O sol ainda aquecia a fachada da casa, mas o vento já tinha esfriado. Ninguém falou muito no caminho. Tomamos banho em silêncio, cada um no seu canto, como se a água quente pudesse lavar não só o protetor e a areia, mas também o que tinha acontecido na praia. Quando nos reunimos na varanda, o clima ainda estava pesado de um jeito estranho — metade vergonha, metade excitação contida. O cheiro de sabonete misturava com o de sal que ainda grudava na pele.
O Guto quebrou o gelo, jogando as pernas para cima na cadeira de vime e forçando um sorriso:
— Alguém topa um poker? Quatro jogadores. Só pra passar o tempo.
Todos toparam, quase aliviados de ter alguma coisa para fazer com as mãos. Eu fui até a cozinha, abri uma garrafa de vinho branco bem gelado e servi as meninas. O líquido desceu fácil, mas o jogo começou monótono. Cartas caindo, apostas baixas, silêncios longos demais. O barulho do mar lá embaixo parecia mais alto que as nossas vozes.
Foi a Raquel quem soltou a primeira flecha, ainda com o cabelo molhado e o vestido leve colado no corpo:
— Vocês viram a cara da Carol quando tirou o top hoje? Parecia que ia desmaiar na hora.
A Carol corou na hora, mas soltou uma risada nervosa e bateu de leve no braço da amiga:
— Cala a boca! Eu estava sóbria, né? Vocês dois já estavam com o vinho da noite passada na cabeça. Eu não.
O Guto riu baixo, os olhos brilhando:
— Sóbria e mesmo assim tirou. Eu vi o tremor nas suas mãos, Carol. Mas tirou. E depois ainda ficou de bruços escondendo tudo como uma virgem no primeiro dia de praia.
A Carol jogou uma azeitona nele, rindo de verdade agora:
— Você cala a boca também! Quem tinha que esconder era o Marcelo. Toda vez que a Raquel passava eu via o volume na sunga.
Eu levantei as mãos, fingindo inocência, mas não consegui esconder o sorriso:
— Eu estava só apreciando a paisagem. E a paisagem estava ótima. Especialmente quando a Raquel decidiu ir até a água com esses peitões balançando. Qualquer homem na praia virou o pescoço.
A Raquel cobriu o rosto com as mãos, mas o riso escapou entre os dedos:
— Eu odeio vocês. Sério. Eu só fui molhar os pés!
— Molhar os pés com o queixo erguido e os seios apontando para o sol — completou o Guto, já sem nenhum pudor. — Eu conteve a Raquel. Ela gostou de ser olhada. Não adianta negar. O corpo dela gritava “olhem para mim”.
A Carol bateu palmas, gargalhando:
— É verdade! Eu estava morrendo de vergonha e ela andando como se fosse a dona da praia. Toda vez que um gringo olhava, eu via os mamilos dela ficarem mais duros. Não tem como disfarçar isso.
A Raquel jogou uma almofada na direção da Carol, mas estava rindo alto demais para fingir ofensa. O vinho já fazia efeito. As faces estavam coradas, as pernas mais soltas sob a mesa, os olhares mais diretos. O cheiro de vinho misturava com o de pele ainda quente do sol.
Eu aproveitei a deixa e falei, a voz mais baixa, provocando:
— E a Carol no final da tarde? Já tinha esquecido a vergonha. Sentou na toalha de frente para a gente, as pernas abertas, sem nem se tocar. Eu quase engasguei com a água.
A Carol cobriu o rosto de novo, mas o riso dela era solto, gostoso, liberado:
— Eu estava tentando me acostumar! Vocês ficaram o tempo todo olhando. Não tinha como relaxar direito.
O Guto ergueu a taça, o sorriso sujo:
— Relaxar não. Mas molhar… molhou. Eu vi.
As quatro risadas explodiram juntas. Alta, desajeitada, contagiante. O clima monótono tinha morrido. No lugar dele crescia algo bem mais perigoso e bem mais gostoso: a cumplicidade suja de quatro amigos que tinham visto um ao outro nu pela primeira vez e agora não conseguiam parar de brincar com isso.
Foi nesse momento que a Carol — a mesma que horas antes tremia de vergonha nua na areia — se levantou de repente, foi até a cozinha e voltou com a garrafa de tequila. Bateu o fundo dela na mesa com um som seco, os olhos brilhando de vinho e de ousadia nova:
— Está muito desanimado isso aqui. Quem perder agora paga. De verdade.
