Hoje é um dia muito importante para mim: vamos jantar com os novos funcionários do escritório. Foi um dia tão puxado, cheio de coisas para resolver, que mal tive um momento para respirar. Fui para casa, enchi a banheira, me permiti relaxar um pouco e me arrumei com calma — vestido azul que me deixa elegante, salto alto para me sentir confiante. Dá 19h e o motorista já está me esperando.
Chegando ao restaurante, sou recebida por uma luz suave e quente que acolhe logo na entrada. O lugar é lindo: mesas de madeira bem arrumadas, velas acesas que brilham devagar, um toque de flores frescas em cada canto. O ambiente é tranquilo, com uma música suave ao fundo, e o cheiro de comida caseira bem feita e de ervas frescas espalha-se no ar. Tudo parece tão sereno e acolhedor, perfeito para nos conhecermos bem.
Sinto uma pontinha de nervosismo, mas logo passa. Endireito o vestido, respiro fundo, sorrio e entro com passos calmos. Vejo as mesas já preparadas, pratos e taças brilhando, e sei que ali vamos começar algo bom. Ao passar do jantar me levanto e bato na taça e falo: que todos se sintam em casa, que as conversas sejam leves e sinceras, e que essa noite seja o começo de uma parceria bonita e cheia de confiança.
Levanto a taça. Todos sorriem e me acompanham, o som suave dos copos se tocando espalha uma sensação de leveza pelo ar. Sinto o clima mudar de vez: aquela pontinha de tensão some, dando espaço a sorrisos verdadeiros e apresentações calorosas.
O jantar segue delicioso. As pessoas se abrem, contam um pouco de si, riem das histórias que trocam entre si. Ouço com atenção, faço perguntas, e aos poucos sinto que estamos deixando de ser apenas um grupo de colegas para nos tornando uma equipe. Até eu me surpreendo: o cansaço do dia já não pesa mais, substituído por uma alegria tranquila.
Quando a noite avança e as taças já estão quase vazias, percebo que tudo correu melhor do que eu poderia imaginar. Os novos funcionários parecem à vontade, acolhidos, e nos despedimos com promessas de um bom trabalho juntos pela frente.
Saio do restaurante com o coração leve. O ar fresco da noite me abraça enquanto o motorista abre a porta do carro, paro um instante e percebo: há uma sombra parada um pouco mais longe, imóvel, me olhando, me observando entrar no veículo. Não consigo distinguir bem o rosto, mas sinto o peso daquele olhar sobre mim.
Acomodo-me no banco de trás, o carro começa a seguir em direção a casa, e aos poucos a ficha cai: aquele rapaz sim, agora reconheço esteve ali a noite inteira. De um canto discreto, sempre com o olhar em mim, sem se aproximar, sem perder um só momento. Como não notei antes?
Um arrepio suave percorre meu corpo, e não sei dizer se é de inquietação ou de algo mais. Viro-me devagar, olho pela janela escura, como se ainda pudesse vê-lo ali, parado no mesmo lugar. Fico com a imagem gravada na mente: ele ali, presente, atento, como se eu fosse a única coisa que enxergasse naquela noite. O coração bate um pouco mais forte, e o resto do caminho eu passo revendo, sem querer, cada instante e me perguntando quem é ele, o que pensou, e por que passou toda a noite só a me observar.
No dia seguinte, o sol entra suave pela janela, trazendo um ar novo. Vou para o escritório com o coração ainda meio inquieto, mas com a cabeça erguida. Hoje é dia de receber oficialmente os novos funcionários, de dar as boas-vindas de verdade, de mostrar o espaço, apresentar cada um e fazer com que todos se sintam parte da equipe.
Caminho pelo corredor ouvindo o som dos meus passos no chão, e a cada porta que passa, vem de leve aquela lembrança: o olhar dele, firme e quieto, sobre mim. Será que ele vem hoje também? Será que trabalha aqui? Respirei fundo, sacudi de leve a cabeça para me concentrar primeiro o trabalho, depois descubro.
