✨ Apoie a Casa dos Contos e leia sem interrupções — R$36/ano. Saiba mais →

Dando o cu na favela pra pagar a dívida do meu pai

Um conto erótico de André Martins
Categoria: Gay
Contém 5617 palavras
Data: 17/08/2026 00:45:22
Última revisão: 07/09/2026 19:21:08
Assuntos: acerto de conta, Acerto de contas, adrenalina, adultério, adúltero, afeminado, agiota, alfa, Ameaça, arriscado, bandido, Bareback, bêbado, bodybuilder, bola gato, BOPE, Boquete, Brutamontes, cafajeste, Cafetão, canalha, Caralho grande, caralho grosso, caralhudo, Chantagem, chantagista, cheirado, cheirador, Cheirão, cheiro, chulé, Chupada, chupeta, Criminoso, cueca suja, cueca usada, débito, delinquente, depósito, depósito de leite, depósito de porra, descoberta, detento, dívida, Dominação, dominador, dotado, drenando, Drogado, Drogas, em grupo, Em Público, escondido, ex-detento, ex-hétero, exposed, exposto, ex-presidiário, ex-preso, favela, favelado, Fetiches, Filho, flagra, flagrante, fora da lei, fortão, forte, Garganta profunda, Gay, Halterofilista, Hard, Hétero, Heterossexual, homofobia, Homofóbico, Incesto, loiro, Lutador, machismo, machista, macho alfa, mais novo, mais velho, Malandro, maludo, mamada, marginal, meias, mijada, mijão, mijo, milícia, miliciano, músculos, musculoso, na onda, na pele, na rua, no beco, noiado, no pelo, Obediência, obra, ódio, Ogro, pagamento, pagando, Pai, Pai e Filho, pau grande, Pau grosso, pauzudo, peão, pedreiro, pego no flagra, PICA GRANDE, PICA GROSSA, picão, picudo, pilantra, piranha, Piranhas, piroca grande, Piroca grossa, PIROCÃO, PIROCUDO, polícia, policial, Policial militar, Presidiário, Preso, Primeira vez, Prostituição, prostituta, prostitutas, PULANDO A CERCA, Puta, putas, quadrilha, queijo, Raiva, risco, rola grande, Rola Grossa, rolão, roludo, SACUDO, segredo, Selvagem, sem camisinha, SEM CAPA, sem cueca, Sexo Anal, sexo hard, Sexo oral, sexo selvagem, sigilo, suado, Submissão, Submisso, sujo, suor, super dotado, Tenente, tornozeleira, tornozeleira eletrônica, traficante, Traição, traste, trintão, troglodita, viadinho, viado, Vingança, Voyeur, voyeurismo

Tudo começou no domingo passado. Escutei aquela voz grave e grossa berrar no portão de casa, olhei pela janela e fui ver quem era.

- Ô de casa! Bota a cara! – o estranho gritou.

- Oi. Pois não? – abri o portão e observei o sujeito dos pés à cabeça.

Era um homem magro, da pele em tom de bronze e o cabelo já agrisalhado, lá pros seus 40 e poucos anos. A testa larga da calvície, o rosto carregando marcas do tempo e sem barba, mas com aquela mancha cinzenta dela. Vestia camiseta do Flamengo, sandálias slide e short fino, com cordão de ouro de São Jorge, relógio dourado e vários anéis no dedo.

Uma coisa meio cafetão, meio malandro e meio bicheiro, sabe?

- Ah, eu lembro do senhor. – comecei a falar. – O senhor é o Coi-

- Coiote, isso mesmo. E senhor tá no céu, rapá, vem de muita prosa comigo não. Vem cá, cadê o comédia do Guile? Tá em casa?

- Tá não, ele tá no hospital. Se recuperando, não anda bem de saúde.

- Ah, que pena... Tu é filho dele, não é?

- Sou, por quê?

- Show. Se ele não pagar o que me deve até domingo, é melhor tu não botar a cara na rua, senão é tu que vai pagar o pato pelo teu pai, escutou?

- Pera lá, o senhor tá me ameaçando?

- Tu sabe quem eu sou, rapá? – o cafetão me encarou e não deu risinho.

- Não sei, mas não precisa ameaç-

- Pois devia saber. Tu tá na minha área e aqui é assim que funciona, ninguém fica devendo. Tem que pagar, por bem ou por mal. – Coiote suspendeu a blusa do Flamengo, deu aquela coçada indiscreta na pica e eu custei a reparar no revólver preso à cintura.

Ele queria me intimidar com o tamanho da peça, mas o que me deixou preocupado mesmo foi a curvatura do cano da arma dentro do short. Erguer a blusa foi a pior ideia que o malandro teve pra me ameaçar, porque ele mostrou a cintura, eu vi a trilha de pentelhos e me assustei com as dobras no calção.

