Um ano mais tarde...
- Amor, como eu estou?
- Estonteante – respondo, olhos vidrados naquela mulher divina.
Ela dá uma volta, satisfeita. O vestido preto exibe suas costas nuas até um pouco acima da linha da cintura. O tubo vai até um pouco acima da metade de suas coxas, marcando a cintura, os quadris e o bumbum avantajado. O cabelo loiro bem cuidado, que faz leves ondas, chega à metade de suas costas
Na frente, um decote discreto em V, de onde sobe uma alça fina e brilhosa, que se prende aos seus ombros e desenha um “X” nas costas, que encontra a lateral do vestido. Só de olhar para aquela produção, meu pau se manifesta dentro da bermuda.
- Quer ver minha calcinha? – provoca, já levantando a barra do vestido, exibindo a peça também preta, pequenina, fazendo um pequenino triângulo e marcando sua vagina na frente. Ela vira de costas e a calcinha faz outro pequeno triângulo, que começa na cintura e desaparece no meio de suas nádegas grandes e carnudas, oferecendo um espetáculo que faz meu pau pulsar dentro da cueca.
- Vamos?
Pego a chave do carro e desço com ela até a garagem. Seu perfume invade meus sentidos e sua presença preenche o meu ser, mas isso não vai durar muito. São 22 horas quando a deixo em frente ao endereço. É um prédio de quatro andares de classe média alta. Recebo um beijo estalado na bochecha e ela me sorri daquele jeito safado, de quem sabe exatamente como me sinto.
Ainda observo o balanço dos seus quadris, enquanto se afasta. Meu pau pulsa dentro da bermuda. O caminho de volta leva cerca de 20 minutos, ao longo dos quais, concentrado no volante, consigo domar meu tesão desenfreado depois de deixar minha mulher no endereço por ela solicitado.
“Uma festinha para poucas pessoas no apartamento da Natália”, ela disse. Eu sei que tipo de festinha, mas não há nada que eu possa ou queira fazer para mudar minha realidade.
Os dias e semanas que se sucederam à separação foram um verdadeiro martírio para mim. Aceitar a perda era o de menos. Desde o momento em que deixei a casa de Deborah naquele dia, fui capaz de compreender suas razões e até de a perdoar. Os sentimentos, no entanto, não acompanham a razão. São, no máximo e às vezes, contidos em uma batalha feroz.
No começo, fiquei deprimido, de casa para o trabalho, do trabalho para casa, bebendo todos os dias, tentando sufocar o sentimento, que parece ter aumentado com a separação. A imagem dela vinha à minha mente o tempo todo. Nutria um estranho desejo pela mulher que se ocultara de mim, talvez dela mesma, durante tanto tempo. A que se entregava em sonho a um estranho, se deixando dominar e usar em um galpão velho. As imagens vinham à minha mente todas as noites. Ela no ônibus, sendo encoxada e apalpada. Deborah nua naquele galpão abandonado, que já se tornava familiar para mim, sendo usada por aquele homem sem forma. A noite sempre terminava em uma ou duas punhetas e gozos sofridos.
Eu não queria me iludir, não queria acreditar em uma reviravolta, mas toda vez que meu celular tocava ou apitava o coração disparava. Nunca era ela e eu compreendia bem. Poderia me ligar para saber como eu estava, mas isso poderia sair pior do que a encomenda, soar como um aceno à esperança. Uma esperança que eu não queria ter, pois tomara a decisão de seguir minha vida assim que conseguisse dominar a tristeza e o vazio. A falta que faziam nossos contatos diários, mesmo que à distância.
Passei a me masturbar imaginando não mais somente ela com o encoxador, mas com outros homens. Deborah numa cama de motel. Outro homem tirando sua roupa, descendo sua calcinha, beijando seu corpo delicioso, fodendo-a de quatro, Deborah gemendo.
Aquelas fantasias arrefeceram sem me deixar. Em determinado momento, a saudade abrandou, o vazio não foi preenchido, mas parou de doer. Decidi me matricular em uma academia perto de casa. Foi uma excelente decisão. Cuidar do corpo e da saúde era melhor do que me afundar na bebida.
Mais de um mês se passou quando, já tocando minha vida para frente, recebi o primeiro recado dela no celular.
“Oi sumido”
Meu coração disparou. Não era esperança, não era expectativa, só nervosismo.
“Oi sumida”, respondi
“Saudade das nossas conversas”
“Não deve faltar gente para uma professora conversar”, respondi.
