✨ Apoie a Casa dos Contos e leia sem interrupções — R$36/ano. Saiba mais →

O meu plaboy P4

Um conto erótico de escritorluca
Categoria: Homossexual
Contém 4228 palavras
Data: 11/08/2026 21:45:10

quando vi aquilo eu tive um turbilhão de emoções medo, pânico, surpresa, felicidade, etc..

era muito dinheiro, eu fiquei extasiado, não podia aceitar era demais, me sentei no chão com as costas encostadas em meu sofá e fiquei olhando aquele dinheiro, meia noite ficou se esfregando em meus pés

eu- quer saber vou ficar com isso, aquele homem é muito difícil

me levantei e guardei aquele dinheiro aonde guardo tudo que tenho de valor, em uma mochila dentro de uma caixa em uma gaveta da cômoda, segui meu dia normal, peguei algumas notas daquele dinheiro e fui ao mercado, comprei algumas coisas que a muito tempo não comia por conta do valor, voltei para casa trabalhei um pouco e depois fui aproveitar aquele dia de sol na piscina, nadei um tempo e me sentei numa espreguiçadeira, aproveitei um pouco do sol, logo senti alguém sentar ao meu lado

Roman- oi

eu- oi

Roman- aqui, seu livro

eu- ah obrigado

Roman- eu adorei, nunca tinha lido esse gênero e foi bom

eu- que bom que gostou, teria sido um desperdício se não tivesse gostado

Roman- então tem algo mais que eu possa gostar?

ele disse isso com um tom de curiosidade mas uma cara de safado, senti meu rosto arder de vergonha

eu- oque?

Roman- foi mal, fui muito direto e me expressei mal

eu- tá bem..

Roman- eu me referi a livros sabe ou outra coisa que tenha para me recomendar

seguimos conversando mas era aquele tipo de conversa meio cansativa, ele era um homem bonito e muito atraente e pelo pacote na sunga não devia ser pouca coisa, mas recém sai desse rolo com Nick não sou o tipo que fica sofrendo por meses mas também preciso esperar as coisas esfriarem, depois de ficarmos conversando eu fui pro banheiro, tomei um banho e fui embora, a noite meu trabalho foi tranquilo, Paul não apareceu aquela noite, só no outro dia

Paul- hoje está vestido apropriadamente

eu- não se engane, se eu pudesse estaria de short e sem camisa nesse calor

Paul- ai iria faturar muito mais

eu- que piada boba

Paul- uísque com gim

eu fiz o drink e entreguei para ele

Paul- não gosta de calor?

eu- pra mim é indiferente calor frio

Paul- porque?

eu- não faço nada de diferente

Paul- você tem meios agora de aproveitar

eu parei e olhei pra ele

eu- bom eu agradeço por aquilo, agradeço muito, pensei em não ficar mas..

Paul- eu sei sua vida é uma merda

eu- não precisa lembrar toda hora e nem falar desse jeito

Paul- kkk são suas palavras kkk

eu- e você anda tendo seu lazer ?

Paul- pra falar a verdade sim mas sei lá tem vezes que vou fazer algo pra relaxar e sei lá parece que entende...

eu- parece ser mais cansativo que trabalhar ou sente que cansou mais

Paul- exatamente

eu- depende da companhia e do que esta fazendo

Paul- como é o seu lazer?

eu- é o melhor que eu posso

Paul- como se está sempre sozinho ? e não parece ter muitas formas de você relaxar kkk como o faz?

eu- eu não estou sempre sozinho, tenho meu gato

Paul- aquele bicho estranho e pulguento

eu- ei ele não é estranho nem pulguento ele é uma companhia muito boa

Paul- soltam pelos

eu- até nós soltamos pelos

Paul- tá bom então tia dos gatos, como você relaxa ?

eu- faço algo para comer e fico vendo filmes e séries

Paul- tipo aquela nojeira que fez na panela ?

eu- é nojento para você, para mim é ótimo

Paul- bom nunca se sabe oque acontece na casa dos outros

eu- sim

conversamos por, mais alguns minutos e então ele foi embora, na hora de fechar sai tranquilamente com meus colegas, sai do beco sozinho e assim que cheguei na rua joguei me skate no chão mas antes de subir ouvi alguém gritar meu nome

Nick- Alex!

eu- oque quer aqui Nick?