Tava na cara que, além de perigoso, o coroa era pirocudo, eu só não imaginava o quanto.

- Recado tá dado. – ele desceu a camisa, cuspiu na calçada e foi embora pro final da rua.

Corri pra dentro de casa, peguei meu pai bisbilhotando na janela e ele já foi se explicando, antes mesmo de eu reclamar.

- Coiote tava me procurando? Pisei na bola com ele, dei mole.

- Que porra que ele tá falando, pai? Você não parou com a vida errada?

- Digamos que ainda tô parando. Nem tudo deu pra parar de uma vez.

- Mas você parou de cheirar, não parou?

- Parei. Mas... Tô descontando tudo em jogo e aposta, Gael. Tá foda...

- Aff, cara... Então ele tá certo, né? Cê tá devendo pro cara, é isso?

- É. Tenho que dar uma grana na mão dele até domingo, senão fudeu. Esse fudido é agiota.

- AGIOTA!? E como a gente vai resolver? – me desesperei.

- Sei lá, moleque, inventa uma desculpa! Enrola ele, só até eu arranjar a grana.

- Caralho, sempre sobra pra mim! Impressionante! – suspirei. – Tô fudido... Quanto é?

- Esquece.

- Fala logo, quanto? De repente consigo ajudar com o que eu tenho na minha cont-

- Dez mil.

- QUÊ!? TÁ DE SACANAGEM?! DEZ MIL EM APOSTA?

- Segura a onda. Eu tenho uns contatos aí, tô vendo de conseguir o mais rápido possível. Só não sei se sai até domingo. Preciso de tempo, entendeu?

- Dez mil reais, pai! Puta que o pariu! Quem vai emprestar uma quantia dessa? Você jurou que tinha largado a vida errada, cara!

- Mas eu larguei, é dívida antiga. Ele tá me cobrando, não larga do meu pé. Só preciso de tempo. Aqui, olha pra mim. – ele pôs as mãos nos meus ombros, me olhou de frente e falou sério, tentando me tranquilizar. – Respira. Vou conseguir a grana. Quero é tempo. Tu tem que desenrolar uns dias a mais pra mim.

- EU!?

- Sim, Gael, tu. Não posso meter a cara na favela, senão... Senão... – meu pai respirou fundo e franziu a testa.

- Tá, tudo bem. Já entendi. Você quer que eu vá lá conseguir mais uns dias, saquei. Cê não pode ir, senão nunca mais vão te deixar sair.

- Isso se não me matarem, filhote. Mas eu vou desenrolar as notas, isso é certo.

- Tá. Eu vou... Vou ver o que consigo fazer. Não prometo nada.

Passei o domingo tentando pensar numa maneira de convencer o Coiote a dar mais tempo pro meu pai quitar a dívida, mas fiquei num cagaço fodido de ele interpretar isso como enrolação e querer me punir.

O ex-tenente Jonas fez churrasco pra comer com a Kézia, eu pedi umas cervejas e acho que o álcool foi me dando a coragem necessária pra fazer o que precisava ser feito.

Quando o relógio deu uma e pouca da manhã e o domingo virou segunda-feira, eu aproveitei que meu pai e minha madrasta foram dormir, vesti a bermuda, peguei o latão de cerveja e meti o pé pra rua. Pra fazer isso, só estando calibrado de álcool, caso contrário eu nem teria saído de casa.

Segui pro fim da rua, atravessei o beco, passei pela pracinha deserta e levei uns cinco minutos até chegar na entrada da favela do Castelar. Entrei na primeira rua, onde meu pai costumava ir, cheguei perto da boca de fumo e confesso que minhas pernas tremeram quando me deparei com dois homens armados, um de pistola e o outro com fuzil.

- Papo reto, paizão, tem mina que não engravida. – disse um deles.

- Mó fita, cachorro. A mina que eu panhava lá em SP era todo dia no pelo, ela nunca engravidou. Sem remédio, sem nada. Só gozadão dentro, véi, injeção de leite memo. – completou o outro.

- Boto fé, minha fiel é assim também. E olha que eu gozo pra caralho, encho a buça dela. Não adianta, GW, tem mina que não pega filho.

- Mas cê quer ser pai, Muralha?

- Quero nada, pô. Tá maluco? Bagulho é tacar pica e meter o pé, sem compromisso.

- Cê é loko, cachorro. É isso memo.

Parei diante da mesa cheia de drogas, observei os dois e esperei o papo dar uma pausa pra poder falar, mas eles estavam tão drogados e concentrados na conversa que nem me perceberam ali.

Muralha tinha aparência de no máximo uns 34 e era parrudo, da pele morena chocolate. Barba estilo cavanhaque de putão, boné do Vasco, blusa preta, fuzil atravessado no peito e short sem cueca por baixo, com a piroca balançando conforme ele gesticulava. Um macho rústico, do corpo grosso, porte de pitbull e cara de buceteiro raiz, nem precisei de tempo pra perceber.

