Hoje tenho quase 50 anos. Sou bem-sucedido, mantenho o corpo com academia e esportes, e ainda me reconheço no rapaz de 18 anos que fui.
Sou Pardo, não sou moreno. Tenho 1,80 m, por volta de 96 kg, corpo definido pelo treino. Meu pau nunca foi de revista: uns 15, talvez 16 centímetros, grosso, cabeçudo, negro, sem veias aparentes. Um pau gordo, como eu mesmo brinco. Nada exagerado, mas suficiente para as histórias que vivi.
Naquela época eu era pobre. De manhã estudava o técnico em contabilidade (ensino médio com técnico durava quatro anos). À tarde estagiava na contabilidade da prefeitura. À noite dava aulas particulares de matemática e inglês. Sempre fui nerd: computadores, planilhas, Visual Basic, COBOL… quem é das antigas lembra.
Minha vida sexual tinha começado atrás de uma escola rural, com a Samanta me dando o primeiro boquete em cima de uma mesa suja de giz. Meses depois veio a Pérola, no banco da D20 do secretário, me dando a segunda chupada com mão de profissional e me deixando tocar uma buceta pela primeira vez.
Duas histórias. Dois presentes. E eu ainda estava só começando.
Na minha turma havia um cara muito truculento. Vamos chamá-lo de Holanda. Alto, forte, já tinha uns 25 anos e ainda não tinha terminado o ensino médio. O pai era dono da loja de ferragens e de várias propriedades na cidade. Holanda era violento: batia e espancava as pessoas por qualquer motivo. Eu mesmo já tinha sido vítima várias vezes. Não fazia muitos meses que ele me dera um soco nas costelas.
Tinha tudo para guardar rancor dele.
Certa tarde ensolarada, por volta das 16h, eu voltava das minhas aulas particulares quando escutei grunidos atrás de um muro, num terreno baldio na esquina de casa. Era o Holanda. Tinham espancado ele feio. Um grupo, certamente não eram amigos. Bateram tanto que ele tinha se mijado todo.
Quando me aproximei, ele, todo ensanguentado e humilhado, disse que eu podia descontar a raiva nele, humilhá-lo, ou até acabar o serviço até ele morrer. Eu neguei. Senti pena. Minha casa ficava a poucos metros dali. Levei-o mesmo a contragosto. Ajudei no banho (apesar de ser hétero), emprestei roupa limpa e o levei até o posto de saúde do bairro. Contei à enfermeira que ele tinha sofrido um acidente de bicicleta na ladeira e que eu o ajudara a chegar. Ligaram para o pai dele e eu me despedi.
Passados alguns dias, Holanda me procurou. Ali nasceu uma grande amizade. Passei a frequentar a casa dele e ele a minha. Nunca mais me agrediu. Passou a ter um respeito grande por mim.
Um dia ele perguntou, meio de chacota:
— E aí, nerd… já pegou alguém?
Contei que já tinha tido alguns lances e fechei o assunto. Ele sorriu e falou que ia me dar “uns momentos de prazer”. Respondi que, apesar de tê-lo ajudado no banho naquele dia, eu era hétero. Ele riu e deixou pra lá.
Algum tempo depois, Holanda resolveu me contar um segredo: ganhava um dinheiro por fora sendo cafetão. Tinha umas meninas parceiras. Na verdade, explorava as próprias primas, duas moças de 19 anos, evangelicais de igreja tradicional e bem fervorosa.
Ele me buscou em casa e me levou a uma rua pouco movimentada do centro, num imóvel inacabado. Entramos pelo portão, seguimos por um corredor até os fundos. Ao abrir a segunda porta, havia uns quinze caras ali, dezesseis comigo. Alguns eu conhecia: casados, o cartorário da cidade, outros rostos que eu não sabia quem eram.
Holanda avisou, voz baixa e seca:
— Quem está aqui mantém sigilo. Se alguém contar, amanhece com a boca cheia de formiga.
Ele recolheu 50 reais de cada um. Na época era muito dinheiro, praticamente um salário mínimo. De mim não cobrou nada.
— Você é meu convidado especial. Entra primeiro.