“Como você está”
“Bem, entrei para a academia”
“Que bom”
“Vai ficar fortinho”
“rs”
Desde então, nossas conversas online se tornaram comuns. Não diárias, mas duas ou três vezes por semana. Falávamos de tudo, menos de qualquer coisa que lembrasse o fato de termos sido noivos. Era como se fôssemos apenas velhos amigos, exceto pelo que se passava dentro de mim. Mesmo assim, aquelas conversas me faziam bem. Bem e mal ao mesmo tempo. A mulher com quem conversava não era a mesma que habitava meu pensamento, a da encoxada, a que devia estar se esbaldando nas picas de outros homens. E toma-lhe punheta. Virei corno platônico da minha ex noiva.
Mais de dois meses após termos nos separado, Deborah me ligou num sábado à tarde.
- A-alô – gaguejei.
Sim, eu gaguejei de tanto nervoso.
- Oi, Fa! O que você acha de comermos uma pizza? Eu pago.
- Não sei se é apropriado, respondi com o coração querendo sair pela boca.
- Querer te ver é inapropriado ou eu não sou digna?
- Não é isso. É que...
É que o que? Eu não sabia o que dizer. Não sabia nem o que pensar direito.
A curiosidade venceu. Não era esperança, só curiosidade.
- Tudo bem.
Marcamos em uma pizzaria no shopping, que fora a nossa preferida durante os três anos que estivemos juntos.
Fui o primeiro a chegar, suando frio, o coração disparado e uma leve tremedeira nas pernas. Deborah chegou 10 minutos depois. Usava uma minissaia jeans curta e um top tipo camiseta, que deixava uma pequena amostra de sua barriguinha de fora. Os cabelos castanhos tinham se tornado loiros e seu caminhar tinha uma sensualidade que eu não conhecia.
Abriu um largo sorriso quando me viu. Um sorriso que iluminou a pizzaria.
- Nossa, Fa, você parece bem.
É, de fato eu parecia.
- E você está deslumbrante. Assim, corro risco de ter uma recaída – falei, em tom de brincadeira.
Como eu poderia recair se ainda sequer havia me levantado?
Deborah estava sentada de frente para mim. Às vezes, eu me perdia admirando minha ex noiva. Ela realmente estava mais bonita. Até o corpo parecia mais ajeitado, como se andasse se dedicando mais na academia e na dieta. Certamente, para ficar atraente para seus novos machos.
Ela percebia meu olhar perdido no dela, às vezes em suas coxas ou nos mamilos ligeiramente marcando o top.
- E o apartamento? – perguntou.
- Chaves na semana que vem. Vou me mudar para lá.
- Que barato!
- Nem tanto. Vou gastar uma grana para mobiliar o cafofo. Já separei o dinheiro. Assim que tiver as chaves, começo a comprar.
- Está empolgado?
- Um pouco. Não era a minha ideia morar sozinho.
- Também não era a minha, Fa, você sabe disso.
- Eu sei.
- Pelo menos, não vai mais precisar gastar dinheiro com motel...
Motel? Foi a primeira vez que me dei conta de que não havia me envolvido com ninguém desde a separação. Eu nem sequer pensara no assunto.
- É, é verdade. Não tinha visto por esse lado. E você? Como andam os romances?
Eu juro que me arrependi de ter feito aquela pergunta, mas escapou, o que fez meu corpo congelar e o rosto de Deborah ruborizar.
- Nada importante.
Eu já tinha começado, então tentei me afundar mais fundo no buraco que terminara de abrir.
- Só fazendo a troca de óleo...
Deborah riu. Uma risada honesta com minha insinuação meio invasiva.
- Tenho dado minhas voltinhas por aí.
- Imagino.
- Imagina?
- Conseguiu reencontrar o seu príncipe encantado encoxador?
- Kkkkkkkkk! Quase não penso mais nisso.
- Quase?
- É, quase.
- Agora, tem outros encoxadores para pensar...
- Fa, não seja tão indiscreto – respondeu, corando, mas uma expressão no seu rosto dizia mais do que gostaria de tornar explícito.
Percebi que Deborah esfregou as coxas por eu ter tocado naquele assunto delicado. Aquele tipo de reação eu conhecia. Assim como a mão indo até o cabelo e o pescoço tombando levemente para o lado.
- Você é uma mulher livre. Não tem por que se envergonhar.
Por que eu estava levando a conversa para aquele lado? Minha língua parecia ter vontade própria. Inclusive, aliás, outras que eu não ousaria revelar.
