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NA MINHA CABINE OU NA SUA?

Um conto erótico de Claudio_New
Categoria: Heterossexual
Contém 1701 palavras
Data: 10/08/2026 17:04:10

Um cruzeiro pela costa brasileira... Não curto estar em cima nem dentro do mar, mas topei ir, por uma das atrações musicais a bordo. Savana Sil, uma novinha de voz encantadora, lábios carnudos, olhos sensuais – lembrando meio que uma daquelas mulheres fatais do século passado, só que com todos os predicados do atual. Conheci sua música na internet, virei seu fã (ou seguidor, como se diz agora), curti todos os seus vídeos. Aproveitei que ela ainda responde pessoalmente as mensagens e entabulei agradáveis conversas (sobre música, naturalmente).

Quando soube que faria uma apresentação numa das noites do navio, resolvi que a ouviria ao vivo, para além da frieza das redes sociais. Exercitei o desapego a uma considerável quantia, devidamente dividida em seis vezes, no cartão, e embarquei. Não estou acostumado a tais luxos, mas aproveitei drinques e petiscos originais e deliciosos. Circulei pelos andares da grande embarcação, apreciando o que havia por lá, fiz refeições nababescas, fixei platonicamente os olhos em corpos apetitosos, li, vi filmes e dormi. Sempre sozinho, que não sou fácil de criar amizade.

Na noite do show de Savana Sil, eu estava na segunda fila. O local não estava cheio, não só por ela ser ainda praticamente uma desconhecida, como por estar apenas abrindo um show de Ana Carolina, marcado para hora e meia depois – as pessoas somente começaram a chegar aos acordes finais da última canção de Savana.

E como ela canta bem, seus sussurros e chilreios acompanhados do dedilhar do violão e envoltos em uma esfumaçada luz azul davam-lhe um aspecto inexplicável, faziam com que meu corpo experimentasse sensações vibrantes. Não era um esplendor de mulher: deveria estar pelos vinte anos, um corpo mignon, mas o conjunto lábios carnudos e olhos derramados era capaz de me elevar a nirvana, através de sua música.

Durante a última canção, a plateia agora lotada para Ana Carolina, prestava atenção no jeito diferente, intimista de Savana cantar – alguns, por certo, lamentando não terem chegado antes, para beber mais de sua musicalidade. O aplauso irrompeu, esfuziante, após a última música; ela agradeceu, meio sem jeito, distribuiu beijos, ciciou palavras de agradecimento e sumiu-se no black-out do palco.

Minutos depois, Ana Carolina arrancava os delírios iniciais de um público ansioso pelos seus trinados. Sem tanta empolgação, e ainda envolto de Savana Sil, ouvi as duas primeiras canções e a vontade de sair foi maior do que a de ficar. Saí. Comecei a circular por um convés do navio, praticamente deserto – todo mundo no show de Ana. Passando num dos bares, interrompi a navegação de bartender para que me preparasse um drinque delicioso, bonito e grande... Saí pelos recantos, a bebericar, acompanhando a lua prata sobre o mar... Debrucei-me sobre a amurada e me deixei ficar, pensando em nada, somente ouvindo o discreto zumbido da brisa oceânica, como que acompanhada pelo dedilhar de um violão...

Hã?! Como assim? Alguém tocava por ali?! Não demorei a localizar, no andar de baixo, a delgada silhueta de alguém solando alguma peça musical. Uma retorcida no corpo e... caralho! Savana Sil tocava. Mil sensações misturaram-se dentro de mim; conflitaram-se o desejo de a interpelar e o medo de parecer inconveniente e a incomodar. Afinal, que chance de atenção um velho quase sessentão poderia ter diante de uma ninfeta cantora, aspirante a promissora carreira artística...?!

Após esganiçada luta interior, resolvi que arriscaria, nem que fosse a última coisa que eu fizesse da vida, e tivesse que me arrepender de tê-la feito também pelo resto da vida. Passei de volta no bar, incomodei novamente o barman para preparar outro daquele drinque – ele não entendeu bem por que eu pedia outro, se mal tocara no que fizera antes... mas não estava ali para questionar nada, senão para atender aos clientes e voltar a sua navegação.

Desci com os dois aperitivos para o deque inferior, e o universo resolveu conspirar a meu favor: Savana Sil dedilhava sua música que era a minha preferida, cuja letra eu tinha toda na memória, até porque era um poema belíssimo do Artur da Távola, que ela musicara. Aproximei-me declamando-o, lutando para não tremer a voz: “O amor maduro... é feito de compreensão, música e mistério”.

Ela virou levemente a cabeça para mim, sorriu e continuou dedilhando; eu continuei: “É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança. É sol de outono: nítido mas doce. Luminoso sem ofuscar. Suave mas definido. Discreto mas certo. Um sol, que aquece até queimar...” Meu silêncio após o final do poema, sua voz sussurrante encheu o ar enluarado... Sentei num banquinho em frente a ela, deliciando-me com o show particular, de violão e de coxas entreabertas.

Diante do último acorde, ela ainda com seus grandes olhos fechados, respirando a canção recém-finda, murmurou um obrigada em tom menor. Abriu os olhos enquanto eu me levantava e lhe estendi o copo: “Só lhe trouxe esta delícia líquida... Desculpe interrompê-la...” Ela estendeu a mão pequena, segurando a bebida: “Não, não interrompe! Se quiser ficar, será um prazer para mim...”

