Capítulo 1 – A Vida Perfeita
Parte 5 – A primeira fissura
Os dias seguintes transcorreram dentro da mais absoluta normalidade. Ou, pelo menos, era isso que todos acreditavam.
Na Alves Participações, contratos recém-assinados começavam a produzir resultados concretos.
Um fabricante europeu confirmara uma parceria tecnológica; uma empresa portuguesa demonstrava interesse em abrir representação conjunta no Brasil; um grupo canadense iniciara tratativas para fornecimento de equipamentos especializados.
As viagens de Fred produziam efeitos visíveis. Funcionários eram contratados.
Novos setores eram criados. Os lucros cresciam.
Nenhum daqueles negócios era fictício. Ao contrário.
Fred fazia questão de transformar cada deslocamento em oportunidade real para a empresa. Se um dia alguém investigasse suas viagens, encontraria reuniões, contratos, notas fiscais, visitas técnicas e registros empresariais absolutamente compatíveis com sua função de presidente da companhia. A cobertura precisava resistir até ao mais rigoroso escrutínio.
— Os números são excelentes. — O diretor financeiro colocou uma planilha sobre a mesa de Beatriz. — Nunca tivemos um semestre como este.
Ela analisou os gráficos.
— O crédito é de toda a equipe.
— Com todo respeito, doutora... — O diretor sorriu. — A senhora continua dividindo os méritos, mas todos aqui sabem quem mantém essa empresa funcionando.
Beatriz agradeceu discretamente. Nunca se sentira confortável sendo colocada acima dos demais. Ainda assim, reconhecia que os anos haviam transformado aquele lugar quase em uma extensão de sua própria casa. Os corredores com piso de granito polido e divisórias de vidro duplo abrigavam a rotina que ela dominava com maestria.
Conhecia praticamente todos os funcionários antigos pelo nome. Sabia quem havia casado. Quem tivera filhos. Quem enfrentava dificuldades. Era esse tipo de liderança que havia consolidado a cultura da empresa.
No fim daquela tarde, Renato observava tudo da porta de sua sala. Quanto mais admirava Beatriz sendo respeitada por todos, maior se tornava sua convicção.
"Ela administra melhor do que Fred".
O pensamento não surgia apenas por admiração. Surgia também por inveja. Na mente de Renato, bastaria afastar Fred definitivamente. O restante aconteceria naturalmente. Ele passaria a controlar a empresa. Beatriz acabaria dependendo dele. Era um plano frio. Pacientemente elaborado.
Naquela mesma noite, Jonathan e Larissa caminhavam pelo Lago Paranoá. O vento balançava levemente as árvores enquanto a iluminação refletia sobre a água.
— Você anda distante. — Jonathan olhou para ela.
— Estou pensando no meu pai.
— Ainda?
— Não consigo evitar.
Larissa sorriu.
— Você sabe qual é a diferença entre vocês?
— Qual?
— Seu pai guarda tudo para proteger quem ama. Você não guarda tudo porque está aprendendo que pode dividir o peso com alguém.
Jonathan permaneceu em silêncio e sorriu. Depois segurou delicadamente a mão dela.
— Estou aprendendo com a melhor.
Ela sorriu.
— Então continue. Porque pretendo caminhar ao seu lado por muito tempo.
Jonathan sentiu um raro momento de paz. Naquela noite, pela primeira vez em vários dias, deixou de pensar na estranha rotina do pai. Pensou apenas no futuro. Um futuro que imaginava simples.
O convite para dormir na casa de Larissa não foi recusado. Não seria a primeira vez, mas os pais dela não estariam em casa. Viajaram de férias, o que criou uma oportunidade para um “teste-drive”, como brincou Larissa, para eles “brincarem de casinha” por alguns dias.
