguém de fora para fazer a vez de guia turístico, conduta muito comum entre os cariocas.
Chegamos em casa no final da tarde e a Megera já chamou a Ay para sua agora famosa hora do banho. Aquela em que nos esquecíamos da existência delas. Não por desinteresse, mas pelo tempo de indisponibilidade. Às vezes, os sons que vinham do banheiro e do nosso quarto eram obscenos. Nem sempre ficávamos para ouvir. Ambos de férias, quase sempre descíamos para curtir uma cerva gelada em um bar das redondezas.
Aliás, era com o Demônio que eu passava mais tempo, praticamente da hora que acordávamos à hora de dormir. E o bom de ter uma pessoa assim por perto é que não falta assunto, sobretudo por sermos ambos ligados à área de negócios. Enquanto eu sou vice-diretor geral e braço direito do meu pai na loja, o Demônio trabalha no sistema financeiro. Aliás, eu brincava com ele que nada mais apropriado que um demônio trabalhar no sistema financeiro.
- E eu ainda pretendo fazer uma pós em marketing e outra na área de investimentos, mas quero montar minha própria consultoria, que é para ensinar as pessoas a investir corretamente, principalmente em valor.
- Vai ser difícil você provar para a humanidade que um cara que trabalha em banco e quer se especializar em marketing e investimentos pode ser uma boa pessoa – eu brincava, levando André às gargalhadas.
Naquela segunda-feira, Ana Clara me pediu para eu fazer com ela as mesmas “maldades” que fazia com a Ay. E quem poderia negar alguma coisa àquela mulher linda, fazendo aquela carinha de pidona? Fiz com que ficasse nua e se pusesse de quatro. Coloquei nela a coleira e o plug com rabinho de cadela da Ay.
A Megera passeou bastante de quatro, carregada pela coleira, latindo e balançando o rabinho para mim. O que talvez seja difícil de transmitir para as pessoas é o que um ser humano sente ao ver aquela mulher colossal, de tão linda, se entregando ao meu domínio. Não que eu não fosse pagar caro no dia seguinte, mas essa já é outra história.
Fiz com que lambesse minhas pernas e me dessa a patinha, entre outras coisas que uma cachorrinha faz. Depois, comi sua bucetinha com ela naquela posição linda, o bumbum e o rabinho balançando para mim. Foi difícil não gozar rápido, mas aquilo até era bom, porque tinha o segundo tempo de diversão ilimitada para agradar à minha putinha amada.
Amarrei-a na cama e Ana Clara descobriu o que é ser torturada por vibradores e plugs, tendo verdadeiras convulsões de tanto gozar, a coitadinha. Depois da tortura, com minha gatinha toda sensível, era hora de terminarmos a noite da melhor forma possível: fazendo amor de forma apaixonada.
No dia seguinte, não teve jeito. Por ser tão minha dona quanto a Ay, a degenerada reivindicou o direito à minha portinha dos fundos, mas não sem antes mostrar o quanto estava aprendendo com a Ay a deixar um homem louco na cama com seus carinhos, torturas e provocações verbais, um conjunto de estímulos que quase me tirou do corpo.
O fator mais decisivo para o êxtase era aquele corpo. Na medida que íamos todos os dias à praia, a Megerinha ganhou uma cor que a deixou ainda mais maravilhosa. Só de olhar para as marquinhas dos seus biquínis, eu já enlouquecia. O tesão de me entregar ao seu domínio, o domínio de uma deusa, era quase insuportável. O que era uma preguinha a menos ante tantos benefícios?
Já com relação à Ay, fomos praticamente separados por aquela rotina. Só uma vez consegui ter um pouco mais de sua atenção após o almoço, quando nossos hóspedes preferiram ir para o quarto descansar e dar umazinha. Foi uma foda quente, daquelas de sair faísca, antes que minha esposa voltasse ao trabalho e eu ficasse no quarto curtindo um filme antes que o Demônio me arrastasse para a rua novamente.
