quando vi aquilo eu tive um turbilhão de emoções medo, pânico, surpresa, felicidade, etc..
era muito dinheiro, eu fiquei extasiado, não podia aceitar era demais, me sentei no chão com as costas encostadas em meu sofá e fiquei olhando aquele dinheiro, meia noite ficou se esfregando em meus pés
eu- quer saber vou ficar com isso, aquele homem é muito difícil
me levantei e guardei aquele dinheiro aonde guardo tudo que tenho de valor, em uma mochila dentro de uma caixa em uma gaveta da cômoda, segui meu dia normal, peguei algumas notas daquele dinheiro e fui ao mercado, comprei algumas coisas que a muito tempo não comia por conta do valor, voltei para casa trabalhei um pouco e depois fui aproveitar aquele dia de sol na piscina, nadei um tempo e me sentei numa espreguiçadeira, aproveitei um pouco do sol, logo senti alguém sentar ao meu lado
Roman- oi
eu- oi
Roman- aqui, seu livro
eu- ah obrigado
Roman- eu adorei, nunca tinha lido esse gênero e foi bom
eu- que bom que gostou, teria sido um desperdício se não tivesse gostado
Roman- então tem algo mais que eu possa gostar?
ele disse isso com um tom de curiosidade mas uma cara de safado, senti meu rosto arder de vergonha
eu- oque?
Roman- foi mal, fui muito direto e me expressei mal
eu- tá bem..
Roman- eu me referi a livros sabe ou outra coisa que tenha para me recomendar
seguimos conversando mas era aquele tipo de conversa meio cansativa, ele era um homem bonito e muito atraente e pelo pacote na sunga não devia ser pouca coisa, mas recém sai desse rolo com Nick não sou o tipo que fica sofrendo por meses mas também preciso esperar as coisas esfriarem, depois de ficarmos conversando eu fui pro banheiro, tomei um banho e fui embora, a noite meu trabalho foi tranquilo, Paul não apareceu aquela noite, só no outro dia
Paul- hoje está vestido apropriadamente
eu- não se engane, se eu pudesse estaria de short e sem camisa nesse calor
Paul- ai iria faturar muito mais
eu- que piada boba
Paul- uísque com gim
eu fiz o drink e entreguei para ele
Paul- não gosta de calor?
eu- pra mim é indiferente calor frio
Paul- porque?
eu- não faço nada de diferente
Paul- você tem meios agora de aproveitar
eu parei e olhei pra ele
eu- bom eu agradeço por aquilo, agradeço muito, pensei em não ficar mas..
Paul- eu sei sua vida é uma merda
eu- não precisa lembrar toda hora e nem falar desse jeito
Paul- kkk são suas palavras kkk
eu- e você anda tendo seu lazer ?
Paul- pra falar a verdade sim mas sei lá tem vezes que vou fazer algo pra relaxar e sei lá parece que entende...
eu- parece ser mais cansativo que trabalhar ou sente que cansou mais
Paul- exatamente
eu- depende da companhia e do que esta fazendo
Paul- como é o seu lazer?
eu- é o melhor que eu posso
Paul- como se está sempre sozinho ? e não parece ter muitas formas de você relaxar kkk como o faz?
eu- eu não estou sempre sozinho, tenho meu gato
Paul- aquele bicho estranho e pulguento
eu- ei ele não é estranho nem pulguento ele é uma companhia muito boa
Paul- soltam pelos
eu- até nós soltamos pelos
Paul- tá bom então tia dos gatos, como você relaxa ?
eu- faço algo para comer e fico vendo filmes e séries
Paul- tipo aquela nojeira que fez na panela ?
eu- é nojento para você, para mim é ótimo
Paul- bom nunca se sabe oque acontece na casa dos outros
eu- sim
conversamos por, mais alguns minutos e então ele foi embora, na hora de fechar sai tranquilamente com meus colegas, sai do beco sozinho e assim que cheguei na rua joguei me skate no chão mas antes de subir ouvi alguém gritar meu nome
Nick- Alex!
eu- oque quer aqui Nick?