Depois de mais alguns viras, o clima tinha mudado por completo. As vozes estavam mais altas, as pernas mais abertas sob a mesa, os olhares mais diretos. Foi então que alguém — acho que fui eu — sugeriu, a voz já um pouco pastosa de álcool:
— E se o perdedor tirasse uma peça de roupa?
As meninas resistiram na hora. A Carol foi a primeira:
— Nem pensar. Já foi vergonha pra um dia só.
A Raquel balançou a cabeça, mas eu vi o brilho nos olhos dela. Ela gostava da ideia. Só não queria admitir.
Eu me inclinei na direção da Carol, o copo de tequila na mão, e falei de sopetão:
— Carol… eu já te vi inteira pelada hoje. Já vi seus peitos, sua buceta, sua bunda. Não tem mais o que esconder de mim. Uma peça de roupa não vai mudar nada.
Ela me olhou. O rosto ainda vermelho, mas a resistência já rachando sob o efeito da tequila. O Guto riu baixo. A Raquel mordeu o lábio.
A Carol respirou fundo, olhou para o marido, depois para mim, e finalmente falou, a voz rouca:
— …Tá. Mas começa leve. E se alguém forçar demais, eu paro.
Eu sorri.
O jogo tinha acabado de ficar interessante.
A Carol perdeu a primeira mão séria. Tirou a blusa. Ficou de sutiã preto, os seios subindo e descendo com a respiração ainda um pouco ofegante. Ela riu, cobriu o peito com os braços por reflexo e depois forçou os braços para baixo quando o Guto disse, baixo:
— Não esconde. A gente já viu na praia.
Ela obedeceu. As bochechas estavam vermelhas, mas os olhos brilhavam.
Duas mãos depois a Raquel perdeu. Tirou o vestido de uma vez só, ficando apenas de calcinha. Eu senti o estômago revirar. Minha mulher de calcinha preta mínima na frente do Guto e da Carol, os seios livres, a marca do biquíni ainda rosada na pele. Ela cruzou as pernas e tentou rir, mas o riso saiu curto.
O álcool fazia efeito. As frases saíam mais soltas. O Guto comentou que a Raquel estava “mais gostosa agora do que na praia”. A Carol deu um beliscão nele fingindo falsos pudores. Eu não disse nada.
A regra mudou sem ninguém precisar anunciar. Deixou de ser só “tira uma peça”. Virou “o vencedor escolhe o castigo”.
A partir dali o jogo ficou perigoso.
Algumas mãos depois a Raquel perdeu. O Guto sorriu de lado e deu o castigo:
— Levanta, vira de costas e abaixa a calcinha. Só a calcinha. Trinta segundos. A gente só olha.
A Raquel ficou parada por um segundo, a taça ainda na mão. O rosto dela estava quente, misturando vergonha e vinho. Ela olhou para mim, como pedindo permissão ou força. Eu balancei a cabeça lentamente.
— Vai, amor. É só um jogo.
Ela se levantou. As mãos tremiam quando puxou o vestido para cima e depois enfiou os polegares no elástico da calcinha. Demorou mais do que o necessário. Quando finalmente abaixou a peça até a metade das coxas, eu quase gozei ali mesmo. O cuzinho dela ficou exposto, rosado, contraído pela vergonha. Ela tentou cobrir com a mão, mas o Guto falou baixo:
— Tira a mão. Deixa a gente ver.
A Carol, do outro lado da mesa, estava com os olhos arregalados, a respiração visivelmente alterada. Eu via o conflito no rosto dela: vergonha de estar gostando, excitação por estar vendo a amiga daquele jeito. O Guto contou os trinta segundos devagar, gozando cada um deles. Quando a Raquel puxou a calcinha de volta, as pernas dela tremiam.
A tequila continuava baixando as defesas. A cada rodada as piadas ficavam mais sujas, os olhares mais diretos, os castigos mais ousados. Ninguém queria ser o primeiro a dizer “chega”. O álcool tinha transformado a vergonha em combustível.
Foi então que a Carol perdeu.
Eu mal deixei o Guto abrir a boca. Falei primeiro, a voz mais rouca do que eu pretendia:
— Senta no meu colo. Rodada inteira. De frente para a mesa.
