Célia era casada com Jorge havia mais de 25 anos. O casamento dos dois, apesar de alguns acontecimentos ao longo desse tempo, permanecia sólido. Muito disso se devia ao fato de ambos serem extremamente focados em seus negócios. Sobrava pouco tempo para brigas, discussões ou dramas desnecessários. Quando precisavam tomar decisões importantes, faziam isso de maneira objetiva, quase empresarial.
Jorge era empresário do ramo de supermercados. Possuía mais de quinze unidades espalhadas por onze cidades da região onde viviam. Célia, por sua vez, havia construído seu próprio império no ramo da comunicação visual. Começara praticamente do zero e, ao longo dos anos, transformara a empresa em uma referência regional, controlando uma fatia considerável do mercado e fazendo do nome da companhia sinônimo de qualidade.
O casamento também deu frutos: dois filhos. O rapaz, o mais velho, já estava formado e começava sua jornada profissional. A filha ainda estava na faculdade. Ambos, entretanto, moravam em cidades distantes, seguindo suas próprias vidas.
Com o passar dos anos, Célia havia se tornado uma mulher madura, segura e consciente de que o tempo chegaria para todos. Só que, desde muito cedo, decidira que envelheceria da melhor maneira possível. Cuidar de si mesma não era uma obrigação, mas parte de sua rotina.
Frequentava o salão regularmente e já havia experimentado pilates, crossfit, academia e diversas outras atividades. Com o tempo, acabou permanecendo principalmente na academia e no pilates. A situação ficara ainda mais confortável depois que começou a delegar algumas funções dentro da empresa, conquistando algo que durante muitos anos parecia impossível: tempo livre.
Jorge tinha um perfil bastante diferente do dela na administração dos negócios. Era mais centralizador. Como seus supermercados estavam espalhados por diversas cidades, gostava de acompanhar pessoalmente algumas operações, verificar o funcionamento das lojas e conversar diretamente com os gerentes. Isso fazia com que passasse boa parte dos dias fora de casa.
E, ao longo daqueles mais de 25 anos, Jorge aproveitou algumas dessas ausências para ter casos extraconjugais. Não eram relacionamentos. Eram casos. Diversões passageiras que, para ele, terminavam tão rápido quanto começavam.
Célia descobriu alguns deles. Jorge não era exatamente habilidoso em esconder rastros e, algumas vezes, deixava evidências suficientemente claras para que ela entendesse o que estava acontecendo. Ela, entretanto, nunca fez um escândalo.
Na visão de Célia, havia limites que não deveriam ser ultrapassados. Desde que Jorge não trouxesse doenças para casa nem aparecesse com um filho fora do casamento, ela preferia ignorar.
Em suas reflexões, chegou inclusive a racionalizar aquilo. Se o marido podia se relacionar com outras pessoas, ela também poderia. Durante muito tempo, aquela ideia permaneceu apenas como um pensamento. Até que deixou de ser.
Aos 49 anos, Célia era uma mulher baixa, com 1,52 metro de altura e 57 quilos. Não se preocupava particularmente com o peso. Seu foco estava no percentual de gordura, que mantinha entre 14% e 17%. Tinha olhos castanhos e cabelos lisos da mesma cor, compridos até pouco abaixo das escápulas. Seus traços eram delicados, assim como a boca fina. Havia recorrido a procedimentos estéticos ao longo dos anos, incluindo implantes de silicone e uma lipoaspiração, sempre buscando um resultado que considerasse proporcional. Não queria exageros. Seus seios haviam ganhado volume e destaque, mas continuavam harmoniosos com o restante do corpo.O mesmo cuidado se refletia nas pernas e nos glúteos, resultado de anos de academia e disciplina. Aos olhos de quem a conhecia, Célia simplesmente parecia uma mulher que se recusava a permitir que a passagem do tempo definisse sua aparência.
Depois de descobrir algumas das traições de Jorge, ela não passou imediatamente a traí-lo. O que mudou primeiro foi seu comportamento.