- Bagulho que sou doido pra fazer e nunca fiz é comer o “butão” da minha mina, tá ligado? – o trintão confessou e apertou a linguiça por cima do short, pro meu desespero.

- Botão é o quê? Cuzinho? – GW ficou curioso.

- Isso, meu parceiro. Às vezes tô pegando ela aqui assim, ó. – Muralha apoiou a cintura na mesa e rebolou lentinho, esfregando a piroca na quina. – Dou só botadão na xereca e deixo a pica escorregar no butão, sabe coé? Mas ela reclama, diz que no cu dói. Mó fresca.

- Não sou muito chegado nessas fita de comer cu. Sou mais um bola gato bem babado, fi. Aquelas biscate que manja da gulosa, já viu? Igual XVIDEOS, tehehehe.

GW era mais novo, tinha 23, 24 anos talvez. Branquinho, loiro dos olhos verdes, paulista e o corpo definido TODO tatuado. Todo mesmo, dos dedos dos pés ao crânio. Rosto, nuca, coxas, tórax, abdômen, costas... O cara era rabiscado de baixo a cima.

Sua pistola tinha um adesivo enorme do Corinthians, ele usava touca de hip-hop na cabeça e cheirava uma carreirinha de pó branco enquanto conversava com o Muralha. A julgar pela aparência, o estilo do GW era algo mais “mandrake”, “maloqueiro”, talvez por ser de SP.

- Tu prefere boquete, parelha? – o morenão parrudo perguntou.

- Depende. Se a mina aguentar na goela, é “nóis”. Se for pra ficar de cu doce, prefiro pepeca memo. Heheheh. – o loiro respondeu com a mão na pica e eu senti a maior vontade de pedir pra cheirar seus dedos, não vou mentir.

Foi nesse momento que eles perceberam minha presença, pararam de conversar e me encararam, quase que ao mesmo tempo. Bastou uma fitada da dupla e eu logo soube que era minha vez de falar.

- Desculpa atrapalhar. Será que eu consigo falar com o Coiote agora? Ele tá por aí?

- Cê quer desenrolar com o chefe, véi? – o paulista acabou de cheirar e cruzou os braços pra mim. – Qual foi da fita?

- Quem quer falar com ele? – o moreno me olhou.

- Diz que é o Gael, filho do Guile. Ele vai saber na hora. – tentei não ficar nervoso, mas foi impossível.

- Guenta. – Muralha botou o fuzil de lado, tirou o rádio do bolso e falou com alguém.

Enquanto ele pedia autorização pra eu subir, GW ficou me olhando de rabo de olho e não parou de apertar a caceta no meio das pernas. Dois minutos se passaram, o parrudo voltou a falar comigo e acenou com a cabeça.

- Chefe mandou tu esperar lá em cima. Chega aí.

- Beleza. Obrigado.

Ele começou a andar pra dentro da favela, eu fui atrás e me senti bastante intimidado com o assunto dos dois.

- Foi o papo que eu te dei, mano GW. Um dia ainda vou furar um butão, podes crer.

- Vai memo. E eu vou trombar com uma mina que faz aquele boquete bom. Dizem que no Rio é cheio das boqueteira, mano.

- E é. Aqui até os viado mamam bem, papo reto. Hehehehe...

- Verdade? Comigo num tem tempo ruim. Pediu rola, eu jogo memo. Pode chegar mamando. Heheheh.

- Eu também. Se liberar o butão, tô dentro. – Muralha coçou o saco na minha frente, querendo que eu visse.

- Escutou aí? Nós é fácil, fi. – o corintiano passou a pistola no pé da minha nuca e arrepiou meus pelos.

Era como se dois abutres mortos de fome tivessem visto a carniça de longe e agora sobrevoassem, pra arrancar os primeiros pedaços. Detalhe: eu era a carniça.

Pra ser sincero, esperei chegar na favela e ter que andar na linha pra não sofrer homofobia, mas a verdade é que fui recepcionado por dois marginais gostosos pra caralho e cheios de fogo por uma putaria. A quantidade de risinhos e de patoladas que eles deram enquanto me guiavam foi incontável, só eu sei o quanto me controlei pra não manjar o tempo todo.

Chegamos no alto da comunidade, entramos num beco sem saída e paramos em frente ao portão de uma casa velha, tipo barraco. Um criminoso encapuzado, magrelo e sem blusa apareceu pra abrir o portão, ele olhou pros outros dois que estavam comigo e fez um sinal com o revólver.

- Tá entregue, Raposo. – falou Muralha.

- É nós. – o magrão respondeu e me puxou pelo braço.

