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Luana: O Sabor de Quero Mais

Um conto erótico de Luana
Categoria: Grupal
Contém 4624 palavras
Data: 10/08/2026 08:31:52
Última revisão: 10/08/2026 09:34:38

Gente, vocês não têm ideia do que é passar três dias com a Helena e sentir que foi uma semana inteira. É impressionante como o tempo distorce quando o prazer é bom. Sabe aquela sensação de que você viveu milhares de momentos em poucas horas? Pois é. Foi exatamente assim com ela.

A Helena passou só três dias aqui em casa, mas pareceu uma semana. Cada noite, cada manhã começou com aquela cumplicidade gostosa de quem compartilhou segredos. E quando ela foi embora, ficou aquele gosto de quero mais. Não era só saudade, era aquela vontade física mesmo, de sentir a pele dela de novo. O Jonas até brincou comigo. Disse que eu fiquei com cara de cachorro abandonado quando o carro do Lázaro sumiu na curva. Eu ri, mas era verdade. A Helena mexe comigo de um jeito que eu ainda não sei explicar direito. Não é só o corpo dela, que é lindo. É ela inteira. Aquele jeito dela de estar presente, de te olhar como se você fosse a única pessoa no mundo naquele momento.

Enfim.

No sábado, o Jonas foi trabalhar. Sim, sábado. Ele tava nessa correria com um projeto de uma ponte que ele e o Lázaro estão tocando juntos. Ele é o engenheiro chefe e tá com o prazo no cangote. Saiu de manhã cedo, deu um beijo na minha testa que eu senti até os pés, e disse que ia tentar resolver até umas duas da tarde.

"Hoje o almoço vai ser lá na casa do Lázaro", ele falou, já com a chave do carro na mão. "Ele disse que a Helena vai preparar uma feijoada. Vai ser nossa recompensa pelo projeto."

Eu sorri. Uma recompensa que eu sabia que ia ter sabor de Helena também. Mas não falei nada. Só dei um beijo nele e disse que quando estivesse voltando da viagem avisava.

Porque eu e a Luciana combinamos de ir pra cidade vizinha fazer umas compras. Urubici é linda, mas o comércio é pequeno. A cidade vizinha tem um shopping decente, umas lojas boas, e eu tava louca pra sair um pouco, arejar a cabeça, gastar um dinheirinho que eu tinha guardado.

A Luciana aceitou na hora quando eu convidei. A gente saiu cedo, ainda com o sol nascendo atrás das montanhas. O carro ia devagar pelas curvas de serra, a névoa baixa grudada nos vales, e a Luciana tava toda animada. Colocou uma música gospel baixinha, que eu já tava até acostumada e ficou cantarolando enquanto eu dirigia.

Depois de um tempo, com a estrada mais reta, eu aproveitei pra puxar assunto.

"Lu", comecei, tentando ser natural. "Sobre aquele domingo..."

Ela ficou quieta. Eu vi o corpo dela dar uma travada no banco do carona.

"Aquele domingo no riacho. Como é que você tá se sentindo?"

Ela demorou uns segundos. Mexeu a mão na bolsa, depois no cabelo, e eu vi que tava nervosa.

"Luana... eu tô com vergonha até agora", ela disse baixinho. "Não sei o que deu em mim. Eu nunca fiz nada parecido, nunca senti aquilo."

"Você é minha melhor amiga aqui em Urubici", eu falei, tentando tranquilizar ela. "Você pode falar comigo. Não tem julgamento, tá? Eu não tenho ciúme de você ter desejado o Jonas. Isso é normal."

Ela me olhou surpresa.

"Normal?"

"Lógico. O Jonas é um homem bonito, você é uma mulher saudável. É natural sentir atração. O que importa é o que a gente faz com isso."

Ela ficou em silêncio mais um pouco. Eu vi que estava processando, tentando colocar em palavras o que sentia. Continuei dirigindo, dando tempo.

"Acho que o que mais me assustou", ela começou devagar, "foi que eu gostei. Da sensação. De me sentir desejada. De sentir aquela coisa... sabe? Aquela coisa que queima."

Ela parou, e eu vi o rosto dela corar.

"Lu", ela disse depois, "você não vai se chocar com o que eu vou te falar?"

"Pode falar, Luciana. Não vou me chocar com nada."

Ela respirou fundo e soltou:

"Eu já transei algumas vezes com o Danilo."

