Capítulo 1 – A Vida Perfeita
Parte 3 – O homem entre dois mundos
Em outro ponto da cidade, o clima ameno da noite brasiliense ditava o tom no terraço do restaurante Mezanino, localizado na icônica Torre de TV.
Sob as luzes da Esplanada dos Ministérios ao fundo, Renato jantava com uma mulher chamada Helena.
Ela era bonita, inteligente e sofisticada.
Tinha cabelos castanhos claros, olhos marcantes e uma personalidade forte.
Diferente das pessoas que Renato costumava impressionar, Helena não parecia completamente encantada por ele.
Isso o intrigava.
— Você sempre parece estar pensando em alguma coisa — comentou ela, girando o vinho na taça com uma postura descontraída, mas atenta.
Renato sorriu, jogando seu charme habitual.
— Talvez eu esteja.
— E posso saber no quê?
Ele olhou pela janela do restaurante, observando o desenho do Eixo Monumental.
— Em como algumas pessoas conseguem tudo sem perceber o valor que têm.
Helena analisou aquela resposta.
Ela não sabia ainda, mas estava diante de um homem perigoso.
Enquanto Beatriz adormecia acreditando ter recuperado Fred por mais uma noite, Renato sorria diante de uma taça de vinho, tentando abrir outra porta.
Fred protegia segredos.
Renato os colecionava.
No restaurante, Helena observava o homem à sua frente com a paciência de quem já aprendera a desconfiar de charme excessivo.
— Você fala do seu irmão como se admirasse muito o que ele construiu — disse ela.
Renato inclinou a cabeça, sustentando o olhar.
— Eu admiro resultados.
— Não pessoas?
— Pessoas são instáveis.
Helena apoiou os cotovelos na mesa, interessada apesar de si mesma.
— Curioso. Fred sempre me pareceu o oposto disso. Controlado demais.
O sorriso de Renato cresceu quase nada.
— Então você o conhece melhor do que imaginei.
Helena percebeu a armadilha tarde demais. Não porque tivesse revelado muito, mas porque Renato mostrou, por um segundo, satisfação demais.
— Você me convidou para jantar por minha companhia ou pelas minhas lembranças? — perguntou ela.
Renato ergueu a taça, num brinde silencioso.
— Não vejo por que uma coisa excluiria a outra.
Helena não brindou de volta.
Renato flertava de maneira direta com Helena, tentando criar uma intimidade, mas sem demonstrar a necessidade por trás daquele jantar, já que sabia que ela conhecia seu irmão e o que ele queria era acesso às informações que ela deveria possuir e que seriam úteis para ele em um futuro que entendia estar próximo.
Helena inclinou levemente a cabeça, como se aceitasse o jogo, mas seus olhos permaneceram frios e atentos.
— Você sempre faz perguntas como quem oferece elogios, Renato? — perguntou ela.
Ele sorriu, mas demorou meio segundo a mais do que deveria para responder, e aquela hesitação foi exatamente o tipo de detalhe que ela aprendera a valorizar.
Infelizmente para Renato, Helena não recusava o flerte, mas se mantinha na defensiva, analisando as reais intenções daquele homem que, se não fosse irmão de Fred e as questões profissionais que a levaram a se aproximar dele, certamente despertaria o seu interesse.
O jantar terminou sem que ele conseguisse ao menos convencê-la a esticar a noite em um lugar mais reservado, como ele chegou a sugerir.
— Poxa, Helena, vai dar ruim mesmo? Pensei que a gente podia esticar essa resenha em outro lugar mais sossegado — insistiu ele, tentando quebrar o gelo com uma ginga carioca.
Ela riu de canto, mas cortou o lance:
— Deixa para a próxima, Renato. Hoje eu realmente preciso “puxar o carro”, retribuiu com outra expressão popular.
Helena não estava ali apenas por curiosidade.
Havia anos aprendera que homens como Renato não faziam perguntas por acaso.
Eles sorriam antes de avançar, elogiavam antes de medir fraquezas e transformavam uma conversa casual em interrogatório sem que a outra pessoa percebesse.