A casa, às margens do Lago, possuía uma vista esplendorosa. A luz do luar refletia na água enquanto o jovem casal se beijava na varanda. Larissa pediu que Jhonny providenciasse uma garrafa de vinho na adega do pai dela, ele achou melhor não enfurecer o sogro, roubando um dos rótulos caros e raros que ele possuía e sugeriu que ficassem na cerveja.
Larissa riu e disse que ele tinha que parar de temer o pai dela, já que ele era apaixonado por Jhonny e era mais fácil brigar com ela, caso viesse a terminar com ele.
Ele encontrou, então, uma garrafa que havia sido aberta na véspera pelo sogro, que ainda estava pela metade. Respirou aliviado e serviu uma taça para Larissa, enquanto abria sua cerveja.
— Você não tem jeito!
— Não quero correr riscos de ele impedir meu casamento com você! Depois que casar e dar netos a ele, aí sim eu abro um vinho caro, fecho a geladeira com o pé...
— Netos? Plural? Já perguntou quem vai carregar?
— Nós dois somos filhos únicos. Entendo que também não queira que um filho seu passe o que passamos a vida inteira, sem ter alguém para partilhar determinadas coisas.
Ela sorriu, porque ele sabia exatamente como ela se sentia.
Jhonny a pegou no colo com vigor, sentindo as coxas firmes de Larissa prenderem-se em sua cintura. Começou a morder e beijá-la pelo pescoço, descendo os lábios quentes pelo colo até capturar a boca dela em um beijo úmido e urgente.
Levando-a para a cama de casal, deitou-a sobre os lençóis macios e passou a despi-la com uma mistura de carinho e desejo bruto. Jonathan olhava cada centímetro daquela pele morena que ficava exposta, adorando as curvas acentuadas e o quadril largo da namorada. Larissa percebia aquele olhar devorador e enfiava as unhas nas costas dele, completamente excitada, sua intimidade já pulsando e lubrificando abundantemente.
Ele acariciou os seios fartos dela, abriu o fecho do sutiã com agilidade e passou a brincar com o biquinho do seio esquerdo usando a ponta dos dedos. As aréolas marrons se destacavam imponentes naqueles seios firmes que se encaixavam perfeitamente nas mãos grandes de Jonathan. Ele abaixou a cabeça, capturando o mamilo direito com os lábios, sugando-o com força e estalando a língua, arrancando os primeiros gemidos agudos de Larissa. De lá, a boca de Jonathan foi descendo em linha reta pela barriga, passando pelo umbigo, até parar logo acima dos ralos pelinhos que guardavam o sexo dela.
Aquele refúgio exalava um perfume natural que operava como um afrodisíaco violento nele, envolvendo-o em um sentimento único de familiaridade e posse, como se aquela buceta pertencesse a ele desde o início dos tempos.
Jonathan afastou as pernas dela com os ombros, beijou a parte interna das coxas macias e seguiu para lamber o clitóris intumescido. Larissa estava totalmente entregue, segurando os lençóis com força, contorcendo o quadril de prazer e expectativa. Ela sabia que era a segunda namorada de Jonathan, que ele já havia ficado com outras meninas antes, mas foi com ela que ele confessou ter o real prazer de fazer sexo oral.
Como bom nerd metódico, ele havia estudado toda a teoria anatômica nos fóruns da internet para dar o máximo de prazer a ela. Larissa tinha a certeza absoluta de que, se ele fosse submetido a uma prova prática de ginecologia recreativa, receberia nota 10 com louvor e louvores adicionais.
Sua língua subia e descia pelo canal, sugando os grandes lábios e pressionando o clitóris com movimentos firmes, até que Larissa experimentou um longo e violento orgasmo, contraindo toda a musculatura vaginal ao redor do rosto do namorado. Ela desabou com o corpo mole, inerte, olhando com os olhos nublados de paixão para aquele homem grande, forte e lindo que chamava de amor.
