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Jonas: A Sobremesa do Almoço

Um conto erótico de Jonas
Categoria: Grupal
Contém 3409 palavras
Data: 14/08/2026 23:13:01

Fala, meus amigos! a história que eu vou contar hoje é daquelas que a Luana ainda não ouviu completa. Ela sabe de uma parte, mas não de todos os detalhes. E olha, os detalhes... bem, vamos lá.

Depois que eu terminei o serviço com o Lázaro, ele me convidou pra almoçar na casa dele. A Helena tinha feito uma feijoada de respeito, daquelas que a gente come e fica com a alma lavada. Cheguei lá, a casa deles é bonita, arejada, com uma vista que dá gosto de ver. A Helena me recebeu com um abraço que durou um segundo a mais do que o normal, e me deu um beijo no rosto que eu senti até a alma.

A gente comeu, conversou, riu. O Lázaro é um cara bom de papo, desses que a gente gosta de ter por perto. A Helena, então... não preciso nem falar. Ela tem um jeito que prende a atenção, sabe? Cada movimento, cada palavra, parece que foi calculado pra te deixar num estado de alerta.

Foi quando a Helena perguntou pela Luana. Eu disse que ela tinha ido fazer compras na cidade vizinha, que só voltava à noite. Aí ela olhou pro Lázaro, depois pra mim, e falou, com aquele tom de quem já tinha decidido:

— Jonas, já que você vai ficar sozinho essa tarde, que tal passar o tempo com a gente? Não tem porque você ir pra casa ficar olhando pro teto.

O Lázaro concordou na hora, e a Helena pediu pra ele pegar um short pra mim, porque eu tava com a roupa suada do trabalho. Eu falei que não dava, que ia ficar sem cueca e tal. O Lázaro riu e disse que eu podia ficar de boa, que a gente era amigo e não ia me julgar. A Helena, com aquele sorrisinho de canto, falou que ela não ia contar nada pra Luana.

Então eu aceitei. Tirei a roupa, fui pro banheiro, e quando tava acabando de me enxaguar, senti uma mão quente nas minhas costas.

Eu levei um susto, me virei, e lá estava ela. A Helena. Nua, molhada, com aquela pele brilhando debaixo da luz do banheiro. Eu perguntei pelo Lázaro, e ela disse, bem baixinho:

— Ele tá na sala. E ele autorizou.

Pausa.

— Eu sou a sobremesa, Jonas.

Ela veio pra cima de mim como quem não tem pressa nenhuma. Me virou de costas, passou a mão pelas minhas costas, descendo devagar, sentindo cada músculo. Depois colou o corpo no meu, e eu senti os peitos dela na minha pele, a barriga quente, as pernas se enroscando nas minhas. Ela foi descendo a mão, passou pela minha barriga, e quando chegou no meu pau, que já tava duro feito pedra, ela apertou com aquela firmeza que me fez perder o ar.

Ela me virou de frente, olhou nos meus olhos, e se ajoelhou. Quando ela abriu a boca e me chupou, foi como se o mundo tivesse parado. Não foi com pressa, foi com calma, com gosto. Ela lambia a cabeça, fazia círculos com a língua, descia pelo corpo, e me engolia inteiro. Eu segurei o cabelo dela, não pra mandar, mas pra não cair. A visão dela ali, de joelhos, me olhando com aqueles olhos escuros, me chupando como se eu fosse a última coisa que ela fosse provar na vida... eu senti as pernas tremerem.

Ela percebeu que eu tava perto, e parou. Se levantou, me deu um beijo com gosto de mim, e saiu do banheiro como se nada tivesse acontecido.

Eu fiquei ali, tonto, e terminei de me secar. Coloquei o short, fui pra sala sem camisa, e o Lázaro já tava no sofá, com o controle na mão, procurando um filme.

— E aí, Jonas? Tá pronto pra um filme de ação?

— Tô.

A Helena apareceu depois, toda arrumada, e foi fazer pipoca na cozinha. O Lázaro levantou, disse que ia tomar um banho rápido, e me deixou ali sozinho na sala.

Quando a Helena voltou, ela se sentou do meu lado, tão perto que eu sentia o calor do corpo dela. Ela colocou a bacia de pipoca no colo e começou a assistir o filme comigo.

— Máquina de Guerra, hein? Bom filme — ela comentou.

O Lázaro demorou um pouco no banho. Quando ele voltou, a Helena perguntou por que tinha demorado tanto.

— Precisei de um tempo lá — ele respondeu, meio sem jeito, e se sentou na poltrona ao lado, de frente pra gente.

