Helena passou os dois dias seguintes tentando se esconder de si mesma.
Evitou ficar sozinha com Marcelo. Saiu da sala junto com os outros alunos, inventou reuniões, fingiu estar ocupada. Mas o corpo não colaborava. Toda vez que ele entrava na sala, o peito apertava e a umidade já começava a aparecer entre as pernas. O cheiro dele, o olhar, a voz grave… tudo virava gatilho.
Na quinta-feira, depois da aula, ela estava guardando os materiais quando ouviu a porta fechar. O clique da tranca ecoou como um tiro.
Marcelo estava lá.
— A senhora tá me evitando — disse ele, sem pressa, caminhando até a mesa.
Helena não levantou o rosto.
— Eu preciso que o senhor entenda. O que aconteceu… não pode continuar. Eu sou casada. Eu amo meu marido.
Marcelo parou na frente dela. O volume na calça já estava marcado, grosso, pesado.
— A senhora ama ele. Eu sei. Mas a senhora também goza pensando no meu pau. A senhora bateu punheta pra mim até eu gozar na sua mão. Depois foi pra casa e se tocou no banheiro com o cheiro da minha porra ainda nos dedos. Não mente pra mim, professora.
Helena fechou os olhos com força. As lágrimas vieram quentes.
— Eu me odeio por isso…
— Eu sei. E mesmo assim a senhora continua molhada.
Ele se aproximou mais. Pegou a mão dela e colocou sobre o volume duro da calça. Helena soltou um gemido abafado quando sentiu o tamanho sob os dedos. Marcelo segurou o pulso dela e fez a mão apertar.
— Tira. Agora.
Ela obedeceu. Com mãos trêmulas, abriu o botão, puxou o zíper e baixou a calça junto com a cueca. O pau saltou para fora, já latejando, a cabeça escura brilhando de pré-gozo. Helena ficou olhando, hipnotizada. Era grande demais. Grosso demais. Parecia impossível caber em qualquer lugar.
Marcelo segurou o queixo dela e ergueu o rosto.
— Ajoelha.
Helena hesitou. O coração batia tão forte que doía. A culpa gritava. A lealdade gritava. Mas as pernas já estavam cedendo. Devagar, ela se ajoelhou no chão frio da sala de aula. O pau dele ficou na altura da boca, pesado, cheirando a homem.
— Chupa.
A palavra saiu baixa, mas foi uma ordem. Helena abriu a boca. A língua tocou primeiro a cabeça quente e salgada. Depois ela engoliu o que conseguiu. Quase não coube. A boca ficou esticada, os lábios brancos apertados em volta da grossura escura. Marcelo soltou um gemido profundo e colocou a mão no cabelo loiro dela, sem forçar, só segurando.
— Isso… chupa devagar. Usa a língua embaixo. Assim… porra, que boca gostosa.
Helena chupava com dificuldade, saliva escorrendo pelo queixo, os olhos marejados. Cada vez que ela descia mais um pouco, sentia o pau latejar contra a língua. Marcelo observava tudo com atenção, o olhar escuro, a respiração pesada.
— Olha pra mim enquanto chupa. Quero ver essa cara de mulher casada com a boca cheia de pau.
Helena ergueu os olhos. Estava corada, a boca esticada, a saliva brilhando. Marcelo gemeu mais alto.
— Eu vou gozar na sua boca. A senhora vai engolir. Tudo.
Ele começou a mover o quadril devagar, fodendo a boca dela com cuidado, sem ir fundo demais. Helena engasgou algumas vezes, mas não parou. As mãos seguravam as coxas dele. Entre as próprias pernas, a calcinha já estava encharcada a ponto de escorrer pela coxa.
Marcelo segurou a cabeça dela com mais firmeza.
— Abre mais… isso… eu tô gozando…
O primeiro jato veio forte, grosso, quente. Bateu no fundo da garganta. Helena engasgou, mas engoliu. Depois veio outro, e mais outro. Marcelo gozou muito, o esperma denso enchendo a boca dela até escorrer pelos cantos dos lábios. Ele só soltou quando terminou de jorrar.
Helena ficou ajoelhada, ofegante, um fio branco escorrendo do canto da boca até o queixo. Marcelo passou o polegar e limpou, depois colocou o dedo na boca dela.
— Engole o resto.
Ela engoliu.
O silêncio que se seguiu foi pesado. Helena ainda estava de joelhos, o gosto amargo e salgado na língua, a respiração descompassada. Marcelo guardou o pau e ajeitou a calça. Depois se abaixou na frente dela, segurou o rosto com as duas mãos e falou baixo:
— Agora a senhora já chupou meu pau. Já engoliu minha porra. Não tem mais volta, professora. Da próxima vez eu vou te foder de verdade. E a senhora vai deixar.
Helena não respondeu. Só baixou a cabeça. As lágrimas caíram no chão da sala misturadas com saliva e esperma.
Quando ela chegou em casa, Ricardo estava na sala. Beijou a esposa e perguntou se estava tudo bem. Helena sorriu com dificuldade e disse que sim. No banheiro, escovou os dentes três vezes. O gosto ainda não saía completamente.
À noite, quando o marido a puxou para a cama, ela deixou. Deitou de costas, abriu as pernas e recebeu o pau médio dele. Ricardo gozou rápido, como sempre. Helena ficou olhando o teto depois, o esperma ralo escorrendo, e pensou no gosto grosso e quente que ainda pairava na memória da língua.
Mais tarde, no escuro, ela se tocou de novo. Devagar. Com culpa. Com tesão. Gozou mordendo o travesseiro, o corpo inteiro tremendo, e sussurrou o nome que não devia:
— Marcelo…
Do outro lado da cidade, o homem de sessenta e dois anos estava deitado nu, o pau ainda semi-duro descansando na barriga. Ele sorriu no escuro e murmurou:
— Logo, professora. Logo eu te pego de verdade.