Durante anos, sua própria consciência a fizera estabelecer limites: era casada, era mãe, tinha uma empresa e uma imagem a preservar. Aos poucos, porém, começou a questionar essas próprias restrições.
Não aconteceu de uma hora para outra. Célia não se transformou repentinamente em alguém que saía com qualquer homem. Seu processo foi muito mais gradual e, sobretudo, pragmático.
Começou pelas roupas. Passou a usar peças mais justas, decotadas e um pouco mais curtas. Nada que, isoladamente, pudesse ser considerado uma mudança radical. Era a frequência que fazia diferença. Aos poucos, aquele tipo de roupa começou a aparecer cada vez mais em seu guarda-roupa.
Depois vieram os passeios sozinha. Cinemas, restaurantes, shows. Célia passou a desfrutar da própria companhia e, nesses lugares, não se incomodava em conversar com homens, sorrir para eles ou até mesmo flertar.
Nunca, entretanto, ultrapassou essa linha. Até então. Nunca havia beijado outro homem. Isso estava prestes a mudar.
Nos últimos meses, Jorge começou a chegar em casa cada vez mais cansado. Dormia sempre que tinha oportunidade, estava mais estressado, reclamava de tudo e demonstrava pouca disposição até mesmo para aquilo que costumava gostar. Viajar era um exemplo. Durante anos, as viagens haviam sido uma das coisas que mais uniam o casal. Agora, Jorge parecia sempre encontrar algum motivo para evitá-las.
A cama também esfriara. A vida sexual dos dois nunca foi exatamente uma rotina diária, mas tampouco era previsível. Quando havia vontade, não importava o dia da semana, os compromissos do dia seguinte ou o horário. Podiam passar horas juntos e, se fosse necessário, atravessar a madrugada.
A mudança incomodava Célia. Não por ciúme. Por preocupação. Jorge já havia passado dos 55 anos e nunca fora exatamente um homem cuidadoso com a própria saúde. Trabalhava demais, dormia pouco e mantinha uma rotina profissional intensa.
Foi em uma tarde de domingo que Célia finalmente encontrou uma resposta. Jorge dormia profundamente enquanto ela organizava algumas coisas no closet. O celular dele estava sobre um móvel quando começou a receber notificações consecutivas. Uma. Duas.Três. Célia olhou. Não pretendia mexer no aparelho, mas alguma coisa em sua cabeça disse que talvez fosse importante. Pegou o celular. As mensagens eram de uma mulher. Célia ficou alguns segundos parada, olhando para a tela. Depois levou o aparelho consigo e entrou no banheiro, trancando a porta. Jorge não acordaria tão cedo.
Ela começou a ler. O que encontrou não parecia com os casos anteriores. Aquela relação já durava alguns meses. Havia intimidade nas mensagens, preocupação, carinho. Pela maneira como Jorge escrevia, não parecia apenas uma aventura. Havia sentimento. Foi isso que doeu. Célia devolveu o celular exatamente ao lugar onde estava e desceu para a piscina. Sentou-se, abriu uma água de coco gelada e ficou em silêncio. A culpa era de Jorge. Disso não tinha dúvida. Mas, enquanto pensava, Célia começou a encontrar uma pequena parcela de responsabilidade em si mesma. Não porque fosse uma esposa ruim. Não porque tivesse abandonado o marido. Mas porque, na primeira vez em que descobrira uma traição, deveria ter conversado. Deveria ter deixado claro que não aceitava aquilo. Talvez, se tivesse feito isso naquela época, aquele relacionamento atual nem existisse. Talvez.
Enquanto tomava outro gole da água de coco, uma velha frase voltou à sua cabeça. Se o marido podia se relacionar com outras pessoas, ela também podia. Só que, dessa vez, aquela frase tinha mudado. Não era mais uma justificativa. Era uma decisão.