Nick- precisamos conversar
eu- não há nada para conversar
Nick- temos sim, eu gosto muito de você
eu- literalmente vi você na cama com outro então não me venha com essa
Nick- eu cai no papo dele, ele me ofereceu tudo que você não quis
eu- a boca a bunda oque mais?
Nick- a verdade
eu- que?
Nick- não tem fotos nas suas redes sociais, você não quer viajar comigo pra outro país, não tem fotos de ninguém do seu passado e não fala nome
eu- idai, não quero que saibam do meu passado
Nick- você está ilegal não é?
eu- não
Nick- então prova
eu- não preciso fazer isso
Nick- eu vou chamar a policia
eu- Nick supera, vai se agarrar com aquele cara
Nick- minha família consegue te fazer entrar na Dinamarca sem documentos, podemos viver juntos, ter uma boa vida
eu- você está viajando
Nick- você está ilegal, se você se abrir comigo e vir comigo podemos viver juntos sem nenhum perigo, nunca vou deixar ninguém te machucar
eu- você tá maluco
eu joguei meu skate no chão e subi em cima, mas ele correu atrás de mim, era uma decida e tentou me pegar mas escorregou a mão do meu braço e me pegou pelas roupas, acabamos caindo juntos no chão
Nick- você não vai fugir
eu- eu to tentando seguir minha vida seu idiota
Nick- eu to tentando te ajudar
eu dei um empurrão nele pra longe de mim
eu- muito bem preste atenção, se eu sou ilegal como tenho emprego formal num pub de alta categoria ? se eu sou ilegal como tenho casa alugada em meu nome, seu eu sou ilegal como vivo minha vida normal?
ele ficou em silencio me olhando
eu- eu não sou ilegal, não falo do meu passado porque a verdade é que meu pai e minha madrasta tentaram me matar por ser o único herdeiro da minha avó, cansei de lutar abandonei tudo e vim pra cá, não gosto de fotos porque não quero que me achem pra me incomodar, tudo que eu queria era uma vida tranquila, e conhecer alguém mas você transformou isso numa besteira, posso não ter sido sincero com você desde o começo mas não precisava me trair
Nick- eu só queria que fosse mais aberto
eu- eu ia me abrir com tempo, quando ficasse a vontade com você
Nick- Alex fizemos planos, podemos realizar
eu- não Nick, aqueles planos feitos na cama onde vi você com outro já foram, não existe mais nada para conversar
fui indo e ele tentou me seguir mas me virei de costas
eu- você foi rápido em encontrar um amante então faça o seguinte, rasteje para cama de outro e não me perturbe mais ou denuncio você
virei as costas e fui embora, assim que cheguei em casa vi que minha mão estava com um arranhão, passei remédio e tentei esquecer o corrido, os dias foram passando e eu fui me acalmando, na semana seguinte começou o outono era a época mais bonita do ano aqui, ainda estava calor mas as folhas já começavam a ter aquela cor meio alaranjada que deixava as praças lindas, as vezes eu nadava e encontrava Roman lá, ele era bonito e sedutor mas tinha algo naquele homem que me incomodava, tinha dias que era educado e outros atrevido demais. certo dia terminei de nadar e fui tomar um banho, cuidava o banheiro pois tomava banho só quando banheiro estava vazio, eu entrei tirei minha sunga peguei meu shampoo e fui tomar banho, a área do chuveiros era compartilhada não tinha nem divisória nem nada a separando por isso tomava banho sozinho, estava tranquilo quando entrou Roman, ele se pelou e foi pro banho, o cara tinha um pau enorme mesmo mole, ele veio pro chuveiro bem ao lado do meu, notei que ele estava olhando corpo, quando me virei para desligar ele estava com pau duro, eu fingi que não vi e fui saindo mas ele me segurou pela mão e me puxou, tentou me beijar mas virei a cara e o empurrei e fui correndo para o vestiário, assim que cheguei peguei minha mochila e coloquei em cima do banco, mas antes de eu abrir a mochila alguém colocou o pé em cima
Roman- e ai Alex
eu- cara eu não quero então dá licença
Roman- calma ai
ele me empurrou
Roman- você é um garoto bonito, eu posso ser mais velho mas te garanto que tu vai gostar
eu- eu não vou gostar de nada então dá licença
eu puxei minha mochila mas ele tomou das minhas mãos
Roman- deixa eu ver se acho um documento primeiro, sabe notei que tu sempre paga diária nunca da documento tá ilegal aqui né?
eu- não, agora da licença
Roman- então mostra documento
eu- isso é ridículo
Roman- então não vai ligar se eu chamar os seguranças pra chamarem a policia
eu- oque?
