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Do que uma mulher precisa na cama

Um conto erótico de Denise
Categoria: Heterossexual
Contém 6398 palavras
Data: 14/08/2026 17:48:59
Última revisão: 16/08/2026 12:18:51

Foi num happy hour que a gente se encontrou. As duas novatas na firma. Tônia, morena clara dos cabelos crespos até a altura dos ombros, tinha idade para ser minha mãe e eu, com 25 anos. Na época mais magra que hoje, cabelos lisos e os seios menores do que eu gostaria. Já ela tinha tudo farto, seios, braços, coxas e uma risada cativante que surgia no meio dos beiços proeminentes fazendo biquinho.

Já tive casos com outras mulheres, nada muito além de um flerte. Mas não passaram de uns beijos mais abusados. Além do medo do que minha família pensaria se soubesse, também na época me parecia normal que toda garota acabasse namorando e casando com um homem. Era o que entendia sem pensar muito no assunto.

Puro costume.

Por isso nunca fui para a cama com uma garota, nem antes, nem nos tempos da faculdade. Não que eu ache absurdo um relacionamento com pessoas do mesmo sexo, ainda mais hoje com tantas garotas se beijando no meio da rua.

Acabei namorando os homens. Dormi com alguns, só que não me satisfazia deitar com eles. Sentia que faltava alguma coisa, que eu não sabia o que era. Achava vários, uns gatos, vestidos, mas deitados ficavam devendo na forma como me tratavam na cama. Fora os modos como me tratavam fora da cama. Aí é que me incomodava mesmo, queriam ser donos de mim, queriam dizer o eu devia ser.

Mesmo assim, acreditei que melhoraria com o tempo, que eu encontraria o cara que me faria ficar de quatro pra ele e seria gentil como um príncipe encantado. Só que eu nunca achei o tal príncipe. Mais pareciam uns sapos.

Bom, divague, desculpe. Voltemos ao tal happy hour no meu novo emprego.

Como falei, tudo começou a mudar quando eu encontrei Tônia. Na época eu namorava o Cris, um advogado de uma firma de seguros. Um namoro de quase um ano. Nem lembro por que nesse dia ele não foi ao tal happy hour. Como eu tinha pouco tempo no escritório, ainda não estava bem enturmada e eu sou muito tímida, acabei mais isolada. Acho que foi isso que chamou a atenção de Tônia.

Eu estava sentada numa mesa no fundo do bar e ela veio se aproximando como quem não quer nada. Me olhando de rabo de olho, rindo e conversando com outras pessoas, mas me examinando de forma discreta.

Notei os seus olhos amendoados e percebi logo de cara que ela era do tipo de pessoa que gosta de ser admirada. Mesmo ali, entre os novos colegas de trabalho, fazia questão de exibir os seios fartos, quase vazando pelo decote. Uma cinquentona que encantava os homens, principalmente os mais jovens, mas que naquele dia parecia só ter olhos pra mim.

"Olá! Qual o seu nome?"

"Oi! Meu nome é Denise."

"Prazer, o meu é Antônia, mas pode me chamar de Tônia. Posso sentar?"

E foi assim que tudo começou. Numa conversa de bar de duas colegas que mal tinham chegado à firma. Ficamos amigas naquela noite. Ela logo me revelou que era uma lésbica assumida e eu lhe falei dos meus problemas com os homens.

Descobri que o mesmo acontecia com ela com as namoradas que arranjava. Não importa, o fato é que nenhuma de nós estava satisfeita com os nossos parceiros. Tônia terminara um relacionamento de anos e eu em um que não parecia ter muito futuro.

Passamos a nos encontrar para almoçar quase todos os dias. Depois vieram as idas aos cinemas e, óbvio, as compras que ninguém é de ferro. Os dias se transformaram em semanas e as semanas em meses. Já estávamos no final de novembro e foi nesse dia que tudo mudou como por um passe de mágica.

Eu estava vivendo outra crise no meu relacionamento com o Cris. Como sempre acontecia, já há um bom tempo acabei me abrindo com Tônia. Só que de uma forma muito mais franca do que costumava me abrir mesmo com ela.

Era o mesmo de sempre; estava cada vez mais desanimada com o Cris. Aliás, como sempre acontecia com os meus namorados. Controladores, ciumentos, um porre! Todos. Só o Cris era muito mais chato que os outros. Inseguro, medroso, metódico e sem nenhuma imaginação. Pra completar, decepcionante na cama, como sempre.

Saímos do cinema e passamos pelas vitrines das lojas começando a se enfeitar para as festas do final de ano. Ela falando e eu reagindo como autômata.

“Quer comer onde, garota? Um lanche rápido ou na sorveteria?”

Eu nem respondi, só franzi o rosto e a boca e ela resolveu entrar no assunto que eu teimava em evitar de falar. Tônia sabia que as coisas não iam muito bem entre mim e o Cris.

“Que foi, você hoje tá mais calada do que o normal? Nem quis falar do filme e mal olhou as vitrines. Você não é assim?”

“Ah, sei lá. Te falei que hoje eu não seria boa companhia.”