Chego à porta da sala de reuniões, arrumo a postura, sorrio para mim mesma e entro. Todos já estão chegando. E, no fundo, bem no cantinho, ele está ali.
E no instante em que me vê, nossos olhares se cruzam. O mundo parece parar por um segundo. Ele não desvia, não se apressa, só me olha com calma, como se estivesse dizendo que esteve esperando por este momento. Eu, sem querer, reviro os olhos diante daquele olhar intenso faço de conta que é desdém, que não me afeta, mas é só para esconder o quanto ele mexe comigo por dentro. Sinto o rosto esquentar, respiro fundo e sigo adiante, mas o coração já disparou sem que eu mandasse.
O dia passa voando. Entre apresentações, orientações e ajustes, o tempo escorrega sem que eu perceba. Almoço rápido, volto, e quando me dou conta, o sol já começa a baixar, tingindo tudo de tons dourados lá fora.
Já no final da tarde, quando o silêncio começa a tomar conta do escritório, ouço quatro batidas firmes na minha porta toc, toc, toc, toc.
— Quem será que está batendo? — penso alto, e logo em seguida falo: — Pode entrar.
A porta abre devagar. E ao entrar na sala, era ele. Parado ali, inteiro, de pé, com aquele mesmo olhar que não me deixou em paz a noite toda nem durante o dia. Sinto o coração dar um salto, mas me mantenho sentada, tranquila por fora, e pergunto com a voz que tento deixar firme:
Posso ajudá-lo? pergunto, mas minha voz sai mais suave do que pretendia.
Ele fecha a porta atrás de si, bem devagar, e o clique suave do trancar faz meu corpo inteiro estremecer. Não se apressa em falar; caminha um pouco para dentro, os olhos fixos só em mim, como se eu fosse tudo que existe ali.
Não vim falar de trabalho diz ele, a voz baixa, rouca, carregada de algo que faz meu sangue ferver devagar. Vim dizer que passei a noite inteira te observando. Vi cada movimento seu. E hoje, quando revirou os olhos pra mim… sabia que tinha que vir aqui.
Sinto o ar faltar. Meu coração bate tão forte que tenho certeza ele consegue ouvir. Tento manter a postura, mas minhas mãos já tremem levemente sobre a mesa.
E por que isso me diz agora? pergunto, baixando o olhar e erguendo-o de novo, desafiadora, embora por dentro queime.
Ele se aproxima mais, para ao lado da minha mesa, e se inclina um pouco na minha direção. Sinto seu perfume, algo fresco e quente, que me envolve inteira.
Porque quero que saiba fala bem perto, quase num sussurro que aquele olhar seu… mexeu comigo. Muito. E quero ver até onde vai essa sua teimosia.
Levanto-me devagar, as pontas dos nossos dedos quase se tocam sobre a madeira. Meu rosto queima, mas não recuo.
E se eu disser que foi só desdém? arrisco, num fio de voz, enquanto ele me envolve com o olhar como se já me tivesse nas mãos.
Ele sorri de lado, devagar, e sua mão encontra a minha por cima da mesa quente, firme, sem pressa de soltar.
Então vou ter que provar pra você responde, acariciando de leve meu pulso que por trás desse desdém… tem um desejo igual ao meu.
Meu fôlego para. Fecho os olhos por um instante quando sinto o toque dele, e sei que já não há volta. Tudo o que tentei esconder o nervosismo, a curiosidade, o fogo que ele acendeu sem esforço está ali, exposto, no jeito que meu corpo responde só de ele estar perto.
Ele não larga minha mão. Pelo contrário, entrelaça os dedos nos meus bem devagar, como se estivesse reivindicando algo que já sente que é seu.
— Não precisa fingir mais sussurra, e sua outra mão sobe de leve, tocando meu queixo, fazendo-me erguer o rosto pra ele. Eu vi. Vi como me procurava com o olhar mesmo quando virava o rosto.
Tento responder, mas a voz fica presa na garganta. Ele se aproxima mais, até sentir o calor do seu corpo misturar com o meu. O ar entre nós parece pesar, quente, cheio de tudo que ainda não dissemos mas já sentimos.
