Capítulo 1 – A Vida Perfeita
Parte 2 – A mulher que sustentava o império
A Alves Participações ocupava um dos prédios comerciais mais modernos de Brasília. Do lado de fora, a fachada de vidro refletia o movimento constante da cidade. Executivos entravam e saíam. Funcionários atravessavam o saguão carregando notebooks e pastas.
Clientes importantes eram recebidos em salas de reunião cuidadosamente preparadas. Para quem observava de fora, era apenas mais uma grande empresa brasileira em expansão. Poucos sabiam que aquela companhia carregava uma história familiar.
E menos pessoas ainda sabiam que, nos últimos dezesseis anos, a pessoa responsável por manter aquele império funcionando era Beatriz Alves.
Telefones tocavam antes que os telefonemas anteriores fossem encerrados. Contratos chegavam com urgência. Reuniões começavam com atrasos calculados e terminavam com novas crises disfarçadas de metas. Nada ali parava de funcionar, e essa era a prova mais invisível do trabalho de Beatriz.
Ela chegou pouco depois das oito da manhã. Não precisava provar nada a ninguém. Sua reputação já fazia isso por ela.
Ao atravessar o saguão, ela percebeu três pessoas tentando falar com ela ao mesmo tempo. Sorriu para uma, fez sinal para outra esperar e respondeu à terceira sem perder o passo.
— A reunião com os investidores fica para onze. O jurídico recebe os documentos antes das dez. E diga ao financeiro que eu quero ver os números reais, não os projetados para fins estéticos.
A assistente assentiu rapidamente.
Beatriz entrou no elevador sozinha. Assim que as portas se fecharam, o sorriso desapareceu por um instante. Encostou a nuca no metal frio e permitiu-se respirar.
Era assim todos os dias. Do lado de fora, elegância. Do lado de dentro, peso.
Quando as portas se abriram no andar da presidência, ela já vestia outra vez a expressão de quem não podia falhar.
Bia era respeitada pelos funcionários não apenas por sua competência, mas pela forma como liderava. Ela sabia o nome das pessoas. Conhecia dificuldades familiares de alguns colaboradores. Lembrava aniversários.
E, principalmente, sabia ouvir.
Era uma característica rara no mundo empresarial. Muitos líderes acreditavam que autoridade vinha da distância.
Beatriz acreditava que vinha da confiança.
— Bom dia, dona Beatriz. — A recepcionista levantou-se assim que ela entrou.
— Bom dia, Camila. Como está sua mãe?
A jovem sorriu surpresa.
— Melhor. O tratamento está funcionando.
— Fico feliz. Se precisar ajustar seu horário novamente, converse com o RH.
— Obrigada.
Beatriz seguiu pelo corredor.
Aquele era o motivo pelo qual os funcionários não diziam apenas que trabalhavam para ela.
Diziam que trabalhavam com ela.
Na sala da presidência, uma fotografia antiga permanecia sobre a mesa.
Fred ainda jovem ao lado do pai.
Era uma das poucas lembranças que ele mantinha daquele período.
O pai de Fred havia construído a empresa praticamente do zero.
Um homem rigoroso, mas justo.
Quando morreu inesperadamente, Fred herdou o controle da companhia.
Naquele momento, muitos esperavam que ele assumisse pessoalmente todos os setores, mas ele fez diferente. Ele dividiu o controle.
Ao invés de dividir com o irmão, escolheu confiar em Beatriz.
Ela tinha talento para gestão. Sensibilidade para pessoas.
E uma visão de crescimento que ele admirava.
Com o passar dos anos, tornou-se impossível separar o sucesso da empresa do trabalho dela.
— Pensando no passado? — A voz de Renato interrompeu seus pensamentos.
Beatriz virou-se.
Renato Alves tinha o mesmo sobrenome, mas uma história diferente.
Cabelos escuros.
Rosto bem cuidado.
Roupas escolhidas cuidadosamente.
Ele sabia causar uma boa primeira impressão e fazia questão disso.
— Só olhando a fotografia.
Renato aproximou-se.
— Seu sogro tinha orgulho dessa empresa.
— Fred também.
Renato sorriu.
— Fred sempre teve sorte.
Beatriz percebeu o comentário.
— Sorte?
— Ter uma mulher como você ao lado dele.
Ele falou como se fosse um elogio.
E talvez fosse, já que reconhecia que ela era mais talentosa do que ele para administrar os negócios.