Senti meus olhos úmidos, passei a mão rápido me limpando, envergonhada dos que passavam ao nosso lado. Tônia passou o polegar retirando uma lágrima que escorria do outro olho. Me deu aquele sorriso acolhedor de amiga do peito, de quem deseja o seu bem. Como uma mãe, se bem que minha mãe nunca faria algo assim comigo.

Imagina? Dona Iolanda ia querer se meter na minha vida como se fosse a dela. Deus me livre!

“Então vamos num restaurante. Qual você quer?”

“Ah, escolhe você. Tô sem ideia nenhuma.”

Acabamos no Maximus, no último andar do shopping onde estávamos. Tranquilo, refinado e caro. Mas pelo menos estava vazio e o ambiente intimista me deixava mais à vontade.

“É o Cris, aposto?”

Eu encolhi os ombros e respondi com um ‘é’ longo e dolorido. Tônia outra vez riu e me fez um carinho passando os dedos em meu rosto.

“Eu não sei o que seria de mim se não fosse você, Antônia, juro.”

“Larga ele, já te falei, menina. Você merece coisa melhor. Tem tanto homem no mundo, você é tão jovem, bonita.”

“Eu não sou bonita. Tô me sentindo uma velha feia.”

“Velha? Quem dera se eu pudesse voltar aos meus 25 anos. E você não é feia, tá triste por causa do traste do seu namorado. Ridículo, isso que ele é.”

O garçom chegou, pedimos as bebidas e ele entregou o cardápio.

“Você é que é feliz. Nunca precisou dos homens, eu é que não sei viver sem um.”

Foi aí que ela me surpreendeu de um jeito que me deixou de queixo caído.

“E quem disse que eu não tive?”

“Você foi casada? Você nunca me contou!”

“Você nunca me perguntou. Casei sim, há uns… 30 anos. Wagner era no fundo igual ao seu Cris. Todos são uns machões mandões que se acham os sabichões. Mas não passam de umas crianças crescidas. Ridículos, todos.”

Ela deu uma mordida num grissini e o garçom chegou com as bebidas. Escolhemos os pratos e voltamos à novidade inesperada.

“Quer dizer que a mulher sofisticada e moderna, que só tem olhos para as ‘menininhas’, já beijou e casou com um homem. Quem diria?”

“Se fosse só isso, ainda estava bom. Pior foi aguentar aquilo que eles têm entre as pernas. Detestei, detestei desde a primeira vez. Mas fazer o quê? Na minha época foi muito pior que a sua. Imagina eu dizer lá em casa que eu queria namorar uma garota.”

“Mas você já era uma… lésbica? Já sabia?”

“Claro que sabía. Antes de namorar o Wagner, e continuou depois que a gente casou.”

“Jura! Casada, você traía o seu marido com outra!”

“E o que é que tem? Eles não fazem isso, por que a gente não pode? Aliás, foi o motivo da nossa separação. O principal, pelo menos. Ele pegou a mim e a Mônica na cama no apartamento que eu ganhei dos meus pais quando casei.”

“Sério! O seu marido flagrou você transando com outra mulher.”

“Pois foi minha filha. A velha história, voltou mais cedo pra caso num dia e eu estava trepando com a Mônica lá em casa.”

“Meu Deus! Você é louca, sabia? E aí, deu merda?”

“Claro que deu, o homem ficou furioso, ultrajado, humilhado. Queria bater na Mônica, eu tive que entrar no meio da briga e acabar com a raça dele. Ele nunca me viu tão brava. Kákáká! Do bravo cuspindo marimbondo virou um cachorrinho com o rabo entre as pernas. Foi embora batendo a porta e a gente só se viu diante do juiz. Incompatibilidade de gênios. Háhá! Na verdade, nós tínhamos muito em comum, gostávamos da mesma fruta. Esse foi o problema.”

“E seus pais não ficaram sabendo?”

O jantar chegou, fumegante e cheiroso. Meu filé ao molho madeira estava simplesmente delicioso e a batata sotê divina.

“E seus pais?”

“Hum! Faleceram sem saber de nada. Imagina, papai tinha um treco, mamãe até que aguentava. Eu sei que ela desconfiava que eu namorava mulheres. Também só aparecia lá em casa com alguma amiga. Mas os tempos foram mudando, foi ficando mais comum mulheres morarem sozinhas, saírem com outras mulheres. Ainda bem que as coisas mudaram.”

“E a Mônica?”

Antônia fez uma careta enquanto mastigava seu suflê de camarão.

“Foi o amor da minha vida, mas depois do barraco lá em casa ela não quis mais se arriscar. Também pudera, casada, ficou apavorada do Wagner contar tudo pro marido dela. No final fui eu que me fudi nessa história, perdi a Mônica pra sempre, mas pelo menos me livrei do traste do Wagner.”

Fiquei ouvindo contar o seu ‘segredo’ e, sem perceber, fui esquecendo os meus problemas com o Cris. Ninguém conhece a vida das outras pessoas, não dava nem para imaginar que Tônia deitou com um homem, muito menos casou.

Foi até engraçado, nem me dei conta de que estava fazendo aquilo. Sei lá, foi apenas… olhar.

