Meu nome é Carlos. Sou branco, tenho 31 anos, sou mecânico de motos, mas no momento estou desempregado. Tenho 1,78 m de altura e um físico normal, de um cara comum que não pisa muito na academia e já está com uma leve barriga de quem fica em casa o dia todo. Essa é a história de como as coisas mudaram aqui com a minha esposa, a Mirela.
A Mirela tem 29 anos. Ela é branca, tem o cabelo ruivo natural, olhos verdes e sempre teve um corpo de chamar atenção: pernas grossas, seios médios de auréolas rosadas, quadril largo, cintura fina, bumbum arrebitado de ninfetinha e aquele jeito que faz qualquer um olhar duas vezes na rua. Como as contas apertaram com a minha demissão, ela resolveu ajudar nas despesas dando aulas particulares em casa.
Foi aí que o Guilherme entrou na história. Ele é meu primo, tem 18 anos, é negro, alto e tem aquele porte físico de quem vive jogando bola, cheio de energia. Como ele estava com notas péssimas na escola, a mãe dele pediu para a Mirela dar uma força.
Tudo começou numa tarde de terça-feira. Eles estavam na mesa da copa estudando. Eu estava na sala, largado no sofá, assistindo à TV, mas com a cabeça longe. Fui até a cozinha pegar água e acabei parando no corredor, escondido.
Eu vi o Guilherme inclinado na mesa, fingindo olhar o caderno, mas o olho dele estava cravado no decote da Mirela. Em vez de disfarçar, ele foi folgado. Chegou mais perto dela, encostou o braço no dela, deu um sorriso de canto e soltou: "Sabe, Mirela... se a senhora fosse me ensinar lá no quarto, eu prestaria muito mais atenção em você."
Meu sangue gelou na hora. Eu esperava que a Mirela desse um esporro nele, que o mandasse respeitar a casa do primo mais velho. Mas ela não fez isso. Só deu uma risadinha nervosa, ficou vermelha, mexeu no cabelo ruivo e disse com a voz meio falha: "Para com isso, Guilherme. Foca na lição."
Eu recuei para o sofá devagar. Fiquei ali, em silêncio, com o coração batendo forte. Aquele desrespeito dele na minha própria casa deveria ter me deixado louco de raiva. Mas, estranhamente, eu estava desempregado, me sentindo por baixo, e ver o meu primo mais novo jogando aquele charme nela de forma tão direta, e ela balançada, mexeu com a minha cabeça de um jeito totalmente diferente. Foi ali que percebi que gostava de assistir.
A aula continuou por mais uma hora, mas nada ali era normal. Eu nem conseguia prestar atenção no programa que passava na TV; meus ouvidos estavam todos virados para eles. Dava para ouvir o barulho das cadeiras se mexendo, o som da caneta no papel e, de vez em quando, a voz do Guilherme soltando umas piadinhas em tom baixo. E a Mirela, em vez de dar uma bronca séria, só dava aquelas risadinhas curtas, tentando desconversar.
A cada minuto que passava, a minha cabeça dava um nó maior. O certo seria levantar dali, ir lá na mesa e colocar o moleque no lugar dele. Ele tinha 18 anos, era meu primo e estava debaixo do meu teto. Mas a verdade é que a ideia de ver a minha mulher sendo cobiçada por um cara mais novo, forte e cheio de gás me deixava totalmente mexido. A mistura de vergonha com aquele tesão meio proibido me travava no sofá, sem reação.
Quando deu umas cinco da tarde, ouvi o barulho dos cadernos sendo fechados. Levantei bem devagar, sem fazer barulho com o chinelo, e fui até o corredor de novo para olhar pela brecha.
O Guilherme já estava em pé, ajeitando a mochila nas costas. Ele é alto pra caramba, e do lado da Mirela parecia ainda maior. Ela continuava sentada na cadeira, juntando as folhas de papel na mesa. Ele chegou bem perto dela, se curvou um pouco e encostou a mão no ombro dela, apertando de leve.