— E se eu não quiser mais fingir? — consigo dizer, quase num fio de voz, rendendo-me ao seu toque.
Ele sorri, e antes que eu possa pensar em recuar, seus lábios tocam os meus. Não é um beijo apressado é intenso, firme, como se tivesse esperado por isso a noite toda e o dia inteiro. Me puxa mais perto pela cintura, colando meu corpo no dele, e sinto um arrepio percorrer-me dos pés à cabeça. Meus braços vão sozinhos ao pescoço dele, sem forçar, sem resistir porque já não quero.
— Isso murmura contra meus lábios, deixa eu descobrir tudo o que você esconde com esse seu jeito desafiador.
Seus toques agora deslizam com mais confiança, mas sempre com cuidado, perguntando sem precisar falar. E eu me entrego, sem medo, sentindo que cada movimento seu foi feito pra chegar exatamente aqui perto demais, longe de tudo o resto, só nós dois.
Seus dedos deslizam pela minha cintura, apertando devagar, me puxando pra colar ainda mais nele, sem deixar espaço nenhum entre nós. Sinto o quanto me quer, e isso me deixa boba, sem saber onde começo e onde ele termina.
— Você não faz ideia de quanto tempo passei imaginando isso sussurra no meu ouvido, e a voz dele me faz arrepiar toda imaginando te ter assim, só pra mim.
A mão dele sobe devagar, por dentro do tecido do meu vestido, subindo pela minha perna bem devagar, sem pressa, provocando, fazendo eu me contorcer de leve no lugar, querendo mais, sem saber se peço ou se mexo pra chegar mais perto.
— Revira os olhos de novo pra mim ele pede, mordendo meu pescoço de leve, bem devagar, mas agora não disfarça. Deixa eu ver o quanto te deixo sem ar.
Eu tento revirar, como sempre faço, mas sai fraco, todo derretido, só consigo gemer baixinho quando ele me aperta forte e me beija como se fosse me devorar inteira.
— É assim que gosta, não é? pergunta, e eu só consigo acenar com a cabeça, sem jeito, sem palavras que eu te tome sem pressa, que eu saiba cada cantinho seu.
Ele me levanta com facilidade e me coloca sobre a mesa, empurrando tudo pro lado com um gesto firme, e entrelaça as pernas minhas na cintura dele, me colando nele, sentindo tudo o que ele sente por mim.
Hoje ninguém vai nos interromper diz, olhando direto nos meus olhos, e você vai ser toda minha, sem disfarce, sem orgulho, só sentindo.
Mal acaba de falar e ouço batidas fortes na porta. Duas, bem dadas, e meu coração quase para.
— Com licença Senhora? uma voz do lado de fora. Alguém aí dentro?
Meu corpo inteiro trava. Os olhos se arregalam e eu me agarro nele, desesperada, quase sem voz, sussurrando bem baixinho contra sua boca:
—Tem gente, alguém…
Ele não se afasta. Pelo contrário, me segura firme no lugar, ainda colado em mim, a mão dele na minha cintura me apertando forte, e sussurra bem baixinho no meu ouvido, mandando:
— Fala pra eles que estamos ocupados e em reunião urgente. Fala firme, sem tremer.
Respiro fundo, ele ainda colado em mim, e tento manter a voz estável o máximo que consigo:
— Estamos ocupados! Em reunião! Por favor, volte mais tarde!
Do lado de fora, um silêncio breve, depois a voz novamente, mais baixa:
— Ah… desculpa incomodar. Deixo o documento aqui fora.
Ouvimos os passos se afastando. Ele sorri, satisfeito, e me beija o pescoço bem devagar:
— Fez direitinho. Muito bem comportada.
Agora...
Ninguém mais vai nos atrapalha. E você continua sendo toda minha.
Ao ouvir isso, mexo o corpo, me debato de leve, apoiando as mãos no peito dele pra empurrá-lo e tento descer da mesa:
Me solta, não posso deixa eu descer…
Mas ele não me deixa ir. Segura firme nas minhas coxas, me puxa de volta pra colar nele, sem usar força demais só o suficiente pra eu não conseguir fugir.