A rotina mudou na sexta-feira, quando Ay só trabalhou na parte da manhã e fomos à praia à tarde. Era noite de Portela, com direito até a Zuzú formando no bonde. Com Ay reforçando seu bronzeado naquela pele morena natural e Ana Clara com aquela cor maravilhosa, as duas criaturas estavam deslumbrantes, capazes de desbancar até o pôr do sol, a que assistimos no Arpoador naquele final de tarde de sexta-feira carioca.
Chegamos à Portela antes das 23 horas. O Demônio, razão de estarmos em Madureira, mal chegou e já foi comprar a camiseta oficial do carnaval daquele ano. Ay estava com um top de bojo e alcinha azul pastel e uma minissaia jeans curta e desfiada, marcando bem suas curvas e evidenciando suas coxas bem torneadas, daquele tom moreno que é o mais bonito já inventado para se pôr na pele de uma mulher. Ana Clara, por sua vez, estava com um vestido estampado claro, que ia até o meio das coxas, braços e ombros totalmente, e coxas parcialmente, de fora. Uma visão espetacular com aquele bronzeado.
Dava para sentir o efeito que aquela dupla de deusas causava no ambiente. Mesmo as exclamações de admiração não verbalizadas podiam ser ouvidas. Não havia diferença entre os olhares que se demoravam e os que se desviavam do espetáculo. Ambas as reações eram formas diferentes e inevitáveis de manifestar admiração.
Depois de meia hora na quadra, mais preocupados em nos acomodarmos à mesa e em comprar um balde generoso de cerveja para nos abastecer, fora a famosa caipirinha da Megera, nos deparamos com aquela figura tão miúda quanto notável vindo em nossa direção.
- Rick, me segura que eu já estou passando mal – encenou, se dirigindo ao namorado, um sujeito alto e magro, loiro, olhos claros e um jeito tímido.
Sabe aquelas pessoas que quase não falam e reagem na maior parte do tempo com um riso tímido? Era o Rick, um sueco que, por força do trabalho, veio viver no Brasil. Economizava nas palavras, mas não porque fosse um observador voraz, mas porque, além da timidez, lhe faltava um domínio mais seguro da língua portuguesa.
Zuzú olhava para Ana Clara e Ay com a mão no peito e um olhar de espanto.
- Como se não bastasse uma deusa, temos duas para adorar. Abafa, que meu coração vai sair pela boca. Juntou a deusa do requebrado e a deusa do acarajé. Onde o mundo vai parar com tanta beleza, meu são Judas Tadeu das bichas invejosas?
Se o mundo era perfeito quando estávamos os quatro juntos, com Zuzú por perto ficava ainda mais divertido.
- Deusa Ayanna, me empreste só um pouquinho da sua beleza. Só para eu dar uma voltinha. Eu juro que devolvo para que minha rainha continue plena em seu esplendor.
- Está transbordando inspiração hoje, hein Zuzu! Está amando, sua safada? – cumprimentou Ay, olhando para Rick, que respondeu com um sorrisinho comedido.
- Esse é Rick, rainha. Aceite mais esse pobre mortal como seu súdito.
Ay cumprimentou Rick lhe oferecendo a mão.
- Muito prazer – respondeu o sueco com um sotaque carregado e uma voz serena.
Enquanto isso, Zuzu cumprimentava Ana Clara com um abraço para depois fazer uma reverência ao estilo dos cortesãos europeus do século XVII.
- Até o cheiro dessa mulher deixa as pessoas tontas. Está ainda mais divina do que um ano atrás.
- Obrigada, Zuzu, você também está ótimo – reagiu Ana Clara encabulada.
- “Ótimo” é muito mais do que um elogio para um pobre mortal se vindo de uma deusa.
Enquanto a Megera cumprimentava Rick, Zuzu mudava o foco, mas não deixava cair a intensidade do espetáculo. Olhando para mim e para André, se abanava com as mãos, simulando calor e falta de ar.
- Soberano dos mares, divindade que caminha sobre as ondas. É muita emoção para uma bicha só.