Ela olhou pra mim, e depois pra ele.

— Você quase perdeu o filme, amor. Mas não se preocupa, vou narrar pra você.

Ela então pegou o leite condensado que tava na mesa, abriu, e passou a mão dentro do meu short. Eu senti a mão dela quente, firme, e ela começou a me masturbar devagar, olhando pro Lázaro, que nos observava com os olhos brilhando.

— É esse filme que você queria ver? — ela perguntou.

— É — ele respondeu, a voz meio rouca.

Aí ela puxou meu pau pra fora, passou leite condensado na cabeça, e começou a lamber devagar, com a língua, tirando todo o leite. Depois me chupou, fundo, fazendo aquele barulho que me deixou maluco. O Lázaro comeu pipoca, assistindo, sem desviar o olhar.

A Helena me chupou por um bom tempo, até sentir que eu tava perto de novo. Aí ela parou, se virou pro Lázaro, e deu nele um beijo de língua, molhado, gostoso. Ele sentiu o gosto de mim, e eu vi o olho dele quase revirar.

Ela se levantou, me puxou pelo braço, e a gente foi pro quarto. O Lázaro atrás, sem fazer barulho.

No quarto, ela me empurrou na cama e montou em cima de mim. Ela ficou de frente pro Lázaro, de costas pra mim, e quando ela sentou no meu pau, eu senti ela me engolindo inteiro, quente, molhada, apertada. Ela começou a rebolagar, e o Lázaro se aproximou, olhando a buceta dela preenchida com a minha rola.

— Vem, Lázaro — ela chamou, com a voz rouca. — Me chupa.

Ele se ajoelhou na frente dela e começou a lamber a buceta dela, enquanto meu pau tava dentro. Eu senti a língua dele, quente, lambendo a base do meu pau, os lábios dela, tudo junto. Helena gemia, e Lázaro alternava entre lamber ela e lamber o meu pau, a boca passando de um pro outro.

Em determinado momento, eu senti a mão dela puxar meu pau pra fora, e oferecer pro Lázaro. Ele abocanhou sem hesitar, me chupou com uma vontade que me surpreendeu, e depois ela colocou de volta na buceta dela, com a mão guiando.

Helena foi cavalgando em mim, e o Lázaro lambia, chupava, babava tudo. Quando eu não aguentei mais, eu falei:

— Helena, tô quase gozando.

Ela se levantou rápido, se ajoelhou na frente de mim e segurou meu pau.

— Vai, Jonas, goza no meu rosto — ela pediu, a voz ofegante.

E eu gozei, com força, e ela recebeu tudo no rosto, nos lábios, fechou os olhos e lambeu o que escapou, com um sorriso de pura felicidade.

Mas ela não tinha acabado.

No calor do tesão, ela se virou pro Lázaro, que tava sentado na beira da cama, de calção, e o empurrou pra trás. Ela montou nele, com o rosto ainda lambuzado, e começou a cavalgar. O Lázaro tentou virar o rosto, mas ela segurou ele pelo queixo.

— Me beija, amor. Gosta desse gosto? É de mim e do Jonas. Me beija.

Ela forçou ele a beijar ela, e ele cedeu, o corpo todo tremendo. Aí os dois começaram a transar num fogo que eu nunca tinha visto. Ele a puxava, a apertava, metia fundo, e ela gemia como se não houvesse amanhã. Eu fiquei assistindo, deitado na cama, sem saber onde enfiar a cara, até que percebi que tinha virado uma cena particular dos dois.

Eu me levantei, fui pro banheiro, fechei a porta. Do lado de fora, ouvia os gemidos da Helena, altos, sem vergonha, e o Lázaro a chamando de amor, em resposta. O som durou um bom tempo, até que de repente ficou tudo em silêncio.

Fiquei no banheiro, tentando processar o que tinha acabado de acontecer. Tomei um banho de novo, mais pra me recompor do que pra me limpar. Quando saí, a Helena veio até mim, nua, toda aberta, os olhos ainda brilhando.

— Jonas, se você quiser mais, eu ainda tô com fogo — ela disse, passando a mão no meu peito.

Eu ri, meio sem jeito, e peguei a camisa.

— Helena, eu preciso descansar. E a Luana já deve estar chegando.

Ela sorriu, aquele sorriso que me desmonta.

— Ela não vai demorar, mas você pode esperar, né? Na próxima vez, traz ela.

O Lázaro apareceu atrás dela, de calção, os cabelos molhados, com uma cara de homem que tinha vivido tudo.