Fiquei admirando os seios de Antônia brotando do sutiã verde-escuro por baixo da tule esverdeada e transparente. Ela sempre se vestia provocativa, se exibindo para quem quisesse olhar. Mesmo que fossem os homens. Não importa, no fundo, Tônia adorava de ser admirada por quem fosse.

Só que ela era, na verdade, a caçadora e não a caça. Sempre flertando, sempre mostrando interesse por outras pessoas, mas só as garotas.

Contudo, comigo ela nunca fez nada, acho que não sou o seu tipo. Sei lá. Só que a surpresa da revelação somada à minha dor de cotovelo. Eu olhei sem segundas intenções. Fiquei perdida olhando os peitos da amiga.

Demorei para me dar conta. Quando voltei a encarar os seus olhos negros, ela me devolveu aquele sorrisinho orgulhoso que ela exibia quando flertava com outras mulheres.

Não disse nada, engoliu só o que estava na ponta do garfo e eu desviei meu olhar para o meu filé que estava delicioso. Ficamos em silêncio um tempo. Silêncio que ela quebrou perguntou outra vez sobre o Cris.

“Um chato, cheio de manias, ciumento. Ai! Que saco! Tá insuportável, nem pede mais desculpas. Me trata como se eu fosse a filha dele, ou pior, a empregada. E a gente nem é casado. Já pensou?”

“Larga, eu te falei, foi há…”

Ela parou olhando para cima como se quisesse lembrar.

“Três semanas, lembra? A última vez que a gente se encontrou.”

“É fácil falar. Não é com você. Larga e onde eu arranjo outro?”

Tônia me olhou segurando a taça de vinho e me olhando com um ar de enfado. Depois foi exibindo o sorrisinho outra vez fazendo um biquinho. Eu tive um pressentimento, mas resolvi não dizer nada. Bebi meus pensamentos com o vinho rosé que escolhemos.

“Seja como for, querida. Você está numa encruzilhada, ou toma uma decisão, ou vai se arrepender de não ter feito nada. Foi isso que eu fiz há quase 30 anos. Chutei o Wagner e me assumi como lésbica. Daí pra frente meu negócio passou a ser exclusivo com as mulheres. Só mulheres: é uma escolha, você não precisa fazer a mesma escolha. Só não pode ficar se sentindo uma sofredora injustiçada. Fecha os olhos e escolhe uma outra vida. Outra pessoa.”

“Agora você virou conselheira sentimental? Couch de relacionamento?”

Ela riu tampando os lábios com a mão fechada.

“É uma ideia, quem sabe?”

“Ai, ai, que horas são?”

“Quase oito.”

“Tudo isso? Bom, então eu tenho que correr lá pra casa. Vai que o Cris liga e me pega jantando com você.”

“Por que não pode?”

“Foi o motivo da última briga. O homem encrespou que eu saio muito com você. Foi isso. Eu não ia te contar, mas sei lá. Cara ridículo.”

“Mas a gente só se encontra no escritório. Faz três semanas que a gente não sai.”

“É que eu contei que você não gosta de homens. Ele ficou perguntando e eu acabei falando. Se arrependimento matasse… Aí o babaca inseguro passou a ter ciúmes de você. Pode?”

“Achei que ele fosse ciumento com outros homens. Foi o que você sempre me disse quando falava das suas brigas com o Cris.”

“Agora ele tirou você pra Cristo. Saco! Vamos? Tá na minha hora.”

“Vamos, mas você não vai para sua casa. Vai pra minha.”

“Que pra sua mulher? Ficou doida, imagina o Cris me ligar e me ver com você na sua casa?”

“Não atende. Deixa de ser boba, desliga o celular e azar. É isso que eu faço quando meus casos resolvem se intrometer na minha vida. Desligo e fujo delas. Você precisa fazer o mesmo.”

“Fica pra outro dia. Brigada, mas hoje não vai dar.”

***

Sentei na sala enquanto ela foi trocar de roupa. Arrependida por ter aceitado o convite. Convite não, ela me deu uma ordem. Ou vinha, ou ela não falava mais comigo. Tônia é muito autoritária às vezes. Imagino o que as namoradas não passam com ela.

Mexi no sofá e ouvi um som seco de algo batendo no tapete. Abaixei para pegar; era um desses álbuns antigos em que as pessoas guardavam as fotos. Eu ia só colocar sobre a mesinha de centro, mas o álbum que cabia na palma da mão calhou de abrir e eu vi uma foto indecente.

Achei que fosse de alguma das amiguinhas safadas da Tônia, mas examinando melhor. Apesar dos óculos que tampavam os olhos e da cor dos cabelos diferente, era ela. Era Antônia sentada num barco, com a mão como tapa-sexo,completamente nua, os seios à vista e o inconfundível sorriso orgulhoso estampado no rosto. Mais nova, até mais gordinha, mas era a safada toda desinibida posando num barco.

“Hurrmm, Hurrmm! Quem disse que era pra você ficar fuçando nas minhas coisas?”

Tomei um susto, meu rosto ficou vermelho na hora. Tônia sentou do meu lado colocando as pernas sobre o sofá. Parecendo uma gata, enorme, e mostrando as coxas bronzeadas e largas.