Ele bateu o portão e não deixou a dupla entrar, mas ambos permaneceram no beco, como se fizessem a “segurança” do lugar. O marginal encapuzado mandou eu sentar numa cadeira perto da varanda, eu obedeci e logo entendi que ali era o lugar onde o dono da favela fazia negócios, pois ouvi a falação lá dentro e escutei a conversa do Coiote com um cara.

- É assim que o corno gosta? Heheheh.

- Pô, Coiote, tá esculachando. Sou sujeito homem, não curto ser feito de otário, tá enten-

- Tu não tem que gostar de nada! Não tenho culpa se a puta da tua mulher não larga minha piroca, heheheh. SSSS!

- Pior que eu sou sem vergonha, essa rola me completa. AAHNSS! – a mulher gemeu alto.

Com certeza tava rolando uma putaria obscena na sala, mas eu não consegui bisbilhotar. O bandido que tava tomando conta de mim começou a bolar um baseado, se distraiu e eu estiquei o pescoço pra olhar na fresta da porta, aí sim entendi o contexto.

- Não adianta, amigão. Uma vez puta, sempre puta. Tu casou com uma vagabunda que não tira meu caralho da mente. E eu não tiro a piroca da buceta dela, se ligou no papo? – Coiote trepou na xota da mulher e socou nela de pernas abertas, pro marido corno ver. – FFFF! Ela veio aqui me dar, ela vem sempre.

- Eu venho, mozão. Desculpa, você sabe que é minha tara! Hmmm. – a sem vergonha se lamentou enquanto tomava na xoxota.

- Pô... Tinha que ser na minha frente? – o chifrudo engoliu o choro.

- Chora não, seu merda. Quer leitinho!? Tem pra tu também, hoje eu tô bonzinho. Heheheh. – o dono da favela gargalhou, tirou a rola da buceta e finalizou na punheta. – Ajoelha.

- Ah, qual foi? Tá de sacanagem, Coiote?!

- AJOELHA, FILHO DA PUTA! Te mostrar quem manda nessa porra.

Contrariado, o marido traído abaixou no chão, virou o rosto de lado, fechou os olhos e fez cara de nojo. A esposa infiel ficou puta e com inveja por não ter tomado leite na buceta, mas o que mais me chocou foi a expressão de prazer e satisfação que o Coiote fez quando começou a pichar a face do corno com suas teias de esperma.

A cada jorrada de gala, o maluco foi fazendo mais e mais cara de nojo, até que um dos jatos acertou seus lábios e eu me perdi no olhar, pois muitos detalhes se misturaram no mesmo cenário.

Primeiro: o corpo do Coiote enrijecendo, os pés apertando o chão e seus pelos agrisalhados ficando arrepiados no clímax do orgasmo, pra não falar do tamanho da piroca e da punheta galuda que ele bateu na cara do corno manso. Não era uma rola tão grossa quanto à do meu pai, mas era extensa e maior que uma régua, a ponto de eu me perguntar como ela coube inteira na xota da mulher.

Segundo: a reação do maridão traído. Ele reagiu com aversão, mas não se aguentou no cheiro forte da ninhada do cafetão e acabou passando a língua nos beiços, na intenção de provar do néctar extraído direto da fonte. O puto experimentou a esporrada, fez cara de surpreso e deu aquela linguada cheia no resto da leitada, guloso pra engolir tudo.

Terceiro: a inveja que senti. Jamais imaginei que chegaria ali sentindo medo do Coiote e sairia com vontade de ser alvo das rajadas dele. Fiquei de cuzinho piscando, os mamilos durinhos, pau duro e a garganta seca, sedenta por uma leitada grossa daquelas, mas tive que me contentar em apenas observar a cena pela fresta da porta.

Por fim, quando nada disso bastou, ainda teve o quarto e último detalhe: Raposo.

- Qual foi, filho da puta, quer morrer?! Perdeu a noção do perigo? Num mandei tu sentar na porra do teu lugar e esperar? – o macho encapuzado me flagrou bisbilhotando, apertou a mãozorra na minha nuca e eu senti seu corpo magro chegar perto demais das minhas costas.

Deu pra ver no tom de voz que ele não tava nada amigável e que queria me intimidar, me ameaçar, mas sua raiva ultrapassou o limite do contato físico e o cretino sequer percebeu que me encoxou no canto da varanda. Eu, que já tava num tesão fudido depois do que vi e ouvi, cheguei a bunda pra trás como quem não queria nada e senti o volume do sacana imprensar minhas nádegas.

- Desculpa. É que ouvi meu nome e achei que ele tava me chamando. Foi sem querer. – expliquei.

- Hm. Tendi... – ele fez pouco caso, cheirou meu pescoço e me largou, visivelmente alterado.

Me botou sentado de volta na cadeira, sentou na minha frente, na mureta da varanda, e acendeu o baseado, enquanto me olhava e eu olhava pra ele. Notei a mala armada no calção, o magrão tentou disfarçar e deu aquela coçada esperta, porém seu movimento só deixou a caceta ainda mais marcada. Até a cabeça marcou.