"Valeu pela aula, Mirela. Terça que vem eu venho de novo... e vê se não esquece do que eu te falei", ele soltou, com a voz bem baixa, quase num sussurro na orelha dela.
A Mirela olhou para cima, engoliu em seco e tentou disfarçar, mas deu para ver que a mão dela tremeu na hora de segurar a caneta. "Vai embora, Guilherme. A gente se vê na terça", disse ela, sem olhar direito nos olhos dele.
Ele deu um sorriso de lado, satisfeito pra caramba por ter mexido com ela, e caminhou em direção à porta da sala. Tive que correr de volta pro sofá para não ser pego no flagra. Deitei de qualquer jeito e fingi que estava distraído com a TV. Ele passou por mim, deu um aceno rápido e foi embora.
Poucos segundos depois, a Mirela apareceu na sala. Ela estava com o rosto corado e um pouco afogueada. Ficou me encarando por uns segundos, como se estivesse medindo se eu tinha escutado algo. Olhei para ela, disfarcei a agitação no meu peito e perguntei, com a voz mais normal do mundo: "E aí, amor... como foi a aula com o meu primo?"
Mirela deu uma travada na porta da sala, ajeitando a blusa com a mão meio trêmula. Ela me olhou de canto, tentando ver se tinha alguma desconfiança na minha cara, mas eu forcei um sorriso bem neutro, como se só estivesse prestando atenção na televisão.
— Ah, foi de boa... — ela respondeu, engolindo em seco. — O Guilherme é meio aéreo, sabe? Fica no mundo da lua, viaja demais na hora da explicação. Mas acho que no fim deu para ele pegar um pouco do assunto.
— Ah, sim— eu disse, levantando devagar do sofá e indo em direção a ela. — Moleque nessa idade só pensa em futebol e besteira. Mas a mãe dele tá preocupada, então é bom dar esse aperto.
Ela me olhou por um segundo a mais, parecendo aliviada por eu não ter percebido nada. Só que, quando passei perto dela, deu para sentir o calor do corpo dela e o perfume doce que ela tinha passado antes da aula. A respiração dela ainda estava um pouco funda, acelerada.
A gente foi para a cozinha preparar a janta. Eu fiquei ali cortando os temperos na tábua enquanto ela cuidava das panelas no fogão. Só que a minha cabeça não saía daquela cena do corredor. Toda hora me vinha a imagem do Guilherme encostado nela, a mão perto do ombro dela, soltando aquela frase cheia de intenção, e a Mirela ficando toda vermelha sem conseguir dar um chega pra lá nele.
Enquanto a água fervia, ela encostou na pia de costas para mim. Olhei para as pernas dela, para o quadril bem largo marcando no short curto que ela usava em casa, e senti uma pontada forte no peito. Era loucura, um negócio totalmente fora do normal, mas a verdade é que ver outro cara cobiçando a minha mulher daquele jeito tinha ligado um motor diferente dentro de mim.
Cheguei por trás, abracei a cintura dela e dei um beijo no pescoço. Ela deu um pulinho de susto, soltando um suspiro alto.
— Nossa, Carlos! Que susto! — ela falou, rindo meio amarela e virando o rosto.
— Desculpa, amor. É que você tá bonita demais hoje — murmurei na orelha dela, sentindo o corpo dela ficar tenso por um segundo antes de relaxar.
Ela se virou de frente para mim, olhando nos meus olhos com uma cara de quem tentava adivinhar o que se passava na minha cabeça. E ali eu percebi que a semana até a próxima terça-feira ia parecer uma eternidade.
A janta passou meio arrastada. A gente comeu na mesa da cozinha praticamente em silêncio, só com o barulho do jornal passando na TV. De vez em quando a Mirela me olhava de canto, como quem queria falar alguma coisa, mas logo voltava a prestar atenção no prato. Eu também não forcei a barra. Queria guardar aquela energia e observar bem cada detalhe.