“Não, é que caiu, devia estar aqui no sofá e caiu quando eu me sentei. Eu só peguei.”

“Deixa ver o que você pegou.”

Tomou das minhas mãos e olhou. Nem um traço de desconforto na face, pelo contrário, abriu um sorriso vaidoso se admirando na foto.

“Foi na Grécia há uns quinze anos. Nessa época eu namorava a Gláucia. Menina louca a Gláucia. Queria tirar uma foto mostrando tudo, mas na hora eu resolvi me preservar. Pra que, né?”

“Ficou até mais bonito.”

“Ficou, não ficou? Também achei, mostrar tudo, é se rebaixar. Ainda mais que tinha homens na lancha.”

“Homens!”

“É, foi numa praia de nudismo em Rodes. Todo mundo pelado, no barco, na praia então. Menina você não faz ideia da putaria que às vezes acontece nesses lugares, ainda mais depois de umas garrafas de Ouzo. Gente transando como se não tivesse ninguém por perto.”

“Os casais?”

“Todo mundo, homem com homem, homem com mulher, mulher com mulher. Não era em todo lugar, até porque a administração controlava. Mas mesmo meio escondido todo mundo acabava sabendo e cê acredita que muita gente ia ver.”

“E vocês?”

Ela virou a cabeça, me olhando de lado com um ar de superioridade.

“Eu não gosto, sou das antigas, garota. Meu negócio é entre quatro paredes. Aí eu… O bicho pega, jogo o pudor pela janela.”

“Ah, com certeza. Uma mulher super recatada, ciosa dos bons costumes.”

Ela riu mordendo os lábios adorando a minha troça com ela.

“Sempre, sempre mamãe me ensinou desde pequena. Filha, se você estiver em público, não faça nada de que depois você se arrependa.”

“Óbvio! Dona Carmen, não é? Pois então, se for tirar uma foto nua numa praia grega, tampe as suas vergonhas.”

Ela gargalhou, mordendo o mindinho enquanto segurava as pernas dobradas com a outra mão. Dava para notar os seios sacudindo dentro do robe vermelho brilhante e curto. Tão curto que eu via pela primeira vez suas coxas carnudas. Tônia adorava uma academia.

“Pode falar, só tem a gente aqui. Fala.”

“Falar o quê? Não estou te entendendo.”

“Não mostre a boceta em público.”

“Háhá! Mas isso você fez. As duas fizeram, nuas num barco cheio de homens.”

“Não tava cheio de homens, tinha homens também, mas a maioria era mulheres.”

“Imagina se eu um dia vou tirar a roupa na Grécia. Tanta coisa bonita para se ver ou fazer e eu vou perder meu tempo indo numa praia de nudismo. Quanto mais sentar num barco com tudo amostra.”

“Mas não estava tudo à mostra, eu tampei. Você mesma falou que ficou melhor.”

“Tá bom, cada hora você surpreende ainda mais. Marido, nua num barco. Hoje vocÊ está demais, Tônia.”

Ela mordeu os beiços e, olhando pra cima, nitidamente rindo dos meus modos antiquados.

“E onde eu vou dormir?”

“Onde você quiser, aqui, no quarto comigo ou no quarto das visitas. Só não vai voltar pra casa hoje e nem atender o celular. Desligou!”

“Já, já desliguei.”

Eu me ajeitei outra vez no sofá. O jantar me deixou cheia, me sentia estufada, a calça me apertando a barriga. Desabotoei e puxei o zíper um pouco pra baixo. E ela me olhou balançando a cabeça como se não estivesse acreditando no que eu fazia.

“Que foi, Tônia?”

“Tira, não está te incomodando? Só tem a gente aqui. E se há uma coisa que eu já vi bastante, foi mulher de calcinha. Não tem a menor graça mais. Prefiro sem, mas aí é com você.”

Falou como se realmente não houvesse nenhum motivo pra desconfiar. Afinal, Tônia já era parte da minha família, quase uma mãe para mim. Uma mãezona com quem eu cada vez mais me sentia segura.

Levantei e tirei a calça e também os sapatos.”

“Bonitinho esse shortinho.”

“Brigada.”

“Não vai tirar a blusa também?”

“Não, basta, era o que estava me incomodando. Que alívio, puxa!”

“Andou pegando um sol, menina? Tá bronzeada.”

“Domingo passado no clube com o Cris. A última vez que nos falamos.”

“Foi aí que eu entrei no meio.”

“Não foi antes, antes. Domingo foi só a gota d'água que entornou o copo.”

Voltei a sentir uma pontada no coração, fiquei tirando o esmalte da unha com o dente. Faço tão automático que nem me dou conta quando começo. Tônia já sabe que é o meu jeito de demonstrar que estou triste.

“Esquece, garota, esquece. Quer uma bebida?”

“Tem Coca?”

“Que Coca, cacete! Não, tem whisky, tem vodka, tem gim. Bebida pra relaxar, pra esquecer dos chatos que azucrinam a paciência da gente. Quer?”

“Tem limão?”