Nick- precisamos conversar

eu- não há nada para conversar

Nick- temos sim, eu gosto muito de você

eu- literalmente vi você na cama com outro então não me venha com essa

Nick- eu cai no papo dele, ele me ofereceu tudo que você não quis

eu- a boca a bunda oque mais?

Nick- a verdade

eu- que?

Nick- não tem fotos nas suas redes sociais, você não quer viajar comigo pra outro país, não tem fotos de ninguém do seu passado e não fala nome

eu- idai, não quero que saibam do meu passado

Nick- você está ilegal não é?

eu- não

Nick- então prova

eu- não preciso fazer isso

Nick- eu vou chamar a policia

eu- Nick supera, vai se agarrar com aquele cara

Nick- minha família consegue te fazer entrar na Dinamarca sem documentos, podemos viver juntos, ter uma boa vida

eu- você está viajando

Nick- você está ilegal, se você se abrir comigo e vir comigo podemos viver juntos sem nenhum perigo, nunca vou deixar ninguém te machucar

eu- você tá maluco

eu joguei meu skate no chão e subi em cima, mas ele correu atrás de mim, era uma decida e tentou me pegar mas escorregou a mão do meu braço e me pegou pelas roupas, acabamos caindo juntos no chão

Nick- você não vai fugir

eu- eu to tentando seguir minha vida seu idiota

Nick- eu to tentando te ajudar

eu dei um empurrão nele pra longe de mim

eu- muito bem preste atenção, se eu sou ilegal como tenho emprego formal num pub de alta categoria ? se eu sou ilegal como tenho casa alugada em meu nome, seu eu sou ilegal como vivo minha vida normal?

ele ficou em silencio me olhando

eu- eu não sou ilegal, não falo do meu passado porque a verdade é que meu pai e minha madrasta tentaram me matar por ser o único herdeiro da minha avó, cansei de lutar abandonei tudo e vim pra cá, não gosto de fotos porque não quero que me achem pra me incomodar, tudo que eu queria era uma vida tranquila, e conhecer alguém mas você transformou isso numa besteira, posso não ter sido sincero com você desde o começo mas não precisava me trair

Nick- eu só queria que fosse mais aberto

eu- eu ia me abrir com tempo, quando ficasse a vontade com você

Nick- Alex fizemos planos, podemos realizar

eu- não Nick, aqueles planos feitos na cama onde vi você com outro já foram, não existe mais nada para conversar

fui indo e ele tentou me seguir mas me virei de costas

eu- você foi rápido em encontrar um amante então faça o seguinte, rasteje para cama de outro e não me perturbe mais ou denuncio você

virei as costas e fui embora, assim que cheguei em casa vi que minha mão estava com um arranhão, passei remédio e tentei esquecer o corrido, os dias foram passando e eu fui me acalmando, na semana seguinte começou o outono era a época mais bonita do ano aqui, ainda estava calor mas as folhas já começavam a ter aquela cor meio alaranjada que deixava as praças lindas, as vezes eu nadava e encontrava Roman lá, ele era bonito e sedutor mas tinha algo naquele homem que me incomodava, tinha dias que era educado e outros atrevido demais. certo dia terminei de nadar e fui tomar um banho, cuidava o banheiro pois tomava banho só quando banheiro estava vazio, eu entrei tirei minha sunga peguei meu shampoo e fui tomar banho, a área do chuveiros era compartilhada não tinha nem divisória nem nada a separando por isso tomava banho sozinho, estava tranquilo quando entrou Roman, ele se pelou e foi pro banho, o cara tinha um pau enorme mesmo mole, ele veio pro chuveiro bem ao lado do meu, notei que ele estava olhando corpo, quando me virei para desligar ele estava com pau duro, eu fingi que não vi e fui saindo mas ele me segurou pela mão e me puxou, tentou me beijar mas virei a cara e o empurrei e fui correndo para o vestiário, assim que cheguei peguei minha mochila e coloquei em cima do banco, mas antes de eu abrir a mochila alguém colocou o pé em cima

Roman- e ai Alex

eu- cara eu não quero então dá licença

Roman- calma ai

ele me empurrou

Roman- você é um garoto bonito, eu posso ser mais velho mas te garanto que tu vai gostar

eu- eu não vou gostar de nada então dá licença

eu puxei minha mochila mas ele tomou das minhas mãos

Roman- deixa eu ver se acho um documento primeiro, sabe notei que tu sempre paga diária nunca da documento tá ilegal aqui né?

eu- não, agora da licença

Roman- então mostra documento

eu- isso é ridículo

Roman- então não vai ligar se eu chamar os seguranças pra chamarem a policia

eu- oque?

