Meu irmão passou o dia inteiro provocando ela.
Desde cedo:
— Hoje à noite a gente vai naquele restaurante caro… e depois eu quero te comer bem devagar. Quero sentir você molhada e lisa.
Ela ria, baixava os olhos, apertava as coxas uma contra a outra. Eu via. E fingia que não.
Por volta das quatro ela apareceu na porta do meu quarto. O rosto corado, a voz baixa.
— Preciso de um favor… bem constrangedor.
Eu já sabia.
— Fala.
— Não consegui marcar a depilação. E ele… ele gosta de sentir a pele bem lisa. Eu tentei fazer sozinha, mas não alcanço direito. Você… me ajudaria?
Houve um segundo de silêncio. Eu senti o peito apertar de um jeito estranho. Disse que sim quase sem pensar.
Levei ela para o banheiro. Estendi a toalha no chão. Ela tirou a calcinha com mãos trêmulas e se deitou. As pernas se abriram devagar, como se ainda estivesse decidindo se realmente queria aquilo.
No começo foi só trabalho.
A cera quente, o puxão seco, o “ai” abafado dela. Eu concentrava o olhar só na pele, só na tarefa. Mas cada vez que a tira saía, o cheiro dela ficava mais forte. Doce, quente, úmido. E eu comecei a notar o inchaço. O jeito que os lábios se abriam sozinhos depois de cada puxão. O brilho que não era só da cera.
Quando cheguei na parte mais íntima, ela já estava molhada demais.
Meus dedos escorregavam. Eu precisei segurar a pele com mais força do que o necessário. O polegar acabou encostando no clitóris inchado sem querer. Ela soltou um gemido curto, baixo, e as pernas se abriram um pouco mais.
Eu parei.
O ar ficou pesado.
— Desculpa — murmurei. — Escorregou.
Ela não respondeu. Só respirou fundo. O peito subia e descia rápido. Eu continuei, mais devagar agora. Cada movimento de limpeza era quase uma carícia. O dedo deslizava pela fenda para tirar o resto da cera e, sem que eu decidisse de verdade, voltava a passar de novo. Mais devagar. Mais fundo.
Ela tremeu.
Eu levantei o olhar. Os olhos dela estavam semicerrados, a boca entreaberta. Havia vergonha ali. E havia também algo que não era vergonha.
— Você está… muito molhada — disse baixo.
Ela engoliu em seco.
— Eu sei. É por causa dele… o dia inteiro… e agora você tocando…
A frase morreu no ar. Eu não tirei a mão. Continuei passando o polegar de leve, subindo e descendo, só “limpando”. O clitóris latejava contra o meu dedo. Ela soltou outro gemido, mais longo, e a mão dela encontrou o meu pulso. Não para afastar. Para segurar.
Foi ali que algo quebrou.
Eu me inclinei sem perceber. O rosto perto demais daquele cheiro quente. Soprei ar quente sobre a pele recém-depilada. Ela arqueou as costas. Eu não planejei o que veio depois. A língua saiu sozinha, só a ponta, passando devagar pelo meio dos lábios. O gosto era salgado e doce ao mesmo tempo. Ela gemeu alto demais e a mão no meu cabelo apertou.
Eu chupei com mais vontade. Devagar no começo, depois com fome. A língua entrava, saía, voltava a circulá-lo. Duas vezes ela quase gozou e eu parei de propósito, só para ouvir o protesto abafado. A excitação dela estava me contaminando. Eu sentia o calor subindo entre as minhas próprias pernas, a calcinha já úmida, o desejo crescendo sem que eu tivesse decidido senti-lo.
Quando ela gozou a primeira vez, as coxas tremeram em volta da minha cabeça e o líquido escorreu pela minha boca. Eu continuei lambendo até ela empurrar meu rosto para longe, ofegante.
Fiquei ajoelhada entre as pernas dela, a boca brilhante, o peito subindo rápido. O olhar dela desceu. Viu o jeito que eu estava. Viu o contorno molhado na minha calça legging.
Houve um silêncio denso.
Eu não me mexi. Ela também não. Só o som da respiração das duas.
Então, devagar, como se ainda estivesse testando se aquilo era real, ela se sentou. Puxou a barra da minha legging. Eu levantei os quadris sem pensar. A calça desceu junto com a calcinha. O cheiro da minha própria excitação se misturou ao dela.
Ela me olhou. Eu a olhei.
Nenhuma das duas disse “vamos”.
Nenhuma das duas disse “não”.
Eu me deitei de frente para ela, as pernas se abrindo. Ela fez o mesmo. Os corpos se aproximaram até que a pele quente e úmida de uma encontrou a da outra. No começo foi só um toque leve, quase experimental. Os lábios se roçaram. O clitóris dela, ainda sensível, esbarrou no meu. Um choque elétrico passou pelas duas ao mesmo tempo.
Ela soltou um gemido baixo. Eu respondi com outro.
Os quadris começaram a se mover sozinhos. Devagar no início. Um deslizar quente, molhado, o atrito perfeito entre as duas fendas. Cada vez que eu empurrava para frente, ela encontrava o movimento. Os clitóris se esfregavam, se separavam, se encontravam de novo. O som úmido e obsceno encheu o banheiro. A pele ainda quente da depilação tornava tudo mais sensível. Cada deslizar era quase doloroso de tão bom.
Eu segurei a coxa dela. Ela segurou a minha. Os corpos se apertaram mais. O ritmo aumentou. Agora era um vaivém constante, os lábios se abrindo e se fechando um contra o outro, o clitóris latejando a cada atrito. O suor escorria entre os peitos. O cheiro de sexo era forte demais.
Ela gemeu meu nome. Eu gemi o dela.
Os quadris se moviam mais rápido, mais precisos, buscando aquele ponto exato onde o atrito ficava insuportável. Eu sentia o orgasmo dela chegando pelo jeito que o corpo estremecia contra o meu. E o meu vinha junto, puxado pelo dela, como se a excitação de uma tivesse se tornado combustível da outra.
Quando gozamos, foi quase ao mesmo tempo.
Os corpos se travaram, os clitóris pressionados um contra o outro, as coxas tremendo, o líquido se misturando entre as duas. O gemido saiu abafado contra o ombro dela. Eu senti as contrações dela contra a minha pele e isso só prolongou o meu próprio prazer.
Ficamos assim por longos segundos, ofegantes, a pele colada, o coração batendo no mesmo ritmo irregular.
Ela foi a primeira a falar, a voz rouca:
— Isso… não era para acontecer.
Eu passei a mão pela coxa dela, ainda úmida, ainda quente.
— Eu sei.
Mas nenhuma das duas se afastou de imediato.
Os corpos ainda se tocavam, ainda se sentiam. E eu já sabia que, quando meu irmão chegasse mais tarde, ela estaria lisa… e ainda carregando o cheiro e o gosto de mim entre as pernas.