— Fica pra jantar, Jonas? — ele perguntou, com a voz cansada.

— Não, preciso voltar. Obrigado pelo almoço... e pela tarde.

A Helena me abraçou, um abraço demorado, com o corpo nu colado no meu, e sussurrou no meu ouvido:

— Até a próxima, Jonas.

E então eles se despediram de mim na porta, e eu fui pra casa.

Cheguei em casa naquela noite com a cabeça ainda girando. A Luana já estava lá, tinha voltado das compras, e eu contei uma versão bem resumida do que aconteceu. Ela ouviu, com aquele olhar que ela tem quando sabe que tem mais coisa, mas não insistiu.

Na segunda-feira meio pesado. Tomei um café rápido, dei um beijo na Luana que ainda tava meio dormindo, e fui pro escritório. O Lázaro já estava lá, na mesa dele, com uma cara que eu não sabia interpretar. Ele me cumprimentou com um "bom dia" meio seco, e eu percebi que tinha alguma coisa pairando no ar entre a gente.

A manhã foi normal. Reunião, relatório, café. Mas o Lázaro tava diferente. Não tava com aquele jeito aberto de sempre, tava mais calado, mais pensativo. Eu não puxei assunto, porque também não sabia muito bem o que falar. Como é que você pergunta pro cara que te viu transar com a mulher dele e ainda te chupou se ele tá bem?

No horário do almoço, ele me chamou pra ir comer numa lanchonete mais afastada, longe do pessoal do escritório. Eu aceitei, claro.

A gente sentou numa mesa no canto, pediu uns sanduíches, e ficou um tempo em silêncio. O Lázaro mexia no guardanapo, sem olhar pra mim. Até que ele finalmente falou:

— Jonas, eu preciso te dizer uma coisa.

— Fala, Lázaro.

Ele respirou fundo, como quem vai se jogar de um penhasco.

— O que aconteceu no sábado... com a Helena e comigo... eu não quero que você pense que eu sou gay.

Eu fiquei olhando pra ele, esperando o resto.

— Eu não sou gay, Jonas. Eu gosto de mulher, sempre gostei. Mas o tesão que eu senti naquele momento... foi maior do que qualquer coisa. Não foi planejado, não foi pensado. Aconteceu. E eu não me arrependo, mas também não quero que você fique com uma imagem errada de mim.

Eu coloquei o sanduíche no prato e olhei pra ele, com a maior calma que eu consegui juntar.

— Lázaro, você não precisa se explicar. Eu sei que você não é gay. A gente tava num momento de tesão, de putaria, de calor. No calor daquele tipo de situação, as pessoas fazem coisas que elas jamais imaginariam fazer em qualquer outro momento. E isso não define quem você é, entende?

Ele me olhou, com um alívio visível no rosto.

— Você realmente não se incomoda?

— Incomodar não é a palavra certa. O que aconteceu foi intenso, foi único, e foi bom. Mas isso não significa que a gente precise mudar o que somos. Você é hetero, eu sou hetero, e a gente teve uma experiência que saiu do comum. Só isso. Não precisa carregar esse peso.

Ele soltou o ar que tava segurando e sorriu, pela primeira vez no dia.

— Caramba, Jonas. Você é um cara incrível. A Helena tem razão.

— Helena disse o quê?

— Ela disse que você era diferente. Que você entende as coisas de um jeito que a maioria das pessoas não entende. E ela tava certa.

Eu dei um sorriso e peguei o sanduíche de novo.

— Vamos comer, Lázaro. A tarde ainda tem serviço e a gente tem que terminar aquele projeto.

Ele riu, e a gente comeu em silêncio, mas um silêncio bom, de quem se entendeu.

No resto do dia, o Lázaro voltou a ser ele mesmo. O cara aberto, brincalhão, que puxa conversa com todo mundo. E quando a gente se despediu no fim do expediente, ele me deu um aperto de mão mais forte que o normal, e disse, baixinho:

— Obrigado, Jonas. De verdade.

— De nada, parceiro. Até amanhã.

Fui pra casa com a sensação de que a amizade com o Lázaro tinha passado por um teste, e tinha saído mais forte. Eu sabia que a Luana ia querer ouvir sobre o dia, e eu ia contar uma parte, mas ia guardar essa conversa com o Lázaro pra mim. Algumas coisas são entre homens, e essa era uma delas.

Quando cheguei em casa, a Luana tava na cozinha, preparando o jantar. Ela me olhou, e eu vi que ela tava com aquela curiosidade de sempre.