Ela falou tão rápido que eu quase não entendi. Aí veio a confissão completa:

"Mas é segredo, tá? Todo mundo aqui na cidade acha que eu sou virgem. Minha família, a igreja... eles acreditam que eu vou esperar até o casamento. Mas a gente... a gente já fez algumas vezes."

Eu não consegui conter um sorriso. Não era deboche, era uma alegria genuína de ver ela se abrindo.

"Luciana! Quer dizer que você já provou da calabresa de perto?"

Ela ficou vermelha até as orelhas.

"Luana!", ela riu, mais de vergonha do que de graça. "Que jeito de falar!"

"Ué, é verdade ou não é? Você é uma mulher livre, Luciana. Não precisa ter vergonha disso."

Ela se ajeitou no banco, e aos poucos a vergonha foi virando confidência.

"Foi dolorido na primeira vez", ela admitiu. "Muito. Eu achei que ia morrer. Mas depois... depois ficou bem gostoso. A gente sempre transa quando eu vou na casa dele. O Danilo é... bom nisso."

Eu dei uma risada gostosa.

"Olha só a santinha! Quem diria!"

"Para com isso!", ela disse, mas já estava rindo junto. "Você não imagina como é difícil esconder. Minha mãe vive perguntando se eu tô me guardando, se tô fazendo tudo certinho..."

"E o que você responde?"

"Eu digo que sim. Mas no fundo, tô mentindo. E isso me pesa."

Eu coloquei a mão no braço dela.

"Luciana, você não tá fazendo nada errado. Você ama o Danilo, vocês vão se casar. Sexo é uma coisa natural, é gostoso. Não deixa ninguém te convencer do contrário."

Ela ficou quieta, pensando. Depois de um tempo, ela falou, mais baixo:

"Luana... você já assistiu vídeos eróticos?"

Eu quase dei uma risada, mas me segurei.

"Já, claro. E você?"

Ela ficou vermelha de novo.

"Sim", ela confessou. "A primeira vez que eu vi, achei horrível. Principalmente aqueles com duas mulheres e um homem. Eu pensava: 'como pode? Isso não é certo'. Mas depois que eu comecei a transar de verdade, eu comecei a imaginar. A pensar como seria."

Ela olhou pra frente, o rosto todo corado.

"Um dia eu vi um vídeo com duas mulheres se tocando. E eu fiquei... curiosa. Não sei explicar. Me deu uma coisa no corpo, uma vontade de saber como é. Mas é pecado, Luana. É errado."

"Bobagem", eu falei, sem hesitar. "Luciana, você é uma mulher com desejos normais. Não tem nada de errado em sentir curiosidade. O que importa é o que você faz com isso."

Ela me olhou, como se estivesse vendo uma nova pessoa na minha frente.

"Você é tão diferente de todo mundo que eu conheço, Luana."

"Você também é diferente do que parece", eu respondi, sorrindo.

A gente riu junto. A conversa foi fluindo pra outros assuntos, mais leves. A Luciana me contou das amigas da igreja, eu falei um pouco de Floripa, mas sem entrar nos detalhes pesados. O tempo foi passando e a cidade já estava aparecendo no horizonte.

Mas eu fiquei com aquele pensamento na cabeça o resto do caminho.

Luciana. A santinha. A que todo mundo julgava virgem e inocente. Ela tinha mais fogo do que qualquer um imaginava. E eu sabia que aquela curiosidade que ela confessou, aquela vontade de experimentar coisas novas, ia crescer.

Continuei dirigindo em silêncio por um tempo, mas a cabeça já estava lá na frente, imaginando como seria chegar em casa e ouvir o Jonas contar o dia dele. A Luciana ainda estava tagarelando sobre as lojas que a gente ia visitar, mas eu já estava meio distante, com aquele pensamento fixo: o que estava rolando na casa do Lázaro?

— Luana, você tá me ouvindo? — ela perguntou, me tirando do devaneio.

— Tô, tô — menti. — Falei que a gente ia naquela loja de roupas primeiro, né?

Ela riu, sabendo que eu não tava prestando atenção, mas não insistiu. A amizade com a Luciana é assim: ela não força, não cobra. E é por isso que eu gosto tanto dela.

