Andressa fechou a porta do quarto mesmo sabendo que não havia necessidade. A casa inteira estava vazia. Leonardo seguia em Brasília, a viagem de trabalho se estendendo até o final da semana. Lara saíra no final da tarde com Livia, as duas combinando cinema e depois algum bar, e mandara mensagem dizendo que só voltaria tarde. Marcelo nem sequer fora chamado. Pela primeira vez em muitos dias, Andressa estava completamente sozinha entre aquelas paredes.
O roupão de seda preta escorregou pelos ombros e caiu no chão sem pressa. Ela não se preocupou em apanhar. Ficou nua no meio do quarto, a luz do abajur baixo desenhando o corpo magro e atlético: a cintura fina, as coxas firmes, as nádegas pequenas e empinadas, os seios ainda altos e sensíveis. Os mamilos rosados já estavam duros só de saber que ninguém poderia ouvir o que viesse a seguir.
Andressa deitou-se no centro da cama de casal, as pernas abertas, os pés firmes no colchão. O ar-condicionado soprava frio sobre a pele quente. A mão direita desceu pelo ventre plano, contornou o osso do quadril e parou sobre o monte macio. Não tocou o clitóris de imediato. Apenas abriu os lábios da buceta com dois dedos e sentiu o calor úmido que já subia dali. Os olhos se fecharam.
A memória veio inteira e sem piedade.
Marcelo na sala, o pau grosso, as veias saltadas, a cabeça brilhando de pré-gozo. Ela de joelhos, a boca aberta, engolindo até a garganta arder. O gosto dele impregnando a língua. E então a porta se abrindo. Lara parada no hall, os olhos escuros, a respiração já alterada. Andressa lembrava do segundo exato em que o primeiro jato quente bateu na sua língua enquanto ela mantinha o olhar cravado na enteada. A porra escorrendo pelo canto da boca, pingando no seio, e o olhar safado que ela devolveu sem conseguir se conter. Lara subindo as escadas em silêncio. Depois o quarto da jovem, a porta trancada, os dedos dentro da buceta enquanto ouvia a madrasta ser fodida lá embaixo.
A mão de Andressa finalmente alcançou o clitóris. Fez círculos lentos, a pressão deliberadamente leve. Queria sentir cada etapa. O outro mão subiu até o seio esquerdo, apertou a carne firme e pinçou o mamilo até a dor se misturar ao prazer. Um gemido baixo escapou, desta vez sem qualquer freio. A casa estava vazia. Ninguém ouviria.
Ela enfiou o dedo médio na entrada quente. As paredes internas se fecharam em volta, úmidas, ávidas. Depois o anelar. Dois dedos. Empurrou até a base e começou a se foder com ritmo constante, o polegar ainda no clitóris. O barulho molhado da própria buceta encheu o quarto.
As imagens se sobrepunham sem ordem.
Marcelo puxando seu cabelo, chamando-a de putinha, de cachorra, enquanto a arrombava de quatro sobre o sofá. O tapa seco nas nádegas. A voz dele: “Sua enteada está te olhando”. Depois Lara deitada no mesmo sofá, as pernas abertas, o pau de Marcelo abrindo caminho dentro dela. O gemido agudo da jovem. As unhas cravadas no braço de Andressa. O beijo sujo que veio em seguida, as duas de joelhos, bocas abertas, dividindo os jatos quentes e espessos. A língua de Lara lambeu o excesso no queixo da madrasta. O gosto de Marcelo passou de uma boca para a outra.
Andressa gemeu mais alto. Os dedos aceleraram. Abriu mais as pernas, ergueu os quadris e fodeu a si mesma com força, o som obsceno molhado ecoando nas paredes vazias. A outra mão desceu e abriu os lábios da buceta, deixando o clitóris completamente exposto. Esfregou em círculos rápidos e apertados. O prazer subia pela barriga, apertava o peito, fazia os mamilos doerem.
Pensou em Lara se tocando no quarto depois do flagra, os dedos entrando com dificuldade, gozando com a imagem do pau de Marcelo derramando leite na boca da madrasta. Pensou no olhar da enteada quando desceu de novo e aceitou ser fodida na frente dela. Pensou na forma como Lara gozou se contraindo em volta daquele pau enquanto Andressa esfregava o clitóris dela e beijava sua boca.
— Putinha… minha enteada gostosa… — sussurrou para o teto vazio, a voz rouca e sem vergonha.
Os dedos entravam e saíam mais rápido. Andressa virou o rosto contra o travesseiro, mas não abafou o gemido. Deixou sair. O primeiro orgasmo veio em ondas longas e fortes. O corpo se arqueou, as coxas tremeram sem controle, um jato quente escorrendo pelos dedos e manchando o lençol. Ela gritou desta vez, o som livre, sem medo, enquanto os dedos continuavam se movendo dentro da buceta pulsante, prolongando cada contração até a onda começar a baixar.
Não parou.
Retirou os dedos devagar, trouxe-os à boca e chupou o próprio gosto com fome, a língua limpando cada centímetro. O sabor dela mesma misturado à memória do gosto de Marcelo e de Lara. A mão voltou para baixo. Desta vez três dedos. A entrada cedeu com facilidade, já encharcada e sensível demais. Empurrou até o fundo, sentindo o esticamento gostoso, e recomeçou. Mais lento, mais profundo, o polegar de novo no clitóris inchado e latejante.
As lembranças continuavam sem trégua.
A forma como Lara a olhou enquanto engolia a porra. O sorriso safado depois. As conversas nos dias seguintes, as confissões, o desejo que só crescia. Andressa pensou no corpo jovem da enteada sob suas mãos, na boca quente, no gemido agudo quando gozava. Pensou em Marcelo chamando as duas de putas enquanto descarregava nas línguas abertas. Pensou em como o risco de serem descobertas só aumentava o tesão de as duas.
Os dedos aceleraram outra vez. Andressa virou de lado, uma perna erguida alto, o ângulo permitindo que os três dedos entrassem ainda mais fundo. A outra mão apertava o seio com força, o mamilo esmagado entre os dedos. O segundo orgasmo veio mais rápido, mais agudo, fazendo-a gritar de novo contra o travesseiro. O corpo se contorceu, a buceta se fechando em volta dos dedos em contrações ritmadas e violentas, outro jato quente escapando e molhando a mão. Ela continuou se fodendo através do orgasmo, os dedos sem parar, até as ondas finalmente começarem a diminuir.
Quando a intensidade baixou, Andressa ficou deitada de costas, as pernas ainda abertas, os três dedos dentro, parados, apenas sentindo as contrações residuais que ainda percorriam o corpo. A respiração pesada enchia o quarto silencioso. O peito subia e descia. O lençol sob ela estava encharcado. O cheiro de sexo impregnava o ar.
Ela retirou os dedos com lentidão, olhou para eles brilhando à luz fraca do abajur e os chupou de novo até ficarem limpos. Depois passou a mão aberta pela buceta sensível, apenas acariciando, o clitóris ainda latejando sob a ponta dos dedos. Os olhos abertos agora, fixos no teto escuro.
A memória de Lara e Marcelo ainda queimava atrás das pálpebras. O gosto, o som, o risco, o olhar safado da enteada. Andressa sorriu sozinha na cama grande, a mão ainda entre as pernas, os dedos preguiçosos fazendo círculos lentos no clitóris inchado.
A casa continuava vazia. Lara ainda estava na rua com Livia. Leonardo continuava em outra cidade. E Andressa, nua, molhada e satisfeita pela primeira vez em dias, já pensava em quantas vezes ainda conseguiria gozar antes que alguém voltasse.