- É Raposo, né? – tentei puxar assunto.

- Corta o papo, cuzão. Gosto de viado não. Tu só tá aqui porque meu coroa autorizou.

- Entendi... Coiote é seu pai e você é homofóbico. Faz sentido, um coiote e uma raposa.

- Tá debochando, comédia? – nervosinho, ele apontou o revólver pra mim.

- Ô, calma lá. Só tô dizendo que faz sentido, sem deboche. Eu não sabia que você era filho do Coiote, tô surpreso.

- Já mandei cortar o papo. Finge que eu não existo, valeu?

- Show. – calei a boca.

Mas ele continuou me olhando através da balaclava, fixo, imóvel. Não tirou os olhos vermelhos de cima de mim. Me senti um objeto exótico no museu, acho que Raposo nunca deve ter convivido com um viado assumido antes. Ele parecia estudar meu corpo, meus movimentos, meus traços, ou então tava muito chapadão na onda da maconha, única explicação plausível.

A porta da sala abriu e a mulher infiel e o marido corno saíram. Ele de cara limpa e a língua branca, todo sorridente, e a esposinha insatisfeita, pois não foi ela quem tomou leitada dessa vez. O casal passou por nós, Raposo foi acompanhar até o portão e eu aproveitei que fiquei sozinho pra entrar sem ele ver.

Pra minha sorte, Coiote tava peladão, com a rola ainda meia bomba, a pentelhada acinzentada úmida da leitada e o corpo suado, esparramado no sofazinho. Assim que me viu, ele ficou de pé, apontou a arma pra mim e minha única reação foi levantar as mãos, em sinal de rendição. Única não, porque outra coisa que eu fiz foi descer os olhos e manjar sua tromba.

- O que se passa na tua cabeça pra entrar aqui assim, rapá?!

- Ué, o senhor não me chamou? Ouvi me chamar, por isso entrei. Desculpa, eu não queria-

- Senhor é o caralho, já falei que não quero prosa comigo. Tu é o filho do Guile, não é?

- Isso. Gael. Você foi lá em casa hoje cedo cobrar meu pai, lembra?

- Claro que lembro. Aquele filho da puta tem até domingo que vem pra pagar o que deve. Quero dez pila na minha mão, senão ele tá fudido. E tu também. – o quarentão não fez a menor questão de se vestir enquanto falava comigo, e isso me deixou dividido.

Eu não sabia se olhava pra cara dele ou se continuava admirando a curvatura, o comprimento e a coloração escura da piroca. Super combinava com o grisalho dos pelos pubianos, e o sacão gordo denunciava que ele realmente era pai do Raposo, outro macho gostoso. Genética abençoada.

- Então... É sobre isso que eu vim falar.

- Pois fale. – ele foi na geladeira, abriu uma lata de cerveja e encheu um copo pra mim, outro pra ele.

Raposo entrou de repente, viu que eu tava ali e gritou comigo, quis me puxar pra fora da casa. Coiote impediu e expulsou o filho da sala, ele quis ouvir o que eu tinha a dizer.

- Meu pai deu garantia que vai pagar a dívida, Coiote.

- Claro que vai pagar. Ele não quer morrer. Nem tu.

- Só que ele precisa de mais uns dias.

- Mais uns dias?

- Sim. É que dez mil reais não é pouco dinheiro, concorda? Ele tá terminando de juntar a grana. Só mais uns dias e tá na mão, não tem com o que se preocupar.

- Tehehehe... Escuta. Gael, né? – o bandidão finalmente vestiu o short, em seguida deu aquela pegada bruta na peça e falou comigo sem tirar a mão dela. – Avisa ao filho da puta do Guile que eu quero minha grana até domingo sem falta. Na hora de vir aqui na minha área comer puta e jogar, ele não pensa. Agora quer enrolar?

- Mas não é enrolação, seu Coiote. A gente não tem escolha, a não ser pagar a dívida. Só tô pedindo mais tempo, só isso. Pra terminar de juntar tudo.

- Recado dado, rapá. – ele passou a mão no meu rosto e eu senti o cheiro da pica em seus dedos.

Um cheiro forte e envolvente que me deixou cheio de fogo, ainda mais com o cheiro de sexo que tava ali dentro. A vontade que senti foi de ajoelhar na frente do cafetão e pedir o mesmo tratamento que ele deu ao marido corno minutos atrás, porém me contive.

Depois de negar meu pedido de estender o prazo, Coiote nem quis me ouvir e já foi me dispensando. Ele sentou no sofazinho pra beber, eu saí da favela pelo mesmo lugar onde entrei e com uma lata de cerveja na mão, sentindo um fogo irracional no cu. Pra piorar, fui seguido por vários olhares traiçoeiros e bateu um medo danado dos bandidos fazerem algo, mas... Eu queria.