Passamos a tarde inteira fazendo compras. Comprei um vestido novo, uma blusa que o Jonas ia adorar ver em mim, e umas coisinhas pra casa. A Luciana se animou com uma sandália e um conjunto de lingerie que ela disse que ia usar na lua de mel. Eu incentivei, claro. Falei que o Danilo ia pirar. Ela ficou vermelha, mas tava feliz.

No fim da tarde, quando o sol já começava a descer atrás das montanhas, a gente começou a voltar. A viagem foi mais silenciosa, cada uma com seus pensamentos. A Luciana deitou a cabeça no apoio e quase dormiu. Eu fiquei olhando a estrada, o céu alaranjado, as araucárias passando rápido. E pensando no Jonas.

Cheguei em casa quando já estava escurecendo. A luz da sala tava acesa, o que significava que ele já tinha voltado. Estacionei o carro, peguei as sacolas e entrei.

— Amor? — chamei, já fechando a porta com o pé.

Ele apareceu na porta da cozinha, com uma cara de quem tinha acabado de acordar de um cochilo. Cabelo bagunçado, camisa desabotoada, aquela expressão meio sonolenta que eu adoro.

— Chegou, meu bem — ele disse, vindo me dar um beijo.

Eu senti o cheiro dele, aquele cheiro de sabonete e de homem. Mas tinha também um outro cheiro, meio adocicado, que eu não reconheci na hora. Deixei pra lá.

— Comprou tudo? — ele perguntou, pegando as sacolas da minha mão.

— Quase tudo. A Luciana me ajudou a escolher umas coisas. Vocês almoçaram bem?

Ele sorriu, mas tinha um brilho diferente no olhar.

— Almoçamos, sim. A Helena fez aquela feijoada que ela tinha prometido. Tava muito boa.

— E o projeto? Conseguiram adiantar?

— Sim, a gente fechou a parte mais pesada. O Lázaro é bom de serviço, não enrola.

Fui pro quarto, deixei as sacolas na cama e comecei a tirar a roupa. Tomei um banho demorado, com água bem quente, lavando o cansaço da viagem. Quando saí, enrolada na toalha, o Jonas tava deitado na cama, mexendo no celular.

Me sequei, passei um creme no corpo, coloquei uma camisola leve e deitei do lado dele. Encostei a cabeça no ombro dele, sentindo o calor do corpo.

— Me conta — falei, a voz baixinha, manhosa. — Como foi o seu dia? E como foi com a Helena?

Ele colocou o celular de lado e me olhou. Tinha um sorriso meio de canto, meio culpado.

— Você quer saber mesmo?

— Quero. Tudo. Do começo.

Ele respirou fundo, como quem organiza as palavras, e começou a contar.

— Depois que a gente terminou o serviço, o Lázaro me chamou pra almoçar lá em casa. Eu já tinha te falado. A Helena fez uma feijoada de dar água na boca. A gente comeu, conversou, e ela perguntou por você.

— O que você disse? — perguntei, já sabendo a resposta.

— Disse que você tinha ido fazer compras na cidade vizinha, que só voltava à noite. Que eu ia ficar aqui sozinho até você chegar.

— E ela disse o quê?

Ele hesitou, e eu vi o sorriso se abrindo.

— Ela disse que já que eu ia ficar sozinho, era melhor eu passar a tarde com eles. Que seria muito bom. E pediu pro Lázaro pegar um short pra eu vestir, porque eu tava com a roupa do trabalho, suado.

— E você vestiu?

— Falei que não dava, que eu ia ficar sem cueca. O Lázaro riu, e a Helena disse que eu tava entre amigos, que podia ficar de short sem cueca mesmo, que ela não ia contar pra você.

Eu ri baixinho.

— E você acreditou?

— Meio sem graça, eu aceitei. Aí pedi pra tomar um banho. O Lázaro falou que ia ver um filme top, que tava disponível. A Helena disse que ia prender o filho dela.

— O filho?

— O cachorro. Husky siberiano. Ela chama ele de filho.

— Ah, sim. Ela me falou uma vez.

Jonas continuou, a voz baixando um pouco.

— Fui pro banheiro. Tomei um banho rápido, tava me enxaguando, e de repente senti uma mão nas minhas costas. Fiquei assustado, me virei, e era a Helena. Nua.

Eu senti meu corpo esquentar.

— Ela entrou no banheiro?

— Entrou. Eu perguntei pelo Lázaro, e ela disse que tava na sala. Que ele tinha autorizado. Que ela seria a sobremesa do almoço.