— E aí, Jonas? Como foi o dia?

— Foi bom. O Lázaro e eu terminamos a parte mais pesada do projeto. Amanhã a gente começa a revisão.

Ela veio até mim, me deu um beijo, e eu senti o cheiro do corpo dela, quente, familiar.

— E a Helena? Ela apareceu no escritório hoje?

— Não, hoje foi só serviço mesmo. Trabalho de homem.

Ela riu, sabendo que eu tava escondendo alguma coisa, mas não pressionou. Ela é assim, a Luana. Ela sabe que eu conto as coisas no meu tempo, e ela espera.

Depois do jantar, a gente foi pro quarto, e eu deitei na cama, olhando pro teto, pensando em tudo que tinha acontecido. Na Helena, no Lázaro, na conversa de hoje.

A Luana se aninhou ao meu lado, a cabeça no meu peito.

— Jonas, você tá bem?

— Tô, meu bem. Tô muito bem.

Acordei no domingo com a Luana já mexendo no celular. Ela tava com aquele brilho no olhar que eu conheço bem, aquele que aparece quando ela tá tramando alguma coisa, ou quando acabou de receber uma mensagem que a deixou animada. Ela me mostrou o convite da Helena. Evento de casais na igreja. O Lázaro ia estar no púlpito. Eu fiquei quieto, processando.

— Você quer ir? — perguntei, já sabendo a resposta.

— Quero. Nunca fui num evento gospel desses. E quero ver o Lázaro lá em cima, falando de casamento e pureza, depois de tudo que aconteceu.

Eu ri, porque ela tinha razão. Era meio surreal. Mas também era fascinante, daquele jeito que a vida tem de ser contraditória. Então eu topei.

Na igreja, o lugar tava cheio. Famílias, casais jovens, idosos, crianças correndo. O cheiro de café e bolo de fubá vinha de uma salinha ao lado, e tinha uma energia boa no ar, mesmo que eu me sentisse um peixe fora d'água. A Helena nos recebeu na porta com um sorriso que iluminava tudo, e eu senti aquele aperto no peito que ela sempre causa .

Entramos, nos sentamos na quarta fileira, e o culto começou. O pastor abriu com uma oração, depois um louvor, e então o Lázaro subiu ao púlpito. Meu amigo, meu parceiro de trabalho, aquele cara que tinha me visto transar com a esposa dele e tinha pedido pra ver mais, tava ali, de pé, com a Bíblia na mão, pregando sobre o propósito do casamento.

A voz dele era firme, convicta, cheia de fé. Ele citava versículos com naturalidade, fazia pausas dramáticas, gesticulava com uma segurança de quem tinha nascido pra aquilo. Parecia um santo. Parecia incorruptível. E eu, sentado ali, sabia que aquela mesma boca tinha gemido de prazer, que aquelas mãos tinham apertado as nádegas da própria esposa enquanto ela montava em mim, que aquele homem tinha me pedido pra realizar uma fantasia que ia contra tudo que ele pregava.

Olhei pro lado. A Luana tava hipnotizada, os olhos fixos no Lázaro, mas eu conhecia o olhar dela. Não era devoção. Era reflexão. Ela tava processando, tentando entender como aquilo era possível. Como um homem podia pregar sobre pureza e, na intimidade, desejar o que ele desejava. E eu me fiz a mesma pergunta.

Olhei pra Helena também. Ela tava sentada umas fileiras à frente, de perfil, com os olhos fixos no marido. A expressão dela era de admiração, de orgulho. Mas eu sabia que por trás daquela fachada de mulher de pastor, havia uma mulher de desejos intensos. Uma mulher que já tinha se entregado pra mim e pra Luana em todos os sentidos.

O culto foi longo. O Lázaro falou sobre fidelidade, sobre entrega, sobre o plano de Deus para o casamento. E eu fiquei imaginando: quantas pessoas ali, naquela igreja, viviam uma vida dupla igual à dele? Quantas sentavam todos os domingos ouvindo palavras sagradas e, no sigilo dos quartos, realizavam fantasias que abalariam as bases daquela comunidade? Quantos, como eu, guardavam segredos que ninguém nunca saberia?

Olhei pra uma senhora de cabelos grisalhos, bem na minha frente. Ela tava com o marido ao lado, as mãos entrelaçadas. Será que ela já sentiu vontade de experimentar outro homem? Será que já teve pensamentos que a igreja condenaria? Olhei pra um casal jovem, na fileira da frente. Os dois estavam de mãos dadas, trocando olhares apaixonados. O que será que eles fazem quando as portas se fecham? Será que já se aventuraram além do tradicional?