— Aonde você pensa que vai? pergunta, com a voz rouca e um sorriso de quem já sabe que é jogo perdido lutando assim só me deixa com mais vontade de te segurar.
Eu me mexo mais, revirando os olhos, empurrando seus ombros, tentando achar um jeito de escorregar pra fora do alcance dele, mas ele me envolve inteira, prendendo minhas pernas com as suas:
— Para, deixa eu ir não estou brincando…
— Eu também não estou brincando diz, baixando a boca bem pertinho do meu pescoço, sem me soltar nem um milímetro. E quanto mais você luta… mais eu sei que quer ficar. Mais do que isso quer que eu te faça parar de lutar do jeito que só eu sei.
Ele me aperta firme e me olha desafiador, e minhas próprias mãos, que estavam empurrando seu peito, acabam se agarrando na camisa dele, sem querer, sem obedecer mais a mim.
Ele fala vai continuar lutando? provocando, roçando os lábios nos meus ou vai admitir que já é minha?
Eu me endireito, firme, apontando o dedo pra ele, com os olhos faiscando:
— Sua! Quem você pensa que é? Aqui quem manda sou eu! Eu sou a patroa!
Ele não recua nem um milímetro. Se aproxima mais, me encurralando entre os braços dele, e responde baixo, com aquele sorriso seguro e provocador:
— Você manda na empresa, sim. Mas tá doida se acha que manda em você não, aqui quem dita a regra o ritmo sou eu. E seu corpo já sabe disso melhor que você.
Engulo seco, sem ter o que responder, porque no fundo sei que ele tem razão. Minha raiva derrete toda quando ele passa o dedo devagar pelo meu queixo, me fazendo olhar pra ele:
— Agora fala de novo que manda vai desafia, roçando os lábios nos meus, fala pra mim e vê se consegue sem tremer.
Tento insistir, abrir a boca pra mandar ele parar, mas ele tapa minha boca com a palma da mão forte de uma vez só, firme, sem me machucar mas sem deixar eu falar:
— Shiuuu… caladinha. Essa sua boca vai te por em perigo se não souber ficar quieta.
Fico parada, o coração disparado contra o peito dele, olhos arregalados, sem conseguir falar nem me mexer direito. Ele me solta devagar, me ajeita sentada bem no meio da mesa, e vai até uma maleta que tinha trazido consigo. Coloca no chão, abre e deixo ver tudo ali brilhando: acessórios de couro, fitas e ele pega uma bola de silicone e umas cordas macias.
Vem de volta pra perto de mim. Sem pressa, sem pressa nenhuma, começa a tirar minhas roupas, devagar, como se estivesse saboreando cada momento, me deixando só de lingerie. O ar fresco da sala me faz arrepiar inteira, exposta assim só pra ele.
Depois começa a passar a corda nas minhas mãos, amarra bem atrás das costas, firme mas sem apertar demais deixa claro que não tenho como fugir, mas também não vai me machucar. Sinto o nó sendo fechado, e junto vem a certeza: agora sou toda dele, sem mandar em nada, sem poder lutar.
Levanta meu rosto com a ponta dos dedos, me faz olhar pra ele, e sem dizer uma palavra coloca a bola na minha boca e ajusta a tira. Fica tudo preso, calado. Tudo que eu quisesse gritar, mandar, reclamar fica abafado, preso dentro de mim. Só consigo respirar fundo e olhar pra ele, sem poder falar, sem poder revidar, completamente entregue ao que ele decidir fazer.
Ele se afasta devagar, sem tirar os olhos de mim nem um segundo, vai até minha cadeira e se acomoda ali, confortável, como se já fosse o lugar dele. Cruza a perna, apoia o cotovelo no braço da poltrona, e fica ali… só me observando.
Olha de cima a baixo, devagar, como se estivesse admirando algo que finalmente é só dele. Passa o olhar pelas minhas mãos amarradas, pelo meu corpo descoberto, pela bola na minha boca, e um sorriso lento e satisfeito aparece nos lábios dele.