Ele fez uma pausa.

— Meu bem, eu não sei nem por onde começar. Ela me pegou com uma calma que me desmontou. Não foi com pressa, foi como se tivesse o tempo do mundo. Ela me virou de costas pra ela, e a mão dela foi descendo pelas minhas costas, devagar, sentindo cada músculo. Depois ela colou o corpo no meu, aquele corpo quente, molhado, e começou a passar a mão na minha barriga, descendo, até chegar em minha rola que estava bem dura.

Eu fechei os olhos, imaginando a cena.

— Ela me virou de frente, me olhou daquele jeito que ela tem, e se ajoelhou. Meu bem, quando ela abriu a boca e me chupou, eu perdi o chão. Ela não foi com sede ao pote, ela foi devagar, sentindo, provando, como quem saboreia. A língua dela fazia círculos na cabeça, depois descia pelo corpo, ia até o fundo, engolia minha rola inteira, e eu sentia a garganta dela apertando. Eu segurei o cabelo dela, não porque queria mandar, mas porque precisava me segurar em alguma coisa. Ela olhava pra cima, me encarava, e aquele olhar misturado com a boca quente... eu quase gozei ali mesmo.

Eu senti a respiração do Jonas mudar enquanto contava.

— Mas ela parou. Se levantou, me deu um beijo molhado na boca, e disse que aquilo era só o começo. Depois saiu do banheiro, deixou eu me secar e vestir o short.

— E você foi pra sala? — perguntei, a voz saindo meio rouca.

— Fui. Sem camisa, só o short. Ela ainda tava no banheiro, se arrumando. Eu sentei na sala com o Lázaro do outro lado da sala e eu a todo momento tentando esconder que estava de pau duro, o lazaro fingia não vê. A gente começou a assistir um filme de ação, Máquina de Guerra. A Helena apareceu depois, foi fazer pipoca na cozinha, depois o Lázaro levantou, falou que ia tomar um banho, e deixou a gente na sala.

— E aí? — eu já tava com o corpo todo formigando.

— A Helena voltou com a pipoca, sentou do meu lado. O Lázaro demorou um pouco, e quando voltou, ela perguntou por que ele tinha demorado. Ele disse que precisou de um tempo lá, mas não entrou em detalhes. A Helena disse que ele quase perdeu o filme, olhou pra mim com aquele sorriso, e ofereceu a bacia de pipoca pra ele. Depois disse que ia narrar o filme pra ele não precisar voltar.

Ele parou por um segundo.

— Aí ela pediu o leite condensado.

— O que?

— Ela pegou o leite condensado, abriu, e passou a mão dentro do meu short. Começou a me masturbar devagar, olhando pro Lázaro. E perguntou se era aquele filme que ele queria assistir. O Lázaro confirmou, e começou a comer pipoca, olhando fixo pra gente.

Eu senti um calor subir pelo corpo.

— Ela puxou minha rola pra fora, passou leite condensado nela, e começou a lamber. Devagar, com a língua, tirando todo o leite. Depois me chupou de novo, mas dessa vez foi mais fundo, mais intenso. Ela fazia aquele barulho de sucção, a boca quente, a língua trabalhando, e eu já tava no limite. O Lázaro assistia, comendo pipoca, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Eu senti minha buceta pulsar.

— Ela parou, se virou pro Lázaro, e deu um beijo de língua nele. Um beijo molhado, gostoso, fazendo ele sentir o gosto de mim. O Lázaro gemeu baixinho, e ela voltou pra mim, me chupou com mais vontade ainda. Meu bem, quando eu gozei, foi dentro da boca dela. Ela não desviou, não parou, continuou sugando até eu tremer inteiro.

Jonas virou o rosto pra mim.

— Depois eu voltei pra casa. E tô aqui contando tudo pra você, porque você pediu.

Fiquei em silêncio por um momento, processando tudo. O corpo quente, a respiração acelerada. Olhei pro Jonas, aquele homem que eu amo, que tinha acabado de me contar a história mais excitante da semana.

— Meu bem — eu disse, a voz saindo num sussurro. — Você tem ideia do que isso faz comigo?

Ele sorriu, aquele sorriso que ele tem quando sabe que me pegou.

— Eu tenho uma ideia.

— Então me mostra.

Ele se virou, me puxou pra cima dele, e a noite começou a pegar fogo de novo.