Roman- sabe pra ter certeza que não é ilegal, os dias de hoje estão perigosos
eu tomei minha mochila dele e me virei e sai caminhando
Roman- segurança!
ele deu um berro, eu entrei em pânico
eu- que tá fazendo?
Roman- você não quer mostrar documentação para mim, vou chamar a segurança e a policia e você mostra pra eles
eu- me deixa em paz
Roman- segurança!
eu- cala boca cara
ele me empurrou e me empresou de costas nos armários, segurou meu rosto com uma mão
Roman- eu sabia que estava ilegal
eu- cara me deia em paz
Roman- olha podemos fazer isso de dois modos, você me agrada e eu fico em silencio ou eu chamo a segurança e nenhum de nós fica feliz
eu fiquei em silêncio, não consegui acreditar que isso estava acontecendo comigo, ele então levantou minha perna e passou a mão na minha bunda e no meu cuzinho
Roman- bem como eu gosto, vem
ele me puxou pela mão até um armário de vassouras que tinha ali, eu estava quase chorando, ele me empurrou pra dentro e já veio mordendo meu pescoço passando as mãos no meu corpo
Roman- agora vai me chupar antes
ele me fez abaixar e começou a bater o pau na minha cara, devia ter uns 23cm era grosso e pentelhudo, na hora tive um pico de adrenalina, ele segurou meus cabelos forte ai eu abri a boca e comecei a chupar, passei as mãos pela barriga dele e fiquei segurando a cintura, quando ele me largou eu passei a língua pela cabecinha, ele levantou a cabeça aproveitando, eu tirei o pau dele da boca dei um soo nas bolas dele com toda minha força e o empurrei, quando ele caiu eu sai correndo, mas alguém ouviu o berro que ele deu e antes de eu chegar peto da minha mochila, já tinha seguranças ali
segurança- oque houve?
eu- não sei
eu estava só de toalha, peguei minha mochila e tentei sair
segurança- não vai se trocar?
eu- que?
Roman apareceu mancando
Roman- prendam ele, ele me atacou
eles me pegaram e ficaram ao meu redor, Roman contou oque houve e disse que eu era ilegal, nem me deram ouvidos, chamaram a policia, eu fiquei trancado em uma sala só de toalha, nem de cueca eu estava, a policia demorou mas assim que chegou me algemaram com as mãos para frente e me levaram, eu estava com tanto medo e raiva, minha pílula estava na mochila, não tinha nenhuma saída, minha única esperança ou era fugir ou alcançar a pílula, as viaturas aqui davam muito medo, os vidros eram escuros demais não dava para ver nada do lado de fora, eu estava com muito medo, e então a viatura parou e eles desceram, demoraram alguns poucos minutos e voltaram para dentro e seguiram dirigindo, eu perguntava e pedia para me deixarem mas ninguém respondia nada, depois de um tempo o carro parou, um deles me fez descer eu vi que estávamos num tipo de garagem e vi um jardim grande atrás, então um deles pós algo na minha cabeça que cobria tudo, não podia ver nada, ouvi vozes, um cara me mandando ir com ele, andei por um corredor cumprido e entrei numa sala, assim que tiraram o saco da minha cabeça vi ele
Paul- oque andou aprontando?
eu fiquei sem voz para falar ou perguntar, tinha dois seguranças um de cada lado meu e um nas minhas costas, Paul estava sentado numa cadeira atrás de um mesa, atrás dele de casa lado da mesa tinha dois seguranças, e tinha três cachorros num canto eram grandes parecias uns ursos um tinha o pelo preto, o outro castanho e um era mistura de marrom e preto
Paul- perdeu a língua?
eu- que?
Paul- oque você aprontou ?
eu- nada
Paul- e porque foi preso?
eu- como que você fez? a policia, o carro e eu...