Roman- sabe pra ter certeza que não é ilegal, os dias de hoje estão perigosos

eu tomei minha mochila dele e me virei e sai caminhando

Roman- segurança!

ele deu um berro, eu entrei em pânico

eu- que tá fazendo?

Roman- você não quer mostrar documentação para mim, vou chamar a segurança e a policia e você mostra pra eles

eu- me deixa em paz

Roman- segurança!

eu- cala boca cara

ele me empurrou e me empresou de costas nos armários, segurou meu rosto com uma mão

Roman- eu sabia que estava ilegal

eu- cara me deia em paz

Roman- olha podemos fazer isso de dois modos, você me agrada e eu fico em silencio ou eu chamo a segurança e nenhum de nós fica feliz

eu fiquei em silêncio, não consegui acreditar que isso estava acontecendo comigo, ele então levantou minha perna e passou a mão na minha bunda e no meu cuzinho

Roman- bem como eu gosto, vem

ele me puxou pela mão até um armário de vassouras que tinha ali, eu estava quase chorando, ele me empurrou pra dentro e já veio mordendo meu pescoço passando as mãos no meu corpo

Roman- agora vai me chupar antes

ele me fez abaixar e começou a bater o pau na minha cara, devia ter uns 23cm era grosso e pentelhudo, na hora tive um pico de adrenalina, ele segurou meus cabelos forte ai eu abri a boca e comecei a chupar, passei as mãos pela barriga dele e fiquei segurando a cintura, quando ele me largou eu passei a língua pela cabecinha, ele levantou a cabeça aproveitando, eu tirei o pau dele da boca dei um soo nas bolas dele com toda minha força e o empurrei, quando ele caiu eu sai correndo, mas alguém ouviu o berro que ele deu e antes de eu chegar peto da minha mochila, já tinha seguranças ali

segurança- oque houve?

eu- não sei

eu estava só de toalha, peguei minha mochila e tentei sair

segurança- não vai se trocar?

eu- que?

Roman apareceu mancando

Roman- prendam ele, ele me atacou

eles me pegaram e ficaram ao meu redor, Roman contou oque houve e disse que eu era ilegal, nem me deram ouvidos, chamaram a policia, eu fiquei trancado em uma sala só de toalha, nem de cueca eu estava, a policia demorou mas assim que chegou me algemaram com as mãos para frente e me levaram, eu estava com tanto medo e raiva, minha pílula estava na mochila, não tinha nenhuma saída, minha única esperança ou era fugir ou alcançar a pílula, as viaturas aqui davam muito medo, os vidros eram escuros demais não dava para ver nada do lado de fora, eu estava com muito medo, e então a viatura parou e eles desceram, demoraram alguns poucos minutos e voltaram para dentro e seguiram dirigindo, eu perguntava e pedia para me deixarem mas ninguém respondia nada, depois de um tempo o carro parou, um deles me fez descer eu vi que estávamos num tipo de garagem e vi um jardim grande atrás, então um deles pós algo na minha cabeça que cobria tudo, não podia ver nada, ouvi vozes, um cara me mandando ir com ele, andei por um corredor cumprido e entrei numa sala, assim que tiraram o saco da minha cabeça vi ele

Paul- oque andou aprontando?

eu fiquei sem voz para falar ou perguntar, tinha dois seguranças um de cada lado meu e um nas minhas costas, Paul estava sentado numa cadeira atrás de um mesa, atrás dele de casa lado da mesa tinha dois seguranças, e tinha três cachorros num canto eram grandes parecias uns ursos um tinha o pelo preto, o outro castanho e um era mistura de marrom e preto

Paul- perdeu a língua?

eu- que?

Paul- oque você aprontou ?

eu- nada

Paul- e porque foi preso?

eu- como que você fez? a policia, o carro e eu...