No domingo de manhã, acordei com o corpo ainda marcado pela noite anterior. O Jonas tava dormindo ao meu lado, a respiração tranquila, o braço pesado sobre minha cintura. Fiquei ali um tempinho, ouvindo o silêncio da casa, o barulho dos passarinhos lá fora, aquele frio gostoso de Urubici entrando pela janela. A noite tinha sido boa. Mais que boa. Mas o corpo tava pedindo um descanso que eu não ia conseguir ter tão cedo.

O celular vibrou na mesa de cabeceira. Peguei meio tonta, ainda com sono, e vi o nome da Helena na tela. Meu coração deu aquele pulo que ele sempre dá quando vejo o nome dela.

"Bom dia, linda! Hoje tem evento de casais na igreja, às 10h. Vocês estão convidados! O Lázaro vai estar no púlpito ajudando o pastor. Seria tão bom ter vocês aqui. Vem?"

Li a mensagem duas vezes. Evento de casais. Igreja. Eu e o Jonas, sentados num banco de madeira, ouvindo palavras sagradas enquanto olhava pra Helena e pro Lázaro, sabendo de tudo que a gente tinha vivido. Senti um arrepio subir pela espinha. Era errado? Talvez. Mas também era fascinante.

Acordei o Jonas com um beijo no ombro.

— Meu bem, a Helena convidou a gente pra ir na igreja hoje. Evento de casais.

Ele abriu um olho, ainda meio dormindo.

— Igreja?

— É. O Lázaro vai estar lá no púlpito. Ela disse que seria bom ter a gente.

Ele ficou quieto um segundo, pensando. Depois deu aquele sorriso meio torto que ele tem quando sabe que eu tô com uma ideia na cabeça.

— Você quer ir?

— Quero. Só por curiosidade. Pra ver como é. Nunca fui num evento gospel desses.

Ele sentou na cama, esfregando os olhos.

— Tá bom, meu bem. Vamos. Mas eu vou de calça jeans, não vou de terno.

Eu ri e o empurrei pro banho.

Duas horas depois, a gente tava estacionando o carro em frente à igreja. Era uma construção bonita, simples mas acolhedora, com uma cruz branca no topo e um jardim bem cuidado na entrada. A Helena já estava nos esperando na porta, com aquele sorriso que iluminava tudo. Ela usava um vestido florido, discreto, com uma jaqueta de tricô por cima. O cabelo tava preso num coque baixo, e ela parecia... normal. Como qualquer mulher de igreja. Mas eu sabia o que tinha por baixo daquele vestido. Eu sabia o que aquelas mãos eram capazes de fazer.

— Luana! Jonas! Que bom que vocês vieram! — ela nos abraçou, e o abraço nela era diferente de tudo. Era o abraço de uma amiga. Mas também tinha um quê de cumplicidade que só a gente entendia.

Entramos na igreja e o lugar já tava cheio. Muitos casais, famílias, crianças correndo pelos corredores. O cheiro de café e bolo de fubá vinha de uma salinha ao lado. No púlpito, o pastor já estava arrumando os microfones, e ao lado dele, de pé, com uma postura que impunha respeito, estava o Lázaro.

Meu Deus. Ver o Lázaro ali, de camisa social, com uma Bíblia na mão, falando com aquele tom de autoridade, era quase surreal. Ele parecia tão... santo. Tão correto. Tão distante daquele homem que tinha assistido a própria mulher chupar o Jonas enquanto comia pipoca.

Sentei ao lado do Jonas na quarta fileira, do lado esquerdo. A Helena ficou umas fileiras à frente, perto do corredor central, onde ela podia ver o Lázaro de frente. Ela tava com os olhos fixos nele, um sorriso suave no rosto, as mãos cruzadas no colo. Uma cena de pura admiração.

O culto começou. O pastor abriu com uma oração, depois um louvor, e então o Lázaro subiu ao púlpito para falar sobre "O propósito do casamento segundo a palavra de Deus". Eu fiquei olhando pra ele, tentando conciliar a imagem do homem que eu via com a imagem do homem que eu conhecia. A voz dele era firme, convicta, cheia de fé. Ele citava versículos com naturalidade, fazia pausas dramáticas, gesticulava com segurança. Parecia que tinha nascido pra aquilo.