Paul- Alex eu sou de uma família rica e poderosa, agora responde as perguntas
eu- ah
Paul- oque houve?
ele estava com uma roupa casual de quem estava malhando, estava até de regata e dava para ver seus músculos que eram lindos, não era exagerado nem enorme mas era lindo
eu- um cara descobriu que eu estava ilegal no país, ele tentou me.. você sabe aquilo..
Paul- ah aquilo, você fez?
ele me olhou estranho
eu- não, eu dei um soco nas partes e o empurrei no chão, tentei fugir mas a segurança me pegou e chamou a policia
Paul- como ele descobriu sua situação?
eu- ele me ameaçou e eu fiquei assustado
Paul- como pode ser tão burro?
eu- eu sou medroso, tenho teto de vidro
os cães dele, o marrom estava me cheirando de longe mas então o preto veio e mordeu a minha toalha e começou a puxar, e eu puxei de volta
Paul- que isso, tem medo de cachorro? kkk
o bicho puxava com força
Paul- calma kkk zaiker esta só brincando kkk
eu- tire ele daqui, ele está puxando
Paul- zaiker é brincalhão kkk fique calmo oque poderia..
antes dele terminar de falar o cachorro puxou com força e era um cachorro bem grande , o cachorro puxou minha toalha me deixando completamente pelado, e correu para trás com a toalha, eu cobri meu pau com as mãos e fiquei de costas pra ele, tentei pegar a toalha mas ele era fortinho e minhas mãos ainda estavam algemadas, quando me irei vi que Paul estava me olhando estranho, ele mordia a unha do polegar direito
eu- será que pode me ajudar?
ele me olhou como se tivesse acordado de um transe
Paul- tragam algo para ele se vestir, tirem os cães, tire as algemas e depois saiam daqui
os seguranças pegaram os cães pelas coleiras e tiraram da sala, um deles tirou as algemas de mim e saiu, ficamos só nós, eu segui cobrindo meu pau com as duas mãos, Paul me olhava de forma discreta tentando desviar o olhar sempre que eu o olhava, bateram na porta e entrou um homem com um roupão, ele o abriu nas minhas costas e eu coloquei o fechei e amarrei
eu- obrigado
Paul- saia
ficou um silêncio estranho entre nós
Paul- sente-se
eu me sentei em uma cadeira de frente para mesa
eu- e agora?
Paul- oque?
eu- oque acontece? vai me entregar pra policia
Paul- tive um trabalho danado para te tirar de lá, obvio que não vou te entregar
eu- bom obrigado
Paul- na verdade, nem tive trabalho, quando me avisaram só mandei te trazerem pra cá
eu- oque? como você poderia saber
Paul- quer mesmo que eu de uma resposta?
eu- por favor
Paul- alguém do alto comando da policia tem um laço comigo, simplesmente mandei me avisarem se um dia você entrasse em problemas
eu- obrigado
Paul- estava na cara que eu estava certo
eu- mas não foi um problema que eu causei foi por culpa de um tarado
Paul- eu sei
eu- mas muito obrigado Paul de verdade
ele deu um sorriso malicioso
Paul- parece que você me deve uma agora né
eu- como é?
Paul- você mesmo disse eu te salvei, e deve uma
eu- pode ser mas não imagino nada que eu tenha que você possa querer
Paul- porque?
eu- você pode ter tudo que quiser, eu não tenho nada que você não possa conseguir
Paul- pode ser verdade, mas se um dia eu precisar de algo no alcance de você já sei que me deve
eu- tá bem
alguém bateu na porta
Paul- entre
segurança Peter- senhor
ele fez um sinal com a cabeça e Paul levantou e foi até ele, eles saíram da sala ficando só eu, lá fora tinha um jardim lindo, com árvores, flores e arbustos, era um lugar bem grande e bonito, depois de uns minutos ele entrou de novo, estava com uma cara estranha, entrou sentou e cruzou as pernas, colocou uma mão no queijo e ficou com uma cara estranha
eu- tudo bem?
Paul- oque é isso ?
ele tirou do bolso a minha lata e a abriu, relevando a pílula de cianureto, fiquei em silêncio
eu- é veneno
Paul- pra que?
eu não disse nada, minha boca abriu e não saiu nada, apenas olhei para janela
Paul- você pensava em se matar?
eu- não, era só... era só uma porta em caso de extrema necessidade... uma fuga
Paul- uma fuga pro reino dos céus ?
eu- você não entende
Paul- você pensa em se matar?
eu- não
Paul- então pra que anda com isso?
eu- é complicado, você não entende
Paul- então me explique, agora!
eu levantei e andei até a janela
eu- não penso em me matar, mas seria uma forma de me libertar, causo eu se fosse pego e não conseguisse fugir
Paul- você sabe que isso ia acabar com tudo de vez não sabe?
eu- a ideia é que se me pegarem e eu não puder fugir pelo menos não ficaria preso
Paul- sabe Alex isso é covardia
eu- Paul, esse discurso de ser covardia não me incomoda mais, pra alguém na sua posição pode ser covardia, mas pra mim seria paz
Paul- não! não é discurso é a verdade, você ia se matar pra fugir das coisas, uma decisão covarde, não pensa nas consequências nem nos outros
eu- que outros? minha família que destruiu minha vida ? nas pessoas que assistiram e não fizeram nada? não penso em mais ninguém
Paul- e na Babaloo, ela ia querer isso pra você?
nesse momento ele conseguiu entrar na minha mente
eu- ela entenderia
Paul- acha mesmo? pelo que contou até antes de morrer ela pensou em você..
eu- para
Paul- cuidou de você e te protegeu ela não ia querer isso pra você e nem... nem meu pai
eu- eu não quero mais ouvir isso, você quer me dar lição de moral então escute, hoje eu quase fui estuprado e quando eu me defendi fui preso quase perdi o pouco que eu tinha, ache que é covardia se quiser, mas pra mim que vivo num inferno todos os dias seria paz
ele ficou em silencio me encarando
eu- eu não penso em me matar, só em caso de extrema emergência
Paul- quase se matou hoje né?
eu- sim
Paul- meu pai proibiu a policia de te parar sabia?
eu- ele oque?
Paul- meu pai tinha amigos em cargos altos, os policiais são proibidos de te prender, se você tivesse isso para delegacia, seria liberado lá na hora que chegasse
eu- seu pai era um bom homem
Paul- sim eu sei, a casa que você mora, ele comprou a imobiliária e baixou o valor do seu aluguel, comprou o Pub que você trabalha só pra que você não precisasse nunca de documentação ou outra coisa para trabalhar
eu fiquei em silencio apenas olhando para ele
Paul- meu pai tentou ajudar você Alex, ele também não ia querer isso para você
ele me mostrou a pílula, chamou um segurança e mandou sumir com ela
Paul- nunca mais vai comprar algo assim nem pensar nisso estamos entendidos ?
eu- tá bom
Paul- se eu descobrir te boto na frente de um psicólogo tá bem?
eu- tudo bem
ele veio até mim e estendeu a mão, nós no cumprimentamos
Paul- Peter
Peter- sim senhor ?
Paul- leve o Alex para casa em segurança
Peter- sim senhor
eu- obrigado
ele apenas acenou com a cabeça, assim que cheguei em casa tomei um banho, Peter me devolveu minha mochila antes de ir, depois do banho eu tomei um café, comi algo e fiquei deitado vendo TV, pensei bastante sobre o corrido e acabei pegando sono, no outro dia acordei normalmente, decidi que não iria mais na piscina e que evitaria mais ainda minhas aparições publicas, decidi que iria me cuidar mais e comecei a correr as vezes, fazia exercícios em casa sem equipamento para manter a forma, a semana correu normal, Paul começou a frequentar o pub todos os dias, no meu dia de folga eu fiquei em casa pois estava chovendo e um pouco frio, fiz um chocolate quente e brigadeiro de panela, mas como minha vida nunca é fácil, acidentalmente virei chocolate no notebook, então o joguei no lixo, podia comprar outro usado por menos de 100 euros e tinha 20 mil que o Paul tinha me dado então não foi uma grande perda, a noite estava vendo TV, quando ouvi umas batidas na porta, abri e lá estava Peter, logo Paul entrou atrás dele, Peter e outro segurança entraram e ficaram um de cada lado da porta de entrada
eu- boa noite
Paul- boa noite, de folga?
eu- sim
Paul- percebi, não estava no pub
eu- não posso me sobrecarregar trabalhando todas as noites
Paul- tudo bem, e de um uísque
eu- não tenho bebidas lembra?
Paul- e aquele dinheiro que te dei?
eu- digamos que eu tenha outras prioridades além de bebidas
Paul- muito bem, oque tem?
eu- chá, café, suco e tem chocolate quente
Paul- chocolate quente ? você tem oque 8 anos?
eu- 20
Paul- é bebida de criança
eu- idai? eu adoro e não tem ninguém aqui pra ver
Paul- tá, tudo bem, pode ser então mas antes coloque uma roupa
me esqueci que estava de cueca e senti meu rosto arder de vergonha, sai bem dizer correndo e fui para o quarto, coloquei uma calça e uma camiseta e voltei, ele se sentou numa cadeira da minha bancada, eu coloquei a esquentar
Paul- estragou seu computador?
eu- oque?
ele apontou pro lixo
eu- sim, caiu chocolate nele
Paul- foi o gato?
eu- não, fui eu mesmo
Paul- bebida de criança e desastrado que nem criança
eu- e você reclama que nem velho, que idade tem?
Paul- o bastante
eu- e ai oque houve hoje que quis vir até aqui ?
Paul- segui seu conselho, comprei algumas fazendas e sai na capa de uma revista, talvez você tenha visto
eu- acho que não, não olho muita revista pornô kkk
Paul- que engraçado haha vou morrer de tanto rir
eu- foi mal imaginei longe kkk eu acharia engraçado
Paul- você iria era se apaixonar
eu- você é convencido
Paul- sim
eu- que revista ?
ele pesquisou no celular e mostro, era uma foto dele de terno com um olhar sério e embaixo dizia 'será o futuro'
Paul- jovem empresário e investidor, mostra segurança e precaução num mercado que está sempre incerto e gera a duvida será que nossos jovens farão um futuro melhor do que as velhas oligarquias do passado
eu- bom meus parabéns
disse isso entregando a ele a xicara com chocolate quente
Paul- obrigado
eu- oque planeja fazer a partir de agora?
Paul- vou me concentrar nos ativos seguros que dão mais lucro, focar os negócios da minha família na segurança
eu- espero que de certo
Paul- eu também
ficamos em silencio, Paul parecia estar estranho
eu- algo mais ?
Paul- eu vou ser sincero, pensei bastante naquilo que você me disse
eu- oque?
Paul- quase foi estuprado, quero que me responda sinceramente
eu- diga
Paul- é a primeira vez que isso acontece?
eu pensei um o pouco, odiava esses assuntos mas
eu- não
Paul- alguém já te estuprou ?
eu- não
Paul- mas tentaram então? quantas vezes?
eu- três
Paul- como não pirou depois disso ?
eu- eu não gosto de falar disso, tentaram mas eu sempre achei um jeito de fugir
Paul- e isso nunca tirou teu sono ?
eu- as tentativas não
Paul- então?
eu- a única coisa que me tirou o sono foi pensar que talvez chegue um dia que eu não tenha sorte e não condiga escapar
Paul- eu entendo
mudei de assunto e falamos mais um pouco sobre o trabalho dele, mas o clima parecia estar pesando uma tonelada de tão pesado que ficou, depois ele foi embora, eu dormi, no outro dia acordei fiz meu café e me arrumei para ir a uma daquelas vendas de usados para comprar um computador, mas assim que abri a porta me bati em alguém
eu- oi?
Peter- senhor Alex
eu- oque faz aqui?
Peter- estou aqui sob ordens do senhor Paul
entraram dois homens na minha casa segurando caixas, largaram em cima do meu sofá e saíram
eu- que isso?
Peter- e isso
ele me entregou uma carta
Peter- um bom dia senhor Alex
eu abri a carta e abri o cartão que tinha dentro
cartão- seja menos desastrado, Paul von Trandenburg
nas caixas tinha um notebook novo, um computador, teclado, mouse, fones, caixa de som e um celular, tudo que eu consegui fazer foi sorrir