Leonardo partira na manhã de terça-feira para mais uma viagem de trabalho, desta vez uma semana inteira em Brasília. A casa, grande demais para só duas pessoas, ficou em silêncio depois que o portão se fechou atrás do carro dele. Andressa, quase cinquenta anos, corpo magro e atlético mantido por corridas matinais, cintura fina, seios firmes e pernas torneadas, caminhava pela sala de estar com o roupão de seda entreaberto. Lara, sua enteada de dezoito anos, filha biológica de Leonardo, estava sentada no sofá com as pernas cruzadas, o celular na mão, o cabelo solto caindo sobre os ombros.
Já fazia quase duas semanas desde aquela primeira noite. O que acontecera com Marcelo — o flagra, a boca cheia, o convite, o sexo na sala — deixara de ser um choque. Virara assunto. Nos dias seguintes as duas conversaram várias vezes, sempre em voz baixa, sempre quando a casa estava vazia. No começo Lara ainda hesitava nas palavras; depois as frases saíam mais soltas, mais curiosas, mais ousadas. Andressa nunca se esquivou. Falou de tesão, de risco, de como se sentia poderosa quando quebrava as regras. Lara ouvia, fazia perguntas, e aos poucos o tabu foi se dissolvendo até virar algo quase rotineiro entre elas: um segredo compartilhado, quente, proibido e mutuamente alimentado.
Naquela manhã de quarta-feira, Lara levantou os olhos do celular e falou com certo peso na voz, como quem precisa confessar um problema antes de seguir em frente.
— Eu estava pensando em chamar o Theo, o Caio e o Bruno. E a Livia também. Minha melhor amiga. Eles topam fácil… mas tem uma coisa. Eles costumam usar umas coisas quando a noite fica pesada. Pó, principalmente. Por isso fiquei na dúvida se ainda dava pra chamar eles.
Andressa parou no meio da sala. O roupão se abriu um pouco mais. Lara ainda não conseguia ler a reação dela; o rosto da madrasta permanecia sério, quase indecifrável. O silêncio durou o suficiente para a jovem sentir o estômago apertar.
— Eles usam? — perguntou. — Cocaína?
Lara engoliu em seco e completou, a voz mais baixa:
— Usam. Não é todo dia, mas quando a noite promete… eles usam. Eu já vi. Já cheirei com eles uma ou duas vezes, bem pouco.
Foi só então que Andressa se moveu. Em vez da recusa que Lara esperava, um brilho lento e interessado apareceu nos olhos dela. Um sorriso quase faminto puxou o canto da boca. Ela se aproximou, sentou-se ao lado da enteada e atravessou as pernas. O tecido da seda subiu pela coxa firme.
— Eles usam cocaína? — perguntou, a voz já mais baixa, genuinamente curiosa.
Lara piscou, surpresa com a mudança de tom.
— Usam…
Andressa inclinou a cabeça, o olhar fixo no dela.
— E você achou que eu ia achar ruim? Que ia dizer não?
— Eu achei que você fosse contra. Ou que nunca tivesse chegado perto disso. Nunca te vi usando nada além de vinho e uísque.
Andressa deu uma risadinha baixa e passou os dedos pelo cabelo de Lara.
— Eu não sou contra. Longe disso. Eu gosto. Deixa a pele mais sensível, o tesão mais sujo, tudo mais forte. Já usei algumas vezes. Inclusive naquela noite com o Marcelo. Você só não sabia.
Lara abriu a boca, genuinamente surpresa. A imagem da madrasta elegante, sempre impecável, inclinada sobre uma linha nunca tinha passado pela cabeça dela. O alívio veio misturado a um calor inesperado entre as pernas.
— Sério? Você… gosta de verdade?
— Gosto pra caralho — respondeu Andressa sem rodeios. — E se os seus amigos já usam, melhor ainda. A gente não precisa esconder nada. Pode entrar na brincadeira junto. Se você topa, eu topo. E fico bem animada com a ideia.
Lara sentiu o coração acelerar. A naturalidade com que Andressa falava dissolveu qualquer resto de dúvida.