Durante toda a semana, Célia se comportou como se não soubesse de nada. Continuou tratando Jorge com o mesmo carinho, conversando normalmente e mantendo a rotina do casal. Por dentro, entretanto, alguma coisa havia mudado.Ela começou a agir.
Se antes ia ao salão a cada quinze dias, passou a ir semanalmente. Mudou o horário da academia. O período da manhã era tranquilo demais, frequentado principalmente por aposentados. Ela passou a treinar à noite, quando a academia ficava mais cheia, mais jovem e muito mais movimentada.
No pilates, continuou pela manhã. Foi ali, conversando com as fisioterapeutas mais jovens e solteiras, que começou a descobrir lugares onde poderia sair sozinha. Na cabeça de Célia, a academia era o ambiente que oferecia as melhores possibilidades. Mas também era o mais arriscado. Ali, ela poderia encontrar pessoas conhecidas. E, principalmente, seria muito mais fácil ser reconhecida. Ainda assim, decidiu tentar.
Na segunda-feira, pouco depois das 19h30, Célia chegou à academia. Jorge ainda não havia voltado para casa, mas, como sempre fazia quando sua rotina mudava, ela avisou ao marido para onde estava indo. Ele não demonstrou qualquer interesse especial. Para Jorge, Célia estava apenas fazendo o que sempre fizera. E talvez essa fosse a melhor parte.
A academia estava exatamente como ela imaginava. Cheia! Havia gente jovem por todos os lados, música, conversas, olhares e uma atmosfera de flerte quase permanente. Célia era apenas mais uma mulher bonita naquele ambiente, mas rapidamente percebeu que não passava despercebida. Alguns homens já haviam reparado na aliança de ouro em seu dedo e mantinham distância. Outros olhavam, sorriam e desviavam o olhar quando eram flagrados. Um ou dois, que já sabiam quem ela era, chegaram a cumprimentá-la. Célia retribuiu todos os cumprimentos com simpatia. Não revelou nada.
Na quarta-feira, porém, aconteceu algo que ela não esperava. Danilo. Advogado que Célia havia contratado dois anos antes para cuidar de questões tributárias e empresariais de sua companhia, ele ainda prestava consultoria sempre que surgia alguma questão jurídica mais delicada. Até então, Célia só o conhecia de terno. Sério. Reservado. Profissional. Na academia, Danilo parecia outro homem.
As roupas esportivas deixavam evidente um corpo que ela jamais imaginara por trás dos ternos. Célia percebeu isso imediatamente. E se surpreendeu ao perceber que gostou do que viu. Danilo se tornou, naquele instante, uma possibilidade.
Célia sempre parecera uma presa fácil aos olhos de quem a observava. Mas, naquela semana, ela começava a descobrir que talvez fosse justamente o contrário.
Ela não estava sendo caçada. Estava escolhendo a caça.
Na quinta-feira, Célia decidiu não ir à academia. Durante a tarde, recebeu uma mensagem de Jorge. Ele não voltaria para casa naquela noite.
Tinha saído cedo para outra cidade, onde possuía dois supermercados, e precisava permanecer por lá porque alguns compromissos haviam ficado pendentes. Precisaria estar novamente na unidade logo cedo.
Célia leu a mensagem duas vezes. Conhecia o marido. E sabia que havia uma boa possibilidade de que aquela noite fosse passada ao lado da nova amante.
Curiosamente, não sentiu raiva. Sentiu liberdade. Se Jorge estava disposto a passar uma noite longe de casa, ela também poderia fazer o mesmo. E aquela oportunidade não seria desperdiçada.
Célia chegou mais cedo em casa e foi direto para o quarto. Havia ouvido, durante a semana, uma das fisioterapeutas comentar sobre um barzinho de samba bastante frequentado, que funcionava de quinta a domingo. Era justamente o tipo de lugar onde ela não costumava ir. E talvez fosse exatamente por isso que deveria começar. Não queria encontrar ninguém conhecido. Então, quinta-feira parecia uma boa escolha.