A semana foi passando devagar pra caramba. Eu ficava em casa procurando o que fazer, arrumando uma coisa ou outra, mas a minha cabeça não saía daquela cena. Toda vez que olhava pra Mirela andando pela casa de short curto ou ajeitando o cabelo, a imagem do Guilherme debruçado na mesa perto dela vinha direto na minha mente. E o mais doido de tudo é que isso me deixava com uma vontade absurda de chegar junto dela, de um jeito que a gente não tinha há um bom tempo.
Quando finalmente chegou a outra terça-feira, o clima na casa parecia totalmente diferente. Logo cedo percebi que a Mirela estava meio agitada. Ela limpou a mesa da copa umas duas vezes, trocou de roupa antes da tarde chegar e acabou escolhendo um vestido leve, florido, que marcava bem a cintura e deixava os ombros de fora. Passou aquele mesmo perfume doce e ficou ajeitando o cabelo ruivo no espelho do banheiro por um tempão.
Eu fingi que não estava reparando em nada. Fiquei no meu canto, largado na sala, mexendo no celular e fingindo prestar atenção no programa da TV. Por volta das duas da tarde, a campainha tocou.
O meu coração deu uma disparada violenta. A Mirela foi atender a porta na mesma hora, sem nem esperar eu levantar. Quando ela abriu, lá estava o Guilherme. Ele usava uma camisa regata preta, bermuda e estava com a mochila jogada num ombro só. Deu um sorriso largo pra ela, sem vergonha nenhuma, e entrou como se fosse o dono do pedaço.
— Fala aí, Mirela. Pronta pra mais uma aula? — o moleque soltou, dando aquela olhada de cima a baixo nela sem nem disfarçar.
— Entra, Guilherme. Vamos pra mesa — ela disse, com a voz meio falha, tentando parecer séria.
Ele passou por mim na sala, deu um "fala, primo" rápido e foi direto pra copa. Respondi com um aceno curto e continuei no sofá, sentindo o peito esquentar. A aula ia começar de novo, e dessa vez eu não ia perder nenhum detalhe.
Eles se sentaram na mesa da copa e o som dos cadernos se abrindo começou. Eu esperei dar uns cinco minutos para levantar do sofá sem fazer barulho, andando bem devagar até o corredor, ficando atrás daquela parede que dava uma vista perfeita de canto.
O Guilherme já tinha puxado a cadeira dele para bem perto da Mirela. Ele nem disfarçava. Ficava com o cotovelo apoiado na mesa, a cabeça encostada na mão, olhando fixo para o rosto dela e para o decote do vestido florido enquanto ela tentava explicar a matéria de matemática.
— Mirela... você tá cheirosa hoje, sabia? — ele soltou do nada, interrompendo ela no meio de uma conta. — Esse perfume aí tá me desconcentrando todinho.
A Mirela parou a caneta no ar, ficou vermelha feito um pimentão e tentou dar uma de durona, mas a voz dela entregava tudo:
— Guilherme, para com essa brincadeira. A sua mãe tá pagando a aula para você passar de ano, não para ficar me tirando do sério.
— Mas eu tô falando sério — ele rebateu, dando um sorriso de canto, sem se abalar nem um pouco. Ele se esticou mais e encostou o joelho no joelho dela por baixo da mesa. Eu vi nitidamente a Mirela dar um leve sobressalto, mas ela não se afastou. Só engoliu a saliva com dificuldade e tentou continuar escrevendo no caderno.
Minha respiração ficou pesada na hora. Ver a minha própria esposa tentando manter a pose, com o corpo todo arrepiado por causa do charme de um garoto de dezoito anos dentro da minha casa, fez um calor subir direto pela minha espinha. A sensação de estar ali escondido, vendo tudo acontecer sem eles saberem, era boa demais.
O Guilherme foi ainda mais longe. Ele esticou a mão e encostou devagar no cabelo ruivo dela, puxando uma mecha para trás da orelha.
— Se você me der uma chance, aposto que eu aprendo essa matéria bem rápido... — ele murmurou bem perto do rosto dela.