— Então a gente inclui. Eu aviso eles. E a Livia também. Ela já sabe que eu falei de você. Disse que topava tudo.
Andressa passou os dedos pelo cabelo de Lara outra vez, o olhar já nublado de antecipação.
— Então marca. Sábado. Aqui. Uísque bom, pó e o resto a gente resolve no momento. Eu quero ver você se soltar de verdade. E quero ver a Livia também.
Sábado à noite a casa estava preparada. As luzes da sala em meio-tom criavam sombras longas sobre o sofá e o tapete claro. Duas garrafas de Blanton’s abertas descansavam sobre a mesa de centro, ao lado de um prato de porcelana branca com várias linhas finas já cortadas com precisão. O cheiro do uísque se misturava ao ar condicionado ligado em temperatura baixa. Andressa usava um vestido preto curto de seda que deslizava sobre a pele a cada movimento, sem nada por baixo; os seios firmes marcavam o tecido e a barra subia perigosamente quando ela se inclinava. Lara escolheu uma camisola branca quase transparente, tão leve que o contorno dos mamilos e o triângulo escuro entre as pernas ficavam visíveis sob a luz.
Livia chegou primeiro. Short jeans destroçado, top preto justo, cabelo preso num rabo alto que balançava quando ela andava. O olhar dela já brilhava de expectativa quando atravessou a porta. Beijou Lara no rosto, depois olhou Andressa de cima a baixo com um sorriso aberto.
— Nossa… você é ainda mais gostosa pessoalmente — comentou, sem rodeios.
Andressa sorriu de canto.
— Entra. Serve o que quiser.
Os três homens chegaram juntos poucos minutos depois. Theo, alto, ombros largos, camisa social aberta no peito. Caio, mais magro, sorriso fácil, jaqueta leve. Bruno, o mais quieto, mãos grandes, olhar intenso que percorria a sala sem pressa. Cumprimentaram com beijos no rosto e apertos de mão que demoravam um segundo a mais do que o necessário.
As primeiras taças de uísque circularam. Andressa serviu, os dedos demorando no copo de cada um. As primeiras linhas também. Lara se curvou sobre a mesa, o cabelo caindo para o lado como uma cortina, e puxou a sua com um canudo improvisado. O gosto amargo desceu pela garganta. O mundo ficou mais nítido, os sons mais próximos, a pele formigando. Ela olhou para Andressa, que fazia o mesmo com um sorriso safado, e as duas se entreolharam com um entendimento silencioso que dispensava palavras.
Livia foi a primeira a beijar Lara. O beijo começou lento, quase experimental, e logo ficou fundo. As línguas se enrolaram enquanto as mãos de Livia subiam por baixo da camisola e encontravam os seios jovens da amiga, apertando os mamilos já duros. Lara gemeu baixo contra a boca dela. Andressa observava, o copo na mão, até Theo se aproximar por trás e beijar seu pescoço. A respiração dele era quente. A mão desceu, puxou o vestido para cima sem pressa e encontrou a xota já úmida. Dois dedos entraram sem pedir licença, curvando-se dentro dela. Andressa gemeu, rebolando contra a mão.
— Isso… assim… mais fundo — pediu, a voz rouca. — Não tira.
Theo obedeceu, os dedos entrando e saindo com ritmo constante enquanto a outra mão apertava um seio por cima do tecido.
Caio e Bruno se juntaram a Lara e Livia. Em poucos minutos as duas jovens estavam de joelhos no meio da sala, lado a lado, as camisolas e o top já descartados. Caio enfiou a rola na boca de Lara; Bruno fez o mesmo com Livia. Os dois homens seguravam as cabeças delas com firmeza, controlando o ritmo. Andressa, ainda de pé, foi virada de frente para o sofá por Theo. Ele a empurrou de quatro sobre o assento e enterrou o pau de uma vez, segurando a cintura fina dela com as duas mãos. O impacto fez Andressa gritar.