E ali, sentada entre os bancos, eu fiquei imaginando. Imaginando aquela mesma boca, que agora falava de pureza e fidelidade, gemendo enquanto a Helena chupava o Jonas no banheiro. Imaginando aquelas mãos, que agora seguravam a Bíblia, apertando as nádegas da própria esposa enquanto ela montava no Jonas. E pensando em como ele mesmo, Lázaro, tinha pedido pra ver a mulher dele com outro homem.

Olhei pra Helena. Ela tava ali, linda como sempre, admirando o marido. Os olhos dela brilhavam, e eu sabia que não era só devoção. Era uma mistura de orgulho e desejo, uma coisa que só ela entendia. E eu me perguntava: quantas pessoas naquela igreja olhavam pra ela e pensavam "que mulher bonita, que exemplo de esposa"? Quantos homens, ali sentados, olhavam pra ela e sentiam aquela pontada de desejo, mas nunca iam além porque ela era "intocável", era a esposa do futuro pastor?

Eu desviei o olhar, olhando pra outras pessoas. Aquela senhora de cabelos grisalhos, de vestido azul, com o marido ao lado. Será que ela já sentiu vontade de provar outro homem? Ou será que viveu uma vida inteira de repressão, guardando segredos que ninguém nunca vai saber? Aquele casal jovem, na fileira da frente, com as mãos dadas. O que será que eles fazem quando as portas se fecham? Aquela moça loira, toda arrumada, que olhava pro Lázaro com uma atenção que ia além da mensagem espiritual... será que ela já imaginou como seria ser tocada por ele?

Eu olhei de novo pra Helena. Ela parecia tão serena, tão em paz. Seus olhos estavam fixos no marido, e eu sabia que ela o amava de verdade. Mas também sabia que, por trás daquela fachada de mulher de pastor, havia uma mulher de desejos intensos, que já tinha provado de tudo e queria mais. Quantas mulheres ali, naquela igreja, eram como ela? Quantas já tinham se aventurado por uma noite de três, ou já tinham traído o marido em pensamento ou em carne, e guardavam aquilo como um segredo que nunca seria compartilhado? Quantas sentavam ali todos os domingos, ouvindo palavras sobre pureza, e voltavam pra casa com o corpo pedindo coisas que a alma não conseguia justificar?

O pensamento foi me consumindo. Eu já não ouvia mais o que o Lázaro falava. Minha cabeça estava num lugar muito diferente, cheia de perguntas e reflexões que eu não sabia se queria responder. Será que a vida é assim mesmo? A gente constrói uma imagem, uma identidade, e por trás dela vive outra pessoa, com segredos que ninguém vê? O Lázaro pregava sobre fidelidade, mas fantasiava com a esposa na cama com outro homem. A Helena era a mulher de exemplo, mas já tinha se entregado pra mim e pro Jonas em todos os sentidos. E eu? O que eu seria se as pessoas soubessem de tudo que eu já fiz?

Quando o culto terminou, o pastor fez a oração final, e as pessoas começaram a se levantar, conversando, se cumprimentando. Eu me mexi na cadeira, o corpo todo dormente, e olhei pro Jonas. Ele tava com a cara de quem também tinha viajado nos pensamentos.

— E aí, meu bem? Gostou? — eu perguntei, meio irônica.

Ele deu um sorriso torto.

— Foi... interessante. Ver o Lázaro ali, pregando sobre casamento, depois de tudo que a gente...

— Shhh — eu coloquei o dedo na boca dele. — Não aqui.

Ele riu, baixinho, e a gente levantou.

A Helena veio em nossa direção depois de cumprimentar algumas pessoas. Ela estava radiante, com aquele brilho no olhar que só ela tem. Abraçou o Jonas primeiro, um abraço simples, rápido, mas que durou o tempo suficiente pra eu notar que ela apertou um pouco mais as mãos nas costas dele. Depois veio até mim, me deu um beijo no rosto, e sussurrou no meu ouvido:

— Obrigada por virem. Fez toda a diferença ter vocês aqui.

— A gente que agradece — eu respondi, sentindo o perfume dela me envolvendo. — Foi uma experiência diferente.

O Lázaro apareceu atrás dela, todo sorridente, com a Bíblia ainda na mão. Ele abraçou o Jonas com força, daquele jeito de homem que gosta do amigo, e depois me deu um abraço também, mais leve, mas cheio de calor.

— Fala, Jonas! Que bom que vocês vieram! O que acharam do evento?

— Muito bom, Lázaro. Você fala muito bem lá em cima.