Após um breve descanso, ela quis retribuir e sacou aquela aberração da natureza, como chamava o pênis monumental de Jonathan. O membro saltou da calça rígido feito pedra, exibindo uma extensão impressionante de veias saltadas e uma cabeça larga e purpúrea.
Por um momento, Larissa riu de uma lembrança secreta: um dia, no corredor da casa dos sogros, passou de fininho e ouviu a sogra Beatriz chamar o pau de Fred de “monstro” durante uma brincadeira na intimidade. Como o namorado herdara a mesma genética absurda e era ultra bem-dotado, ela o apelidara mentalmente de “aberração da natureza”, e ficava pensando qual seria o melhor momento de revelar aquele apelido para a sogra em um papo de mulher para mulher.
Ela passou a chupar pau que parecia aço com vontade, deslizando a língua por toda a extensão, lambendo os bagos e babando na cabeça do pênis. Ela abria bem a boca, tentando engolir o máximo possível daquela haste grossa, na intenção de fazer o namorado gozar direto na garganta. Mas não teve sucesso, pois o tesão de Jonathan estava no limite.
Ele a segurou pelos quadris como quem vira uma boneca de pano, colocou-a de quatro na cama, com o bumbum empinado na direção dele, e apontou a cabeça do pau duro na entrada da buceta encharcada. Com um impulso firme, afundou tudo de uma vez.
Jonathan iniciou uma frenética e brutal sequência de penetrações até o final, seguida de retiradas completas. O vai e vem rápido produzia estalos altos e úmidos, dada a quantidade obscena de suco produzido pela buceta de Larissa. Enlouquecida a cada saída do pau, ela jogava a cabeça para trás e pedia para ele voltar com mais força. Quando ele socava até bater o osso púbico contra as nádegas dela, ela gritava que ele a preenchia inteira, que parecia que ia partir ao meio, mas implorava para ele não ousar parar, porque o prazer era maravilhoso.
Antes que qualquer um dos dois gozasse, Larissa pediu para ele se deitar de costas. Ela subiu no namorado e se sentou, primeiro de costas para ele, introduzindo os vinte e poucos centímetros de carne em seu canal e cavalgando o pau com rebolados selvagens. Nessa posição, sentindo o membro roçar no fundo de seu útero, ela teve o terceiro orgasmo da noite, soltando urros de satisfação.
Em seguida, ela virou de frente, sentando de frente para Jonathan e permitindo que ele tivesse melhor acesso aos seus seios, que eram manuseados, apertados e mordidos com vontade.
Jonathan segurou a nuca de Larissa e trocou beijos apaixonados, cheios de saliva, enquanto metia o quadril de baixo para cima com violência, desferindo tapas estalados que deixavam as nádegas dela vermelhas. Ali, deitado, suado, vendo a mulher que amava cavalgando enlouquecida, olhando para ele com os olhos revirados e dizendo coisas desconexas, Jonathan não resistiu. Ele segurou a cintura dela com força e encheu a buceta de Larissa com 5 ou 6 jatos massivos de um esperma quente e denso, que começou a transbordar pelo canal e escorrer até atingir o seu saco.
A adrenalina do garoto era tanta que o pau continuou duro como aço. Ele retirou o membro da buceta e começou a forçar a cabeça larga diretamente na entrada do cu de Larissa. A morena esboçou um leve susto com a pressão no anel muscular, mas pediu apenas que ele começasse devagar. Jonathan atendeu ao pedido, avançando milímetro por milímetro, garantindo que ela controlaria o encaixe. Enquanto o pau entrava rasgando a resistência, ela tentava manusear o próprio clitóris para aliviar a pressão. Como a posição estava desconfortável, ela se levantou, ficou de quatro com os cotovelos cravados no colchão e comandou:
— Vem com vontade, Jhonny! Me arromba, eu quero gozar dando a bunda!
Jonathan não hesitou.