Não no pior sentido, claro, no melhor. Voltei pra casa com o papo do Muralha e do GW na cabeça, lembrando da encoxada que o puto do Raposo me deu na varanda do barraco e das escarradas grossas que o paizão dele jogou na cara do maridão corno.

Quem tem paz depois de uma experiência dessas na favela? Eu não tive.

A semana foi passando e eu fiquei preocupado, pois não vi muita movimentação do meu pai em relação à dívida com o Coiote. Até que o sábado chegou, minha madrasta foi pra casa da mãe dela e eu me admirei quando o ex-tenente apareceu com uma mochila cheia de maços de dinheiro vivo.

- Tá brincando? – não acreditei.

- Quer contar? Dez “K”, como dizem vocês.

- Tem dez mil aqui dentro? – tentei pegar a bolsa e tava pesadaça.

- Tem. E adivinha quem vai lá entregar pro Coiote?

- Ah, não...

- É. Vai lá, moleque, salva o pai. Vai dar meia-noite, Coiote não gosta de esperar.

- Mas e você?

- Eu vou ficar aqui esperando tu voltar. Vamo tomar umas na volta, combinado? Vou pedir pizza.

- Tudo bem... Mas por que eu tô com uma sensação de que nada vai ser tão fácil assim? – pus a bolsa nas costas e me preparei pra sair.

- Atividade na rua, Gael. Atenção redobrada, tá ouvindo? Tem muita grana aí.

- Deixa comigo. Seja o que Deus quiser...

Saí só com a grana e identidade no bolso, sem celular. Andei pro fim da rua, passei pelo beco, dei a volta na pracinha vazia e peguei a entrada da favela do Castelar, parei no mesmíssimo ponto onde encontrei o Muralha e o GW da outra vez. Eles não tavam ali, quem me recebeu na boca foi o Raposo.

Lembra do macho encapuzado que me fez aguardar no barraco na primeira vez que fui lá? Ele mesmo, filho do Coiote. Mas agora ele tava sem balaclava, com o rosto de fora, e eu o reconheci pela voz.

- Raposo? – falei.

- Ô, ô. Da onde tu me conhece?

- Você não é o cara que-

- Ah... É tu. O viado. Veio fazer o quê aqui? Vai comprar erva?

- Não, eu vim pagar a dívida do meu pai com o teu.

- Tô ligado. – ele pegou o radinho no bolso, se comunicou com alguém e esperou.

Duas coisas me deixaram de queixo caído no Raposo. Primeiro: a idade pra ser bandido. Ele tinha cara de novinho, algumas poucas espinhas na testa e já era herdeiro direto do dono da favela, tipo, como entender?

Outra coisa: a beleza do moleque. Aos 18, ele era a mistura de rosto angelical com corpo de macho feito, mais a malícia do mundo. Cabelo black enroladinho e curto, beiços largos, barbicha só no queixo, pele negra e corpo magro, magrão, com tanquinho esculpido sem nunca ter praticado exercício físico.

- Meu coroa mandou te levar lá. – ele deixou a boca com o comparsa e saiu pra me guiar até o barraco no alto da comunidade.

Chegando lá, encontrei Coiote sozinho na mesma salinha de antes, entrei e Raposo nos deixou a sós. O cafetão encheu dois copos de cerveja, brindou no meu e só então me cumprimentou, com seu jeito malandreado e meio pilantra de sempre.

- Ora, rapá. Se não é o filho do vacilão do Guile. A que devo a honra da visita?

- Não se faz de bobo, Coiote. – tirei a mochila das costas e pus na mesa. – Trouxe os dez mil que meu pai tá devendo. Ele disse que lamenta muito ter feito a dívida e que espera que agora tudo se resolva entre vocês.

- Ah, sim... A grana, né?

O coroa matou a cerveja numa golada, eu bebi um pouco e tirei um peso das costas ao quitar a dívida... Ou pelo menos achei que seria assim, mas não foi bem o que aconteceu. Coiote levantou da cadeira, parou atrás de mim e apertou meus ombros antes de falar.

- Não tô ligando muito pro dinheiro do teu pai, não.

- Não tá ligando? Como assim? Ele se desdobrou pra conseguir a grana, Coiote. Tá aqui, pode contar se quiser. Tudinho.

- Tu sabe que grana não é problema pra mim, não sabe? – o desgraçado pegou um chumaço de notas de cem na mochila e simplesmente acendeu com o isqueiro.

Ele achou graça do dinheiro pegando fogo e ainda queimou a ponta do charuto cubano na chama, mostrando que realmente não tava nem aí pra pagamento.

- Mas... Se você não quer dinheiro... Como meu pai vai quitar a dívida?