Tônia já estava de pé, olhou pra baixo, me encarando como se eu fosse uma chata. Franzindo a testa, mas depois até que ela gostou da ideia.

“Tá bom, mas você me ajuda com os limões.”

***

Ela foi pegar a garrafa de Smirnoff e eu fiquei na cozinha cortando os limões.

“Não coloca açúcar.”

“Que não coloca açúcar, Tônia!”

“Põe pouco, eu detesto bebida doce.”

Eu resmunguei e funguei, mas ela nem prestou atenção. Pegou um dos copos que ela mesma havia lavado e encheu até quase a metade de vodka pura. Virou de lado e bebeu num gole só.

“Sua louca, quer ficar bêbada?”

Ela riu como se tivesse sido pega fazendo arte.

“Tiquinho só. Faz mal nenhum. Quer também?”

“Não! Não gosto.”

Ela ficou me observando cortar os limões e, sem que eu percebesse, deu alguns passos de lado e ficou atrás de mim me examinando.

“Adorei esse shortinho. Onde você comprou?”

“Na Hope do Diamond.”

“Ficou linda em você. O vinho combina com a tua pele.”

Senti um dedo passando na borda da renda. Tomei um susto, ela nunca teve essas intimidades comigo. Bastou meu olhar pra ela se desculpar.

“Eu só estava arrumando, ficou dobrado. Só isso.”

“Tá, então pega o gelo e traz o balde.”

“Sim, senhora.”

***

Voltamos pra sala, pro mesmo sofá. Ela serviu os copos e me passou o primeiro.

“Uuuh! Forte, eu te falei para colocar mais açúcar.”

“Ah! Deixa de ser fresca, garota. Ninguém vai sair mesmo. Ficar tontinha de vez em quando é bom pra caralho.”

“Você não gosta! Que conversa é essa?”

Saiu tão natural que nós duas começamos a gargalhar alto. Pior é que continuei bebendo meu copo acompanhando Tônia, que simplesmente não parava de rir. Enquanto ela ria e eu bebia a bebida azeda e forte. Só que sem que eu percebesse, algo foi brotando dentro de mim. Comecei a sentir o que uma amiga da faculdade chamava de ‘efeito faísca’.

Ocorre sempre quando você está vivendo a fase da dor de cotovelo. Quando você menos espera, quando acha que está tudo bem, que aquilo já não te machuca. Do nada, como uma descarga elétrica, a tristeza te nocauteia sem te dar muita chance de se preparar. Zum! Acontece, você lembra da figura que até um segundo antes você tinha certeza de que já não te afetava. E volta aquela sensação de que vai perder a pessoa mais importante da sua vida, que sem ela você não vale nada e também não vale a pena viver.

Típico. Afinal, fazia quase uma semana que o Cris não me ligava. Eu tive outra crise de abstinência amorosa. Comecei a chorar ainda rindo. Meus olhos ficaram úmidos, minha voz foi embargando. Senti até falta de ar.

“Não fica assim, Denise. Ele não merece.”

Desatei a chorar, parecendo uma garotinha de quem tomaram o brinquedo. Eu sei que é ridículo, mas era o que eu estava sentindo na hora. Que merda!

“Vem cá, deixa eu te dar um abraço.”

Nem precisou pedir duas vezes. Me encolhi como ela, colocando as pernas dobradas sobre o sofá e deitei no seu ombro. Chorei, chorei aquele choro doido que todo mundo tem quando perde alguém, e ela, ali, me fazendo um cafuné gostoso. Fui me recuperando aos poucos. Me sentindo mais aliviada.

“Bebe vai, vai fazer bem pra você.”

O gosto já nem era ruim, achei agradável. Bom mesmo era estar abraçada com ela.

“Não te falei. Ainda bem que eu insisti pra você vir dormir hoje aqui. Imagina você sozinha no seu apartamento?”

Limpei os olhos com a ponta dos dedos. Eu ainda sentia os efeitos da minha recaída. Me encostei ainda mais nela e senti a fragrância suave do perfume que usava. Aquilo me fez sentir mais protegida e amada como eu nunca… sei lá, entende?

Só não sei o que deu em mim. Acho que foi aquele olhar que ela me deu. Um olhar profundo, aqueles olhos negros me magnetizando. E eu fiz sem pensar. Aquele olhar me atraiu de um jeito que eu não consegui suportar.

“Desculpa, aí desculpa, Tônia. Que vergonha.”

Me arrependi na hora. Levantei sem saber muito bem para onde eu ia. Eu só não queria olhar os olhos negros de Antônia.

Um beijo! Ainda por cima de língua. Onde é que eu estava com a cabeça? Caminhei sem saber muito bem pra onde. Eu só queria me afastar de Antônia. Acabei parando e segurando no encosto de uma cadeira da mesa de jantar.

Minha cabeça girava e as luzes pareciam mais brilhantes. Só que o que eu tinha acabado de fazer me deixou atordoada. Só podia ser o efeito da bebida, eu nem conseguia pensar. Se pudesse, eu queria sumir como num passe de mágica.