Mas Helena percebia.
Conhecera Fred em uma época que Renato parecia fazer questão de contornar com perguntas indiretas.
Não uma intimidade profunda, mas o suficiente para saber que havia nele uma zona de silêncio.
Uma parte que não combinava com o empresário elegante, com o marido dedicado, com o pai exemplar.
E talvez fosse exatamente essa parte que Renato tentava alcançar.
Helena entrou no carro e permaneceu alguns segundos sem ligar o motor.
Pegou o celular, abriu a conversa antiga com um contato salvo apenas como “F.” e digitou uma mensagem:
“Seu irmão está fazendo perguntas.”
Apagou antes de enviar. Olhou para o restaurante pelo retrovisor. Renato ainda estava à porta, imóvel, como se soubesse que ela hesitava. Helena guardou o celular.
Se Fred escondia algo perigoso, talvez avisá-lo fosse necessário. Mas, antes disso, ela precisava descobrir se Renato era apenas ameaça — ou consequência.
No dia seguinte, à noite, antes de dormir, Beatriz recebeu uma mensagem de Fred: “Cheguei bem. Amo você.” Ela sorriu. Respondeu: “Também amo você.”
Do outro lado da cidade, Renato apagava a luz do escritório.
Na tela do computador havia uma pasta com o nome:
Projeto Verdade.
Dentro dela, ainda havia poucos arquivos.
Porém, em breve, haveria o suficiente para destruir uma família.
O voo internacional partiu de Brasília pouco depois da meia-noite. Para a maioria dos passageiros, Fred Alves era apenas mais um executivo viajando a trabalho.
Um homem elegante, discreto, acostumado a aeroportos.
Ninguém imaginaria que aquele homem carregava documentos com identidades diferentes, informações confidenciais e anos de treinamento que jamais poderiam ser revelados nem mesmo à mulher que amava.
Essa era a contradição que acompanhava Fred há muitos anos.
Ele havia aprendido a proteger pessoas escondendo delas parte da verdade e cada dia era mais difícil manter o segredo.
Sentado próximo à janela do avião, observava as luzes da cidade desaparecendo abaixo das nuvens.
Pensava em Beatriz.
Pensava em Jonathan.
Pensava na promessa que fizera a si mesmo no dia em que decidiu aceitar aquela missão: manter sua família segura, independentemente do preço. Mesmo que esse preço fosse nunca poder explicar completamente quem ele era e o que fazia.
Horas antes, na casa dos Alves, Beatriz havia permanecido alguns minutos parada na garagem depois que Fred saiu.
Era uma sensação difícil de explicar.
Não era desconfiança.
Pelo menos ainda não.
Era apenas uma pequena inquietação.
A mesma sensação que aparecia sempre que ele viajava.
Ela conhecia o marido.
Conhecia seus hábitos.
Sabia quando ele estava preocupado.
Sabia quando escondia alguma coisa, mas também sabia que Fred sempre fora um homem responsável.
Durante vinte anos, ele nunca havia dado motivo real para que ela duvidasse dele. O problema era justamente esse.
Ela confiava nele, mas não conhecia todos os detalhes da vida dele e uma parte dela começava a se perguntar se isso era normal em um casamento.
Na manhã seguinte, Beatriz chegou cedo à empresa. Havia uma reunião importante sobre uma possível expansão internacional. Ela analisava relatórios quando Renato entrou na sala.
— Você nunca descansa?
Ela levantou os olhos.
— Você também não.
Ele sorriu.
— Eu não tenho uma empresa inteira dependendo de mi¬m.
— Tem razão. — Ela voltou aos documentos.
— Mas eu tenho uma equipe.
Renato observou aquela resposta.
Era uma das coisas que mais o incomodavam nela.
Beatriz não se enxergava como dona de um império.
Ela se enxergava como responsável por pessoas. Era exatamente por isso que todos confiavam nela.
— Você já pensou em assumir oficialmente mais responsabilidades?