A Mirela fechou os olhos por um segundo, deu um suspiro fundo e tirou a mão dele dali com cuidado, mas sem raiva nenhuma na voz:
— Chega, Guilherme... o Carlos tá ali na sala.
Aquela frase dela foi o golpe final. Ela não disse que era errado ou que não queria; ela só disse que eu estava perto. Ali eu tive a certeza de que ela também já estava totalmente entregue àquele jogo.
O sorriso do Guilherme só aumentou quando ela falou isso. O moleque era esperto, sacou na hora o que aquela desculpa queria dizer. Ele não recuou nem um pouco. Pelo contrário, abaixou mais a voz, falando quase num sussurro.
— Ele tá lá na sala vendo TV, nem tá ligando pra gente — o Guilherme falou, olhando no fundo do olho dela. E então, eu vi a mão dele descer por baixo da mesa.
Da onde eu estava, dava para ver certinho o movimento. A mão grande dele pousou bem na coxa grossa da Mirela, bem na beirada do vestido florido. A respiração da minha mulher falhou na mesma hora. Ela arregalou os olhos verdes e apertou a caneta com tanta força que os dedos ficaram brancos.
— Gui... não faz isso... — ela murmurou, mas a voz saiu bem fraca. E o detalhe principal: ela não tirou a mão dele de lá.
O Guilherme fez um carinho devagar na perna dela, subindo os dedos só mais um pouquinho.
— Viu como você também quer? — ele provocou, com a maior cara de pau do mundo.
Eu estava colado na parede do corredor, suando frio. Meu coração batia tão rápido que achei que eles iam acabar escutando. Ver a mão do meu primo alisando a perna da minha esposa, dentro da minha casa, a poucos metros de mim, me deu um calor absurdo no corpo todo. Eu apertei as mãos, tentando me segurar para não fazer nenhum barulho.
A Mirela fechou os olhos e soltou um suspiro tremido. Ela botou a mão dela por cima da mão dele, não para dar um tapa ou empurrar, mas como se quisesse segurar a mão dele ali para não deixar subir mais.
— Hoje não, Guilherme. Por favor. Copia o que tá no caderno agora — ela pediu, quase implorando, virando o rosto pro lado pra fugir do olhar dele.
Ele deu uma risadinha baixa, tirou a mão da perna dela bem devagar, arrastando os dedos na pele, e voltou a olhar pro papel.
— Beleza, professora. Hoje eu deixo passar. Mas na próxima aula a gente continua de onde parou.
Tive que prender a respiração e voltar na ponta dos pés pro sofá. Quando me joguei lá de novo, minha cabeça estava a mil. A ficha tinha caído de vez: eu não só gostava de ficar escondido assistindo, como eu queria muito ver até onde aquilo ia chegar.
Fiquei ali jogado no sofá, com a cabeça fervendo e o coração disparado. A minha mente reproduzia sem parar aquela cena: a mão do meu primo subindo pela coxa da minha mulher, e a Mirela sem reação, com os olhos fechados, aceitando aquele toque na minha própria casa. O barulho das folhas virando na mesa da copa durou mais uns vinte minutos, mas para mim pareceu uma eternidade.
Quando deu o horário, ouvi a cadeira arrastando no piso. O Guilherme levantou, pegou a mochila e veio caminhando em direção à porta. Quando ele passou pela sala, deu uma parada do lado do sofá, deu um tapa leve no meu ombro e soltou: "Valeu aí, primo. Até terça que vem". Eu só respondi com um aceno rápido de cabeça, sem olhar muito nos olhos dele para não entregar nada.
Assim que a porta principal bateu, a Mirela apareceu na sala. Ela estava com o rosto queimando de tão vermelho, respirando fundo e ajeitando o vestido florido com as mãos trêmulas. Parou perto da estante, passou a mão pelo pescoço e tentou puxar assunto para medir a minha reação.
— Esse menino me deixa exausta... não para quieto um segundo — ela disse, com a voz meio falha, tentando dar uma risada sem graça.