— Que visão fala baixo, como se estivesse falando mais consigo mesmo do que comigo, mas eu ouço cada palavra toda bonita, toda minha. Sabia que ia ficar assim perfeita. Exposta, calada, esperando. Nem parece a mesma pessoa que me dava ordem minutos atrás.
Inclina um pouquinho pra frente, me devorando com o olhar, inteiro, sem pressa nenhuma.
— Olha pra mim pede, firme, sem levantar a voz mas sem deixar espaço pra dúvida.
Eu não olho. Viro o rosto pro lado, faço de conta que não ouvi, teimosa até o fim, mesmo amarrada e entregue assim.
— Disse pra olhar pra mim — manda de novo, mais claro, mais pesado.
Continuo sem olhar. Fico com o olhar fixo na parede, no chão, em qualquer lugar menos nele. Ainda mexo o queixo, desafiadora, como se ainda tivesse alguma ordem que eu quisesse dar.
De repente a voz dele sobe, forte, cortando o ar:
— OLHA PRA MIM AGORA!
E logo em seguida ouço um estalo seco, cortante ele bate a chibata forte na superfície da minha mesa, bem ao lado da minha perna. O som me faz dar um salto inteiro no lugar, o coração dispara e o corpo reage antes da mente. Assustada, desperta, viro a cabeça de uma vez e o olho direto nos olhos dele.
Ele está sério, firme, sem sorrir, mas com aquele brilho de quem sabia exatamente o que ia acontecer. Segura a chibata na mão, descansando, e me mantém presa no olhar:
— Agora sim. Quando eu falo, você obedece. Sem enrolação, sem teimar.
Ele se levanta de uma vez, vem até mim, me tira da mesa com firmeza e me coloca ajoelhada no chão, de frente pra ele. Minhas mãos continuam amarradas bem atrás das costas, sem eu ter como me apoiar nem me defender direito.
Começa a tirar o sapato, devagar, sem pressa. Depois se aproxima, retira a mordaça com um gesto seco e pega de novo a chibata na mão.
Assim que sinto a boca livre, solto tudo de uma vez, tremendo de raiva e nervosismo:
— Me desamarra! Seu louco! Doente! Me solta agora!
Ele chega perto, me segura o rosto com firmeza, os dedos apertando de leve meu queixo, e me corta a palavra com a voz pesada e cortante:
— Cala a boca! Eu não mandei você falar, mandei?
Fico de repente sem ar. Engulo seco, as palavras morrem na garganta de uma hora pra outra. Ele me olha firme, sem soltar meu rosto, e repete mais baixo, mais perigoso:
— Responda. Eu te dei ordem pra abrir a boca? Fala só quando eu permitir. E lembra bem quem manda aqui agora.
Baixo a cabeça, a voz sai pequena, diferente de tudo que eu fui minutos atrás:
— Não, Senhor. Não deu.
Ele me segura firme o queixo, fazendo eu olhar pra ele, e pergunta devagar, cada palavra cortando fundo:
— Então porque abriu a boca essa boquinha gostosa vai te por em apuros sabia?
Fico sem saber o que dizer, o coração batendo forte, tremendo inteira. Não tenho desculpa. Só consigo balançar a cabeça, olhando pra baixo de novo, e sussurro baixinho:
— Não sei, me desculpa… não vou mais fazer isso… prometo ficar quieta.
Ele passa o polegar pelos meus lábios, calando-me de leve antes mesmo de eu terminar, e fala baixo, pesado:
— Espero mesmo. Porque da próxima vez que falar sem permissão não vou vim aqui só pra te perguntar e sim pra te mostrar Entendeu?
Levanto o rosto de novo, desafiadora, mesmo ajoelhada, mesmo amarrada, e solto direto, sem medo:
— Então venha, Senhor! O Senhor só promete e nada faz! Me deixa aqui amarrada, esperando… será que tem essa coragem?