Tomou um banho demorado e permaneceu alguns minutos diante do espelho, ainda enrolada na toalha. Pensou. Depois tomou uma decisão.
Escolheu uma blusa de cetim branca, com detalhes em renda, alças finas e decote em V. Deixou o sutiã de lado. Vestiu uma calça jeans justa, de cintura alta e azul-clara, que valorizava suas pernas e seu corpo. Nos pés, colocou uma rasteirinha nude. Escolheu uma bolsa branca estruturada e algumas bijuterias discretas.
Nada de jóias. Nada de marcas caras. Nada que chamasse atenção para quem ela era. Ela queria aventura, não imprudência.
Quando terminou de se arrumar, voltou a olhar para o espelho.Gostou do que viu. Estava elegante, bonita e, ao mesmo tempo, simples. Perfeita para desaparecer naquele ambiente.
Já passava das 20 horas quando Célia entrou em sua Volvo XC60 Ultra. Seguiu em direção ao bar, mas, no meio do caminho, seu pragmatismo falou mais alto. Chegar a um bar de samba dirigindo aquele carro poderia chamar atenção demais. Ela precisava pensar.
Pouco depois, entrou no estacionamento de um hotel de rede próximo. Sabia que o local permitia que pessoas que não fossem hóspedes deixassem seus carros ali mediante pagamento. Era perfeito. Estacionou, conferiu se estava tudo bem e permaneceu alguns minutos dentro do veículo.
Depois chamou um Uber Black. Quando a corrida foi confirmada, saiu do carro e caminhou até a rua. Mesmo tentando agir naturalmente, percebeu alguns olhares. No hotel, alguns homens haviam reparado nela. Nada que a incomodasse.
Ao entrar no Uber, percebeu que o motorista também a observou. Era um homem por volta dos 40 anos. Discreto, não fez qualquer comentário. Apenas lançou alguns olhares rápidos pelo retrovisor. Confirmou o endereço.
Célia sentiu um frio na barriga. Respirou fundo.
— O senhor conhece o local?
— Conheço. Nunca fui, mas já fiz algumas corridas para lá.
— Entendo. Me recomendaram. Disseram que é um lugar animado, com muita gente.
— Isso é verdade. É bem animado. Som alto, samba ao vivo, muita gente. Mas geralmente levo grupos de amigos. É a primeira vez que levo uma pessoa sozinha para lá.
Célia deu um pequeno sorriso. Aquilo confirmou uma suspeita que já começava a incomodá-la.Ela destoava. Talvez mais do que imaginara. Mas já estava no caminho. Voltar atrás não fazia mais sentido.
Às 21h15, o Uber parou próximo ao bar. Célia pagou a corrida em dinheiro. Não queria deixar registros desnecessários. O motorista, antes que ela saísse, entregou um cartão de visita.
— Vou ficar trabalhando a noite toda. Se precisar voltar, pode me chamar.
Célia gostou da ideia de ter um plano B.
— Obrigada.
Desceu do carro. Respirou fundo. E entrou.
Havia uma banda tocando ao vivo. A música estava alta, mas o público não era tão grande quanto ela esperava.
Célia procurou uma mesa. Encontrou uma próxima à parede, para duas pessoas. Sentou-se de frente para a banda, ficando de costas para a parede, como sempre fazia quando queria observar um ambiente sem ficar excessivamente exposta.
O lugar era limpo, tinha boa circulação de ar e um forte cheiro de fritura misturado ao de cerveja.
Um garçom de bigode branco aproximou-se e entregou o cardápio. Célia abriu. Leu. E imediatamente teve a sensação de estar no lugar errado. Ela não pertencia àquele ambiente. Mas não iria embora.
Pediu uma porção de batatas fritas e uma cerveja, sorrindo educadamente para o garçom. Pouco depois, a cerveja chegou. E, alguns minutos mais tarde, apareceu Erick. Moreno, negro, alto, magro e com os cabelos trançados, ele se aproximou e simplesmente se sentou à mesa de Célia.