Meu coração velho disparado feito o de um adolescente diante do primeiro encontro. Voltei a sentar, agora numa cadeira tipo espreguiçadeira, e bebericar meu copo (para fazer algo e criar coragem). Ela experimentou, estalou a língua de satisfação, colocou o copo de lado e começou a dedilhar nova canção, em pouco sua voz suave se estendia por sobre as notas.

Meus olhos passeavam pelo seu belo rosto, os olhos fechados ao sabor da canção que saía ondulante de seus lábios carnudos... Não tive como evitar e me deliciei com a visão de seu busto exposto sob a blusa esvoaçante, os seios firmes insinuantes; o violão repousava vibrante sobre suas coxas pequenas mas sensuais, aveludadas e levemente arrepiadas pela brisa, entreaberto beco.

Após a execução, ela parou, acomodou o violão numa cadeira ao lado, pegou o drinque e passou a bebericar, a princípio com os olhos lânguidos voltados para a lua. O luar sobre as águas foi nosso primeiro assunto, que puxou outro e outro... Até que ela elogiou minha declamação do poema e daí falamos sobre o tema da letra de Artur: a maturidade dos sentimentos.

Enalteci sua atenção com os internautas de suas redes, pedi que não perdesse esse encanto quando ficasse famosa – ela riu, meio encabulada – e somente então percebi que eu não me apresentara: “Claudio New”. Ela abriu um baita sorriso quando anunciei meu nome: “O meu querido que discute minhas letras comigo no Insta!” Caraca! Ela lembrava de mim! O movimento seguinte foi espontâneo: abraçamo-nos meio tortos como estávamos, e seu cheiro penetrou em mim junto com a sensação indescritível de maciez de sua pele.

Definitivamente, pintara um clima. Eu procurava não me deixar levar, gritando o tempo todo para mim o quanto éramos diferentes (a partir da idade) e que não havia como rolar nada ali – embora minha rola já emitisse sinais de agradável interesse.

Agora apresentados e mais íntimos, a conversa prosseguiu. Ela é muito inteligente e seus lábios carnudos, sua boca vermelha, seus olhos grandes formavam um conjunto extremamente atraente, cujo efeito sobre mim eu procurava minimizar, para não ser inconveniente.

Entra assunto e sai assunto, a conversa dava voltas entre nós dois. Uma hora nos levantamos, os aperitivos já tomados e provocando-nos, encostamos na amurada e passamos a olhar o mar e a lua. Em silêncio, ela encostou em meu corpo, deitou a cabeça sobre meu peito e fechou os famosos olhos. Naturalmente ouviu o batuque desconcertado do meu coração, porque senti seus braços fazendo leve pressão em torno de mim.

Ao abrir os olhos, estávamos diante um do outro. Atraídos mutuamente, nossas bocas se encontraram e finalmente eu pude sentir toda a maciez e doçura daqueles lábios, com que tanto sonhara. Foi um beijo de quem se entrega com toda a força de um momento. E nossos corpos se roçaram, sensuais; senti seus seios pequenos espremerem-se contra meu peito, e ela, com certeza, percebeu a dureza do meu pau sobre seu ventre.

O deserto do convés, Ana Carolina garantindo todas as ausências ali, nosso fogo crescendo sem controle nem querermos controlar, mãos e bocas vadiavam pelos corpos, em pouco tempo eu tinha os rígidos seios entre meus dedos e depois mordiscando suavemente, ela massageava minha rola rígida, já invadindo minha intimidade. Num momento de sublime entrega, ela deslizou para baixo e aqueles lábios carnudos envolveram minha pica já desnuda e sua boca a agasalhou, num delírio intenso.

Eu gemia de intenso prazer, mas ansiava por experimentar o perfume, o sabor de sua xoxota. E quando desci sua calcinha, meus dedos mergulhando no inundado de sua buceta, ela largou minha rola, subiu até minha boca, nos beijamos mais e aí fui eu que desci; ela apoiou um pé sobre a espreguiçadeira em que estava, abrindo-me o vale de prazer e pude sentir o calor e o néctar daquela buceta derretendo-se em minha boca – Sil remexia-se ensandecida.

Como uma coreografia ensaiada, a lua jogando sua luz prateada sobre nós, sentei na cadeira, a rola apontando para o alto, a palpitar, e ela, abrindo as pernas foi sentando no meu colo. Eu senti o calor de sua xoxota abarcando minha pica e recobrindo-a... nos remexíamos em meio a um prazer do tamanho daquele mar que nos circundava.

Ela cavalgava sobre mim, seus seios soltos, a roçarem no meu rosto, as palmas das minhas mãos abarcando suas nádegas suaves, meus dedos penetrando seu cuzinho, e ela aos pinotes uivava obscenidades maravilhosas. Até que seus movimentos foram se acelerando, sua respiração também, senti sua buceta apertando meu pau e seu corpo roçando no meu, fazendo seu grelinho pressionar-se contra mim. Ela retesou-se, fez-se rígida e explodiu um gozo imenso, uivando à lua, pouco se importando se alguém pudesse ouvir... Os orgasmos se multiplicavam, ela dava pequenos saltos e apertava mais e mais o meu corpo... até que foram se reduzindo, e ela se manteve quieta e ofegante, abraçada ao meu corpo, beijando minha boca, minha pica ainda atolada em sua buceta...

“Minha cabine ou na sua?”

Retornamos nossas roupas ao mínimo decente, ela catou o violão e saímos, de mãos dadas, em busca do nosso recanto, onde a noite seria curta para tanto tesão, tanta paixão, tanto gozo... E alguma cançãozinha também...

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