- O que é liberdade, Fah? Eu não me sinto mais livre do que era antes, só uma mulher diferente.
- É possível perceber pela minissaia.
- Está dizendo que eu estou vulgar?
- De jeito algum. Só mais sensual. E bonita. Linda, para dizer a verdade.
- Obrigada – ela respondeu, corando novamente.
Era impressão minha ou eu estava tentando seduzir minha ex noiva?
- Você está mais fortinho? Está pegando pesado na academia?
- Tentando.
- Quer ficar gostoso para atrair muitas lambisgoias para seu cafofo novo?
- Talvez. Está com ciúme? – falei, em tom de brincadeira, que ela compreendeu, dando uma risada gostosa.
- Eu não poderia sentir ciúme de você. Fui eu que escolhi a separação.
- Os sentimentos não funcionam assim – respondi, colocando um peso involuntário e revelador em minhas palavras.
Deborah percebeu e desviou o olhar.
- Você ainda gosta de mim? Eu sinto sua falta às vezes. Sinto falta do que nós tínhamos – revelou, com a voz mais baixa e contida do que o normal.
- Mas prefere o que tem agora...
- Eu não faço essa comparação. Nunca fiz. Você não me respondeu. Ainda gosta de mim?
- Que diferença isso faz? Não vai mudar nada – respondi com frieza calculada na voz.
- Não sei. Perguntei por perguntar – respondeu, desviando o olhar.
- É quase como me perguntar se eu ainda gosto de lasanha de queijo e presunto? – perguntei, em tom de brincadeira.
- Claro que não. Foi o jeito que você falou sobre sentimentos. Eu sempre dei muito valor ao que você sentia por mim.
- Eu sei! Perdão, eu ainda te amo, Deborah.
As palavras escaparam do meu coração e saíram da minha boca sem cálculo ou freio.
Percebi que seus olhos marejaram e seu corpo ficou inquieto.
- Preciso ir. Tenho compromisso mais tarde.
- Eu não deveria ter dito isso.
- Tudo bem. Eu também tenho sentimentos por você. Pensei que tinha acabado, mas você me faz falta. Mas eu também não quero voltar ao passado. Eu também gosto da vida que eu tenho hoje.
- Com compromissos e sem compromisso...
- Também. Acho que foi um erro termos tido essa conversa.
- Às vezes é bom cometer erros. É uma forma de aprendermos.
- E o que foi que eu aprendi, Fa?
- Não sei nem o que eu aprendi. Você tem que descobrir por si só.
- Eu sei.
Ficamos um mês sem nos falarmos após aquela pizza, que, no final, desceu amarga e me deixou com uma grande indigestão, mas segui em frente e abstraí aquela conversa. Dessa vez a razão venceu, porque reproduzir aquilo em minha mente não daria em nada.
Recebi as chaves do apartamento. Em duas semanas, estava mobiliado, pronto para morar.
Um mês depois, saí com alguns amigos. Minhas pernas fraquejaram quando vi Deborah no mesmo bar. Tinha sinuca, música ao vivo.
Cumprimentei-a quase com formalidade e fui ocupar meu espaço, mas nossos olhares se cruzavam insistentemente. Ela estava com um vestido estampado, levemente decotado na frente, mas até que bem comportado. Linda de morrer, pelo menos para mim. Meu sentimento parecia domesticado, adormecido, mas longe de estar morto.
Das nossas trocas de olhares saíam faíscas. Só de olhar para minha então ex noiva, meu corpo todo reagia. Não sei quanto tempo depois – eu tinha bebido bastante – estávamos no meu apartamento.
“É tão aconchegante”, ela disse antes de me envolver pelo pescoço e me beijar a boca de um jeito carinhoso. Eu estava tomado por um incêndio interior e não pensei na besteira que poderia estar fazendo. O beijo ganhou intensidade. Minhas mãos percorreram seu corpo como se ele nunca houvesse deixado de me pertencer. Minhas mãos subiram por dentro de seu vestido, até apalpar aquela bunda maravilhosa. Deborah gemeu, seu corpo se agitou ainda mais. Arrancou minha camisa e mordeu meu mamilo. Sua mão deslizou até o meu pau, que já tentava rasgar a cueca.
- Vamos para a cama – ordenei.
Deborah me empurrou de costas e subiu em mim, beijando e lambendo meu pescoço, descendo para o meu peito, enquanto puxava minha bermuda com cueca e tudo para baixo. Posicionou-se sobre minhas pernas e abocanhou meu pau com fome. Em dois minutos, eu já estava quase gozando.