Ele empurrou a aberração da natureza até as bolas, sentindo o quadril estalar contra o bumbum dela. Penetrou-a pelo cu por alguns minutos com estocadas secas e profundas, até que não resistiu e descarregou uma segunda e violenta onda de porra dentro do reto da namorada.
Por sorte, Larissa entrou em colapso e começou a gozar junto com ele, sentindo o calor do sêmen invadir seu traseiro. Exaustos, pegajosos e trêmulos, tomaram um longo banho, trocaram juras de amor sob o chuveiro e dormiram agarrados até o dia seguinte.
Na semana seguinte, Helena desembarcou discretamente em Brasília. Sua presença oficial estava ligada a reuniões de cooperação internacional.
Extraoficialmente, recebera autorização para continuar observando Renato.
Durante os últimos meses, os contatos do irmão de Fred haviam chamado atenção de setores especializados da Polícia Federal. Empresários investigados. Operadores financeiros. Intermediários. Advogados ligados a organizações criminosas.
Nenhum encontro, isoladamente, constituía crime. Mas, juntos, desenhavam um padrão preocupante. Helena sabia que não podia agir precipitadamente.
Precisava compreender. Não apenas observar.
Renato, por sua vez, acreditava estar conduzindo o jogo. Recebeu novamente Helena para um jantar em um restaurante sofisticado.
— Gosto de pessoas discretas — comentou ele.
Helena sorriu.
— E por quê?
— Porque quem fala pouco normalmente sabe muito.
Ela tomou um gole de vinho.
— Isso também pode significar apenas educação.
Renato riu.
— Não no nosso meio.
Helena fingiu curiosidade.
— Nosso meio?
— Empresários. Investidores. Pessoas que precisam conhecer informações antes dos outros.
Ela apenas concordou com um leve movimento de cabeça. Não demonstrava interesse. Também não demonstrava desinteresse. Era exatamente esse equilíbrio que fazia Renato acreditar que ainda poderia conquistá-la. Enquanto ele tentava impressioná-la, Helena analisava cada palavra. Cada pausa. Cada mudança de expressão. A investigação de Helena avançava sem que Renato percebesse.
Ao final da noite, mais uma vez frustrado por não conseguir levar Helena para a cama, Renato recorreu a uma antiga parceira, que o fez virar temporariamente frequentador de casas de Swing.
Embora tivesse sido casado por pouquíssimo tempo com uma mulher maravilhosa, Patrícia, sua personalidade e comportamento egoísta acabaram com qualquer chance de o relacionamento durar muito tempo.
Contudo, durante seu casamento, descobriu que a irmã de Patrícia, Joana, mantinha um casamento liberal com seu marido, André, mas que havia entre eles o acordo de não se relacionarem com pessoas próximas, o que atiçou Renato e o incentivou a perverter aquele acordo após uma discussão com André em uma festa de família, quando foi praticamente humilhado por conta de suas falhas no casamento com Patrícia.
Movido pela vingança, Renato passou a cortejar Joana. Primeiro por mensagens, depois telefonemas e passou a envolvê-la em um clima de sedução até que “coincidentemente” se encontraram em uma casa de Swing frequentada por Joana e André em um dia em que ele sabia que André não estaria, por ter viajado a trabalho.
Naquele dia, Joana ainda tentou evitar, ficando com um solteiro que conheceu naquela data, mas Renato se aproximou e, fazendo o papel de marido voyeur, mandou que o rapaz penetrasse sua “esposa” enquanto ele se masturbava em um canto de uma sala em que outros casais também transavam. O clima era de total excitação para Joana por Renato estar dirigindo a transa dela com o rapaz.
Renato, mantendo seu perfil, induzia Joana a acreditar que estava realizando uma fantasia, já que Patrícia jamais concordaria com aquela situação de transar com desconhecidos em público. Em determinado momento, ele forneceu um comprimido de ecstasy para Joana, que perdeu todos os limites.