- Deixa de show, Zuzu, a única divindade aqui é você. Bebe uma gelada, que a noite está só começando - reagi.
- Não é divindade, príncipe submarino, no meu caso é entidade, mas se aquiete, moço, que eu sou do bem.
- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!
- Fala, Zuzu. Lembra de mim ou só se lembrou da deusa do acarajé? – brincou o Demônio.
- Tem coisas na vida, meu deus da perdição, que a gente só precisa ver uma vez na vida para não esquecer pelo resto da eternidade - respondeu Zuzu, fazendo caras e bocas impagáveis que quase levaram a Megera a nocaute de tanto rir.
Mal terminaram os cumprimentos e apresentações, a bateria se posicionou e iniciou o aquecimento. Os quadris da Ay e da Megera logo ganharam vida própria, deixando a respiração das pessoas ao redor mais pesada. E olha que elas nem haviam começado o show.
Estávamos mais preocupados em beber e nos deliciar com a performance verbal e gestual do Zuzu, que superava as meninas na arte de ser o centro das atenções, chegando a arrancar lágrimas do André de tanto rir.
Aliás, o Demônio entrou em estado de êxtase quando o intérprete, o falecido Gilsinho - que Deus o tenha e à sua voz magnífica -, começou a puxar os sambas antigos da Portela. Não demorou, as mulheres e Zuzu estavam na pista. O brilho de felicidade nos olhos das duas, que sempre mantinham contato visual conosco, era contagiante. A coreografia, o bailado de seus corpos, a sensualidade quase distraída, que é a mais letal de todas as sensualidades, não permitia que a respiração fluísse sem hiatos.
Sempre que podia, Ay me olhava daquele jeito que parece um pacote de promessas indecentes. Desde a praia, havia uma eletricidade diferente entre nós. Algo poderoso, que já conhecíamos de longa data, mas que tinha um novo ingrediente: a escassez um do outro. Mas naquela noite havia uma conexão quase autoritária, que fazia nossos olhares se buscarem a todo momento e dizerem coisas saborosas, que entravam pela retinha e terminavam incendiando o coração.
Depois da primeira meia hora de espetáculo de nossas pretinhas, que se misturavam a outras tantas, Ay se pendurou no meu pescoço, o corpo suado de tanto dançar. Aquele cheiro de suor limpo com perfume, misturado com seu hálito, era muito afrodisíaco. Não tanto quanto aquele beijo molhado, faminto e apaixonado, que eu conhecia e amava. Quando dançava, fazia questão de mostrar com os olhos que era para mim. Quando terminava, voltava para os meus braços com um beijo demorado e cheio de sede, como fosse aquilo um ritual de reafirmação.
O lugar e as companhias eram ideais para uma noite perfeita. Elas dançaram, nós admiramos, bebemos e rimos juntos. Eu e Ay namoramos daquele jeito que faz com que me apaixone por ela várias vezes por semana. Deixamos a quadra por volta das 2h30 e não demoramos para chegar em casa, o cansaço disputando espaço com o desejo. Mal entramos em casa, nos atracamos com fome, um sugando a boca do outro, seu cheiro de fêmea com tesão me consumindo.
Naquela madrugada, não teve saideira, até porque a regra era acordar cedo, pois tínhamos bloco para ir já de manhã. Fomos nos atracando até dentro do quarto, sem sequer nos despedirmos de Ana e André. Imagino que eles não tenham se incomodado com isso, pois também deram todos os indícios de que haviam se esquecido de nossa existência tão logo entramos em casa.
Ainda de pé, puxei seu top pela cabeça. Ela fez o mesmo com minha camiseta. Castiguei seu pescoço, seus ombros e seus seios com mordidas, beijos e lambidas famintas, saboreando o gosto de sua pele levemente salgado por causa do suor. Gosto de mulher de verdade, o que é uma delícia. Enquanto me abaixava, sustentado nos meus pés e dobrando o joelho, lambendo sua barriguinha chapada feito um leão faminto, levantei sua saia. Ay se contorcia como uma cobra pedindo que eu a devorasse sem dó.