- Porra, vou gozar assim, Deborah!
Ela não parou. Continuou chupando e sugando. Não me controlei mais. Gozei aflito em sua boca, meu corpo todo dando choques. Deborah engoliu e ainda continuou dando lambidas nas minhas bolas, descendo a língua pelo meu períneo e atingindo meu cu, me fazendo ter uma onda de choques e arrepios pela espinha. Ficou alguns instantes naquela tortura deliciosa, até tirar o vestido pela cabeça como quem se livra de uma camisa de força. Tirou a calcinha me olhando de um jeito predador. Sua calcinha veio parar no meu rosto. Ela esfregou aquela coisa cheirosa no meu nariz, me deixando maluco.
Deborah subiu no meu rosto e me mandou lamber sua buceta. Quem era aquela mulher, que nunca tinha agido daquela forma? Obedeci, adorando ser dominado daquele jeito. Deborah lambuzou meu rosto todo esfregando aquela buceta quente e ensopada em mim.
Quando se fartou de gozar trepada no meu rosto, meu pau já estava duro. Sem aviso, sentou com vontade e começou a cavalgar com fúria, seus seios balançando e os gemidos marcando cada sentada forte. Quando travou em cima de mim, sua buceta espremeu meu pau, se contraindo de um jeito que eu não conhecia.
Em seguida, deitou-se de bruços ao meu lado, aquela bunda maravilhosa para cima.
- Fode meu cu. Agora!
Obedeci, cuspi no seu buraco, que, percebi, não era mais virgem, ensopei meu pau com seus fluidos vaginais e minha saliva. Saber que seu cu já tinha sido usado só aumentou meu tesão. Meti lentamente, saboreando a sensação maravilhosa de comer aquele cu. Logo, estava enterrado nela e comecei a bombar, cada vez mais rápido. Em determinado momento, sem dó, fazendo Deborah gritar de dor e prazer. Não resisti muito, porque o tesão gerava descontrole e gozei aos urros, fazendo-a tremer e soluçar. Mesmo após gozar, ainda continuei bombando e ela gemendo baixinho até meu pau amolecer.
Fomos juntos tomar banho e Deborah estava descontrolada, nitidamente querendo mais. Suas mãos não saíam do meu pau e sua língua da minha boca. Não trocávamos palavra. Só nossos corpos falavam. Terminei a noite socando meu pau em sua buceta com ela de quatro, arremessando aquelas carnes fartas daquela bunda grande contra minha pélvis e pedindo mais, mais e mais. Pediu que batesse em sua bunda. Eu bati, ela pediu mais forte. Obedeci. Deborah gozou uivando de prazer.
Depois daquela noite, os encontros se reproduziam. Não sempre. Ela tinha seus outros compromissos. Quando os tinha, eu ficava em casa e me masturbava pensando no que ela estava fazendo. Gozava desesperado.
Com o passar dos meses, um quarto do meu armário estava ocupado com suas roupas. Ela vinha para minha casa, arrumava, cozinhava, passava roupa e nossos momentos juntos eram maravilhosos, muito melhor do que fora durante os três anos em que estivéramos juntos. Nunca falávamos de seus casos, também não assumíamos compromisso, só nos deixávamos estar, fingindo que aquilo não era o que era.
Certo dia, tem dois meses, eu estava massageando e beijando seus pés, quando perguntei.
- Por que não vem morar aqui de vez?
Deborah usava uma camisola transparente e curta. A visão de sua calcinha minúscula era de entorpecer.
- Não está bom assim? – ela perguntou com um sorriso maroto nos lábios.
- Está, mas você já passa tanto tempo aqui...
- Você sabe, eu tenho minha vida. Eu não quero abrir mão da minha liberdade.
- Outros homens? Farras com as amigas? – perguntei, com o coração saindo pela boca.
Já havia um acordo implícito entre nós. O apetite sexual de Deborah não era algo de que eu pudesse dar conta sozinho, embora todas as nossas fodas fossem maravilhosas. Na verdade, eu tinha me tornado seu escravo sexual e sabia disso. Talvez até ela soubesse. Só fingíamos que não sabíamos. Talvez, como regra de convivência ou exercício de dissimulação.
Em outras palavras, eu amava minha submissão aos desejos sexuais dela e já me tornara a única coisa que caberia em seu novo mundo. Só faltava mesmo formalizar.