Mas havia algo naquela frase que incomodava.
Como se escondesse uma segunda intenção.
— Nós construímos isso juntos — respondeu ela.
Renato assentiu.
— É exatamente isso que quero dizer. Você construiu.
Por alguns segundos, o silêncio ficou desconfortável.
Beatriz mudou de assunto.
— Você revisou os relatórios da expansão?
Renato sorriu.
A mudança de assunto confirmou algo para ele.
Ela ainda não percebia.
Ainda não.
Renato não tinha pressa.
Essa era sua maior qualidade. Ou seu maior defeito. Dependia do ponto de vista.
Ele sabia esperar.
Durante anos observara Fred.
O irmão sempre parecia conquistar aquilo que Renato desejava.
Respeito.
Admiração.
Confiança.
E, principalmente, Beatriz.
Desde o primeiro momento em que a conheceu, Renato percebeu que ela era diferente das outras pessoas.
Ela não se impressionava com dinheiro.
Não se impressionava com aparência.
Ela valorizava caráter.
E esse era exatamente o problema.
Renato não conseguia competir com o caráter de Fred.
Então decidiu destruir a imagem do irmão.
Não precisava conquistar Beatriz.
Primeiro precisava fazê-la duvidar.
Dúvidas eram mais poderosas do que certezas.
No fim da tarde, Jonathan encontrou o pai na garagem.
Fred organizava alguns documentos antes de sair.
— Vai viajar? — A pergunta parecia casual, mas Fred conhecia o filho.
Jonathan observava demais.
— Alguns dias.
— Sempre alguns dias.
Fred olhou para ele.
Jonathan tinha herdado muitas coisas do pai.
A inteligência.
A disciplina.
A capacidade de perceber detalhes.
— Você está preocupado?
Jonathan deu de ombros.
— Só acho estranho.
— O quê?
— Você passa muito tempo fora e nunca fala exatamente sobre o trabalho.
Fred ficou em silêncio.
A pergunta era simples, mas a resposta não podia ser.
— Algumas coisas do trabalho precisam ficar no trabalho.
Jonathan aceitou a resposta, mas não completamente. Ele guardou aquela informação. Como fazia com tudo.
Mais tarde, Jonathan encontrou Larissa em uma cafeteria próxima à universidade.
Eles estavam juntos há quase dois anos.
E, apesar da pouca idade, tinham uma relação madura.
Larissa gostava do jeito analítico dele. Ela também era muito inteligente. A melhor da turma, mas era também sensível e movida a sentimentos.
Jonathan gostava da maneira como ela conseguia enxergar sentimentos onde ele enxergava apenas fatos. Eram diferentes. A inteligência acima da média de Jonathan causava desconforto em outras pessoas, já que gerava uma certa falta de traquejo social e distanciamento emocional, mas Larissa rompeu com esses obstáculos e sabia se comunicar com ele e entender o seu jeito.
Por isso funcionavam. Era quase como se fossem as duas metades de um todo.
— Você está preocupado com seu pai — disse ela.
Jonathan olhou para ela.
— Como percebeu?
Ela sorriu.
— Porque você fica em silêncio quando está tentando resolver alguma coisa.
Ele riu.
— Minha família inteira faz isso?
— Sim.
— Então estamos perdidos.
Ela segurou a mão dele.
— Não. Vocês só precisam aprender que nem tudo precisa ser resolvido sozinho.
— Ainda bem que tenho essa morena linda para me ajudar.
Larissa apertou os dedos dele sobre a mesa da cafeteria. Jonathan percebeu o gesto, mas não entendeu imediatamente o motivo.
— Você fala do seu pai como quem monta um quebra-cabeça — disse ela.
— Porque é isso que ele parece às vezes. Peças soltas. Viagens, telefonemas, assuntos que acabam quando eu entro na sala.
— E se o problema não for a peça que está faltando?
Jonathan franziu a testa.
— Como assim?
Larissa escolheu as palavras com cuidado.
— Talvez o problema seja a imagem que você não quer ver quando todas as peças se encaixarem.
Ele ficou quieto. Do lado de fora, carros passavam pela rua molhada, distorcidos pelo vidro da janela. Pela primeira vez, Jonathan não tentou responder com lógica.
— Você acha que ele mente para nós?
— Eu acho que ele protege alguma coisa. E pessoas que protegem demais, às vezes, acabam machucando quem queriam salvar.