Ouvi Antônia chegando cuidadosa pra não me deixar mais encabulada. Chegou perto, mas ficou parada atrás de mim. Eu comecei a tremer e ela colocou a mão no meu ombro. Só isso, não disse nada. Esperou que eu me recuperasse.

“Desculpa, viu. Não sei o que deu em mim.”

“Relaxa, garota. Acontece, não tem do que se desculpar. Háhá! Mas sabe que eu gostei.”

“Antônia!”

“Boba, qual o problema? Pior se fosse com uma que não gostasse da fruta. Pensa?”

Ela me abraçou forte por trás, as mãos cruzadas no meu ventre. Um abraço aconchegante que fazia tempo que eu não recebia. Voltei a sentir a fragrância do perfume da Tônia. Fui me sentindo acolhida, uma sensação agradável de estar com quem realmente gostava de mim. Só não queria pensar, era só isso que eu queria naquele momento.

Tônia me deu um beijo no pescoço. Eu não disse nada. Veio outro e outro, e o abraço ficou mais apertado. Eu fui deixando, deixando, fui embarcando num carinho suave. Carinho de amiga que gosta de você.

Mas o abraço foi ficando mais íntimo, mais intenso, como se ela quisesse me dizer algo que eu não sei se queria sentir.

Aquilo não era mais só um afeto entre amigas. Fui percebendo Antônia excitada. Um tesão que ela não conseguia mais controlar. Uma tensão foi crescendo, mesmo que ninguém falasse alguma coisa. Senti um calor vindo da sua cintura, me esquentando as coxas e as nádegas.

Ela não só abraçava e beijava o meu pescoço como passou a me dar umas mordidinhas de leve na nuca. Aquilo foi me dando um arrepio na espinha. Fui me sentindo coisas que não sabia que existiam, ainda mais vindo de uma pessoa do mesmo sexo. Tônia foi me fazendo ser valorizada, até amada, por quem estava ao meu lado. Alguém se preocupava comigo de verdade. Eu carente e ela me afagando o ego.

Eu outra vez fiz sem pensar. Só levantei o braço e segurei os cabelos crespos da colega de trabalho. Ela gemeu baixinho se apertando em mim. Me dei conta de que o robe vermelho estava aberto e ela, nua, me abraçando por trás. Senti seus bicos duros me tocando as costas.

“Aaah! Tônia.”

Eu sussurrei fechando os olhos e ela quase implorou. Nunca imaginei ouvir Tônia com um tom de voz como aquele.

“Me dá um beijo.”

Eu balancei a cabeça num sim e nos beijamos de lado. Do jeito que dava com aquele abraço. Começou delicado, carinhoso, mas quem disse que Antônia aguentou. Atrevida, sua língua invadiu minha boca, e ela foi me lambendo por dentro. Beijo guloso, abusado enquanto eu sentia seu quadril pegar fogo queimando minha bunda.

“Aaah! Aaah! Espera.”

Quem disse que ela me ouviu? Num instante ela tomou posse de mim. A mão ossuda entrou por dentro do meu shortinho. Nem pediu licença, os dedos ávidos os desceram pesquisando a xoxota da amiga. Aquilo era estranho para dizer o mínimo.

Dedos que eram os meus me excitando a boceta. Era a primeira mulher a me estimular o clitóris. Antes só eram beijos quase inocentes com as garotas da faculdade. Agora eram os dedos safados me conhecendo, abrindo meus lábios e me masturbando como uma especialista. Um carinho que foi me deixando molhada como eu poucas vezes ficava com os homens.

“Aaa! Aaiiii!”

Tônia sabia como provocar outra mulher. Os dedos ágeis me explorando a pélvis. Enquanto me abraçava pelas costas dando um beijo de língua. Língua tarada que se enrolava na minha língua. Eu estava surpresa, sim. Mas, sei lá, eu só queria experimentar a novidade de ser masturbada por outra mulher. Eu movia o quadril contra o dela, aquilo foi virando uma dança erótica.

Os modos de Antônia foram me deixando sem noção do perigo que era me entregar aos desejos mais depravados.

Atrevida, a outra mão entrou por dentro da minha blusa. Apertou os meus peitos, até descer um dos bojos e me espremer o seio. Aquilo estava cada vez mais fora de controle. Eu comecei a ter ideias absurdas, cada vez mais devassas. Comecei a querer me deitar com a minha amiga.

Queria foder Tônia, queria ser fodida por quem tinha o dobro da minha idade. Mulher ainda pro cima. Mas eu queria, queria uma noite louca com Tônia. Pra esquecer a chatice que era a minha vida.

“Uuuh! Uuuuh! Me leva pra cama, Antônia.”

Ela riu vaidosa. Sorriso de vencedora mostrando os dentes brancos Deu um beijo na ponta do meu nariz e um selinho nos lábios.

“Vem.”

Fui puxada pela mão. Tônia apressada querendo que o clima não esfriasse entre nós. Nem deu tempo, bastou entrarmos no quarto. E ela deu outro beijo devasso enquanto me tirava a blusa. Abaixou o outro bojo do meu sutiã e me deu um beijo nos peitos. E mamou como uma esfomeada, como se eu fosse um presente que ela havia ganhado.