- Digamos que... – ele foi na porta da sala e trancou. – Tem outros jeitos de pagar. É Gael, né?

- Cê nem sabe meu nome e vem com esse papo pra cima de mim? Tô falando sério, cara, sem conversinha.

- Não tem ninguém de conversinha aqui. Andei te olhando, rapá... Desde a outra vez que tu teve aqui, tô ligado nesse jeitinho teu... Não sabia que o Guile tinha um filho assim.

- Assim como?

- Fresco. Meio tchola... – o marginal farejou minha nuca, me rodeou e riu. – No início, achei estranho. Mas pensei, pensei...

Ele foi na gaveta da estante, pegou uma calcinha e jogou em mim.

- Tu vai ficar maneiro nesse bagulho aí. – mandou.

- Você... Quer me ver de calcinha? Sério? É o quê, fetiche de bandido?

- Põe.

- Tem certeza?

- Só põe.

- Bom... Já que cê insiste...

Fiz que nem ele, matei a cerveja numa golada só e bati o copo na mesa, me sentindo desafiado. Tomei coragem, respirei fundo, tirei a roupa e fiquei peladinho na frente do dono da favela. Das duas, uma: ou ele tava tirando uma com a minha cara e me humilhando antes de me matar, ou tava falando sério quando disse que andou me olhando.

Apostei na segunda hipótese e resolvi provocar.

- Era assim que você queria, chefão?

- Tu me chamou de quê?

- Chefão. Você é ou não é o chefe dessa porra toda? – empinei de quatro no chão e arrebitei o cu igual cadela no cio, pronto pra ser currado.

A confirmação da hipótese sexual veio quando Coiote sentou no sofá, pôs a mão dentro da bermuda e começou a se tocar lentamente enquanto observava eu me abrir no chão.

- Vai ficar aí olhando? Agora só falta você vir aqui e passar a calcinha pro lado, ó. – afastei bem as nádegas e mostrei o cuzinho piscando.

- Te confessar um bagulho, rapá. Nesses anos todos... Uma vida inteira de crime e eu nunca fiz o que tô prestes a fazer. Né sacanagem não.

- Ah, é? E o que você tá prestes a fazer?

Ele não falou nada, apenas fez. Levantou do sofá, montou atrás de mim e me possuiu no chão do barraco, só precisou atravessar a rola fora do calção. Nem a roupa tirou, foi rápido, prático, no pelo e sem massagem. Quando dei por mim, o cu já tava ardendo no arpão, o PLOCT, PLOCT, PLOCT da socação teve início e ele sarrou a mancha da barba no meu ombro na hora de bombar.

- SSSS! Será que esse cuzinho é gostoso que nem xoxota!?

- Não, claro que não. Meu cu é mais gostoso ainda! Se fosse pra comer xota, você taria com uma piranha agora, não comigo.

- Falou bonito. Tu é dos meus! FFFF! – puxou minha cintura e carcou firme, plantou a mandioca inteira meu rabo adentro. – Mas quem disse que eu não tô com uma piranha? Heheheh!

- Ainda bem que cê sabe que eu sou putinha. Cedo ou tarde ia acabar te servindo, macho. Desde aquele dia que eu-

- Ficou me olhando pela porta, né, viadinho?! Eu vi. Gostou do show? Sentiu inveja do corno manso, foi? Teheheh!

- Seu filho da puta! Ordinário! Não vale nada. AAAHN!

- Tu que é filho da puta! Entrou na favela pra me dar cu, agora aguenta. Vai ganhar pau até ver leite, não é o que tu quer? SSSS!

- Pior que quero! Queria naquele dia mesmo, morri de vontade de pedir. Hahahaha!

- Passa vontade não, toma pica. Tá toda dentro, vou esfolar esse cu! Torar tua bunda, rapá. Quentinho. FFFF!

O elástico da calcinha puxado pro lado, Coiote fazendo as alças de rédeas e grudado em mim como se fôssemos vira-latas dando cria. Sua posição dominadora me cobriu, ele jogou o pezão na minha cara e me possuiu com vontade, não ficou brincando na portinha do cu.

Danei a piscar na rola, senti ela me revirar por dentro e foi nesse momento que o saco dele começou a fechar o meu, fazendo um barulho viciante e delicioso de escutar. Esse foi o maior sinal de que nosso engate rolou profundo, até o talo. No pelo, na pele.

Eu piscava enquanto ele metia, e podia sentir as veias do caralho atropelarem os nervos do meu cuzinho, de tão carnal a coisa. O corpo entrou em febre e meu nariz inalou os espaços entre os dedos do pé dele, e eu não quis parar nem pra tomar fôlego.

- Abre o cuzinho pra ganhar vara, abre?

- Assim?

- Isso, putinha. SSSS! Veio pagar a dívida do pai e ganhou piru, tá feliz?