Embora não fosse uma lenda anatômica como Fred — o que sempre fora o maior gatilho de sua inferioridade —, Renato possuía um dote respeitável, medindo quase 19 centímetros, só que mais fino.
Todavia, Joana, ao ver o pau de Renato saltar rígido sob as luzes vermelhas da cabine privativa, arregalou os olhos. Sob o efeito da droga, ela o agarrou e fez a confissão que destruiria a dignidade de seu lar: revelou que o membro de André, apesar de ser mais grosso, tinha míseros 15 centímetros. Renato vibrou intensamente, saboreando uma onda de satisfação pessoal quase doentia ao ganhar de André naquela contagem carnal.
Enquanto isso, Joana cavalgava com fúria no pau do solteiro da noite, que ostentava um tamanho parecido com o de Renato, dando sinais claros de que estava prestes a explodir em um orgasmo. O rapaz, completamente envolvido pelo ambiente depravado onde casais gemiam ao redor, segurou os cabelos de Joana e a chamou de puta, vagabunda e gostosa de camarote. Ele descarregou tudo dentro da camisinha, retirou-se e pediu licença para buscar uma cerveja no bar do clube, prometendo voltar para o segundo round se o “casal” estivesse disposto.
Joana, com a mente totalmente destruída pela droga e pelo tesão, puxou Renato pela nuca e iniciou um boquete desesperado, tentando engolir totalmente o pau fino e comprido do cunhado, babando pelas bolas dele.
Renato, segurando a cabeça dela com agressividade, comandou:
— Olha bem para a minha cara enquanto engole, sua vagabunda! O otário do seu marido viaja para trabalhar e você corre para dar essa buceta para a cidade inteira! Eu jamais aceitaria uma imundície dessas com uma mulher minha!
Joana interrompeu a sucção por um segundo, com a boca brilhando de saliva, e rebateu:
— Ele não é corno, Renato! Ele também faz isso! Só que faz menos, porque não tem o mesmo pique que eu tenho e adora me ver sendo possuída por outros homens!
— Corno! Um puta corno manso! — respondeu Renato, cuspindo as palavras.
De forma violenta, Renato a jogou de quatro no estofado de veludo preto e passou a penetrá-la por trás, sem camisinha, constatando que o canal dela estava um verdadeiro pântano de lubrificação, misturando os fluidos do solteiro anterior.
Joana gritava sem qualquer pudor:
— Mete mais forte, seu filho da puta! Bate na minha bunda! Sou uma puta vadia! Anda, esmaga meu útero! Você não dizia que era melhor e mais macho que o André? Mostra para mim, caralho!
As estocadas de Renato eram secas e humilhantes, guiadas pelo ódio e pela vaidade.
Nesse momento, um homem de aproximadamente 30 anos, alto, moreno e com um físico forte de frequentador de academia, aproximou-se do tablado. Ele baixou a calça, exibindo um pênis de 20 centímetros extremamente grosso, com veias saltadas que pareciam cordas, e começou a se masturbar de forma agressiva bem próximo ao rosto de Joana.
Vendo a oportunidade de humilhá-la ainda mais, Renato segurou os cabelos da ex-cunhada com força e mandou que ela chupasse o homem:
— Ajuda o cara aí, sua cadela! Você não é minha mulher mesmo, pode dar para qualquer um que eu não ligo! É bom que a sua boca fica ocupada e evita que você fale besteira!
Embora as palavras de Renato fossem proferidas para rebaixá-la, demonstrando total desprezo por sua dignidade, aquele tratamento cruel e marginal funcionava como combustível puro para a mente alterada de Joana. Ela sentia que precisaria de muito mais do que o pau de Renato para se saciar.
A noite converteu-se em um festival de perversão: Joana foi submetida a uma dupla penetração violenta pela primeira vez em sua vida, tendo o cu rasgado pelo membro grosso do moreno enquanto o pau comprido de Renato socava sua buceta.