Ele fica parado um instante, me olhando fixo, sem se mexer, sem dizer nada e aquele silêncio pesa mais do que qualquer grito. Depois sorri de lado, devagar, e se aproxima mais, bem perto de mim:
— Ah é? Então você quer que eu faça? pergunta, baixando a voz, cada palavra caindo como peso sobre mim.
— Está pedindo mesmo? Porque quando eu começar, não vou parar. E não vai poder dizer que não avisei. Quem ri por último… ri melhor, patroazinha.
Ele se aproxima mais, me envolve inteira com aquele olhar firme, e levanta um pé, apoiando bem pertinho do meu joelho:
— Pois bem. Já que está tão ansiosa, me beije os pés. Devagar, com carinho, como se soubesse exatamente quem é seu dono.
Fico parada um instante, sem saber se ouvi direito. O coração bate forte, misto de vergonha e aquele fogo que não some. Tento recuar um pouquinho, mas ele me segura o queixo com um dedo, me impedindo de desviar o rosto: Não vai teimar comigo agora. Você que pediu. Se entregou obedece.
Respiro fundo, fecho os olhos por um segundo e me inclino devagar, sem forças pra resistir mais. Encosto os lábios de leve no peito do pé dele, tremendo, toda entregue, e sinto ele acariciar minha cabeça em seguida, satisfeito: boa menina!!
Ele passa os dedos devagar pelo meu cabelo, puxando bem de leve, só pra eu sentir quem manda, e a voz sai grave, satisfeita:
— Viu como não dói obedecer? Fica ainda mais linda quando para de brigar comigo.
Eu respiro fundo, ainda tremendo, o rosto quente de vergonha mas sem querer me afastar. Olho pra ele por entre os cílios, baixo um pouco a guarda e sussurro, quase sem voz:
— Só só porque eu quis, Senhor. Não pense que me rendi fácil.
Ele sorri, aquele sorriso que me desarma toda, e se inclina mais, bem pertinho do meu ouvido:
— Sei muito bem que foi você quem quis, teimosa. Foi você quem pediu. E agora sabe o que vem?
Balanço a cabeça devagar, o coração quase saindo pela boca.
— O quê, Senhor?
— Agora fica quietinha, e aceite o que eu te der. Sem mais palavras. Sem mais desafios, ainda nao acabei com você entendido?
Fecho os olhos devagar, deixo cair tudo que me segurava e aceno, entregue de verdade:
— Entendido, meu Senhor.
Ele beija o topo da minha cabeça, firme e doce, e solta bem baixinho:
— Boa menina. Agora eu vou cuidar do que e meu.
Ele puxa meu cabelo com firmeza, sem me deixar desviar o rosto, e me guia devagar, sem pressa mas sem dúvida nenhuma:
— Abre bem a boca pra mim. E não se apresse. Faz do jeito que eu mandar.
Sinto tudo entrando devagar, pesado, quente, e ele controla cada movimento com o punho no meu cabelo vai e vem, ritmado, decidido, me fazendo sentir a cada instante quem está no comando. Tento acompanhar, mas ele me guia sem dó nem pressa, puxando quando quiser recuar, empurrando devagar quando quer que eu tome mais.
A boca enche rápido, começo a me babar toda, o líquido escorrendo pelos cantos, descendo pelo queixo, e eu não consigo esconder o quanto estou excitada. Ele sorri, satisfeito, vendo assim, bagunçada, rendida.
— Assim, que e uma boa cadela.
Fecho os olhos, deixo ele fazer o que quiser de mim, agora sou toda dele, no ritmo dele, no desejo dele. E no fundo é exatamente onde eu quero estar.
Ele sai devagar da minha boca, mas não me deixa respirar direito ainda com a mão firme no meu cabelo, me puxa pra perto, e fala rouco, bem no meu ouvido:
— Olha só que bagunça que você fez. Toda molhada, e ainda acha que tem direito de falar sem permissão?
Antes que eu consiga dizer qualquer coisa, ele me guia o rosto devagar, pressionando levemente, e faz minha cara esfregar nas minhas próprias babas que escorreram pelo queixo e se espalharam nos lábios. Sinto tudo pegajoso, quente, espalhando mais, e eu tremo toda, sem conseguir desviar, sem querer resistir.