Paul- Alex eu sou de uma família rica e poderosa, agora responde as perguntas

eu- ah

Paul- oque houve?

ele estava com uma roupa casual de quem estava malhando, estava até de regata e dava para ver seus músculos que eram lindos, não era exagerado nem enorme mas era lindo

eu- um cara descobriu que eu estava ilegal no país, ele tentou me.. você sabe aquilo..

Paul- ah aquilo, você fez?

ele me olhou estranho

eu- não, eu dei um soco nas partes e o empurrei no chão, tentei fugir mas a segurança me pegou e chamou a policia

Paul- como ele descobriu sua situação?

eu- ele me ameaçou e eu fiquei assustado

Paul- como pode ser tão burro?

eu- eu sou medroso, tenho teto de vidro

os cães dele, o marrom estava me cheirando de longe mas então o preto veio e mordeu a minha toalha e começou a puxar, e eu puxei de volta

Paul- que isso, tem medo de cachorro? kkk

o bicho puxava com força

Paul- calma kkk zaiker esta só brincando kkk

eu- tire ele daqui, ele está puxando

Paul- zaiker é brincalhão kkk fique calmo oque poderia..

antes dele terminar de falar o cachorro puxou com força e era um cachorro bem grande , o cachorro puxou minha toalha me deixando completamente pelado, e correu para trás com a toalha, eu cobri meu pau com as mãos e fiquei de costas pra ele, tentei pegar a toalha mas ele era fortinho e minhas mãos ainda estavam algemadas, quando me irei vi que Paul estava me olhando estranho, ele mordia a unha do polegar direito

eu- será que pode me ajudar?

ele me olhou como se tivesse acordado de um transe

Paul- tragam algo para ele se vestir, tirem os cães, tire as algemas e depois saiam daqui

os seguranças pegaram os cães pelas coleiras e tiraram da sala, um deles tirou as algemas de mim e saiu, ficamos só nós, eu segui cobrindo meu pau com as duas mãos, Paul me olhava de forma discreta tentando desviar o olhar sempre que eu o olhava, bateram na porta e entrou um homem com um roupão, ele o abriu nas minhas costas e eu coloquei o fechei e amarrei

eu- obrigado

Paul- saia

ficou um silêncio estranho entre nós

Paul- sente-se

eu me sentei em uma cadeira de frente para mesa

eu- e agora?

Paul- oque?

eu- oque acontece? vai me entregar pra policia

Paul- tive um trabalho danado para te tirar de lá, obvio que não vou te entregar

eu- bom obrigado

Paul- na verdade, nem tive trabalho, quando me avisaram só mandei te trazerem pra cá

eu- oque? como você poderia saber

Paul- quer mesmo que eu de uma resposta?

eu- por favor

Paul- alguém do alto comando da policia tem um laço comigo, simplesmente mandei me avisarem se um dia você entrasse em problemas

eu- obrigado

Paul- estava na cara que eu estava certo

eu- mas não foi um problema que eu causei foi por culpa de um tarado

Paul- eu sei

eu- mas muito obrigado Paul de verdade

ele deu um sorriso malicioso

Paul- parece que você me deve uma agora né

eu- como é?

Paul- você mesmo disse eu te salvei, e deve uma

eu- pode ser mas não imagino nada que eu tenha que você possa querer

Paul- porque?

eu- você pode ter tudo que quiser, eu não tenho nada que você não possa conseguir

Paul- pode ser verdade, mas se um dia eu precisar de algo no alcance de você já sei que me deve

eu- tá bem

alguém bateu na porta

Paul- entre

segurança Peter- senhor

ele fez um sinal com a cabeça e Paul levantou e foi até ele, eles saíram da sala ficando só eu, lá fora tinha um jardim lindo, com árvores, flores e arbustos, era um lugar bem grande e bonito, depois de uns minutos ele entrou de novo, estava com uma cara estranha, entrou sentou e cruzou as pernas, colocou uma mão no queijo e ficou com uma cara estranha

eu- tudo bem?

