No dia seguinte cheguei às onze da manhã, como sempre. O boteco ainda estava vazio. Só tinha a cozinheira e o Zé. Servimos apenas três almoços o dia inteiro. O movimento estava morto. A cozinheira saiu por volta das cinco, deixando a janta pronta caso alguém aparecesse. Eu fiquei sozinha na cozinha, lavando as últimas panelas, quando ouvi o ronco de um caminhão parando na frente.
Eram dois homens. Pai e filho, dava pra ver de cara. O mais velho tinha uns quarenta e cinco anos, cabelo ralo, cara cansada de estrada. O mais novo parecia ter uns dezenove, magro, cara de quem ainda não tinha nem barba direito. Estavam até bem vestidos pra quem era caminhoneiro — camisa limpa, jeans sem muito graxa. O Zé serviu uns salgados e duas cervejas. Depois foi até a mesa deles.
Eu fiquei na cozinha, mas dava pra ver ele conversando baixo. Quando voltou, parou do meu lado e falou direto, sem rodeio:
— Silvia, são pai e filho. Querem os dois juntos. O pai falou que vai ensinar o filho. Eles ofereceram trezentos e cinquenta pelos dois. Se você aceitar, eu falo que sim.
Eu fiquei quieta uns segundos. Trezentos e cinquenta reais era muito dinheiro pra mim. Engoli em seco e respondi baixo:
— Pode falar que eu aceito.
O Zé assentiu e voltou pra mesa. Pouco depois ele me deu um sinal com a cabeça. Eu saí da cozinha e fui pro quartinho dos fundos. O colchão ainda estava no mesmo lugar. Eu tirei a roupa, deixei só a calcinha e sentei no colchão, esperando.
A porta abriu alguns minutos depois. Os dois entraram. O pai fechou a porta e trancou. O filho ficou parado, olhando pra mim com os olhos arregalados. O pai foi mais direto.
— Tira tudo — mandou, apontando pra minha calcinha.
Eu obedeci. Fiquei nua na frente deles. O pai se despiu primeiro. O pau dele não era tão grande quanto o do caminhoneiro negro do dia anterior, mas era grosso e já estava duro. O filho tirou a roupa mais devagar, nervoso. O dele era menor, mas ainda assim decente, apontando pra cima, duro pra caralho.
O pai foi o primeiro a se aproximar. Me empurrou de quatro no colchão.
— Fica assim — ordenou. Depois olhou pro filho. — Olha como se faz.
Ele cuspiu na mão, passou na minha buceta e enfiou de uma vez, sem aviso. Eu soltei um gemido rouco. Ele era violento. Segurava minha cintura com força e metia fundo, rápido, como se estivesse castigando. Cada estocada era pesada, fazia meu corpo inteiro tremer.
O filho ficou parado do lado, batendo punheta, olhando tudo.
— Pode vir — o pai falou pro filho depois de um tempo. — Começa pela boca dela.
O garoto se ajoelhou na minha frente, ansioso. Enfiou o pau na minha boca sem jeito, quase engasgando comigo. Ele metia rápido, sem ritmo, ofegante, como se tivesse medo de gozar antes da hora. Eu chupava ele enquanto o pai me fodia por trás com força, socando sem parar.
— Mais devagar, porra — o pai reclamou com o filho. — Não é pra gozar rápido. Segura.
O filho tentou obedecer, mas estava muito afobado. Depois de uns minutos, o pai tirou o pau de dentro de mim e mandou o filho tomar o lugar. O garoto subiu atrás de mim e enfiou com vontade, gemendo alto. Ele metia desajeitado, rápido demais, segurando minha bunda com as duas mãos. Eu sentia que ele não ia durar muito.
O pai sentou na frente de mim, segurou meu cabelo e enfiou o pau na minha boca.
— Chupa enquanto ele te fode — mandou.
Eu obedeci. O filho metia atrás, cada vez mais rápido, até que soltou um gemido alto e gozou dentro da camisinha, tremendo todo. Mal tinha acabado de gozar e já saiu de cima de mim, ofegante.
O pai não perdeu tempo. Virou meu corpo de lado, levantou uma das minhas pernas e enfiou de novo, agora de frente pra mim. Ele metia mais forte que o filho, socando fundo, falando baixo:
— Olha como se faz, moleque. Assim que se fode uma mulher.
Ele foi brutal até o fim. Quando gozou, segurou minha cintura com força, enfiando até o talo, rosnando baixo. Depois saiu devagar, tirou a camisinha e jogou no canto.
