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Capítulo 2 — O Homem da Taça de Vinho (Parte 3)

Um conto erótico de Leandro Gomes
Categoria: Gay
Contém 1076 palavras
Data: 16/08/2026 13:06:43
🤖 Texto produzido com auxílio de inteligência artificial

Naquela noite, Akira demorou a dormir. Não porque tivesse voltado a sonhar com Riku, como acontecera tantas vezes durante os meses anteriores, mas justamente porque o sono parecia não querer encontrá-lo, deixando-o sozinho diante de pensamentos que se recusavam a permanecer organizados.

Deitado de costas, usando apenas um short sem cueca, com os olhos fixos no teto escuro do quarto, ele repassou mentalmente os últimos dias, procurando uma explicação racional para a facilidade com que Damiano havia encontrado espaço em sua rotina.

Era apenas seu parceiro. Um colega de trabalho. Um homem que conhecera meses antes em circunstâncias que nenhum dos dois parecia interessado em discutir. Nada além disso.

Virou-se de lado e pegou o telefone que estava no criado-mudo... Nenhuma mensagem. Colocou-o novamente sobre o criado-mudo. Então, começou a lembrar-se da cena no vestiário, em que viu o traseiro avantajado de Damiano. Foi apenas como um vulto, mas suficiente para deixa-lo “aceso” durante seu banho, excitado o suficiente para se masturbar mesmo enquanto conversava com ele e enquanto outras pessoas estavam no vestiário. Em meio a esses pensamentos, ficou ereto novamente, tão ereto que seu pau babava e quase doía. Ele tirou o short e começou a se masturbar.

Ele se acariciava, passando as mãos pelo corpo todo, do pescoço às coxas, passando pelas nádegas e pelo cuzinho que piscava, ao mesmo tempo que fazia sua rola pulsar. Por vários minutos ele nem tocou nela. Ele acreditava que o prazer devia ser sentido e explorado no corpo todo, não apenas no pau ou no cu... todo seu corpo era prazeroso.

Quando finalmente envolveu seu pau com as duas mãos, fazendo seus quadris se movimentarem lentamente em direção a elas, o aparelho vibrou. Era uma mensagem de Damiano.

Damiano: Espero que não esteja trabalhando a essa hora.

Akira pegou o celular e leu a mensagem; ficou olhando para a tela por alguns instantes antes de responder.

Akira: Claro que não. Já estou deitado para dormir.

Damiano: Então estou atrapalhando.

Akira sorriu.

Akira: Mais ou menos.

Três pontos apareceram na tela. Desapareceram. Voltaram.

Damiano: Então, boa noite, parceiro.

Akira bloqueou o telefone. Dessa vez, o sorriso permaneceu por alguns segundos. Ele então voltou para o que estava fazendo. Seu pau continuava rígido. Em menos de dois minutos, ele gozou em seu peito, gemendo e se contorcendo.

Após se limpar com uma camiseta, dormiu feito um bebê a noite toda.

________________________________________

No dia seguinte, Damiano não comentou a conversa. Nem precisava. Quando Akira chegou à delegacia, encontrou uma xícara de café sobre sua mesa e, ao lado dela, um pequeno papel dobrado. Ele abriu.

"Sem açúcar. Como você gosta."

Akira olhou para o outro lado da sala. Damiano estava conversando com um investigador. Por um instante, pareceu não perceber que era observado. Então virou o rosto. Os olhos dos dois se encontraram. Damiano sorriu e piscou discretamente para ele. Akira guardou o papel no bolso, sorriu de volta e piscou também.

O café sobre a mesa foi um gesto pequeno, quase ridículo de tão simples, mas havia algo nele que o incomodava justamente por ser tão preciso. Damiano prestava atenção. Não apenas às coisas que Akira dizia. Às coisas que ele fazia. Aos hábitos e aos silêncios. Àquilo que normalmente passaria despercebido. E Akira, acostumado a observar pessoas por profissão, percebeu que também começava a observá-lo.