— Sente isso? fala baixo, duro, satisfeito consigo mesmo. É o que você é. Toda bagunçada pra mim, toda entregue. E não vai limpar não. Deixa assim. Pra não esquecer nem um segundo de quem você pertence.
— Fica quietinha agora. Aceita. E agradece por eu estar cuidando tão bem de você, vadia.
Eu respiro fundo, os olhos cheios de algo entre vergonha e aquele fogo que não apaga, e sussurro baixinho, obediente:
— Obrigada, Senhor, sou toda sua…
Ele pega um lenço, dobra com calma e passa devagar no meu rosto, limpando cada cantinho com carinho que contrasta com tudo que veio antes suave, atento, como se estivesse tratando algo precioso.
ele puxa uma faca, a lâmina brilhando devagar.
Aproxima sem pressa, corta minha lingerie num só movimento limpo, sem me machucar nem um segundo, e o tecido cai aos meus pés. Depois abre a maleta: saem prendedores, brilhantes e firmes, e rolos de corda grossa, macia. Ele passa a corda ao redor dos meus seios, amarra com precisão, apertando o quanto deve não dói, mas me marca, me molda, e coloca os prendedores devagar, perguntando só com o olhar se estou bem, e eu aceno, sem conseguir falar, só sentindo cada toque, cada aperto, cada sinal de que sou dele.
Me levanta do chão sem esforço, me guiando até a mesa, e me coloca debruçada de quatro, firme, estável, sem me deixar cair. Pega mais corda, amarra minhas mãos firmes nos pés dianteiros da mesa, depois os pés nos de traseiros esticada, exposta, inteira à disposição, sem nenhuma forma de fugir. Ele passa a mão pelas minhas costas, descendo devagar, e se inclina bem perto:
— Perfeita. Exatamente assim. Ninguém vai te encontrar. Ninguém vai te tocar nunca mais ouviu. Só eu. E você não vai a lugar nenhum sem eu deixar. Estamos entendidos?
O coração bate tão forte que eu sussurro:
— Entendido, Senhor… toda sua… faça o que quiser comigo…
— Vou fazer. Pode ter certeza disso.
Ouço primeiro aquele zumbido baixo, constante, crescendo devagar quando ele liga a varinha mágica vibração que já sinto no ar, só de ouvir. Aproxima sem pressa, a coloca bem no centro, firme, e sinto ela pulsando contra mim, forte, constante, fazendo meu corpo arquejar sem querer, querer ceder já ali.
Depois ouço o som suave da chibata cortando o ar, e ele passa a ponta devagar, por minhas costas, descendo pela cintura, pelas coxas traçando cada linha, marcando sem bater ainda, me deixando adivinhar, tremendo toda. A voz chega firme, rouca, decidida bem atrás de mim:
— Vamos começar. Vamos ver o quanto você aguenta. E lembra-se: não goze. Não ouse até eu deixar. Se quebrar essa regra ja sabe o preço que paga. Entendido?
Apenas consigo balançar a cabeça, respirando entrecortado, a vibração não para, e a ponta da chibata toca de novo, leve, insinuante:
— Entendido, Senhor vou tentar, vou me segurar…
— Não tente. Faça corta seco. E guarda pra mim.
Levanta a mão, ouço o som no ar, e o primeiro golpe vem firme, quente, deixando a marca que arde e mistura com a vibração que não para e eu prendo o grito, mordo o lábio, seguro firme, só pra mostrar que posso ser boa, que consigo obedecer, que sou dele do jeito que ele quiser.
Ele levanta de novo, a voz cortando dura e clara:
— Fala, cadela. Conta cada uma. Em voz alta. E se erra um número ou fogir da contagem começa tudo de novo.
Eu respiro fundo, o peito subindo e descendo rápido, a vibração não para e já me faz tremer por inteiro. Mordo o lábio, seguro tudo o que consigo e respondo fraca, obediente:
— S-sim, Senhor.