— É a idade, amor... moleque nessa fase tem energia demais acumulada — respondi, mantendo a cara mais limpa do mundo, mas encarando bem no fundo dos olhos dela.
Ela engoliu em seco, assentiu e foi direto para o banheiro tomar um banho demorado.
Naquela noite, a nossa relação na cama foi totalmente diferente de tudo o que a gente já tinha vivido. Eu não conseguia tirar da cabeça a imagem da mão dele apertando a pele dela. Cheguei junto com uma pegada muito mais forte, puxando ela pelo quadril e beijando o pescoço dela com vontade. A Mirela estava elétrica, respondendo a cada movimento meu com um ardor que há muito temp.
Enquanto a gente se pegava no escuro do quarto, eu sabia que as coisas entre nós tinham mudado para sempre. Não falei nada do que tinha visto no corredor e guardei o segredo só para mim. Mas por dentro, encostado nela, eu já estava contando os dias e as horas para a próxima terça-feira chegar.
A semana se arrastou de novo. Parecia que o tempo não passava de jeito nenhum. Quando a terça-feira chegou, o clima na casa já acordou diferente. Logo depois do almoço, reparei que a Mirela foi para o quarto e demorou um tempão. Quando ela saiu, meu queixo quase caiu.
Ela estava usando um shortinho jeans bem justo, daqueles que deixam a curvinha do bumbum aparecendo embaixo, e uma blusinha branca de alça de tecido bem fino. E o detalhe: dava pra ver de longe que ela estava sem sutiã. Os bicos dos seios estavam bem marcados na blusa. Ela sabia muito bem o que estava fazendo e para quem estava se arrumando daquele jeito.
Deu duas da tarde e a campainha tocou. Era ele. O Guilherme entrou com aquela mesma marra, cumprimentou a gente rápido e já foi indo para a copa. "Bora, professora, que hoje eu tô cheio de vontade de aprender", ele falou, dando uma risada safada, olhando ela de cima a baixo.
Eu esperei eles sentarem. Peguei o controle, aumentei o volume da TV de propósito para eles acharem que eu não ia escutar nada, e fui de fininho para o meu esconderijo de sempre no corredor.
Dessa vez, o moleque não fingiu nem por cinco minutos. Ele já puxou a cadeira dele colada na dela. As pernas dos dois já estavam se roçando por baixo da mesa. A Mirela tentou abrir o livro de matemática, mas a mão do Guilherme foi direto para a coxa dela, apertando a pele bem na beirada do shortinho.
— Gui... a gente combinou de estudar... — ela falou baixinho, mas a voz já estava tremendo e a respiração pesada.
— A gente não combinou nada, Mirela. Você sabe que quer isso tanto quanto eu. Olha como você se arrumou pra mim hoje — ele respondeu, com a voz grossa, sem tirar o olho do peito dela.
Aí o negócio ficou louco de vez. O Guilherme levantou da cadeira e foi para trás da Mirela. Ele colocou as duas mãos grandes nos ombros dela e começou a fazer uma massagem. Em vez de mandar ele parar, a Mirela jogou a cabeça para trás, encostando na barriga dele, fechou os olhos e soltou um suspiro longo.
As mãos dele foram descendo pelo pescoço, pelo colo, até que ele passou os braços por cima dos ombros dela e, por cima da blusinha branca, apertou os peitos dela com vontade, esfregando os polegares bem nos bicos que já estavam duros.
Eu prendi a respiração. Minhas unhas raspavam na parede de tanto nervosismo e tesão. A Mirela não tirou as mãos dele de lá. Ela só mordeu o lábio de baixo e deixou.
— O corno do seu marido tá lá na sala vendo televisão... ele não dá conta de você igual eu dou — o moleque falou bem no ouvido dela, dando um beijo molhado no pescoço dela logo em seguida.
Ver aquele garoto dezoito anos passando a mão na minha mulher daquele jeito, dentro da minha própria casa, me deixou num ponto que eu nunca imaginei. Eu estava tremendo, duro feito pedra, só esperando pra ver até onde a safadeza dela ia chegar.
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