Paul- oque é isso ?

ele tirou do bolso a minha lata e a abriu, relevando a pílula de cianureto, fiquei em silêncio

eu- é veneno

Paul- pra que?

eu não disse nada, minha boca abriu e não saiu nada, apenas olhei para janela

Paul- você pensava em se matar?

eu- não, era só... era só uma porta em caso de extrema necessidade... uma fuga

Paul- uma fuga pro reino dos céus ?

eu- você não entende

Paul- você pensa em se matar?

eu- não

Paul- então pra que anda com isso?

eu- é complicado, você não entende

Paul- então me explique, agora!

eu levantei e andei até a janela

eu- não penso em me matar, mas seria uma forma de me libertar, causo eu se fosse pego e não conseguisse fugir

Paul- você sabe que isso ia acabar com tudo de vez não sabe?

eu- a ideia é que se me pegarem e eu não puder fugir pelo menos não ficaria preso

Paul- sabe Alex isso é covardia

eu- Paul, esse discurso de ser covardia não me incomoda mais, pra alguém na sua posição pode ser covardia, mas pra mim seria paz

Paul- não! não é discurso é a verdade, você ia se matar pra fugir das coisas, uma decisão covarde, não pensa nas consequências nem nos outros

eu- que outros? minha família que destruiu minha vida ? nas pessoas que assistiram e não fizeram nada? não penso em mais ninguém

Paul- e na Babaloo, ela ia querer isso pra você?

nesse momento ele conseguiu entrar na minha mente

eu- ela entenderia

Paul- acha mesmo? pelo que contou até antes de morrer ela pensou em você..

eu- para

Paul- cuidou de você e te protegeu ela não ia querer isso pra você e nem... nem meu pai

eu- eu não quero mais ouvir isso, você quer me dar lição de moral então escute, hoje eu quase fui estuprado e quando eu me defendi fui preso quase perdi o pouco que eu tinha, ache que é covardia se quiser, mas pra mim que vivo num inferno todos os dias seria paz

ele ficou em silencio me encarando

eu- eu não penso em me matar, só em caso de extrema emergência

Paul- quase se matou hoje né?

eu- sim

Paul- meu pai proibiu a policia de te parar sabia?

eu- ele oque?

Paul- meu pai tinha amigos em cargos altos, os policiais são proibidos de te prender, se você tivesse isso para delegacia, seria liberado lá na hora que chegasse

eu- seu pai era um bom homem

Paul- sim eu sei, a casa que você mora, ele comprou a imobiliária e baixou o valor do seu aluguel, comprou o Pub que você trabalha só pra que você não precisasse nunca de documentação ou outra coisa para trabalhar

eu fiquei em silencio apenas olhando para ele

Paul- meu pai tentou ajudar você Alex, ele também não ia querer isso para você

ele me mostrou a pílula, chamou um segurança e mandou sumir com ela

Paul- nunca mais vai comprar algo assim nem pensar nisso estamos entendidos ?

eu- tá bom

Paul- se eu descobrir te boto na frente de um psicólogo tá bem?

eu- tudo bem

ele veio até mim e estendeu a mão, nós no cumprimentamos

Paul- Peter

Peter- sim senhor ?

Paul- leve o Alex para casa em segurança

Peter- sim senhor

eu- obrigado

ele apenas acenou com a cabeça, assim que cheguei em casa tomei um banho, Peter me devolveu minha mochila antes de ir, depois do banho eu tomei um café, comi algo e fiquei deitado vendo TV, pensei bastante sobre o corrido e acabei pegando sono, no outro dia acordei normalmente, decidi que não iria mais na piscina e que evitaria mais ainda minhas aparições publicas, decidi que iria me cuidar mais e comecei a correr as vezes, fazia exercícios em casa sem equipamento para manter a forma, a semana correu normal, Paul começou a frequentar o pub todos os dias, no meu dia de folga eu fiquei em casa pois estava chovendo e um pouco frio, fiz um chocolate quente e brigadeiro de panela, mas como minha vida nunca é fácil, acidentalmente virei chocolate no notebook, então o joguei no lixo, podia comprar outro usado por menos de 100 euros e tinha 20 mil que o Paul tinha me dado então não foi uma grande perda, a noite estava vendo TV, quando ouvi umas batidas na porta, abri e lá estava Peter, logo Paul entrou atrás dele, Peter e outro segurança entraram e ficaram um de cada lado da porta de entrada

eu- boa noite

Paul- boa noite, de folga?

eu- sim

Paul- percebi, não estava no pub

eu- não posso me sobrecarregar trabalhando todas as noites

Paul- tudo bem, e de um uísque

eu- não tenho bebidas lembra?