A Carol soltou um riso curto, incrédulo.
— Marcelo…
— É o castigo — interrompi. — Senta.
Ela hesitou. Olhou para o marido. O Guto apenas ergueu as sobrancelhas, como se dissesse “você topou o jogo”. A Raquel estava quieta, observando tudo com a boca entreaberta. A Carol se levantou, rodeou a mesa e parou na minha frente. Ainda de sutiã e calcinha. Eu abri as pernas e ela se sentou de costas para mim, a bunda quente e macia pressionando exatamente em cima do meu pau duro. Eu soltei o ar pela boca. Ela sentiu. Claro que sentiu.
No começo ela ficou rígida. Depois, aos poucos, o corpo foi cedendo. A cada movimento para pegar as cartas, a bunda dela se esfregava em mim. Em determinado momento ela se ajeitou de propósito, um rebolado mínimo, quase inocente. Eu coloquei a mão na coxa dela, por baixo da mesa, e apertei. Os dedos subiram alguns centímetros. Ela não tirou. Pelo contrário: abriu um pouco mais as pernas. Meu polegar roçou a parte interna da coxa, perto demais da calcinha. O coração dela batia tão forte que eu sentia pelas costas.
A Raquel olhava fixamente para a minha mão. Não com raiva. Com algo muito mais perigoso: curiosidade e excitação.
O jogo continuou, mas a concentração de todos estava destruída. O álcool agora falava mais alto que qualquer pudor. As frases saíam sem filtro. O Guto comentou que a mulher dele estava molhada só de sentar no meu colo. A Carol não negou. A Raquel riu baixo e disse que eu estava tão duro que dava para ver de longe. Eu não desmenti.
Foi nesse clima que a Raquel perdeu mais uma mão.
O silêncio ficou pesado. Todo mundo esperava. Eu olhei para ela. O vestido curto, as coxas à mostra, o rosto ainda corado da vergonha anterior. O vinho tinha deixado os olhos dela brilhantes e perigosos. Eu senti a Carol ainda sentada no meu pau, a respiração dela no meu pescoço. O Guto esperava, a mão já dentro da própria cueca sem nem disfarçar.
A respiração dela batia quente no meu pescoço. O corpo da Carol estava mole sobre o meu, a bunda fazendo pressão constante e deliberada no meu pau duro. Eu sentia o calor dela através da calcinha fina. O Guto, do outro lado da mesa, já tinha a mão dentro da cueca, mexendo devagar, sem nenhum pudor. A Raquel esperava, ofegante, os seios nus subindo e descendo, os olhos brilhantes de vinho e de algo muito mais perigoso.
Foi então que a Carol se inclinou ainda mais para trás, encostou os lábios na minha orelha e falou tão baixo que só eu ouvi:
— Manda ela mijar na nossa frente…
A voz dela saiu rouca, molhada, quase um gemido. O respiração quente dela arrepiou meu pescoço inteiro.
— Eu quero ver a sua esposa abrindo as pernas e mijando enquanto a gente olha. Quero ver o rostinho dela de vergonha… e de tesão. Manda, Marcelo. Ela vai obedecer. Eu sei que vai.
Ela rebolou de leve no meu colo, só o suficiente para a cabeça do meu pau roçar exatamente onde ela queria. A mão dela desceu e apertou minha coxa por cima.
— Fala para ela levantar o vestido. Fala que a gente quer ver tudo. Eu estou molhada só de imaginar…
Meu pau latejou tão forte que ela sentiu. Eu engoli seco, a garganta seca de tanto desejo. Olhei para a Raquel. Ela estava me encarando, já desconfiada, já com medo e com vontade ao mesmo tempo. O Guto parou de se masturbar, esperando.
A Carol mordeu de leve o lóbulo da minha orelha e sussurrou a última sentença:
— Faz isso por mim…
Eu respirei fundo. A voz saiu grave, estranha, carregada de tudo que eu estava sentindo:
— Raquel, você deve estar com vontade de ir ao banheiro né? Só que seu banheiro vai ser aqui. Abaixa a calcinha. E mija na nossa frente. A gente vai assistir.
Ela arregalou os olhos. O rosto, já corado pelo vinho, ficou vermelho de verdade. Abriu a boca, fechou, depois balançou a cabeça com força.