Primeira vez que tive tesão em ser chupada assim. Mordida, sugada, babada e a língua safada me deixando com os biquinhos durinhos.

“Chega! Eu também quero Tônia.”

Ela riu se afastando dois passos para trás e abrindo aos poucos o robe mostrando as formas roliças do seu corpo maduro. A cor morena contrastava com as marcas do biquíni que ela usava. Principalmente nos seios. A barriga era saliente, pudera, uma mulher de 50, mesmo assim, apreciável. Parei admirando as marcas na vulva carnuda. Os pentelhos formando um triângulo no alto e o restante bem depilado.

“É isso que você quer?”

Charmosa, ela apoiou os dedinhos do pé no piso quase em cima do outro pé. Admirei as coxas largas da amiga. Minha cabeça ainda girava, ainda não conseguia me concentrar. Mas aquela visão foi me deixando mais curiosa. Como é que elas fazem pra ter um orgasmo? Não tem pau, são só as vaginas se esfregando.

“Vem aqui, pega. Pode pegar, é só seu. Dê.”

Ela encostou minha mão no seu peito e me deixou explorar o toque delicado de um seio que não era o meu. O dela era mais pesado, mais encorpado. Apertei os dois, ainda tímida. Tônia arfou mostrando que ela gostava de ser acarinhada nos seios. Brinquei com os bicos duros, mais duros e grossos que os meus. Os mamilos eram morenos escuros.

“Mmmm, Dê!”

Meu instinto me fez abaixar e provar o peito da Tônia. Não precisou muito pra aprender a chupar, a morder os peitos de outra mulher. Aprendi rápido a usar a ponta da língua brincando com os bicos.

“Isso, garota assim. Me prova, me prova toda. Me beija!’

Caraca, eu, sei lá, fiz por instinto. Só me abaixei e fiquei de joelhos olhando o quadril, as formas sinuosas da sua vulva. Nunca fiz isso com os homens, nunca um boquete ajoelhada pra eles. Achava aquilo ridículo e até humilhante.

Tônia deu uma risadinha assanhada e afastou as coxas o suficiente para que pudesse admirar os segredos da sua xoxota. Uma boceta madura, carnuda, com os beiços da vulva mais escuros. Abri os lábios e lambi receosa. Usei a ponta da língua para saber qual era o gosto de uma vagina. Aquilo era estranho, mas o gosto não era ruim, era o sabor de uma xana excitada. Seus sucos começando a brotar e molhar as virilhas da amiga.

“Ai, amor, isso, isso!”

Tônia sentiu um arrepio na espinha enquanto murmurava com uma voz rouca. Começou a mover o quadril como se fosse uma foda lenta. Foi ganhando coragem e ritmo. Passou a esfregar a xana na minha cara. Um cheiro intenso de sexo ao mesmo tempo que ela me lambuzava a cara.

Tão íntimo, tão diferente, foi me deixando ansiosa. Eu fui metendo a língua no meio dos lábios da amiga. Lambi a boceta de Antônia por dentro, beijo devasso de língua. Até que beijei o seu grelo, um ponto duro e rosado que eu passei a lamber com cuidado. Tônia aumentou o ritmo como se esfregava em meu rosto. Passou a gemer entre os dentes e a se agarrar nos meus cabelos.

“Enfia, enfiaaaa, enfia!”

Eu demorei para entender o que ela queria, mas penetrei Tônia com um dedo.

“Mais, mais!”

Enfiei outro, depois outro, já eram quatro penetrando a xoxota da Antônia. Eu não sabia que uma mulher podia ficar tão perturbada com uns beijos na sua vagina. Tudo era novidade pra mim; nenhum homem havia me deixado assim.

As pernas de Tônia começaram a tremer, seu rosto foi ficando crispado e de repente um jato foi cuspido na minha cara. Fiquei maravilhada com a cena. Eu sabia que havia mulheres assim, mas eu nunca sonhei que um dia eu beberia o orgasmo de alguma.

“Aaah! Aaaiii! Aaaiii! Ufa! Garota. Nossa!”

Era como se ela estivesse aliviada, sorria mostrando os dentes alvos. Mas ficou um tempo recuperando o fôlego e o discernimento.

“Desculpa, você não está acostumada, não é, meu bem?”

Aquele sorriso era simplesmente maravilhoso. Ainda mais ali num momento tão íntimo quanto inesperado com ela. Me ajudou a subir e me abraçou como se eu fosse uma namorada.

“Agora é sua vez, amor. Deita que eu vou fazer você esquecer o traste do Cris.”

Eu fiz cara de quem estava em dúvida, nem fiz a pergunta.

“É sim, senhora, agora é com você, amor. Vem.”

Deitamos, mas ela percebeu que eu permanecia insegura, assustada até, aquilo estava indo mais rápido do que eu conseguia controlar.

“Relaxa. Não tem por que se preocupar. Tô aqui pra te ajudar, fica tranquila. Eu sei que você vai adorar.”