O primeiro golpe cai forte, quente, espalhando fogo pela pele. Dá um salto, arquejo, quase perdendo o fôlego, mas me esforço e digo:
— U-uma…
O segundo vem logo em seguida, firme, certeiro. Meu corpo estremece todo, as pernas querendo ceder, a varinha pulsando sem dó junto com a ardência:
— D-duas… ah…
Terceiro arde mais, mistura com aquela vontade que cresce sem parar, quase me dominando. Fecho os olhos com força, seguro o grito e saio ofegante:
— Três… Senhor qase não consigo…
— Quatro! ele avisa antes de bater de novo, e o golpe cai com força. Eu me remexo, tremendo inteira, já tão perto, tão cheia, lutando com todas as forças pra não quebrar a ordem:
— Quatro… ah… quatro… quase vou… não vou… vou aguentar…
— Cinco… — sussurro entrecortado, lágrimas nos olhos, o coração disparado, a boca aberta sem saber se peço mais ou se peço calma Cinco, Senhor… obrigada…
Ele para um instante, passa a mão devagar pela pele ardida, e fala rouco, satisfeito:
— Boa cadela. Contou direitinho. E segurou. Mas ainda não acabou.
Ele abaixa a cabeça devagar, e beija cada marca que deixou um por um, lento, quente, como se estivesse selando cada golpe com um beijo só meu. Sinto os lábios dele passando por onde ardeu, e o fogo vira outra coisa, doce e pesada, espalhando por todo o corpo.
Depois se aproxima mais, se encaixa bem em mim, e entra devagar, inteiro, preenchendo tudo de uma vez. Sinto aquela quentura invadir, me tomando por completo, e fecho os olhos, soltando o ar que nem sabia que segurava. Ele começa o ritmo vai e vem, firme, fundo, sem pressa mas sem parar, me pegando inteira, me fazendo sentir a cada movimento quem manda, quem sou.
As mãos dele seguram meu quadril, me guiando junto com ele, e a voz chega rouca, bem perto:
— Assim recebe tudo é seu sou todo seu e você é toda minha…
Meu corpo se move junto, sem eu nem precisar pensar, as cordas me segurando firme, sem escapatória, só sentindo cada entrada, cada toque, cada respiração dele misturada à minha. O prazer cresce forte, sem freio, e eu já não sei onde termina eu e começa ele só sei que estou entregue, inteira, dele, do jeito que ele quiser.
— Ah… Senhor… gemo baixinho, sem conseguir segurar toda sua só sua.
Eu me remexo toda, sem forças pra segurar mais, a voz saindo em súplica, quebrada:
— Por favor, Senhor… deixa eu gozar não aguento mais por favor…
Ele aperta mais forte, tudo em mim e solta a ordem rouca, pesada:
— Pode, goza pra mim.
E é como se tudo dentro de mim se soltasse de uma vez arde, cresce, explode, me faz arquear, tremer, chamar o nome dele sem parar, perdida no meio de tudo. Sinto quando ele também chega, se entregando junto comigo, fundo, forte, e geme baixinho, inteiro em mim, enquanto sentimos tudo juntos, um no outro, sem mais nada além disso.
Ficamos assim um instante, respirando juntos, devagar. Depois ele começa a desamarrar, um nó de cada vez, soltando minhas mãos, meus pés, devagar, com cuidado, como se eu fosse algo precioso. Me levanta no colo sem pressa, me leva até o sofá e me deita com suavidade, se deitando ao meu lado e me puxando pra perto, aconchegada no peito dele. Passa a mão devagar nas minhas costas, me acariciando, e beija minha testa bem demorado:
— Boa menina foi tão boa… descansa agora. Está segura. Está comigo.
Eu me aconchego mais nele, ainda tremendo um pouquinho, toda quente, toda satisfeita, e sussurro baixinho, com a voz mole de felicidade:
— Obrigada, Senhor sou toda sua para sempre
Ele me abraça mais forte, apertando doce:
— E eu sou seu. Sempre. Descansa, meu amor.