Em seguida, o jovem solteiro retornou do bar e iniciou uma nova rodada de revezamento em todos os orifícios de Joana, enquanto Renato recebia um oral bruto e desajeitado de outra mulher que passava. Os três homens alternaram-se sem piedade por horas, deixando Joana completamente arregaçada, com os canais dilatados e o corpo coberto por jorros de sêmen misturados.
Se encontraram mais algumas vezes, sempre em casas de Swing para não despertar suspeitas e sempre quando André não estava presente.
Porém, em um churrasco de família na casa dos pais de Joana e Patrícia, após ouvir um comentário de André para que ele parasse de tratar mal Patrícia, Renato, em comentário feito ao pé do ouvido de André, sob o olhar aterrorizado de Joana, deu a entender que estava ocupado tratando bem Joana nas casas de swing com outros amigos e que, por isso, não sobrava tempo para Patrícia.
Por fim, agradeceu por ele compartilhar a mulher com tantos, incluindo ele, já que ele jamais dividiria Patrícia com ninguém.
Joana, que ouvia a conversa, ficou pálida. André olhou para ela e percebeu que era verdade. Com os olhos marejados deu um murro em Renato, que caiu no chão, sendo chutado por André até que parentes o seguraram.
Após a verdade sobre a traição ser revelada, inclusive sobre o casamento liberal de André e Joana, os dois casais se divorciaram e Joana foi praticamente abandonada pela família. Ela ficou com a guarda da filha, mas André se recusou desde então a lhe dirigir a palavra, embora ela alegasse que ainda o amava e tentaste uma reconciliação. Como a reconciliação não veio, seguiu com encontros com vários homens, inclusive Renato, que esporadicamente a procurava para uma noite de sexo, o que também aconteceu naquela noite, após não conseguir transar com Helena.
Fred e Beatriz nunca souberam o real motivo da separação entre Renato e Patrícia e entre André e Joana. Lamentaram, por gostarem de Patrícia, mas ninguém da família delas abriu para pessoas de fora o motivo da separação, nem mesmo André. A vergonha era muito grande para tornar pública.
Na manhã de sexta-feira, Fred chegou ao escritório e encontrou Beatriz revisando um contrato. Ela levantou os olhos. Antes que ele pudesse falar ela perguntou:
— Mais uma viagem marcada?
Ele assentiu.
— Semana que vem.
Ela sorriu, mas havia um discreto cansaço em seu olhar.
Fred percebeu. Sentou-se diante dela.
— Eu sei que essas viagens pesam para você.
Ela permaneceu alguns segundos em silêncio. Depois respondeu com sinceridade.
— Eu não quero controlar sua vida — continuou ela. — Só queria sentir que ainda sou parte dela quando você atravessa aquela porta de embarque.
— Mas você não é parte! Você é minha vida inteira. — respondeu Fred com a voz embargada.
Beatriz não elevou a voz. Talvez, se tivesse gritado, Fred soubesse como reagir. O que o desarmou foi a calma.
— Não é a viagem. Os negócios vão bem, não precisaria ser com tanta frequência. O problema é não saber por que só você pode ir.
Fred respirou profundamente. Era a pergunta que mais temia. Porque não existia resposta que pudesse dar. Não sem colocar em risco tudo aquilo que jurara proteger. Ele segurou as mãos dela.
— Existe uma diferença entre não dizer toda a verdade... — Fez uma pausa. — ...e mentir.
Beatriz sustentou seu olhar.
— Às vezes essa diferença desaparece para quem ficou do outro lado.
As palavras atingiram Fred como um golpe silencioso.
Pela primeira vez, ele percebeu que o muro construído para proteger sua família começava, lentamente, a separá-lo dela.
Naquele momento, nenhum dos dois imaginava que alguém observava aquela conversa através da parede de vidro da sala presidencial.
Renato sorriu discretamente.
A primeira fissura finalmente havia aparecido.
E ele pretendia transformá-la em um abismo.