— Porra… enfia tudo… assim…
Enquanto Theo a penetrava com estocadas profundas e ritmadas, Andressa olhava para as duas jovens ajoelhadas. Lara engasgava no membro de Caio, saliva escorrendo pelo queixo e pingando nos seios. Livia chupava Bruno com fome, os olhos semicerrados, uma mão massageando as bolas dele. Andressa estendeu o braço e puxou o cabelo de Lara para trás, forçando-a a erguer o rosto.
— Olha pra mim enquanto você engole essa rola — ordenou, a voz cortada pelas estocadas. — Sua madrasta tá sendo fodida e você tá de joelhos chupando. Isso te deixa pingando, não deixa?
Lara só conseguiu gemer em resposta, a boca cheia. Theo acelerou, as mãos apertando as nádegas firmes de Andressa, os tapas secos marcando a pele rosada. Andressa gozou primeiro, o corpo se contraindo com força, um jato quente escorrendo pelas coxas enquanto ela ainda segurava o cabelo da enteada.
A cena se desfez e se reorganizou com naturalidade. Livia foi colocada de costas no tapete. Andressa se ajoelhou entre as pernas dela e passou a língua pela boceta lisa, chupando o botão sensível com pressão firme e constante. Lara se sentou no rosto da amiga, rebolando devagar, os gemidos abafados. Caio se posicionou atrás de Andressa e a penetrou de novo, as mãos nos quadris dela. Bruno e Theo se ajoelharam perto da boca de Lara, que alternava entre os dois paus, engolindo um até a base e depois o outro, a saliva misturando os gostos.
O pó ainda corria no sangue. Cada toque parecia mais forte, mais detalhado. Andressa gemia contra a xota de Livia, a língua entrando e saindo, enquanto Caio a fodia com força. Lara gozou sentada no rosto da amiga, as coxas tremendo, o líquido escorrendo pela boca de Livia, que engolia e gemia ao mesmo tempo.
Trocaram de posição outra vez. Andressa deitou de costas no sofá, as pernas abertas. Lara montou no rosto dela, de frente para os homens. Theo enterrou o pau na entrada de Lara com um gemido baixo; Caio se ajoelhou e enfiou o seu na boca de Andressa. Bruno puxou Livia para o chão, colocou-a de quatro e a penetrou por trás, uma mão no cabelo dela puxando a cabeça para trás.
— Mais forte — pediu Livia, a voz quebrada. — Me fode mais fundo. Assim…
Bruno obedeceu, as estocadas ficando mais pesadas. O bater de pele se misturava aos gemidos e aos engasgos. Andressa chupava Caio fundo, os olhos marejados, enquanto a língua dela trabalhava no clitóris de Lara. Lara rebolava no rosto da madrasta, gemendo a cada estocada de Theo.
Theo foi o primeiro a gozar. Enterrou até o fundo e descarregou dentro de Lara, o corpo tensionado. Quando tirou, o leite escorreu pela coxa da jovem. Andressa, ainda de boca cheia com o pau de Caio, puxou Lara para baixo e lambeu o excesso que escorria, misturando tudo. Caio não aguentou ver aquilo. Puxou o membro da boca de Andressa e gozou nos seios firmes dela e no rosto de Lara. As duas limparam uma à outra com a língua, se beijando em seguida, passando o líquido de boca em boca.
Foi nesse momento, vendo Lara e Livia se beijando e se tocando com tanta fome — mãos nos seios, coxas entrelaçadas, gemidos baixos — que Andressa ergueu o olhar para Theo e Caio. Os dois estavam ofegantes, ainda semi-duros, observando as mulheres.
— Vocês dois — disse Andressa, a voz firme e safada, ainda com restos de porra no queixo. — Eu quero ver vocês se pegando. Agora. Na frente de todo mundo.
Theo e Caio se entreolharam, surpresos. Bruno parou de se tocar. Lara e Livia interromperam o beijo e se viraram para assistir, os olhos arregalados.
— Eu desafiei — continuou Andressa, sem desviar o olhar. — Quero ver um chupar o outro. Quero ver vocês se foderem. A gente assiste. Sem frescura.
