✨ Apoie a Casa dos Contos e leia sem interrupções — R$36/ano. Saiba mais →

Pés que gritam em silêncio (PARTE 5)

Um conto erótico de Lerolero
Categoria: Heterossexual
Contém 1090 palavras
Data: 16/08/2026 02:03:43
🤖 Texto produzido com auxílio de inteligência artificial

- Laura jazia na escuridão, o corpo ainda percorrido por pequenos espasmos, os pulsos ardendo contra o couro úmido. A respiração saía em arrancos roucos, a garganta destruída pelos gritos e gargalhadas. Ela tentou falar, mas a voz saiu como um chiado, um pedido de água, de soltura, de misericórdia que mal se formava nos lábios rachados.

- A porta rangeu.O som fez o estômago de Laura se contrair. Passos lentos se aproximaram da cama, e então a luz fria da tela do celular cortou a escuridão, o brilho azulado iluminando primeiro o rosto de Marcos, o sorriso gelado, e depois descendo pelo corpo amarrado de Laura. Ela piscou contra a claridade repentina, as pálpebras inchadas de tanto chorar.

— Ainda acordada, escravinha? — a voz dele era baixa, satisfeita, quase afetuosa.

Laura tentou implorar, mas só conseguiu emitir um som gutural, a garganta em carne viva. Marcos ignorou. A luz da tela deslizou pelo peito magro dela, pelas coxas ainda brilhantes de fluidos secando, e parou nos pés, as solas vermelhas, latejando, os dedos ainda curvados em defesa.

— Olha só como ficaram bonitos, murmurou ele, a ponta do polegar roçando de leve o calcanhar direito.

O toque, mínimo, arrancou um gemido abafado de Laura. Ela puxou as cordas, os pulsos queimando.

Marcos ergueu o celular mais alto, e com a mão livre tirou algo do bolso. A mordaça de bola, borracha preta, correias de couro pendendo. Ele a balançou diante dos olhos de Laura, a luz da tela fazendo o material brilhar.

— Sabe o que é isso? — perguntou ele, o tom debochado. — Os vizinhos não precisam ouvir o que vai acontecer agora.

Laura sacudiu a cabeça, os olhos arregalados, um fio de baba escorrendo pelo canto da boca. Ela tentou fechar os lábios, virar o rosto, mas Marcos já estava inclinado sobre ela, o cheiro de couro e suor preenchendo o espaço entre eles.

— Abre a boca, escravinha.

Ela resistiu por um segundo, os dentes cerrados, um último ato de vontade. Marcos suspirou, paciente, e apertou as bochechas dela com os dedos até a mandíbula ceder. A bola de borracha deslizou entre os lábios, empurrada com firmeza até se alojar atrás dos dentes. Laura gemeu, o som já abafado, enquanto ele puxava as correias atrás da cabeça dela e apertava com um nó seco.

Marcos largou o celular sobre o criado-mudo e pegou o frasco de óleo. O líquido dourado escorreu em fios grossos sobre as solas vermelhas de Laura, deslizando pelos arcos sensíveis até os tornozelos. Ela gemeu contra a mordaça, os dedos dos pés se contraindo. Ele espalhou o óleo com a palma, cobrindo cada centímetro da pele latejante.

Agora todo mundo vai ver, disse ele, erguendo o celular e encaixando-o num tripé improvisado sobre a cômoda. A tela iluminou o corpo amarrado de Laura: os pulsos presos, as coxas abertas, a vulva exposta e brilhante. Ela grunhiu, sacudindo a cabeça, os olhos arregalados de pavor. Marcos sorriu e apertou o botão vermelho. A luz de gravação piscou na escuridão.

O metal frio tocou a sola esquerda. Laura arqueou as costas, um grunhido abafado escapando pela mordaça de borracha. Marcos deslizou o raspador devagar, da base do calcanhar até a almofadinha sob os dedos, e ela explodiu em espasmos, o riso forçado saindo em golfadas sufocadas, baba escorrendo pelo queixo, lágrimas quentes descendo pelas têmporas. Ele raspou de novo, mais forte, e o som abafado dela encheu o quarto escuro.

— Tá vendo? — murmurou ele, os olhos fixos na tela do celular. — Assim que eu gosto.

Marcos largou o raspador e pegou a escova de cerdas duras. Posicionou as cerdas no arco do pé direito e esfregou em círculos rápidos. Laura gritou contra a mordaça, um chiado agudo e desesperado, as coxas tremendo abertas. A vulva exposta contraiu em espasmos visíveis, um fio de fluido brilhante escorrendo da entrada e pingando no lençol. Ele riu baixo, aproximando o celular.

— Gozando de cócegas, escravinha?

Ela chorava e ria ao mesmo tempo, o corpo inteiro sacudindo. A vagina pulsava, os músculos internos se contraindo em ondas involuntárias, mais líquido descendo pela pele interna das coxas. Marcos filmou cada segundo, o close da vulva latejante, o rosto devastado dela. Depois virou a tela para Laura.

O vídeo rodava, o gozo dela em loop. Ele sorriu.

— Posto agora?

Marcos virou o celular de volta para si, os polegares se movendo rápidos sobre a tela iluminada. Laura grunhiu contra a mordaça, sacudindo a cabeça, mas as tiras de couro nos pulsos e tornozelos não cederam um milímetro. Ele digitou alguma coisa, uma legenda, talvez, e então seu polegar pairou sobre o botão de publicar.

— Pronto, disse ele, a voz baixa e satisfeita. — Agora todo mundo sabe o que você é.

O dedo desceu. A tela brilhou por um instante e então as notificações começaram a pipocar. Ping. Ping. Ping. Uma atrás da outra, o som agudo cortando o silêncio do quarto escuro. Laura fechou os olhos, as lágrimas quentes escorrendo pelas têmporas e se misturando à baba que ainda descia pelo queixo. Os fluidos entre suas coxas continuavam escorrendo lentamente, encharcando o lençol sob suas nádegas, a umidade fria se espalhando contra a pele quente.

Marcos aproximou o celular do rosto dela, a tela a poucos centímetros dos olhos inchados. As notificações se acumulavam, curtidas, comentários, compartilhamentos. Ela viu o próprio corpo na miniatura do vídeo: as coxas abertas, a vulva brilhante, o rosto devastado pela mordaça. O som abafado do seu riso forçado e dos seus gemidos saía do pequeno alto-falante.

— Escuta, ele murmurou, aumentando o volume. — É o som da sua vida agora.

Mais notificações. Ping. Ping. Ping. O quarto inteiro pulsava com aquele som. Laura tremia, os músculos das coxas ainda em espasmos residuais, a vagina latejando em contrações fracas e involuntárias. Ela não conseguia parar de gozar, não conseguia parar de chorar, não conseguia parar de ouvir.

Marcos guardou o celular no bolso, mas deixou o som das notificações ligado. Inclinou-se sobre ela, os olhos frios encontrando os dela na penumbra.

— Escrava não precisa de boca, sussurrou, os dedos roçando a correia da mordaça. — Só de pés.

Ele se endireitou, deu as costas e caminhou até a porta. Laura grunhiu, um som desesperado e abafado, mas ele não olhou para trás. A porta rangeu ao se fechar, e então o clique da fechadura ecoou no quarto escuro.

O silêncio durou um segundo. Depois, da sala, o som recomeçou.

Ping.

Ping.

Ping.

Laura jazia amarrada na escuridão, amordaçada, o corpo tremendo, enquanto o som das notificações do celular de Marcos ecoava pela casa.

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 3 estrelas.
Incentive Leabbgk a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários