✨ Apoie a Casa dos Contos e leia sem interrupções — R$36/ano. Saiba mais →

Sonhos e desejos de um pai

Um conto erótico de 2H2O
Categoria: Heterossexual
Contém 1264 palavras
Data: 11/08/2026 17:55:04

Ribeirão preto, 05 de maio de 2004, essa é a história de um homem comum, igual a todos na multidão. Esse homem é meu pai, na época com 48 anos, pele bronzeada do sol, que lhe castigava enquanto trabalhava como camelô, 1,80 de altura, cabelos pretos misturando-se ao branco aos poucos

Mesmo já casado por duas vezes e tendo filhos, eu sendo filha única do segundo casamento dele, ainda tinha a cabeça repleta de sonhos e desejos quem nem um adolescente

E esse sonho era o de ser doutor, não era na área médica, isso era só um nome que ele dava para qualquer curso de graduação, ele queria estudar antropologia. Meu pai sempre teve essa curiosidade de saber sobre o mundo e que o ta na cabeça dos homens.

Muitos achavam graça do sonho dele, tiravam sarro, diziam que era impossível um camelo se graduar, mas ele ignorava tudo e seguia a diante.

Ele trabalhava o dia inteiro, a noite ia para aula, onde ficava até as 22 horas, tendo que conciliar seu dever de marido e pai, além de por vezes ficar até tarde da madrugada estudando.

Era compreensivo que em algum momento o peso da vida lhe atingisse.

Teve uma noite, que ele chegou mais tarde do que o habitual, do meu quarto escutei a voz da minha mãe dizendo:” onde você tava até essa hora Claudiomiro!?

“Estava com um amigo, no bar”

“isso explica esse cheiro horrivel de cachaça. E o que voce foi fazer lá!!?”

Me levantei, e me aproximei da porta para tentar ouvir melhor o que eles conversavam

“Ah Odete, eu só queria um tempo para esquecer as frustrações, as chateações”

“É, eu lhe entendo, mas isso ta ficando cada vez mais frequente. Já não sei se consigo mais esconder da nossa filha o bebum que voce ta se tornando”

Continuei atenta a conversa

“você não vai aguentar essa rotina”

“Não vem que eu não vou desistir”

“voce ta bêbado porque não aguenta mais lutar por esse sonho”

“Eu tenho o direito de beber”

Agora não precisava mais forçar meus ouvidos, o pai tinha aumentando o tom de voz e a mãe fez o mesmo em seguida

“Ai é!? voce quer beber!? então escolhe, eu ou a bebida! escolhe!! pode ficar com a bebida, mas a mim voce não vai ter mais não”

Não ouvi a resposta do meu pai, só escutei passos e barulho da porta batendo.

Logo eu saberia que a briga gerou a separação dos meus pais. Minha mãe dizia que estava cansada de trabalhar, cuidar da casa, do meu pai e ainda lidar com as cobranças que a ex mulher do meu pai fazia.

Ela saiu e eu fiquei, se não ficasse o que seria do meu pai!?

Alguns dias depois quem estava tendo uma conversa com ele era eu, perguntei se ele realmente queria continuar buscando o sonho dele, ele me olhou e disse que sim, então eu falei:

” vamos fazer um trato”

“que trato!? “ ele perguntou

“Eu lhe ajudo nos estudos, mas o senhor tem que me prometer que ficará sóbrio”

Ele esticou o braço estendendo a mão e disse: “palavra de homem”

Estendi a minha mão de volta cumprimentando-o.

E assim foi, eu ajudava ele e ao mesmo tempo me preparava para entrar na escola técnica. No ano anterior eu tinha feito vestibular, tinha passado, mas não tinha gostado do curso e estava tentando outra coisa.

Os dias foram passando, depois semanas e meses. Até aquele momento, ele havia cumprido a palavra.

Estavamos apenas ha um mês e meio da data da prova e seguiamos a rotina de estudar de madrugada.

O relógio na parede marcou a passagem da meia-noite. Vi meu pai esfregar os olhos.

“Ta tudo bem ai pai!?”

“É as letras do livro que parecem nadar diante da minha visão embaçada”

Eu estava do outro lado da pequena mesa de jantar, ri da resposta dele e voltei a minha atenção para as minhas anotações, mordiscava a ponta da caneta, a testa franzida enquanto analisava o que eu havia escrito.

Ficamos em silêncio, só o barulho de alguns carros passando na rua se fazia presente

Notei o olhar dele começar a divagar.

“Pai, você está encarando o mesmo parágrafo há cinco minutos.”

Ele ergueu a cabeça bruscamente. Os olhos escuros dele encontrou os meus.

“Só estou cansado”, disse ele, esfregando a ponta do nariz.

Sorri. Um sorriso discreto. “Quer um café?”

“Não. Preciso continuar.”

“Senhor deveria dormir.”

“Não posso. A prova ta cada vez mais perto.”

Me levantei, esticando esticando os braços acima da cabeça. O movimento fez com que minha camisola preta ficasse esticada sobre o peito, e o olhar do meu pai se deteve no formato dos meus seios sob o tecido fino. Ele desviou o olhar rapidamente, com a mandíbula cerrada.

Sabe, aquela não foi a primeira vez que eu notava o modo como ele notava a minha camisola se ajustando aos meus quadris. A curva das coxas quando eu cruzava as pernas. Ou o olhar em direção a minha bunda quando eu me inclinava para a frente.

A cada noite, tornava-se mais difícil ignorar aquilo.

Caminhei até a cozinha, e os olhos dele me acompanharam. A camisola terminava no meio das coxas. As pernas eram longas e bem-feitas, o tipo de perna que pertencia a uma mulher, não a uma menina.

Agora me lembrei que não me descrevi, eu tinha feito 19 anos naquele ano, 1,72 de altura, cabelos pretos longos, era magrinha, cintura fina, seios medio firme, coxas grossas, bunda empinada.

A porta da geladeira se abriu. A luz banhou a silhueta do meu corpo.

— Quer comer alguma coisa?

— Não.

— Quando foi a última vez que o senhor comeu?

Ele não respondeu

Voltei com um prato de biscoitos e queijo, colocando-o diante dele. Minha mão roçou o ombro dele ao se sentar novamente, notei que ele meio nervoso.

Me sentei. Peguei a caneta. Voltei às minhas anotações.

O relógio tic-tacou.

Notei a mão dele estremecer levemente enquanto virava a página.

— Pai.”

A minha voz saiu suave

Ele ergueu os olhos.

Coloquei a caneta sobre a mesa e cruzei as mãos. Encarei meu pai com intensidade

— Notei uma coisa nessas últimas noites.

— O quê?

— O jeito que senhor me olha.”

—“Não sei do que você está falando”, com a voz meio falha

— Pai. falei suavemente, do mesmo jeito que dissera quando sugeri o trato

— Não sou boba. Eu vi.

Ele apertou a borda da mesa

— Eliane, filha eu..."

— Apenas fale comigo.

— Não é nada", disse ele.

— Estou apenas... cansado. A separação. Sua mãe ter ido embora. Tem sido difícil."

— Eu sei que tem sido.

— Tenho ficado sozinho", disse ele,

— De maneiras que eu não esperava. De maneiras que me fazem sentir vergonha."

— Vergonha de quê?"

— De voce

—De mim!!?

—Claro filha, eu não queria que voce me visse desse jeito

—Pai, isso é humano. Todos nós temos desejos, necessidades

— Tá, sinto — admitiu, a voz baixa. — Já tou até imaginando coisas

— Coisas comigo?

— Eliane...

— Eu perguntei se é comigo.

Ele ficou calado e quase num sussurro disse:

— É, sinto muito por isso eu me sinto muito mal com tudo isso

Fiquei sem reação na hora, ouvir aquilo do meu pai não era algo que eu estava esperando.

— O senhor precisa urgentemente de uma mulher

—Sim voce tem razão

Rimos ao mesmo tempo, mas um riso pesado, sem graça.

—Bom é melhor eu ir dormir.

Me levantei e fui caminhando até o meu quarto, quando olhei para trás pude ve-lo me olhar de uma forma que nunca imaginei que viria ele me olhar..

CONTINUA....

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 21 estrelas.
Incentive 2_H20 a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Listas em que este conto está presente