Houve um segundo de hesitação pesada. Depois Theo puxou Caio pela nuca e o beijou fundo, a língua entrando sem pedir licença. A mão dele desceu, abriu a calça do outro e tirou o pau ainda semi-duro, já começando a endurecer de novo. Ajoelhou-se bem na frente de Caio e engoliu o membro até a base, chupando com força, a garganta trabalhando. Caio gemeu alto, os dedos cravados no cabelo de Theo.
— Porra… — murmurou Caio, a voz rouca. — Tá chupando gostoso pra caralho.
Bruno, em pé, voltou a se masturbar devagar, o pau duro na mão, os olhos fixos nos dois.
— Não acredito que eles vão fazer isso de verdade — comentou Lara, a voz baixa, mas audível, enquanto passava a mão entre as pernas de Livia.
— Eu quero ver até o final — respondeu Livia, os dedos apertando o seio da amiga. — Continua, gente…
Theo chupou por longos minutos, saliva escorrendo pelo queixo, até Caio puxá-lo para cima e o virar de quatro no tapete. Caio cuspiu na própria mão, passou no pau e posicionou a cabeça na entrada de Theo. Empurrou devagar no começo, depois com mais força, até estar completamente dentro. Theo gemeu fundo, a testa apoiada no antebraço.
— Isso… fode — pediu Theo, a voz abafada. — Mais fundo.
Caio agarrou os quadris dele e começou a penetrar com estocadas profundas e ritmadas. O bater de pele ecoava na sala. Andressa, sentada no sofá, abriu as pernas e masturbava a própria xota devagar, dois dedos entrando e saindo, os olhos fixos na cena.
— Olha só isso — murmurou ela, a voz rouca de tesão. — Dois machos se fodendo na minha sala enquanto a gente assiste. Que delícia.
Bruno acelerou o movimento da mão.
— O Theo tá aguentando tudo — comentou ele, ofegante. — Olha a cara dele.
Lara se aproximou mais, ainda de joelhos, e falou sem tirar os olhos:
— Caio, mais forte. Quero ouvir o barulho.
Livia riu baixo, safada, e beijou o ombro de Lara.
— Eu nunca vi nada assim de perto… continua, pelo amor de Deus.
Caio obedeceu às vozes, as estocadas ficando mais pesadas, mais profundas. Theo gemia a cada investida, o pau balançando entre as pernas. Andressa esfregava o clitóris com mais pressão, o olhar brilhando.
— Goza dentro dele — ordenou ela. — Quero ver.
Caio gemeu alto, enterrou até o fundo e descarregou dentro de Theo, o corpo inteiro tensionado. Ficou parado por alguns segundos, ofegante, antes de sair. O leite escorreu pela coxa de Theo. Os dois se separaram, ainda ajoelhados, respirando pesado.
Andressa sorriu, satisfeita, os dedos ainda dentro de si.
— Muito bem, meninos. Agora vocês merecem um descanso… ou não.
A madrugada avançou sem pressa. Mais linhas foram cheiradas. Mais uísque foi bebido. Os corpos se misturaram de novo em combinações diferentes: Lara de quatro sendo penetrada por Bruno, Andressa debaixo dela chupando o clitóris da enteada, Livia sentada no rosto de Theo enquanto Caio a beijava. Os orgasmos se sucederam sem contagem exata. Os corpos suavam e cheiravam a sexo, a álcool e a pó. As vozes roucas pediam mais, mais fundo, mais forte.
Quando o céu lá fora já começava a clarear, os três homens dormiam espalhados pela sala. Livia estava encolhida num sofá, o cabelo bagunçado, a respiração ainda irregular. Andressa e Lara permaneceram no tapete, deitadas de frente uma para a outra, os corpos próximos.
Lara falou primeiro, a voz rouca e baixa:
— A gente vai fazer de novo antes do Leonardo voltar?
Andressa passou os dedos pelos lábios inchados da enteada, limpando um resto seco.
— Enquanto a casa estiver vazia… a gente faz o quanto o corpo aguentar.
Ela olhou para Livia, que ainda estava semiacordada no sofá, e falou em tom baixo, mas claro o suficiente para a amiga ouvir:
— Livia… na próxima eu quero só nós três. Você, a Lara e eu. Na minha casa. Sem os meninos. A gente marca.