O pai foi o primeiro a se vestir. Contou o dinheiro em notas de cinquenta e jogou trezentos e cinquenta em cima do colchão. Eu peguei tudo, separei trinta e cinco reais pra dar pro Zé e guardei o resto.
Quando saí do quartinho, o Zé estava atrás do balcão. Entreguei a parte dele. Ele pegou o dinheiro, contou e deu uma risadinha baixa.
— Amanhã tem mais — repetiu, igual no dia anterior.
Eu não respondi. Só peguei minha bolsa e saí.
Eu estava quase chegando em casa quando meti a mão no bolso e percebi que o celular não estava lá. Fiquei parada no meio da rua escura, puta da vida. Tinha que voltar. Não dava pra ficar sem celular.
Quando cheguei no boteco, a luz de dentro ainda estava acesa. O Zé provavelmente ainda estava fechando. Eu entrei pela porta dos fundos, sem fazer barulho, e fui direto pro quartinho pegar o celular. Tinha deixado em cima de uma caixa.
Mas quando abri a porta, parei no meio do caminho.
O Zé estava deitado no colchão. Calça aberta, pau na mão. E na outra mão ele segurava uma das minhas calcinhas que eu tinha usado mais cedo. Ele estava batendo punheta olhando praquela peça suja, cheirando ela de vez em quando. O rosto vermelho, a respiração pesada.
Ele se assustou quando me viu. Parou na hora, tentando cobrir o pau com a mão.
— Silvia… — ele falo.
Eu fiquei parada na porta, olhando pra cena. Não senti raiva. Só um cansaço enorme.
— Tá tudo bem, Zé — falei baixo. — Só vim buscar meu celular.
Ele ficou vermelho até o pescoço, com vergonha. Ficou uns segundos em silêncio, depois falou, com a voz rouca:
— Eu… te dou cem reais por uma rapidinha. Só pra aliviar.
Eu olhei pra ele. O homem que era meu chefe. O homem que estava ali, com minha calcinha na mão, me pedindo pra transar com ele. Eu estava destruída. A buceta latejando de dor depois do negão de ontem e do pai e filho de hoje. Mas cem reais era cem reais.
— Eu tô arregaçada, Zé… — respondi, quase num sussurro. — O negão de ontem me abriu toda, e hoje o pai e o filho ainda me comeram. Tá doendo.
Ele se levantou devagar, o pau ainda duro.
— Vai ser rápido — prometeu. — Juro.
Eu fiquei quieta. Depois assenti com a cabeça.
Tirei o short e a calcinha devagar e me deitei de lado no colchão, de costas pra ele. Não tinha mais energia pra nada além disso. O Zé se deitou atrás de mim, segurou minha cintura e enfiou devagar. Eu soltei um gemido baixo de dor. Estava inchada, sensível. Ele não era grande como os outros, mas mesmo assim eu sentia cada centímetro.
Ele meteu devagar no começo, mas logo acelerou. Segurava minha bunda com força, enfiando fundo, gemendo baixo no meu ouvido. Eu ficava quieta, só sentindo o vai e vem, o cheiro dele de suor e cigarro misturado com o fedor do quartinho. Não era como os outros. Era mais… desesperado. Como se ele estivesse esperando esse momento há muito tempo.
Ele gozou rápido, como prometeu. Segurou minha cintura com força e enfiou tudo, soltando um gemido rouco enquanto gozava dentro de mim. Eu senti o jato quente enchendo minha buceta.
Ficamos parados uns segundos, respirando pesado.
Foi quando ele saiu devagar que nós dois percebemos ao mesmo tempo.
Não tinha camisinha.
O pau dele estava molhado, brilhando, e eu sentia o esperma dele escorrendo pela minha coxa. Nenhum de nós tinha lembrado. O calor do momento, a pressa, a vergonha… nós dois tínhamos esquecido.
O Zé ficou em silêncio, olhando pro próprio pau. Eu também não falei nada. Só me levantei devagar, peguei o celular em cima da caixa e vesti a roupa de novo, sentindo o líquido quente escorrendo pra dentro da calcinha.
Ele pegou a carteira, contou cem reais e me entregou. Eu peguei sem olhar pra ele.
Quando saí do quartinho, ele ainda estava sentado no colchão, em silêncio.
Eu fechei a porta atrás de mim e voltei pro beco escuro.
Dessa vez, eu não tinha nem vontade de chorar. Só sentia o peso dos cem reais no bolso e o esperma dele escorrendo entre as pernas enquanto eu andava.