- Desse jeito eu vou querer pagar dívida sempre. Hahahah. Soca, macho! Fode meu rabo, me deixa largo.

- Vou reformar teu cu, rapá. Fazer uma xoxota na tua bunda, tu vai ver.

- Fode! Mmmm. Quero sair larguinho por culpa sua, Coiote.

Outra coisa que deu pra sentir foi a extensão da piroca me preenchendo de dentro pra fora, me cavucando de fora pra dentro. Coiote não era tão caralhudo no sentido da grossura, mas a vara dele era longa toda vida, me ocupou de uma ponta à outra e eu delirei de prazer quando pisquei e senti o martelo me chumbar.

A ardência bateu nas alturas. Tremi no chão da sala e achei que meus joelhos fossem sucumbir ao peso do coroa, mas ele me manteve arreganhado, escondeu a piroca no meu cu e ainda mexeu pros lados, no intuito de garantir o alargamento. Só eu sei como me bati de tesão com o ardor que ele causou.

- Manda teu pai vir aqui de novo, quero que ele fique me devendo. SSSS!

- Só pra comer meu cu, macho? Basta pedir. Pede que eu venho, não precisa ele fazer mais dívida. Mmm!

- Mas com débito é mais gostoso. Se tu não aguentar, eu pego aquele vacilão. Hehehehe.

- Cê quer é se vingar dele comendo meu cu, né? Já entendi o fetiche. Mata a vontade, pode socar. Se vinga.

- Não vai sobrar cu quando eu terminar, rapá. FFFF!

Olhar pra trás e ver esse macho grisalho fudelhão dar um trato no meu lombo foi uma cena que permaneceu na mente durante muito tempo. Eu nem conhecia o cara a fundo, mas ainda assim fiquei de quatro e deixei ele me pegar que nem bicho, bagulho visceral.

Sentir o pezão na minha cara e lamber a sola massuda enquanto ele se acabava de galopar nas minhas preguinhas também foi outra sensação do caralho. O cheiro, o gosto, o perigo, até a inhaca desse homem passou do corpo dele pra mim na hora do mete-soca.

- Desde aquele dia que eu tô com tua rola na mente, fala sério. SSSS!

- Eu sei, tu não me enganou. FFFF! Toma na bunda, viado! Gosta de pica, gosta?

- Demais! Você me recebeu nu sabendo que eu tava de olho, né?

- Claro! E tu manjando, doido pra entrar na vara.

- Ainda bem que tamo aqui agora, macho. AAHNFF!

Sabe o melhor de tudo? Dar o cu pra um macho que eu sabia que era cafetão, agenciador de puta. Não foi eu saber que ele era traficante, agiota, dono de boca de fumo ou bandidão, pra mim o que pesou mesmo foi ele ser cafetão.

Porque eu parava pra pensar e imaginava que o Coiote poderia comer a puta que quisesse, mas não, o desgraçado ficou de olho justo em mim. Ele observou meus passos, me palmeou e jogou leite na cara do marido corno sabendo que eu tava bisbilhotando pela porta, por isso chegamos ali, na sala do barraco.

Resumindo: ele enxergou a puta dentro de mim e não sossegou até me enrabar. Tanto fez que conseguiu. E eu dei o cu orgulhoso, pois adicionei mais uma categoria de macho pilantra no meu cu...rrículo.

- Me trata como se eu fosse uma das suas putinhas, vai? – pedi.

- Quer virar fêmea na mão do teu macho, rapá?

- Adoraria te servir. Você é um sonho de coroa.

- Então me serve, viado. Tá sentindo meus pentelhos na tua bunda? Marica. SSSS!

- Tô sentindo tudo, tá uma delícia! AAAHNN!

- Nem nos meus tempos de garotão comi cu assim, agora tô comendo o teu. Que tesão fuder um cuzinho quente desse. FFFF! Tu vai ser minha mulherzinha agora, escutou?! – apertou meus mamilos e socou até as bolas.

- Bom demais ouvir isso! OOHNNS!

Sentir os trancos das coxas espancando por trás das minhas me anestesiou, fiquei grogue nas mãos dele. O quarentão poderia fazer o que quisesse comigo e eu toparia, sem restrições. Eu me entreguei.

- Tá gostoso, macho?

- Pra caralho, viado! SSSS! Vou...

CONTINUAÇÃO NO DRIVE. Não tá no On Now, essa tá no DRIVE. Lá tem mais de 200 contos completos pra você se acabar de ler. Chama no andmarvin@yahoo.com

Vem pro canal no Telegram: t.me/+FPr_O8v2VWg1NTFh

twitter/X @andmarvin_

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 6 estrelas.
Incentive André Martins a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de André MartinsAndré MartinsContos: 332Seguidores: 462Seguindo: 0Mensagem https://onnowplay.com/andmarvin/browser

Comentários