Ela achou aquilo deselegante. Ao mesmo tempo, percebeu que aquela abordagem direta era apenas mais uma diferença entre aquele lugar e os ambientes que costumava frequentar.
— Meu nome é Erick.
— Prazer.
— E você?
Célia hesitou por uma fração de segundo.
— Carla.
O nome saiu naturalmente.
Erick sorriu. E começou a falar e falar muito. Muito mais do que Célia esperava.
— Eu adoro esse lugar. Sempre venho com meus amigos. Nunca vi você por aqui. Imagino que não venha muito.
Célia apenas sorriu.
— Assim, não sendo um pré-julgador... — continuou ele. — Mas você não parece ser o tipo de pessoa que frequenta um lugar desses. Pela sua cara, imagino que nunca tenha vindo aqui. Você não parece ser o tipo que vai a um bar. Ou a qualquer bar.
Célia ouviu tudo com atenção. Não ficou ofendida. Na verdade, estava aprendendo. Aquelas primeiras palavras deixavam claro o quanto chamava atenção. Ela não era tão discreta quanto imaginara.
— Erick, não é? — perguntou, sorrindo.
— Isso.
— Realmente nunca vim aqui. Nem a qualquer ambiente parecido. Estou aqui para conhecer. Me disseram que era um lugar divertido e com pessoas legais. Então resolvi vir.
Fez uma pequena pausa.
— Mas estou deixando tão evidente assim que não sou daqui?
Erick riu.
— Muito.
Célia ergueu uma sobrancelha.
— Você claramente está se destacando. Não que não possa vir, mas não é exatamente o público que costuma frequentar aqui.
Ele sorriu.
— Mas, como disseram para você, aqui tem pessoas boas. E eu sou uma delas.
Erick levantou-se.
— Quer sambar comigo?
Célia quase riu.
— Até gostaria, mas não sei sambar.
Erick colocou as mãos no rosto, teatralmente.
— Nossa!
Ela sorriu.
— É sério.
— É que eu te achei bem gata, Carla. Aí queria descobrir se você também samba bem. Comigo, né?
— Entendo. E obrigada pelo elogio.
Célia apontou discretamente para a própria aliança.
— Mas eu sou casada.
Erick olhou para o anel.
Depois para ela.
Percebeu.
— Ah.
O interesse dele diminuiu imediatamente.
— Então está explicado.
Célia sorriu. Erick se despediu e voltou para a mesa dos amigos. Ela permaneceu ali. Mexeu no celular. Ouviu música. Observou as pessoas. Outros homens se aproximaram. A estratégia, porém, era quase sempre a mesma.
— Vamos sambar?
Célia recusava. Não sabia sambar. E aquilo começou a se tornar um problema. Depois de uma hora e meia, percebeu que não estava conseguindo se integrar. Pediu a conta. Chamou outro Uber. E voltou para o hotel.
No caminho, sentiu uma frustração que não esperava. Não imaginava que seria tão difícil. Ela sabia que era atraente. Os olhares que recebera naquela noite haviam deixado isso claro. O problema era outro. Ela ainda não sabia onde encontrar alguém que também fosse atraente para ela.
No hotel, pegou o carro e iniciou o caminho de volta para casa. Dirigiu devagar. Pensou em tudo o que acontecera. Talvez tivesse escolhido o lugar errado. Talvez estivesse exigindo demais. Talvez precisasse reduzir um pouco o filtro.
Naqueles ambientes, não deveria esperar o mesmo tipo de abordagem a que estava acostumada em restaurantes sofisticados, eventos empresariais ou círculos sociais mais próximos dos seus.
Aquilo ela já sabia. O que ainda não sabia era se conseguiria se adaptar. A primeira tentativa de Célia, saindo sozinha com a intenção de conhecer outros homens, havia sido uma decepção. Mas não era o tipo de mulher que desistia depois de uma tentativa. Ela sabia o que queria. E, mais importante, havia finalmente decidido que iria atrás disso.