Logo entraram as duas primas. Corpo magro, seios médios, bundas mignon, vestidas no estilo evangélico daquelas igrejas mais rígidas. Entraram em outro quarto. Holanda falou para o grupo:
— Todo mundo já sabe as regras…
E me chamou para dentro.
No quarto havia dois colchões no chão. As meninas tiraram só a parte de baixo da saia, fizeram um coque no cabelo quase ao mesmo tempo e ficaram de quatro.
Holanda tirou o calção. Estava sem cueca. O pau dele já estava rígido. Apesar de ser alto e forte, ereto aparentava ser bem menor que o meu. Uma das primas ficou de quatro no colchão. A outra ficou mais atrás, quase na penumbra, perto da porta.
Ele pegou uma camisinha de uma caixa cheia que tinha ali, colocou e abriu um pote de vaselina industrial (nem era lubrificante de verdade).
— Presta atenção — disse. — Vou te ensinar a comer um cu.
Molhou o dedo na vaselina e começou a massagear o cu da prima que estava no chão. A outra, em pé, eu via que estava se tocando, siriricando devagar.
Holanda colocou um dedo, depois dois, abrindo com calma, e ia me perguntando:
— Tá aprendendo?
Eu já tinha baixado o short e a cueca. Ficava esperando se a outra prima ia fazer alguma coisa comigo enquanto eu assistia à “aula”, mas ela só ficava no canto, ora se tocando, ora parada. Era linda, mas eu tinha que prestar atenção.
Depois de massagear bem, Holanda passou mais uma quantidade generosa de vaselina e enfiou o pau com força. A prima deu um grito. Ele continuou metendo forte, ela gemendo ofegante. Aí ele virou pra mim:
— Agora faz você.
A outra prima se ajoelhou de quatro, bunda arrebitada. Passei o dedo na vaselina e comecei a brincar na entrada do cu dela. Já parecia acostumada: dava umas piscadas com o esfíncter. Quando enfiei o primeiro dedo, ela mordeu meu dedo com o cu. Continuei massageando e coloquei o segundo. Ela soltou um “ai”, mas ficou de boa. Aquela sensação de ser “mordido” pelo cu dela era estranha e gostosa pra caralho.
Holanda mandou:
— Pode meter.
Meus dedos ainda estavam dentro quando posicionei a cabeça do pau na entrada da buceta. Estava encharcada. Ela soltou um “nãoooo” sonoro. Holanda gritou na hora:
— Ei, jovem! Só no cu! Elas não podem perder a virgindade!
Tirei os dedos. O cu dela já estava abertinho. Coloquei a cabecinha. Holanda gritou de novo:
— A camisinha, jovem!
Peguei uma da caixa, enfiei no pau, passei mais vaselina e meti. Meti mal, tentando copiar o ritmo do Holanda. Ele deu um grito e gozou. Saiu. Quando olhei para trás, já tinha uma fila de caras. Logo entrou outro no lugar dele, um cara com o pau bem maior. Só passou o dedo na vaselina, enfiou e a prima deu o gritinho de praxe.
Vendo aquela cena, gozei. Tirei o pau e quase esbarrei num cara que já estava atrás de mim, pronto. Holanda me puxou para um canto do quarto e mandou eu esperar ali.
Fiquei observando. Os caras comiam de dois em dois as primas. Foram praticamente oito em cada uma, todos no mesmo procedimento: camisinha, vaselina, só no cu. O último foi o cartorário. Lembro bem: ele foi na prima que eu tinha comido. O pau dele era descomunal, o maior que eu vi até hoje. A camisinha só ia até a metade e ainda sobrava pau para trás. Ele comentou, quase sorrindo, que sempre era o último e que elas já deviam estar bem abertas. Holanda voltou a comer o cu da outra enquanto o cartorário metia. Ficou bem mais tempo que os outros. Quando foi gozar, tirou e jorrou no chão.
Todos se vestiram e saíram aos poucos, para não levantar suspeita. As primas foram embora. Eu e Holanda fechamos o imóvel.
Fui uma segunda vez naquele “role”. O pessoal era praticamente o mesmo. O modo de operação, idêntico. Só que dessa vez não fui o primeiro: entrei na ordem da fila.