Jonathan baixou os olhos para a mão dela sobre a sua.
— Se houver uma verdade escondida, eu vou encontrar.
Larissa não sorriu.
— Só promete que, quando encontrar, você não vai esquecer quem você é.
Ele sorriu e a abraçou com carinho. A frase ficaria marcada na memória dele.
Tempos depois, Jonathan lembraria daquele momento. Porque descobriria que seu pai havia passado a vida inteira tentando proteger todos sozinho.
Naquela noite, Fred e Beatriz finalmente tiveram um momento apenas deles.
Sem empresa.
Sem telefone.
Sem compromissos.
O mundo externo desapareceu por algumas horas em um jantar romântico no restaurante preferido dos dois. O maitre, acostumado com a presença deles, já deixava uma mesa especialmente reservada para o casal.
Eles conversaram sobre o passado.
Sobre Jonathan.
Sobre planos futuros.
Sobre envelhecer juntos.
Era uma relação construída sobre mais de duas décadas de cumplicidade, se contarmos o tempo de namoro.
Nenhum dos dois imaginava que aquele equilíbrio começava a ser ameaçado. Em um momento do jantar Bia questionou Fred sobre a viagem. Ele preferiu desconversar e dizer que seriam reuniões complexas com possíveis parceiros comerciais, mas que voltaria em poucos dias e não queria desperdiçar nenhum minuto do tempo com sua linda esposa falando de trabalho. Bia, a contragosto, aceitou a resposta e perguntou o que ele faria para compensar a ausência.
— Tenho uma coisa ou duas em mente, se você permitir.
Ele deu um sorriso e piscou um dos olhos, de um jeito que ela imediatamente relembrou o início do namoro entre os dois, o que a fez sorrir em resposta, já que naquela primeira vez em que fez isso foi a noite em que tiveram sua primeira noite de amor.
Trocaram beijos no caminho curto até em casa e, cientes que estavam sozinhos, já que Jonathan havia saído com Larissa para uma festa, não se importaram em começar as carícias logo na sala de estar.
Os beijos foram aumentando de intensidade, com Fred demonstrando todo o seu desejo pela mulher e sendo correspondido. Era incrível a conexão que eles tinham, seus corpos se buscavam. Mesmo após tantos anos o desejo não diminuía e Beatriz via isso sempre que Fred a encarava com olhos predadores, com seu pênis monstruoso estufando a calça jeans de forma imponente, o que a fazia ficar imediatamente molhada sob a calcinha.
Eles se olhavam com puro desejo e, após não conseguir mais conter a urgência, Beatriz puxou o zíper e a calça do marido, descobrindo que ele dispensara a cueca naquela noite. O membro tenso e volumoso saltou livre, batendo com firmeza contra o queixo dela.
— Desculpe pela agressão gratuita dele. A culpa é sua. Quem manda ser tão irresistível? Ele reage assim sempre que você chega perto.
— Eu quero mais é que ele bata no meu queixo, na minha bochecha e, principalmente, que arregace a minha buceta! Você pode bater com ele onde quiser no meu corpo! Não, eu mesma faço isso!
Disse Beatriz, rindo com o olhar incendiado, segurando a haste de 22 centímetros e de grossura descomunal de Fred, batendo-a contra a própria bochecha em um jogo de pura provocação.
A única mágoa que ela tinha era a impossibilidade anatômica de engolir toda aquela extensão de uma vez. Beatriz o chamava de “monstro”. Ela tentara ao longo dos anos, mas a combinação de comprimento e diâmetro tornavam a garganta profunda uma meta inalcançável.
Porém, isso não a impedia de chupá-lo magistralmente, envolvendo a cabeça sensível, deslizando os lábios com pressão pelo corpo venoso e levando Fred à loucura em todas as oportunidades, e naquele dia não foi diferente.
Ela dizia que ele poderia viajar, mas jamais deixaria de tê-la no pensamento, desejando cravar uma lembrança carnal profunda para garantir seu retorno rápido. Fred sempre repetia que ela era a única mulher em sua vida.
— Deixa eu retribuir o que essa boca maravilhosa fez por mim. Agora é minha vez de devorar essa bucetinha que eu sou viciado.
Fred iniciou então um oral que deixou Beatriz sem fôlego.
Sua língua quente percorria toda a extensão dos lábios dela e fazia movimentos firmes e circulares sobre o clitóris, fazendo com que sua esposa perdesse a capacidade de formular frases, emitindo apenas gemidos incompreensíveis e palavrões sussurrados entre espasmos de prazer.