Levantei sua minissaia até a cintura. Sua calcinha pequenina marcava o formato da sua buceta. Enfiei o nariz no meio de sua racha, sentindo aquele cheiro de buceta de fêmea no cio, que quase desmaiei com tanto prazer. Beijei suas coxas e sua bucetinha por cima da calcinha, apertando sua bunda com vontade. Ay não gemia, ela rosnava baixo como uma fera, que queria ser devorada e devorar.
Virei-a de costas e esfreguei meu rosto naquela bunda durinha, esculpida com maestria por quem quer que seja que teve o bom gosto de conceber aquela mulher. Mordi com uma força que era o limite entre o carinho bruto e a agressão. Ay solto um gritinho de dor, mas não reclamou. Ao contrário, vendo que eu estava descontrolado de tesão, empinou a bunda e esfregou no meu nariz, rebolando, me deixando ainda mais fora de controle.
Ergui-me, ficando de pé. Encostei meu pau em seu traseiro, já só de cueca, para sentir aquele contato mais delicioso do mundo.
- Rebola essa bunda na minha pica, igual você rebolou lá no samba, deixando todo mundo babando, querendo estar no meu lugar agora.
- Era para você. Sempre é para você. Sempre é para o meu dono – respondeu Ay, ofegante, me obedecendo e rebolando aquela gostosura no meu pau.
- Eu estava ficando louco só de olhar você se requebrando daquele jeito.
- E eu estava quase gozando de saber que você estava me olhando com desejo. Eu fico louca de me requebrar para você, te seduzir e depois me entregar, fazer suas vontades. Te obedecer. Ser sua mulher, sua escrava, seu objeto. Seu depósito de porra. Aiiiiiiinnnnnnn, amooooorrr – gemeu, quando apertei com mais força seus seios durinhos e redondos com as mãos, forçando sua bunda e rebolando contra o meu pau.
- Meu ou do Demônio?
- Dos dois. Meus dois donos, mas você sabe que está no topo da hierarquia. Se eu tiver que acordar por alguém, sempre será por você. Se eu tiver que morrer, será por você, meu marido.
Com a Ay falando daquele jeito, eu já estava à beira de gozar. Sabia que aquele fogo alimentado durante aquela semana não se apagaria em uma madrugada. Ardia, queimava, incendiava, consumia. Joguei Ay de costas na cama e dei uma lambida faminta em sua sola. Ay respondeu com um gritinho quase de nervoso. Meu ataque foi direcionado à linha abaixo do joelho. Eu sabia que ela enlouquecia, ela sabia que ia enlouquecer.
O cheiro sorrateiro de suor, o gostinho levemente salgado e a visão do seu corpo se contorcendo todo era combustível para me levar junto. Beijei, cheirei, lambi, apertei e acariciei seus pés e sua panturrilha, levando minha língua até a parte de trás do seu joelho. Ay só fazia movimentos deliciosos de prazer com o corpo, arqueando as costas, mordendo os lábios, cerrando os olhos, rosnando, sobretudo quando minha boca passeava voraz por sua manturrilha, e espremendo os próprios seios com as mãos.
Depois de muito torturá-la nas pernas e nos pés, puxei sua calcinha, que parecia quase colada na buceta de tão enxarcada. Lambi e dei mordidas obscenas no interior de suas coxas. Ay agora se debatia, gemia e rosnava desesperada de prazer.
- Tá me enlouquecendo, amooorrr – protestou com a voz aflita.
- É exatamente o que eu quero fazer – respondi quase com perversidade na voz, antes de mergulhar minha língua em sua fenda de uma vez só, quase que de surpresa.
Ay soltou um grito e se tremeu como quem acabara de levar um choque. Meu ataque foi tão feroz, que minha mulher não conseguiu mais parar de rebolar na minha boca e rosnar de um jeito que era possível ouvir por toda a casa, sem mais qualquer controle.