A Luana tava inquieta ao meu lado. Eu senti o corpo dela se mexer, os olhos dela percorrendo a igreja. Ela tava tendo os mesmos pensamentos que eu, eu tinha certeza.

No final do culto, o pastor fez a oração final, e as pessoas começaram a se levantar, conversando, se cumprimentando. Eu me mexi na cadeira, o corpo todo dormente, e olhei pra Luana.

— E aí, meu bem? Gostou? — ela perguntou, meio irônica.

Eu dei um sorriso torto.

— Foi... interessante. Ver o Lázaro ali, pregando sobre casamento, depois de tudo que a gente...

Ela me calou com o dedo, rindo baixinho.

A Helena veio em nossa direção, radiante. Me abraçou primeiro, um abraço simples, mas que durou o tempo suficiente pra eu sentir o calor do corpo dela. Depois abraçou a Luana, e eu vi o jeito que as duas se encaixavam, a cumplicidade que existia entre elas.

O Lázaro apareceu atrás, todo sorridente, a Bíblia ainda na mão. Ele me abraçou com força, daquele jeito de homem que gosta do amigo.

— Fala, Jonas! O que achou?

— Muito bom, Lázaro. Você fala muito bem lá em cima.

Ele deu uma risada, meio sem graça.

— É o dom que Deus me deu. Mas a gente sempre precisa melhorar, né?

A Helena se aproximou, tocando no braço dele.

— Amor, eu tava convidando a Luana e o Jonas pra um jantar lá em casa. A gente precisa colocar a conversa em dia.

— Isso é uma ótima ideia! — o Lázaro disse, os olhos brilhando. — A Helena faz um jantar que é de comer rezando. O que vocês acham?

Luana olhou pra mim. Eu olhei pra ela. Eu vi o que ela queria. Vi o desejo, a curiosidade, a vontade de mergulhar de novo naquilo que a gente sabia que ia acontecer. E eu também queria. Apesar de tudo, apesar da igreja, das palavras sagradas, da imagem do Lázaro no púlpito, eu queria.

— Seria ótimo — ela respondeu, e eu senti a mão dela apertar a minha.

— Sábado, então? — a Helena disse, e eu vi o sorriso se abrir no rosto dela. — Vai ser maravilhoso.

Saímos da igreja com o sol forte na cara, o ar frio de Urubici nos envolvendo. No carro, fiquei em silêncio por um momento, as mãos no volante, processando tudo. Finalmente, falei:

— Lu. A gente tá entrando numa fria, sabia?

— Eu sei.

— E você quer mesmo isso?

Ela olhou pela janela, e depois de um momento, respondeu:

— Quero. O prazer de estar com eles é tão bom que parece que três dias viram uma semana. Com a Helena, foi assim. Cada noite, cada momento, pareceu que foram milhares de vezes. E eu quero mais, Jonas. Quero sentir aquilo de novo.

Eu respirei fundo. Ela tinha razão. Apesar de tudo, apesar das contradições, apesar da igreja, a gente queria aquilo.

— Então vamos. Sábado, na casa deles.

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Comentários

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Jonas.....não entendi do porque não relatar pra Luana o ocorrido na casa da. Helena.Depois de tudo que passaram juntos,nenhum dos dois deveria esconder algo do outro.Muito menos qdo é relativo a transar com outro/outra. Pensar ..refletir sobre o ocorrido,mas sempre conversar espondo a situação.Veremos isso.......

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Bom conto... sou muito fá dessa série. O casal já passou por muitas coisas, mas de modo diferentes estão se encaminhando para os mesmos riscos.

Jonas até aqui sempre exige de Luana o que ele não dá. Se fosse ela a transar com Lázaro numa tarde que ele estivesse pescando e depois contar pra ele como aconteceu em outros momentos, ela era uma puta, falsa, descontrolada, ele não. Essa incoerência de caráter dele me irrita. É machista, é nojenta. Ainda por cima no final ele joga a bola pra mulher dizendo ser somente a responsabilidade dela tudo o que acontece e não é capaz de partilhar tudo o que ele viveu com Lázaro e Helena. Espero uma mudança sincera do Jonas. Prefiro mil vezes a leveza e autenticidade de Luiza e Pedro. Lázaro e Helena são problemas e eles nao estão enxergando. Agora mamar cacete e sentir tesão, não te qualifica como gay, mas como bi sim. Qual o problema em haver bi masculino? Se a série está cheia de lesbianismo?

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