Após Beatriz colapsar em dois orgasmos intensos sob a boca do marido, ela o puxou desesperadamente para cima de si, implorando pela penetração.
— Mete esse monstro logo em mim, meu amor. Vou ficar dias sem ele. Fode com força para me deixar destruída, assim a saudade dói menos enquanto eu me recupero para quando você voltar.
Ele a posicionou de costas na cama, iniciando a penetração com um encaixe profundo, cobrindo-a de beijos. Sabia que por mais que ela estivesse lubrificada e habituada ao seu tamanho, o impacto inicial exigia cuidado para não a machucar.
No entanto, ela o surpreendeu ao trancar as pernas ao redor de sua cintura e puxá-lo contra si com um golpe violento, fazendo o pênis afundar até o talo de uma só vez. Ela soltou um grito agudo de dor e prazer misturados e disparou:
— Hoje eu quero que comece e termine com força!
Fred atendeu ao comando, iniciando estocadas violentas e ritmadas. Beatriz chorava e soluçava alto, entregue à intensidade, anunciando o terceiro orgasmo logo na sexta bombada severa.
Sentindo a pele dela arrepiada e o suor frio do ápice, Fred a beijou de maneira voraz. Sem dar tempo para descanso, ele jogou as pernas dela sobre os próprios ombros para expor totalmente o canal, usando o peso do corpo para golpear com ainda mais profundidade.
Beatriz tremia sem parar, os olhos revirados sob as mechas de cabelo desalinhadas, gritando que ele era o homem de sua vida.
— Amor, já gozei quatro vezes. Você não vai gozar não?
— Vou, mas primeiro preciso marcar meu território de forma que nenhuma tentação na rua passe pela sua cabeça. Quero você completamente exaurida e saciada.
Beatriz parou por um instante, encarando-o seriamente:
— Amor, nenhum homem jamais me satisfará sexualmente como você! Não seria por isso que eu o trocaria.
Fred estranhou o tom sóbrio que cortou o transe erótico e comentou, disfarçando uma preocupação real com um sorriso morno:
— Está pensando em me trocar? Tem alguma coisa acontecendo que eu deveria saber?
Percebendo que o clima estava para mudar, Beatriz recuou imediatamente:
— Claro que não, seu bobo. Eu te amo mais que tudo. Mas essas viagens longas podiam diminuir, não acha? Delegue isso ou me leve junto para podermos aproveitar os hotéis pelo mundo.
Fred preferiu encerrar o questionamento para proteger o disfarce:
— Podemos discutir isso uma outra hora? Agora meu foco é fazer a mulher da minha vida gozar mais umas 4 vezes. E eu, se você permitir, quero gozar pelo menos uma.
— Só uma? — sussurrou ela com a voz rouca.
— Meu amor, eu posso gozar só uma vez, se isso garantir que você goze pelo menos 5 vezes mais. Isso que me faz feliz! Te ver gozando e satisfeita é o que me motiva!
A resposta sincera afastou as inseguranças de Bia.
Em seguida, ele a colocou de quatro, pressionando a cabeça larga do membro contra a entrada da buceta já pulsante.
— Aguenta mais? Quer me ver gozar agora?
— Eu sempre quero mais de você. Sabe que eu amo quando me pega assim por trás. Mete tudo!
Fred não hesitou. Ritmo firme, estocadas secas que ecoavam pelo quarto por longos minutos até que ele retirou o membro no limite, despejando uma quantidade farta de sêmen quente pelas costas dela e próximo à região anal, preparando o corpo dela para o passo seguinte.
Como sua ereção permanecia rígida devido à adrenalina, ele posicionou a glande na entrada do bumbum, que já havia sido estimulado e relaxado por seus dedos momentos antes.
A penetração anal encontrou a resistência firme e estreita de sempre. Fred empurrou milímetro por milímetro até romper o anel muscular, acelerando o movimento assim que o corpo dela assimilou o volume.
Beatriz perdeu o controle, tocando o próprio clitóris e soltando urros de puro êxtase conforme a carne se ajustava. Após Fred atingir seu segundo ápice, desabou exausto ao lado dela.
Tomaram um banho longo juntos onde, sob a água morna, o toque na bunda de Beatriz despertou o membro de Fred uma última vez para uma transa lenta e finalizada em orgasmo simultâneo.