— … agora vocês passaram do ponto. Tenho vergonha. Não faz isso comigo. Não na frente de todo mundo.
A voz saiu embargada, quase um pedido. A Carol foi a primeira a falar. Ainda sentada no meu pau, virou o rosto e olhou diretamente para a Raquel, a voz macia, persuasiva, sensual:
— Faz, Raquel… Quero ver você abrindo as pernas e mijando enquanto a gente olha. Faz para a gente.
O Guto se inclinou para a frente, a voz rouca:
— Ninguém vai julgar. A gente está junto nisso. Levanta, abaixa essa calcinha e mostra essa buceta. Eu quero ver o jato saindo de você.
Eu apertei a cintura da Carol e completei, mais baixo, só para a Raquel:
— Quero ver minha esposa se abrindo desse jeito. Quero ver a vergonha e o tesão no seu rosto ao mesmo tempo. Faz. Agora.
A Raquel ficou parada por longos segundos. Os olhos dela iam de mim para a Carol, depois para o Guto, e voltavam para mim. Eu via o conflito claro: a vergonha queimando, o álcool enfraquecendo a resistência, o desejo sujo crescendo. As mãos dela tremiam.
— Eu… não consigo — tentou de novo, a voz falhando.
A Carol desceu do meu colo devagar, ajoelhou ao lado da Raquel e segurou o rosto dela com as duas mãos, forçando-a a olhar nos olhos.
— Consegue sim. Abaixa a calcinha. Afasta as pernas. E mija. A gente está aqui. Ninguém vai rir de você. A gente vai ter tesão vendo.
Eu me levantei também. Fiquei na frente dela. Segurei o queixo dela com uma mão e falei bem perto da boca:
— Abaixa a calcinha. Agora.
As mãos da Raquel desceram tremendo. Ela enfiou os polegares no elástico e puxou a calcinha para baixo, devagar, até os tornozelos. Depois, com um último olhar de súplica que ninguém atendeu, afastou as pernas. A buceta apareceu, já brilhando de excitação. Ela usou os dedos para abrir os lábios, escancarando tudo, exatamente como eu tinha pedido.
No começo saiu só um pouquinho.
Um fio fino, quase tímido, escorreu entre os dedos dela e pingou no piso de madeira com um som leve. A Raquel soltou um gemido abafado de frustração e vergonha. O fio parou. Ela apertou mais os lábios com os dedos e empurrou o ar para fora dos pulmões.
Foi então que o jato veio de verdade.
Forte. Quente. Barulhento.
O líquido saiu em um arco amarelado e constante, batendo direto no piso com um barulho molhado e obsceno que encheu a sala inteira. A urina se espalhou rápido, formando uma poça irregular. O cheiro subiu imediato — quente, ácido, íntimo — impregnando o ar.
A Raquel gemia. Não era só de alívio. Era de vergonha pura misturada com um prazer sujo que ela não conseguia esconder. Os olhos continuavam fechados, o corpo inteiro tremendo. As coxas vibravam. Os peitões balançavam a cada espasmo.
Nós três olhávamos em silêncio absoluto.
O Guto estava com a boca entreaberta, a respiração pesada. A Carol tinha uma das mãos apertando a própria coxa com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Eu sentia o pau latejar dentro da calça, duro demais.
A Raquel só parou quando não aguentou mais. O fluxo diminuiu, virou um fio irregular, depois algumas gotas finais. Ela ainda manteve a buceta aberta por mais dois ou três segundos, tremendo, antes de soltar os lábios.
O último fio de urina escorreu pela coxa da Raquel e pingou no chão. Por um segundo o silêncio foi absoluto. Depois o Guto começou a bater palmas. Devagar no começo, depois com força. A Carol se juntou. Eu também. E, para minha completa surpresa, a própria Raquel soltou uma risada ofegante e bateu palmas junto com a gente.
— Minha esposinha é foda! — eu disse, a voz rouca. — Olha o que você acabou de fazer…
O Guto riu alto:
— Porra, Raquel… você é uma puta de luxo de verdade. Que delícia te ver assim.
A Carol, peito ofegante, balançou a cabeça:
— Eu gostei de ver. Muito. Você foi incrível.
A atmosfera na sala tinha mudado. Era cumplicidade. Era exploração mútua. O tesão puro pairava no ar. Ninguém queria que aquilo terminasse.