Ele deu uma risada, meio sem graça.

— É o dom que Deus me deu. Mas a gente sempre precisa melhorar, né?

A Helena se aproximou, tocando no braço do marido.

— Amor, eu tava aqui convidando a Luana e o Jonas pra um jantar lá em casa. A gente precisa colocar a conversa em dia, faz tempo que não nos reunimos direito.

O Lázaro olhou pra mim, depois pro Jonas, e o sorriso dele se abriu ainda mais.

— Isso é uma ótima ideia! A Helena faz um jantar que é de comer rezando, e a gente pode conversar, rir, colocar tudo em dia. O que vocês acham?

Eu olhei pro Jonas, que olhou de volta. Foi um olhar rápido, mas que continha mil coisas. A gente sabia que aquele jantar não ia ser só sobre conversa. Sabia que tinha um fio de tensão, de desejo, de segredo compartilhado. Mas também sabia que a gente queria isso.

— Seria ótimo — eu respondi, sentindo o sorriso se formar no meu rosto. — A gente adoraria.

— Perfeito! — a Helena disse, batendo palmas. — Então a gente combina o dia. Pode ser no próximo sábado? O Lázaro vai estar de folga, e a gente pode fazer um churrasco, ou uma massa, o que vocês preferirem.

— Sábado é ótimo pra gente — o Jonas disse, e eu senti a mão dele apertar a minha.

A Helena olhou pra mim, e por um segundo, nossos olhos se encontraram de um jeito que não precisava de palavras. Eu vi ali, naquele olhar, tudo o que a gente tinha vivido, e tudo o que ainda podia viver. Ela deu um sorriso pequeno, quase imperceptível, e eu devolvi.

— Então tá combinado — ela disse, se virando pro Lázaro. — Sábado, lá em casa. Vai ser maravilhoso.

Saímos da igreja com o sol forte batendo na cara, o ar frio de Urubici nos envolvendo. No carro, o Jonas ficou em silêncio por um momento, com as mãos no volante, olhando pra frente.

— Lu — ele disse, sem me olhar. — A gente tá entrando numa fria, sabia?

— Eu sei.

— E você quer mesmo isso?

Eu olhei pela janela, vendo a igreja sumir no retrovisor. Pensei na Helena, no Lázaro, em tudo que a gente tinha vivido juntos. Pensei nos segredos, nas fantasias, naquela vida dupla que parecia nos perseguir.

— Quero — eu disse, e minha voz saiu mais firme do que eu esperava. — A gente já passou por coisas piores, Jonas. E olha, o prazer de estar com eles é tão bom que parece que três dias viram uma semana. Cada noite, cada momento, parece que foram milhares de vezes. Com a Helena, foi assim. E eu quero mais.

Ele me olhou, e depois de um segundo, deu aquele sorriso que me desarma.

— Então vamos. Sábado, na casa deles.

E a gente foi pra casa, com o corpo ainda quente da noite anterior e a cabeça cheia do que viria.

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Comentários

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Ola, td bem esse conta cada vez fica mais excitante. Ate

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Sou de Curitiba e tenho um dog que adora subir numa bunda de mulheres e casais! Peço discrição e sigilo. Telegram @edizouza

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Da impressão que a Luana esta ficando diferente... agora ela esta mais uma cuckquean???

Uma pergunta, o Jonas fez o inferno porque a Luana fez o mesmo que ele hoje, se deixou seduzir e transou com outro cara? Nesse caso ele se deixou levar e não pediu permissão a ela. Ele tem permissão para trair ela? Se acontecer com ela, ela invadir o banheiro e transar com o Lázaro, sem a presença de Helena ou um outro cara como o Marcelo, ele vai levar numa boa também?

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Excelente Leonine!

Vc mudou o final e ficou muito melhor!

Ansioso por mais de Helena e Lazaro agora!

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Oi Ramses. Acabei de editar a história, o editor havia cortado os últimos parágrafos. Acrescentei o que faltava. Dê uma lida novamente.

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Já li e gostei muito mais!!

Me desculpe de novo por minha falta de atenção e minha critica injusta!

Gosto demais do seu conto. Impressionante como melhora cada vez mais!!

Abraços Leonine e até breve!

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Essa nova versão deixou um sentimento de querer muito mais Helena e Lazaro na história!

Afinal, quem nunca comeu melado quando come se lambuza né!!!

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