Paul- e aquele dinheiro que te dei?

eu- digamos que eu tenha outras prioridades além de bebidas

Paul- muito bem, oque tem?

eu- chá, café, suco e tem chocolate quente

Paul- chocolate quente ? você tem oque 8 anos?

eu- 20

Paul- é bebida de criança

eu- idai? eu adoro e não tem ninguém aqui pra ver

Paul- tá, tudo bem, pode ser então mas antes coloque uma roupa

me esqueci que estava de cueca e senti meu rosto arder de vergonha, sai bem dizer correndo e fui para o quarto, coloquei uma calça e uma camiseta e voltei, ele se sentou numa cadeira da minha bancada, eu coloquei a esquentar

Paul- estragou seu computador?

eu- oque?

ele apontou pro lixo

eu- sim, caiu chocolate nele

Paul- foi o gato?

eu- não, fui eu mesmo

Paul- bebida de criança e desastrado que nem criança

eu- e você reclama que nem velho, que idade tem?

Paul- o bastante

eu- e ai oque houve hoje que quis vir até aqui ?

Paul- segui seu conselho, comprei algumas fazendas e sai na capa de uma revista, talvez você tenha visto

eu- acho que não, não olho muita revista pornô kkk

Paul- que engraçado haha vou morrer de tanto rir

eu- foi mal imaginei longe kkk eu acharia engraçado

Paul- você iria era se apaixonar

eu- você é convencido

Paul- sim

eu- que revista ?

ele pesquisou no celular e mostro, era uma foto dele de terno com um olhar sério e embaixo dizia 'será o futuro'

Paul- jovem empresário e investidor, mostra segurança e precaução num mercado que está sempre incerto e gera a duvida será que nossos jovens farão um futuro melhor do que as velhas oligarquias do passado

eu- bom meus parabéns

disse isso entregando a ele a xicara com chocolate quente

Paul- obrigado

eu- oque planeja fazer a partir de agora?

Paul- vou me concentrar nos ativos seguros que dão mais lucro, focar os negócios da minha família na segurança

eu- espero que de certo

Paul- eu também

ficamos em silencio, Paul parecia estar estranho

eu- algo mais ?

Paul- eu vou ser sincero, pensei bastante naquilo que você me disse

eu- oque?

Paul- quase foi estuprado, quero que me responda sinceramente

eu- diga

Paul- é a primeira vez que isso acontece?

eu pensei um o pouco, odiava esses assuntos mas

eu- não

Paul- alguém já te estuprou ?

eu- não

Paul- mas tentaram então? quantas vezes?

eu- três

Paul- como não pirou depois disso ?

eu- eu não gosto de falar disso, tentaram mas eu sempre achei um jeito de fugir

Paul- e isso nunca tirou teu sono ?

eu- as tentativas não

Paul- então?

eu- a única coisa que me tirou o sono foi pensar que talvez chegue um dia que eu não tenha sorte e não condiga escapar

Paul- eu entendo

mudei de assunto e falamos mais um pouco sobre o trabalho dele, mas o clima parecia estar pesando uma tonelada de tão pesado que ficou, depois ele foi embora, eu dormi, no outro dia acordei fiz meu café e me arrumei para ir a uma daquelas vendas de usados para comprar um computador, mas assim que abri a porta me bati em alguém

eu- oi?

Peter- senhor Alex

eu- oque faz aqui?

Peter- estou aqui sob ordens do senhor Paul

entraram dois homens na minha casa segurando caixas, largaram em cima do meu sofá e saíram

eu- que isso?

Peter- e isso

ele me entregou uma carta

Peter- um bom dia senhor Alex

eu abri a carta e abri o cartão que tinha dentro

cartão- seja menos desastrado, Paul von Trandenburg

nas caixas tinha um notebook novo, um computador, teclado, mouse, fones, caixa de som e um celular, tudo que eu consegui fazer foi sorrir

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 21 estrelas.
Incentive sr. junior a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Fascinante esse conto, história muito envolvente.

Por favor continue

0 0
Foto de perfil genérica

Estou amando o desenvolvimento desses dois, gosto de como as coisas não acontece rápido. Obs: ri muito na parte da revista Pornô.

0 0