Ficamos abraçadas um tempo, eu admirando o contorno dos seus seios. A pele sedosa do seu corpo. Enquanto ela me alisava os cabelos como fez antes na sala. Nem me dei conta de quando começou, mas ela foi colocando sua perna entre as minhas e eu acabei fazendo o mesmo com as dela. Acabamos abraçadas com as pernas também.

Tônia ficou por cima, aquele sorriso encantador fazendo biquinho, me apertou o peito e desceu pra me dar um beijo. Beijo suave, dois selinhos e ela me fez um carinho na face, sorriu e só então eu notei que minha amiga movia o quadril contra o meu.

Devagar, mas de um jeito gostoso, minha coxa começou a melar com a úmida que brotava da boceta de Antônia.

“Aaah! Annnn!”

Ela começou a gemer baixinho me apertando o bico do peito, até vir com um beijo de língua. Penetrou minha boca mais fundo do que antes. Sua língua se movia como uma cobra, lambendo a minha. Uma tensão começou a surgir entre nós. Os movimentos do seu quadril ficaram mais intensos.

“Aaaiii! Mmmm!”

Foi minha vez de gemer sentindo minha boceta deslizar contra a coxa morena da Tônia. Seus pentelhos me arranhavam a coxa como uma lixa, mas aquilo só me deixava com mais tesão. Meu coração batendo como um tambor, um calor abafado nos nossos corpos.

Fui perdendo a vergonha outra vez. O jeito de Antônia se exibir, se masturbar com o meu corpo foi me deixando doida pra conhecer o que viria daquele abraço de pernas. Agarrei os cabelos crespos de Tônia e mordi o seu beiço carnudo, desci chupando seu queixo.

“Amuuh! Isso, garota, é assim, assim que se faz.”

O calor queimando as coxas, nossas vulvas numa siririca gostosa. Esmaguei a teta da minha colega de trabalho e ela me puxou para outro beijo insano. Babado, cuspido e lambido. Até que ela resolveu subir e sentar sobre mim.

Me fez ficar com as pernas abertas e colocou o quadril contra o meu e gemeu.

“Uuunhh! Aaahh!”

E mexeu, moveu o seu corpo de encontro ao meu, tive o primeiro beijo de bocetas na vida.

“Aaaah! Tôniaaaa!”

Ela me agarrou o peito beliscando o bico e rebolou com mais gana. Aquilo era simplesmente delicioso, incrível. Sentir duas bocetas se masturbando ao mesmo tempo.

“Mexe, garota. Você também… pode. Aaah! Anda Denise.”

Ela me cavalgava desinibida. Gemia e sorria e às vezes soltava frases curtas.

“Achei que eu nunca ia conseguir… Você… aqui, só pra mim… cama comigo. Dê!”

Mordi os beiços, fechei os olhos e rebolei como podia na coxa de Antônia. Dava para sentir o suor misturado com os nossos sucos babando os corpos. A pressão do seu corpo contra o meu e ela me obrigando a ficar com as pernas ainda mais abertas.

Veio um orgasmo que nenhum homem foi capaz de me dar. Estremeci e urrei sentindo meu corpo vibrar por inteiro, mesmo com ele preso por baixo de Antônia. Aquela linda, safada que me fodia como se eu fosse uma das suas namoradas.

Um melado denso untou as nossas vaginas, o que fez Tônia mover o quadril como se a cavalgada ficasse mais rápida. Segurou os meus pés e moveu sua xana madura num beijo safado com a minha. Era como se ela quisesse fundir o seu corpo com o meu. Duas loucas se comendo na cama, se fodendo como se o mundo fosse acabar amanhã.

Nem sei quantos orgasmos eu tive, muito menos quantas vezes ela berrou esguichando em mim. Só sei que estava apaixonada por aquele momento. Queria que nunca acabasse, um desvario que fez espantar a minha decepção comigo mesma.

“Aaai! Chega! Ufa! Assim você me mata, garota.”

“Eu? Olha o que você fez aqui, tá tudo molhado.”

Tônia saiu de cima e se ajoelhou ao meu lado, as pernas por baixo do corpo. Parecia a escultura de uma gata. O suor escorria por sua pele morena e ela brilhava da testa à barriga. Já eu estava moída, vermelha dos pés à cabeça, toda descabelada.

Ela deu a sua risada saborosa. Os olhos negros faiscaram e exibiram o sorriso vitorioso fazendo biquinho.

“Adorei Dê. Adorei.”

Eu não disse nada, não sabia o que dizer. Tudo era novidade pra mim.

“Me dá um abraço.”

Ela pediu parecendo uma garotinha e eu dei. Tônia deitou do meu lado, o suor dos nossos corpos se misturando.Tônia não cabia em si de satisfação, seu troféu era eu. Sei lá, só sei que já nem me lembrava porque eu chorara na sala.

“Quer um banho?”

“hummh hummh!”

“Vai você primeiro, tem toalha no armário debaixo da pia.”

Dormimos nuas abraçadas. Só que acordamos no meio da madrugada e aí já viu, né! Tônia me ensinou outras formas de amar outra mulher. Doidera, mas isso fica pra outro conto, quem sabe?

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Comentários

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Sensacional,que conto prazeroso! Como as coisas foram acontecendo,prende muito a atenção. Ótimo relato!

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