Ela franziu a testa.
— Como assim?
— Fred passa muito tempo fora. A empresa depende de você. Talvez fosse justo que todos reconhecessem isso.
Beatriz fechou a pasta.
— Fred reconhece.
— Eu não disse que ele não reconhece. — Renato caminhou até a janela. — Só disse que algumas pessoas recebem crédito pelo trabalho de outras.
A frase ficou no ar. Beatriz percebeu a intenção.
— Renato, cuidado.
Ele virou-se.
— Com o quê?
— Com comentários que podem parecer injustos.
Ele sorriu.
— Você sempre defende seu marido.
— Porque ele merece. Ele faz uma parte do trabalho. Eu faço a outra. Nós nos ajudamos na gestão compartilhada da empresa. Cada um entende, respeita, reconhece e admira o que o outro faz.
A resposta veio sem hesitação.
E Renato sentiu algo que não demonstrou.
Raiva.
Jonathan, enquanto isso, estava na universidade.
Diferentemente de muitos jovens da sua idade, ele não tinha interesse apenas em redes sociais ou entretenimento. Passava horas estudando inteligência artificial, segurança digital e análise de dados.
Seus professores reconheciam que ele possuía uma capacidade acima da média. Não era apenas facilidade para aprender. Era uma forma diferente de pensar. Jonathan não via computadores como máquinas. Via sistemas. E todo sistema deixava rastros.
Naquele dia, durante uma aula, recebeu uma mensagem de Larissa:
“Você sumiu.”
Ele sorriu.
Respondeu:
“Estou estudando.”
A resposta veio rapidamente:
“Essa é sua desculpa para tudo.”
Ele riu.
— Pô, Lari, não é desculpa, é que o código aqui tá insano! Mas prometo compensar mais tarde, pode ser? — digitou ele, arrancando um emoji de coração da namorada.
Larissa conhecia uma característica dele que poucas pessoas percebiam. Por trás da inteligência e da concentração existia alguém que sentia profundamente, mas não sabia necessariamente como demonstrar esses sentimentos, por exemplo.
Ela era uma das poucas pessoas capazes de fazê-lo parar e simplesmente viver.
No reflexo escuro da janela do aeroporto, Fred viu dois homens ocupando o mesmo corpo.
Um deles usava aliança, carregava no celular fotos de Beatriz sorrindo sem perceber que estava sendo fotografada e de Jonathan ainda menino, com os cabelos desalinhados depois de uma tarde de futebol. Esse homem respondia mensagens com frases tranquilizadoras, perguntava se o café da manhã havia sido tomado, se a esposa almoçou direito e prometia voltar antes que a saudade pesasse demais.
O outro homem contava câmeras de segurança, media a distância até as saídas de emergência e decorava rostos que ninguém mais notaria. Mantinha um passaporte que não trazia seu nome verdadeiro no bolso interno do paletó e sabia que, se algo desse errado, talvez precisasse desaparecer antes mesmo que o voo fosse chamado.
O celular vibrou.
Beatriz:
“Chegou bem ao portão?”
Fred olhou para a mensagem. Depois olhou para a própria aliança.
Digitou:
“Sim. Só esperando embarcar. Te amo.”
Apagou a última frase. Reescreveu:
“Sim. Só esperando embarcar. Te amo demais.”
Dessa vez enviou.
Por alguns segundos, permitiu-se acreditar que aquelas palavras bastavam para mantê-la segura. Então ouviu o anúncio do embarque e guardou o celular ao lado de um de seus passaportes.
O problema, pensou, era que a cada viagem ficava mais difícil saber qual dos dois homens voltaria para casa.
Naquela noite, Fred desembarcou em outro país. O voo tocou a pista do aeroporto de Berlim-Brandemburgo, na Alemanha, sob uma chuva fina e persistente. Cruzando a cidade em direção ao lado oriental, o táxi passou pela imponente e histórica Alexanderplatz, contornando a famosa Torre de TV (Fernsehturm). Fred desceu em uma rua discreta paralela à Karl-Marx-Allee, onde os blocos de arquitetura soviética brutalista criavam um cenário estéril, cinzento e cortante, perfeito para esconder reuniões que mudavam o rumo da geopolítica.