Gozou quase me sufocando, apertando meu rosto com suas coxas e puxando minha cabeça com as mãos, tentando me prender entre suas pernas para sempre, o que estava longe de ser uma má ideia.
- Me come, amor, por favor – conseguiu pedir com uma voz irreconhecível, num tom mais grave do que o normal, porém rouca e, ao mesmo tempo, saindo de um lugar do corpo que eu não sabia identificar.
- Como você quer dar para mim?
- Ai, amor, não faz isso, que eu estou sensível – respondeu, com a voz quase sumindo, quando ataquei seu pescoço com beijos.
Não perguntei de novo, pois meu pau já estava posicionado bem em sua entradinha. Só encaixei e deixei que deslizasse até o fundo daquela xota quentinha e apertadinha, fazendo Ay soltar um uivo. Tirei quase tudo de dentro dela e afundei novamente, mas agora rápido, fundo e com força.
O grito de Ay foi descontrolado. Eu fiz de novo, de novo e mais uma vez. Ay de agarrou desesperada em mim e urrava a cada investida. Tentou formular alguma frase diversas vezes, mas a única resposta que conseguiu me dar foi soltar um berro. Sua buceta se contraiu tanto, que chegou a expulsar meu pau. Ay me apertava com uma força descomunal, me arranhando os ombros, provavelmente ao ponto de me arrancar sangue. Não conseguia falar, só gemia sem parar e respirava de um jeito que parecia não haver oxigênio no ambiente.
Quando se recuperou minimamente, puxou o meu pescoço e enfiou a língua na minha boca com sede. Foi quando consegui meter o pau novamente, fazendo um entra e sai mais civilizado, mais lento, mas que logo foi ficando mais forte e acelerado. Ay, como uma guerreira ressuscitada após ter sido morta em batalha, correspondia meus movimentos e devorava minha boca. Não suportei muito tempo e anunciei que ia gozar.
- Vai, amor, goza dentro e me faz um filho.
O jeito apaixonado como ela falou aquilo me descontrolou de vez
- Poooorraaaaa, Aaaaayyyyy, tu quer me enlouquecer, caaaaraaaalhooo. Vou te engravidar sua gostosa. Vai ser mãe dos meus filhos.
- Me engravida, porra, que eu quero gozar sendo fecundada.
- Vão crianças! O primeiro a chegar ganha o direito de morar nove meses no planeta Ay, o mais bonito e perfeito que Deus já criou – rosnei, antes de descarregar um caminhão de Gabrieizinhos dentro da minha mulher.
Ay gozou chorando e soluçando como se estivesse sendo torturada ou apanhando, mas fazendo beicinho e tudo, me olhando nos olhos com um brilho que poderia cegar quem não estivesse acostumado. Eu entendi o que ela estava sentindo. Era o mesmo que eu. As lágrimas brotaram também dos meus olhos. Só nos abraçamos apertado e ficamos em silêncio, trocando beijos e carícias, até que nossa respiração pudesse ser controlada.
Não foi preciso dizer mais nada. Havia um ano que eu convidara Ay para morar comigo em definitivo. Só esperávamos por André e Ana Clara para marcarmos o casamento. Havíamos dado um passo grandioso, que culminou, inclusive, na compra do apartamento.
Naquela madrugada ficou muito claro. Uma decisão começa como uma intenção. Até então, só faláramos em filhos em tom de brincadeira ou nos referindo a um projeto para o futuro. O que aconteceu naquela madrugada foi mais do que intenção. Foi desejo, um sentimento forte que se apropriou de nós e nos emocionou profundamente.
Teríamos que conversar sobre o assunto. Claro que Ay não engravidaria com aquela trepada. Minha gata usava DIU. Além do mais, caso acontecesse, seria uma confusão danada ter que saber se o filho era meu ou do André. Nem quero imaginar uma coisa dessas. Por mais que eu ame o Demônio com todas as minhas forças, não consigo ver graça nenhuma em ter que criar um Demoniozinho ou me tornar pai de uma Megerazinha.
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