- Sim, Fa, ela respondeu. Outros homens, farra com as amigas nem tanto, mas eu gosto de foder com outros, você sabe disso. É a única razão para que eu não queira assumir compromisso – falou direto, sem alterar a voz ou soar debochada.
- Você não precisa abrir mão disso.
Deborah arqueou a sobrancelha, a boca entreaberta, onde se formava um sorrisinho perverso.
- Deixa eu ver se eu entendi, Fah. Você quer que eu venha morar com você de vez, assumirmos compromisso...
Fez uma pausa, me olhando nos olhos, agora com o sorrisinho perverso mais explícito.
- Você quer ser corno, amorzinho?
- Eu tenho outra alternativa para ter você para mim?
- Responde para mim, Fah. Você nunca reclama de eu sair sozinha, sabe que eu trepo com outros homens. Você gosta de ser corno? Responda com sinceridade.
Eu devo ter corado, mas balancei a cabeça afirmativamente, enquanto dava uma lambida de uma ponta à outra na sola do seu pé, fazendo com que desse um pulo, ficando toda arrepiada.
- Ai, meu Deus, Fabrício. Eu terminei com você me sentindo uma traidora por causa de uma porra de um sonho e agora me diz que gosta de ser corno?
- Desde que você terminou comigo, eu sempre fantasiei. E fico excitado quando sei que você está tendo outros compromissos – respondi, contornando a inibição, me deliciando no cheiro do seu pezinho delicado.
- E se eu aceitar morar com você? Eu vou poder te fazer de corno? Você não liga? Não liga, não, você gosta. Sente tesão em ser corno, seu cachorro?
Meu pau chegava a doer dentro da cueca com ela falando daquele jeito.
- Vou pensar na sua proposta. Eu te amo, mas eu preciso pensar. É um passo muito delicado assumirmos compromisso, ainda mais sabendo que eu tenho um corno submisso em casa, que gosta de cheirar e lamber a sola dos meus pés.
Naquela noite, Deborah me fez quase desmaiar de prazer contando suas trepadas com outros homens, inclusive o da semana imediatamente anterior, com quem ela fora ao motel, me dominando de forma sádica na cama, esfregando a buceta na minha cara e me chamando de corno manso, safado e frouxo entre outros adjetivos lisonjeiros.
Quase surtei quando ela gravou um trecho da sua foda com um tal de Enzo, um sujeito que tinha uma ferramenta gigante, que fazia a minha, que era só um pau médio, parecer uma criança inocente, e me mostrou o vídeo. Gozei só com Deborah tocando punhetinha de leve no meu pau e depois ainda fodemos desesperados.
No dia seguinte, ela aceitou meu convite e estamos de casamento marcado para daqui a uma semana. A mim, as bases em que se estabelecem essa relação, dentro de certas limitações, atendem. Mesmo com elas, temos um relacionamento muito bom. Não sei até quando isso funcionará.
Para o momento, tenho uma mulher carinhosa, presente, que ajuda a cuidar da minha casa e de mim. Tudo que preciso fazer é dar a ela a liberdade de que necessita para se sentir bem ao meu lado, sem ter que esconder ou deixar de viver seus desejos, vontade e estilo. Como presente por respeitar seu espaço, eu recebo deliciosos chifres.
Pode parecer, para muitos, algo injusto, desequilibrado ou imoral. Para mim, é a parceria que funciona. É o encaixe perfeito? Aó sei que é o melhor que encontramos.
São oito horas da manhã. Estou tomando meu café da manhã quando ouço a chave girando na porta da sala.
- Oba! Café da manhã com meu maridinho amado – sua voz enche a cozinha e minha alma, enquanto ela me abraça por traz e beija meu pescoço e meu rosto.
- Como foi sua noite, sua safada?
- Te conto à noite, meu corninho, porque quero fazer isso cavalgando na sua rola bem gostoso e fazendo você se contorcer todo de tesão ouvindo todas as safadezas que eu fiz na festinha da Natália. Mas agora eu estou com a buceta toda esfolada. Quero tomar meu café da manhã e depois você pode me fazer uma massagem bem gostosa nos pés e lamber e cheirar minhas solinhas, como eu sei que você gosta – provoca, fazendo meu pau dar solavancos na cueca.
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Adoramos comentários e tentamos, na medida do possível, responder a todos. Ficamos felizes se você nos seguir. A série "Contos Avulsos" é publicada sempre às quartas e/ou aos sábados. "O Demônio e a Megera", sempre nas segundas e quintas.
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