A mudança era impressionante.
O empresário discreto desaparecia.
No lugar dele surgia o homem treinado para observar, analisar e agir.
Ele entrou em uma sala reservada onde três pessoas já aguardavam.
Entre elas estava Helena.
Ela tinha aproximadamente 38 anos.
Alta, elegante, cabelos castanho-claros e olhos atentos. Um corpo de modelo que chamava atenção.
Era uma mulher cuja aparência delicada escondia uma personalidade extremamente forte.
Diferentemente das pessoas comuns, Helena observava antes de falar.
Era uma característica profissional.
— Fred.
Ele cumprimentou-a.
— Helena.
Ela sorriu levemente.
— Ainda tentando parecer apenas um empresário?
— Ainda tentando parecer apenas uma consultora?
Ela riu.
— Justo.
A equipe, que naquele dia era composta por Chris Vance (Major do Exército dos EUA, Força Delta cedido à CIA e filho de um dos homens que criou a força-tarefa e recrutou Fred anos atrás), Tom Sterling (Capitão do SAS, da Inglaterra), Fred e a própria Helena, iniciou a reunião.
Os demais membros, um francês (Comandante Lucas Beaumont (forças especiais francesas), Ilan Mizrahi (Major das Forças de Defesa de Israel – IDF), Alejandro Vargas (Capitão do MOE da Espanha) e Francesca "Chicca" Moretti (Maggiore do Raggruppamento Operativo Speciale (ROS) dos Carabinieri, cedida à inteligência externa (AISE), estavam todos em outras operações ou de folga naquela data.
Nenhum assunto pessoal.
Nenhuma distração, mas, ao final, após tratarem todos os detalhes da próxima operação, quando todos saíram, Helena permaneceu.
— Você sabe que um dia esse segredo vai cobrar um preço.
Fred guardou alguns documentos.
— Eu sei.
— Beatriz?
Ele ficou em silêncio. Helena percebeu.
— Você a ama muito. Ela deveria saber.
— Por amá-la acima de qualquer coisa entendo que não deveria.
— Isso não existe.
Fred olhou para ela.
— Existe quando saber a colocaria em risco e aumentaria as suas preocupações.
Helena não responder.
Porque entendia.
Helena esperou todos saírem. A porta se fechou com um clique suave, mas na sala o silêncio pareceu pesado demais.
Fred recolhia os documentos com a precisão de sempre, alinhando papéis, guardando pastas, evitando a conversa antes mesmo que ela começasse.
— Você já pensou no que acontece se Beatriz descobrir por outra pessoa? — perguntou Helena.
Ele parou com a mão sobre a pasta.
— Ela não vai descobrir.
— Essa não foi a pergunta.
Fred ergueu os olhos.
Helena estava junto à janela, iluminada pela cidade estrangeira que piscava abaixo deles.
— Renato não sabe de nada — disse ele.
— Ainda.
A palavra ficou entre os dois como uma lâmina fina. Fred fechou a pasta com força controlada.
— Renato é rancoroso, invejoso, mas não é perigoso.
Helena virou-se devagar.
— Pessoas rancorosas e invejosas se tornam perigosas quando encontram uma causa para justificar o que querem fazer.
— Você acha que ele chegaria a esse ponto?
— Eu acho que você está acostumado a procurar ameaças em aeroportos, fronteiras e salas como esta. Talvez esteja esquecendo que algumas ameaças entram pela porta da frente da sua casa e são chamadas de família.
Fred desviou o olhar.
Aquela frase atingiu um lugar que ele preferia manter fechado.
— Eu protejo Beatriz mantendo-a longe disso.
Helena se aproximou um passo.
— Segredos não explodem quando são contados, Fred. Explodem quando chegam tarde demais.