Naquela tarde, o caso do empresário finalmente avançou. Uma testemunha apareceu. Era uma mulher que trabalhava em um restaurante próximo ao galpão onde o corpo havia sido encontrado, e ela afirmava ter visto um homem entrando no local poucas horas antes do crime.

Akira conduziu a entrevista. Damiano permaneceu ao lado, calado na maior parte do tempo. Quando saíram da sala, o italiano falou:

— Você percebeu?

— O quê?

— Ela mentiu.

Akira olhou para ele.

— Também achei.

— Mas não sobre o homem.

Damiano continuou andando.

— Sobre o horário.

Akira parou e voltou mentalmente à entrevista. A testemunha havia dito que o restaurante fechara às dez, mas mencionara que viu o suspeito entrando no galpão pouco depois das onze. Damiano tinha razão.

— Como percebeu?

O italiano deu de ombros.

— Ela olhou para o relógio antes de responder.

Akira sorriu.

— Você é irritante.

— Já me disseram isso.

— Muitas vezes?

— Principalmente mulheres.

Akira lançou-lhe um olhar de reprovação. Damiano riu.

— Está com ciúmes?

A pergunta foi feita em tom de brincadeira, mas o efeito não foi. Akira continuou andando.

— Não.

— Que pena.

Damiano acelerou o passo para acompanhá-lo.

— Eu teria gostado.

Akira não respondeu. Mas dessa vez não conseguiu esconder o sorriso.

________________________________________

O jantar aconteceu dois dias depois. Damiano escolheu um pequeno restaurante próximo ao bairro onde morava, um lugar discreto, de poucas mesas, onde a iluminação amarelada fazia a noite parecer mais distante do que realmente estava.

Dessa vez, não havia desculpa profissional. Nenhum caso, nenhum relatório, nenhum cadáver esperando por respostas. Apenas os dois. Conversaram durante horas. Akira contou histórias da infância que quase nunca mencionava, falou de Riku, dos videogames que jogavam juntos quando eram adolescentes e da maneira como o irmão sempre trapaceava quando percebia que estava perdendo. Damiano ouviu sorrindo.

— Ele parecia divertido.

Akira abaixou os olhos.

— E era mesmo.

Foi a primeira vez que falou de Riku sem sentir imediatamente a necessidade de interromper a lembrança.

Damiano não tentou transformar aquele momento em algo triste. Perguntou sobre outra coisa. Depois outra. E, pouco a pouco, o jantar deixou de parecer uma tentativa de escapar do passado e passou a ser simplesmente uma noite agradável.

Quando saíram, já era tarde. Damiano caminhou ao lado dele até o carro. Parou antes de abrir a porta.

— Posso te fazer uma pergunta?

Akira olhou para ele.

— Você gosta de fazer perguntas.

— Faz parte da profissão.

— E qual é a pergunta?

Damiano sustentou seu olhar. Dessa vez, não havia brincadeira.

— Você ainda pensa naquela noite?

Akira ficou imóvel. A cidade continuava movimentada ao redor deles, carros passando, pessoas conversando, uma sirene distante atravessando algumas ruas. Mas, durante alguns segundos, tudo pareceu silencioso. Ele sabia exatamente do que Damiano estava falando. E talvez soubesse também qual resposta queria dar.

— Às vezes... frequentemente.

Damiano assentiu. Não sorriu. Apenas se aproximou um pouco. Akira não recuou. E, naquele instante, os dois compreenderam que a distância entre eles havia finalmente deixado de ser apenas a distância entre dois colegas de trabalho. O primeiro beijo veio sem pressa, quase como uma pergunta. Akira fechou os olhos. E, sem hesitar, deixou que a resposta acontecesse no silêncio entre os dois.

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Comentários

Foto de perfil de Jota_

Finalmente a retomada!! Torcendo pelos dois!

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