Até aquele momento a vida dupla de Fred nunca o expôs a riscos desnecessários. Diferente dos filmes, ele não tinha que seduzir ninguém (Chris e Beaumont gostavam de disputar a função, quando existia, já que eram solteiros. Porém, quem sempre levava a melhor era Alejandro, o verdadeiro galã da equipe), fazer transações de armas em locais inóspitos.
Ele simplesmente coletava informações usando seu disfarce e havia sempre uma equipe de apoio para lhe dar cobertura e proteção.
Alguns dias depois, Renato aumentou a proximidade com Beatriz. Sempre de forma aparentemente inocente. Uma conversa após uma reunião. Um conselho profissional. Uma mensagem perguntando se ela havia chegado bem.
Nada que pudesse ser apontado como errado.
Esse era o método dele.
Nunca ultrapassava a linha de forma evidente. Ele esperava que a própria vítima desse um passo, mas Beatriz não dava.
Ela mantinha distância.
Porque, apesar de todas as qualidades de Renato, havia algo nele que nunca despertara confiança. Ela não sabia explicar. Apenas sentia.
No fim daquela semana, Fred retornou ao Brasil. Ao entrar em casa, encontrou Beatriz esperando por ele.
Ela sorriu.
Durante alguns segundos, nenhum dos dois falou. Era uma cena simples, mas carregada de significado.
Depois de tantos anos, eles ainda sentiam falta um do outro.
Fred aproximou-se.
— Senti sua falta.
— Eu também.
Eles permaneceram abraçados.
— Jhonny está em casa?
— O que você acha?
— Larissa o arrastou para algum evento, reclamando que ele só estuda?
— Bingo!
— Essa menina é um achado! Uma santa! Espero que nossos netos venham com os traquejos sociais dela!
— Bobo! Você sabe que ele é quase uma cópia sua! Só que mais alto, mais jovem e mais bonito! Se for mais dotado, então, pobre Larissa!!
— Ei! Que é isso?!?? Está arrastando asa para o próprio filho?
— Hahaha! Claro que não! Sou uma mãe coruja do meu filho lindo!
— Mãe coruja nada, você é uma safada que sabe muito bem o poder da genética que corre nessa família — rebateu Fred, rindo grosso e puxando Beatriz pela cintura, colando o corpo dela ao seu.
Namoraram um pouco mais na sala e seguiram para o quarto. Após um relaxante banho, fizeram amor matando as saudades dos dias em que estiveram separados.
Fred sempre tentava “repor” os dias de ausência e Beatriz não fazia qualquer objeção.
Na intimidade do quarto, a calcinha dela foi rasgada sem cerimônias, revelando sua bucetinha completamente molhada e pulsando de saudade. Fred libertou seu membro brutal de 22 centímetros e grossura monumental, que saltou rígido e venoso diretamente contra o ventre dela.
Sem rodeios, ele a virou de quatro na cama e afundou o pênis até o talo, arrancando um grito agudo de puro êxtase e dor deliciosa de Beatriz. Ele desferiu estocadas violentas e secas, enquanto ela gemia alto contra os travesseiros, implorando por mais força.
Após fazê-la gozar três vezes seguidas com a penetração vaginal, Fred lubrificou o bumbum dela com sua própria saliva e empurrou o monstro milímetro por milímetro no orifício anal estreito, arrombando a resistência muscular até afundar suas bolas contra as nádegas dela.
Beatriz perdeu o controle, gritando palavrões e urrando de prazer conforme ele a esvaziava por trás, finalizando com um jato massivo e quente de sêmen que inundou o reto da esposa, deixando-a exausta e completamente saciada. Sem saber que, enquanto reconstruíam a rotina, alguém trabalhava cuidadosamente para destruí-la.
Naquela mesma noite, Renato abriu novamente a pasta no computador.
Acrescentou novos arquivos.
Novas informações.
Novas possibilidades.
O plano ainda estava no início.
Mas ele sabia esperar.
Porque algumas pessoas não precisam ser destruídas por uma grande mentira.
Basta uma pequena dúvida.
E tempo suficiente para que ela cresça.